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Repente “O ser humano contra o ser humano” E se votar fosse consciência,
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Repente “O ser humano contra o ser humano” E se votar fosse consciência, não favor nem barganha dada? Se a escolha viesse da mente e não da promessa encenada? Talvez o palco ficasse mudo, sem mentira bem ensaiada. Prometem o que já é do povo, tá escrito, ninguém inventou, mas entre a lei e a vida real algo sempre se desviou. Vai nos cofres, vira silêncio, e o direito nunca chegou. No fim não tem lado certo, nem esquerda, nem direita, não, a máquina pública gira moendo sonho e intenção. Quem sustenta paga a conta, quem comanda faz sermão. É a desunião que sustenta corrupção e desigualdade, desemprego bate à porta com nome falso de oportunidade. Troca a roupa, muda o rótulo, mas é a mesma crueldade. É o ser humano contra o humano, irmão virando adversário, dividido por fronteiras desenhadas num cartório. Língua, moeda e passaporte definem quem vale salário. Divide pela fé que se reza, pela cor, pelo amar, por ideologia e partido, por camisa de jogar. Criamos muros invisíveis que nem o tempo vai quebrar. Tentamos nos tocar em redes, mil amigos numa tela, mas falta abraço verdadeiro na vida que nos revela. Conectado com o planeta, desconectado da janela. Queremos cura instantânea, emprego com solidez, um amor sem imperfeição, um futuro de uma vez. Queremos filho salvador pra corrigir nossa vez. E mesmo assim eu acredito nesse povo resistente, que cai, levanta, se quebra e recomeça diferente. Que chora pouco em público e luta bravamente. Somos duzentos milhões sonhando nesse chão chamado Brasil, e oito bilhões no planeta num destino tão frágil. Tanta boca, tanta língua, tão pouco diálogo civil. E se o mundo falasse igual? Sem moeda pra separar? Com fronteira só no mapa e humanidade no olhar? Quem seria rico de verdade? Quem ia pobre se chamar? Talvez a maior fronteira não seja terra nem chão, seja o medo de enxergar o outro como irmão. (pausa) O ser humano contra o humano… essa é a guerra em questão.

Luis Henrique Takatsu
Escrevo qualquer coisa, sem pressa, no calor do dia.
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Escrevo qualquer coisa, sem pressa, no calor do dia. Olho o relógio, já não tenho tempo. Sinto a brisa do vento: é a inspiração chegando. De longe, teu cheiro me alcança, e o amor se aproxima.

Warlei Antunes
De frente pra este teu charme, eu me rendo, o teu universo é mesmo um lugar incrível, aquecido por sentimentos calorosos, um sabor doce de atrevimento, atributos naturalmente valorosos Percebo a intensidade apaixonante que brilha dos teus olhos e num tom de poeticidade, os meus…
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De frente pra este teu charme, eu me rendo, o teu universo é mesmo um lugar incrível, aquecido por sentimentos calorosos, um sabor doce de atrevimento, atributos naturalmente valorosos Percebo a intensidade apaixonante que brilha dos teus olhos e num tom de poeticidade, os meus pensamentos te recebem de braços abertos, entramos numa profundidade, cuja emoção é farta e cheia de verdade E logo saboreamos a relatividade do tempo que torna eterna a temporalidade, enquanto que os nossos corpos e espíritos ficam conectados entre o prazer e o romantismo, um fascínio em cada ato, amor recíproco.

Jefferson Freitas.
Fui questionado. Por que não faz poesia romantica, de amor? Eu não escolho escrever tristeza! Eu registro a vida como ela chega, as dores, os conflitos, as tensões internas, a frustração com o mundo e com as pessoas. Meu estilo é mais cronista emocional do que romântico. Talvez…
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Fui questionado. Por que não faz poesia romantica, de amor? Eu não escolho escrever tristeza! Eu registro a vida como ela chega, as dores, os conflitos, as tensões internas, a frustração com o mundo e com as pessoas. Meu estilo é mais cronista emocional do que romântico. Talvez seja isso. Observo, sinto, processo, e transformo isso em palavras. o amor costuma ser silencioso, íntimo, discreto. O amor deveria ser obrigatório, nativo... Enquanto a dor, o conflito e a luta interior são barulhentos, urgentes, empurram pra fora. Eu escrevo sobre o que aperta, o que incomoda, o que pesa, porque é isso que pede expressão. Mas vou tentar...

