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24 frases nesta página

Aproveita as ocasiões comuns Que o amor é o nosso dom A vida é feita de instantes
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Aproveita as ocasiões comuns Que o amor é o nosso dom A vida é feita de instantes Que juntos ficam grandiosos, assim... - Frase da música Grandioso Assim do dj gato amarelo

dj gato amarelo
Apaixonante calmaria numa voz acolhedora, que ecoa pelo quarto, livre igual um belo pássaro que voa pelo céu, um cochicho carinhoso, um canto baixo, cantado com amor em harmonia profunda com a paixão, recebendo também a razão o seu valor Como se fossem o esplendor da noite e do…
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Apaixonante calmaria numa voz acolhedora, que ecoa pelo quarto, livre igual um belo pássaro que voa pelo céu, um cochicho carinhoso, um canto baixo, cantado com amor em harmonia profunda com a paixão, recebendo também a razão o seu valor Como se fossem o esplendor da noite e do dia, do sol para o luar, um relacionamento afinado, num ciclo bastante inspirador, a emoção e a música conjugando o verbo cantar, juntas num mesmo tom, mas cada uma de um jeito particular Cena simples e despretensiosa que consegue inspirar através de uma linda canção cantada de uma maneira branda, sincera com a doçura e a intensidade do coração, que atrai a atenção sem agressividade, provando a junção da sua alma com a musicalidade.

Jefferson Freitas.
Gestos humanos Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que de…
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Gestos humanos Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que derreteu o que era sólido: a visão de um fluxo eterno no qual nada estava fixado. A percepção do movimento da minha mente agora, em que não há repetições. Tudo era novo, era o olhar de um recém-nascido. Eu comecei a caminhar pela calçada e vi que todos os meus gestos, a forma de caminhar, as expressões do meu rosto, eram apenas um teatro inconsciente. As minhas ideias, a minha forma de enxergar e de ouvir, a minha noção do tempo, eram apenas um formato, um figurino. Tudo para me manter dentro de um padrão reconhecível, assim os outros saberiam o que esperar de mim. Conseguia, então, suprir duas carências: confirmar os costumes e ter uma ilusão da minha identidade. Assim, os outros dizem quem eu sou. Isso é o máximo que temos para responder à pergunta. Claro que o que pensam sou eu que penso, portanto, eu sou os outros. Isso me deixou em dúvida, pois as pessoas fazem parte do fluxo interminável dos movimentos e como eu poderia saber o que pensam, se duvido da percepção? O tempo é a consciência desses movimentos e da sua constante dialética. O que é horizontal vira vertical e vice-versa. Na verdade, não existe uma mente. O que há é um pensamento que engloba este momento, a realidade.

Rogério Por Diógenes
Ideia Fixa Você é minha ideia fixa, Que eu não quero esquecer.
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Ideia Fixa Você é minha ideia fixa, Que eu não quero esquecer. É vício que me domina, Sede que me faz sofrer. Preciso, no mesmo instante, Te esquecer e te possuir. Sumir de vez da tua vida, Ou no teu peito existir. Sei que não sou quem tu queres, Mas sei que posso te amar. Teu corpo seria o mapa Que eu ia desbravar. Sem freio e sem mais pausas, Mergulho em todo o teu ser. Nas páginas do teu livro, Eu quero me escrever. E quando estivermos juntos, Preenchidos de nós dois, Seremos um só destino: O agora e o depois.

JB Gregório Jr
Depois de naufragar em um momento muito desagradável, imprevisto, inevitável, solitário numa grande ilha de incertezas, sem nenhuma ajuda alheia à vista, estava muito desanimado, mas, Graças a Deus, a minha esperança se mantinha viva, E felizmente fui fartamente compensado ao av…
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Depois de naufragar em um momento muito desagradável, imprevisto, inevitável, solitário numa grande ilha de incertezas, sem nenhuma ajuda alheia à vista, estava muito desanimado, mas, Graças a Deus, a minha esperança se mantinha viva, E felizmente fui fartamente compensado ao avistar uma espécie linda de sereia, sorridente, que estava sobre a areia usufruindo de uma paz incomparável, beijada pelas águas de um lindo mar imenso que estava diante dela como se fosse um belo quadro em movimento A bênção de algo simples e de forte impacto que pude desfrutar no meu imaginário ativo, cena sublime, naquele lugar ensolarado, que antes representava a minha fraqueza, porém foi transformado em um paraíso, quando pude perceber aquela presença amável, de fato, imprescindível O cansaço físico e principalmente o da mente fazem parte da nossa vida, entretanto, a ludicidade também pode estar presente e fazer uma diferença bastante encorajadora, ótica lúdica que torna uma ilha deserta, aprazível, mais esperançosa, um canto paradisíaco, onde a fé se renova.