Niasa
O seu lado doce não pode ser negado assim como a sua personalidade excêntrica, sendo um tipo de doçura intensa da noite, cuja companhia aparenta ser muito agradável, mas é evidente que não são qualidades que compartilha intimamente com todos, muitos não estão prontos para lidar c…
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O seu lado doce não pode ser negado assim como a sua personalidade excêntrica, sendo um tipo de doçura intensa da noite, cuja companhia aparenta ser muito agradável, mas é evidente que não são qualidades que compartilha intimamente com todos, muitos não estão prontos para lidar com sua singularidade, além de outros que só sabem julgar Considera muito pouco aquilo que não tem profundidade, não sente nenhuma vontade de agradar a todos, já chegou a sentir, porém, percebeu finalmente que não compensa, o seu coração é caloroso demais e a sua integridade é muito valiosa para querer a presença dispensável daqueles que não se importam e não fazem o mínimo necessário Continua encantadora e agora mais esperta do que antes, uma arte admirável que segue com sua venustidade atraente, desfruta da sua metamorfose, demonstrando um atrevimento aprazível que brilha dos seus olhos, certamente, bem mais do que um rosto bonito, o seu íntimo é como a noite apaixonante de um rico universo, corpo belo, sensatez e um espírito intenso.

Jefferson Freitas.
Quando eu fui privada de liberdade, por uma condição clínica psiquiátrica, eu percebi rapidamente a lógica da instituição: "Salve-se quem puder". E comecei a travessia, não bonita como em uma obra de Guimarães Rosa, mas atravessada pela dor e violência simbólica contínua. Eu perc…
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Quando eu fui privada de liberdade, por uma condição clínica psiquiátrica, eu percebi rapidamente a lógica da instituição: "Salve-se quem puder". E comecei a travessia, não bonita como em uma obra de Guimarães Rosa, mas atravessada pela dor e violência simbólica contínua. Eu percebi que a minha existência incomodava e tentei me fazer invisível o máximo que pude. Percebi que era proibido ter insônia e me mantinha acordada deitada na cama, ainda que meu ser pedisse circulação. Recusar um cigarro? Proibido. A recusa poderia resultar em agressão física. E eu perguntava a Deus, por que eu não podia olhar o céu, porque havia um muro alto com arame farpado e seguranças na porta. E chorei, não como que derruba lágrimas, foi um choro interno, que inundou minha alma. Eu estava sozinha em um lugar onde o terror era naturalizado. O meu silêncio profundo foi patologizado. Ela não melhorou. E eu segui me desviando da violência, sem palavras, sem chão, sem aplausos. Recusei a comida, como quem recusa a vida. E engolia os remédios com pressa, para não ser repreendida. Minha alma chorava e não havia céu no horizonte, apenas pessoas brutalizadas, que confundiam o meu silêncio com apatia. E o meu olhar era quase uma oração: "Senhor Deus que eu creio, livrai-me desse destino". E a oração se seguia de um desespero catatônico. Nesse lugar, de que me serviam os livro que eu li? Ali eu era um número, conveniente o suficiente para me calar. Muito mais eu poderia dizer desse lugar e de mim. Mas deixo o passado e suas sombras. Estou na minha casa em silêncio e grande vitória é a chave da porta. Quem nunca passou por uma internação agressiva, talvez nunca entenda minha palavras, e nunca saibam que a palavra 'Liberdade' é sagrada. E diz tudo aquilo que o sistema cala. Sobrevivi, inteira o suficiente para narrar minhas memórias. E sei com clareza absurda a hierarquia das nessecidades humanas. E o amor romântico não entra nessa equação. É um luxo facilmente descartável. E a saúde e a dignidade são absolutamente inegociáveis. Sigo firme e forte, o que não me mata, aumenta minha Lucidez.

Monalisa Ogliari