Jefferson Freitas.
A falta que te amar me faz Por que pessoas boas morrem? Muitas com tantas coisas ainda pra ensinar ou aprender, para continuar repassando no passa e repassa da vida. Quantas catástrofes acontecem desde que o mundo nasceu? digo isto, com a mesma propriedade de alguém que inventou…
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A falta que te amar me faz Por que pessoas boas morrem? Muitas com tantas coisas ainda pra ensinar ou aprender, para continuar repassando no passa e repassa da vida. Quantas catástrofes acontecem desde que o mundo nasceu? digo isto, com a mesma propriedade de alguém que inventou a álgebra, com a certeza de que o que disse, era a solução para aqueles problemas tão complexos, inventados pela própria pessoa que dizia conhecer a solução, para o que ela mesma criou. E fácil assim, darmos razão para o que acreditamos ser certo, e é por isso que eu ouço, já a algum tempo a frase: tempo, ... tempo..., e ela vem de uma pessoa que eu admiro muito. E hoje eu senti uma coisa no peito, como o ardor sem bater, como o ferir sem corte. Sim, as palavras acertam de um jeito que até deixariam tonto napoleão, fato, aquele mesmo que perdeu a guerra; e junto com ele todos nós perdemos. Todos querem encontrar uma razão para ser feliz ou para permanecer nas sombras, e a mais pura verdade é que tem gente que admira a escuridão, sendo esta fantasiada pela falta de atitude e sim: a determinação não é para os bons, é para os espetaculares. Se o amor existe ainda ele tem que se manter espetacular e manter seu ibope alto, assim como o ódio, que só existe porque um dia houve amor ali. E quem anda contigo é que é o problema certo ou incerto da vida. Conhecer a si mesmo, é entender que nem tudo que está perto é alcançável, assim como o que está longe é seu e deve ser admirado por isto, porque a distância fere com a mesma intensidade do carinho, que vence, mais do que o amor. Sempre ouço de um homem qualquer de que amar é fácil, o difícil é gostar, porque permanecer com este sentimento é mais prazeroso do que o amor, que passa ... O gostar não, por isso que eu achava que eu dizer: "eu te amo" causaria impacto, mas soa como qualquer outra frase, até mais frágil do que eu pronunciar odiar, pois como eu disse antes: não existe ódio sem um amor ter sido destruído... .sem ter existido um amor.

Aida_lindha_lindha
Quatrocentos Quadros por Segundo [Move-te e Viverás] Enquanto eles lutam
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Quatrocentos Quadros por Segundo [Move-te e Viverás] Enquanto eles lutam Para manter seu trono, Nós lutamos para destroná-los. Portamos as Armas Mais poderosas do Mundo, O Amor e o Conhecimento. É que eu nunca fui bom em nada, Então continuo tentando de tudo. Só há vida, em movimento. Move-te e viverás. A mais grandiosa De todas as conquistas, É a superação de si mesmo. Lembre-se, Que foram os Filósofos Que venceram os Mitos. Combatendo brutalidade Com pensamentos críticos, Reflexões sinceras Em meio aos gritos, Lembrem-se, Que foram os Filósofos Que acabaram com os Mitos. Nestes quatrocentos Quadros por segundo, Só há vida, em movimento. Portanto, move-te, Move-te e Viverás. (Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Bruno Michel Ferraz Margoni
Dois movimentos importantes. Levantar da cama e sentar na poltrona. A alma ainda está dormindo, mas o cigarro nos dedos impele a acordar. Em frente tem a mesa com livros entulhados, cobrando-me por um antigo hábito social. Ali ficam os resumos que eu não fiz. A mesa é a minha men…
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Dois movimentos importantes. Levantar da cama e sentar na poltrona. A alma ainda está dormindo, mas o cigarro nos dedos impele a acordar. Em frente tem a mesa com livros entulhados, cobrando-me por um antigo hábito social. Ali ficam os resumos que eu não fiz. A mesa é a minha mente, querendo fugir de mim mesma. Do lado da poltrona tem uma máquina de lavar roupas, lembrando-me que roupas não se lavam sozinhas. A cinza do cigarro é elegantemente empurrada para debaixo da cama. O coração do quarto é uma réplica de Monet, com cores saturadas. Mas Monet é Monet. Amor é sutil como uma metralhadora. Em silêncio parece até um carinho inocente, mas apontado para a cabeça parece um crocodilo perto do bote. O amor salva, mas quando o amor é distorcido, o amor mata, mata ilusões, rasga álbum de casamento e vira briga por pensão alimentícia. Melhor evitar. Calcule a profundidade da piscina antes de pular de ponta. Eu fui programada pelo DNA para repetir a mesma história 50 vezes, até encontrar uma resposta mais convincente. Eu não pedi para lembrar da minha biografia desde os três anos de idade. Então eu perdoo, mas esquecer jamais. E eu lembro a roupa que eu estava usando quando, trinta anos atrás, você foi tosco comigo. Mecanismo cognitivo. Eu não pedi para ter uma biblioteca de acontecimentos no meu cérebro. Coisas da vida. Eu estou apaixonada pelo síndico do meu prédio e estou dividida entre reclamar da taxa extra ou fingir que eu não sou pobre. Então ele é o mensageiro do desejo e o demônio da taxa extra. Eu não sei se é porteiro do destino amoroso, ou se é só roubo à mão armada mesmo. Dilema emocional: amor X boleto. Ainda estou digerindo a taxa extra com congestão. Enquanto eu me torturo com as dívidas, o síndico encosta o braço no meu e eu me apaixono. Perdi a briga e voltei para casa com um boleto cor de rosa com formato de coraçãozinho. Eu sou excêntrica, não é para chamar atenção. É transtorno mental mesmo. Com direito a sair do meu apartamento, pegar uma vassoura e ir varrer a rua. Gari por um dia. Mas o chão ficou limpinho e meu tédio saiu satisfeito. Eu fumo. Muito. Muito. O cigarro é extensão da minha boca. Mas eu fumo tão elegante que o enfisema pulmonar acha bonito. Nada como tomar quatro ansiolíticos para a vida ficar mais leve. Hoje eu lavei dois copos, não me chame de inútil. Eu tenho uma doença que todo mundo acha engraçadinho: bipolaridade. É tão engraçado, a pessoa surta, esquece até o próprio nome e depois tem depressão e quer se matar. Engraçado, né!? O brasileiro tem ótimo senso de humor. Pena que eu não posso rir junto, porque estou ocupada tentando sobreviver. Bom mesmo é se alienar em seita. Você entra tomando chá alucinógeno e sai com três diagnósticos psiquiátricos. Como diz a seita: “luz, paz e amor”. Explica essa dinâmica para a clínica psiquiátrica, porque lá a meditação é “salve-se quem puder”. Eu me salvei com algumas escoriações no corpo. E agora o mantra é: “dois pesos, duas medidas”. Chá alucinógeno? Não, prefiro água, por gentileza. O amor é patético, mas eu não tenho lugar de fala, porque eu me apaixono na velocidade da luz. Porque o síndico encostou no meu braço por três segundos e eu estou há semanas falando dele. O amor é o ridículo mais lindo que existe. Eu até tomei banho hoje, com direito a passar batom. Eu sou mais inteligente que a média das pessoas. E a modéstia me obriga a me defender para não parecer vaidosa nem pretensiosa. Eu li Nietzsche e ele não tem pudor de exaltar suas qualidades. Então eu sou mais inteligente, mas não fique triste, você é legal — vou até te dar um biscoitinho.

Monalisa Ogliari
A Transparência da Alma Há momentos em que a vida, com sua delicada brutalidade, nos oferece revelações que não pedimos, mas que precisamos. Uma palavra fora de lugar, um gesto não intencionado, um áudio deixado ligado — e então, como num rasgo súbito na cortina da convivência,…
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A Transparência da Alma Há momentos em que a vida, com sua delicada brutalidade, nos oferece revelações que não pedimos, mas que precisamos. Uma palavra fora de lugar, um gesto não intencionado, um áudio deixado ligado — e então, como num rasgo súbito na cortina da convivência, vemos o que estava oculto: a ausência de verdade onde pensávamos haver afeto. A amizade, esse pacto silencioso entre almas, não se sustenta na frequência dos encontros nem na doçura das palavras. Ela vive — ou morre — na integridade dos gestos, na coerência entre o que se diz e o que se faz quando ninguém está olhando. A decepção, por mais amarga, é uma espécie de claridade. Ela não destrói: revela. E o que revela, liberta. Nietzsche dizia que “não é a falta de amor, mas a falta de amizade que torna os casamentos infelizes”. Podemos estender essa ideia a todas as relações humanas: é a ausência de autenticidade que corrompe os vínculos, que transforma o que era para ser abrigo em ameaça. Quando alguém nos mostra, mesmo sem querer, o que realmente habita seu coração, temos diante de nós uma oportunidade rara — a de escolher com mais sabedoria quem merece permanecer em nossa travessia. Escrever sobre isso é mais do que desabafar: é eternizar o aprendizado. É transformar dor em linguagem, e linguagem em ponte para outros que também caminham feridos, mas desejam curar. A escrita, quando nasce da verdade, é sempre um ato de generosidade. Que cada leitor que aqui chega encontre não apenas palavras, mas espelhos. Que se reconheça, se questione, se fortaleça. Porque a vida é breve, e o coração, sagrado. Que sejamos fiéis a ele — mesmo quando o mundo não for. "A amizade verdadeira é como o silêncio da noite: não precisa provar sua existência, apenas permanece, fiel, mesmo quando todos os sons se vão." Autor: Roberto Ikeda

Roberto Ikeda
No decorrer de certas noites, quando o tempo se mostra oportuno, cercado por uma escuridão densa, iluminado apenas pela luz da lua, fico em silêncio e passo a ter uma conversa sincera com Selene, dando voz aos meus pensamentos mais frequentes como se ela conseguisse ouvir todos e…
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No decorrer de certas noites, quando o tempo se mostra oportuno, cercado por uma escuridão densa, iluminado apenas pela luz da lua, fico em silêncio e passo a ter uma conversa sincera com Selene, dando voz aos meus pensamentos mais frequentes como se ela conseguisse ouvir todos eles Assim, prontamente, consigo ficar imerso em um momento particular, permitido por Deus, um dos meios da minha mente desabafar, estando diante de uma ouvinte perfeita, que a ouve atentamente lá do céu, sem expressar nenhum sinal de desconforto, ouvindo tudo até o final, um respeito desejoso E levando em conta o meu alívio mental, de acordo com um prisma lúdico, imagino que toda vez que conversamos, ela ouve e responde de uma maneira sábia a cada pensamento meu que decide falar sobre vários assuntos, paixão, rotina, sonhos, imaginação, amor e outras coisas da vida.

Jefferson Freitas.
Ó grande aprendizado dá vida, é que nada dura para sempre, nada. Tristeza, felicidade, chuva, amor, vida, inverno, verão, outono e inverno, então tente ficar calmo. Se houver uma tempestade, amanhã será um dia ensolarado. Portanto, procure entender cada momento e o ciclo da vida…
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Ó grande aprendizado dá vida, é que nada dura para sempre, nada. Tristeza, felicidade, chuva, amor, vida, inverno, verão, outono e inverno, então tente ficar calmo. Se houver uma tempestade, amanhã será um dia ensolarado. Portanto, procure entender cada momento e o ciclo da vida por si mesmo, torne-se um ser humano melhor, e esteja preparado para cada momento, sendo que aproveitamos os momentos bons, e aprendemos a suportar os momentos ruins. Porque a arca de ouro está dentro de si mesmo e nao fora.”

Luciano Rodrigues
"Te dou meu coração... queria dar o mundo" Expressa um amor tão grande que o coração não basta – há uma vontade incondicional de oferecer tudo o que há de melhor, como se o universo inteiro fosse pouco para demonstrar o quanto a pessoa é valiosa. É a entrega total, onde o sentim…
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"Te dou meu coração... queria dar o mundo" Expressa um amor tão grande que o coração não basta – há uma vontade incondicional de oferecer tudo o que há de melhor, como se o universo inteiro fosse pouco para demonstrar o quanto a pessoa é valiosa. É a entrega total, onde o sentimento ultrapassa os limites do material. "Só me dará prazer, se viajar comigo, até nascer o sol" O prazer da vida só faz sentido quando compartilhado com quem amamos. A jornada é mais importante que o destino: mesmo nas noites mais longas, caminhar lado a lado até o amanhecer simboliza esperança, companheirismo e a alegria de construir momentos juntos. "SEGUINDO NO TREM AZUL" O "trem azul" é uma imagem poética de uma jornada que pode ser tanto real quanto metafórica – talvez um caminho de sonhos, liberdade ou um futuro que ambos constroem. O azul remete à profundidade dos sentimentos, à calma e à vastidão do que está por vir, enquanto seguir juntos representa a decisão de enfrentar tudo lado a lado. Em suma, o texto fala de um amor que oferece o impossível, encontra sentido na companhia e embarca numa jornada de esperança rumo ao novo.

Léia Coelho
Os cadarços de Sophia “Não te falta força, porém cadarços amarelos para o sapatênis que não tem. Pois quem vive vida tão sofrida, morro acima, morro abaixo, com uma bacia de roupas na cabeça, não compra cadarços — cadarços amarelos — nem sapatênis, nem uniformes; muito menos pod…
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Os cadarços de Sophia “Não te falta força, porém cadarços amarelos para o sapatênis que não tem. Pois quem vive vida tão sofrida, morro acima, morro abaixo, com uma bacia de roupas na cabeça, não compra cadarços — cadarços amarelos — nem sapatênis, nem uniformes; muito menos pode ir à escola, como as crianças que não trabalham e podem estudar.” Diziam isso para a menina que chorava por cadarços amarelos, para o sapatênis que ficava na vitrine da loja de calçados, a um quarteirão e meio da escola. Escola esta particular, única na vila, de fama alta entre antigos e novos moradores da cidade por causa dos seus uniformes. Eram uniformes com pudor, de menina-moça de família, educada e de muita estima, pelo lindo e desenhado traje que usavam — principalmente o das meninas, de mangas longas e vestido, com sapatênis preto, todo padronizado. Apenas a cor dos cadarços variava: rosé ou vermelho, verde ou azulado. Era essa a razão do sonho de Sophia — um sapatênis fechado com o bendito cadarço amarelado. Era o sonho de Sophia comprar aqueles cadarços e, para isso, guardava seus trocados, que no trajeto do morro abaixo recebia da sua mãe, que com a menina repartia parte do pagamento: duas moedinhas de dez centavos pela tarefa cumprida, pelo esforço que fazia morro acima, carregando a trouxa de roupas e uma latinha. De três em três dias, duas moedas no fundo do pequeno cofre tiniam. Cofre para este fim feito, artesanalmente “arranjado”, de latinha de leite moça improvisada, com um adesivo amarelo pregado. Nele, estava escrita pela mãe da menina a única palavra por ela aprendida — palavra esta que Sophia também aprendera no caminho morro acima e, quando descia a ladeira morro abaixo, com fé, pronunciava o som da palavra a cada passo; e o significado de cada fonema embrulhava como se faz com um presente que ainda não chegou a hora de dar. Cadarço, que agora era o sonho de Sophia, já fora o sonho de sua mãe, que à escola nunca ia, pois uns cadarços, em vidas tão sofridas, nunca pôde comprar — muito menos sapatênis, uniformes e ir à escola estudar. Forças e sonhos todas as manhãs arrumava. Com o tinido de cada moeda no fundo da lata se motivava. Nunca desistiu da caminhada: morro acima, morro abaixo. Aprendeu que, na vida, tudo passa e que uma grande meta a ser alcançada traz, no começo, uma dificuldade danada. Primeiro os cadarços, depois o sapatênis, o uniforme e, por fim, a escola. Um passo atrás do outro, uma conquista de cada vez. Diziam para a menina que chorava por cadarços amarelos: “Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.” Para minha felicidade e admiração de sua mãe, anos mais tarde, quando voltei, dei de frente com Sophia. Em suas mãos não encontrei nem bacia nem latinha. Estava diferente. Diferente da menina que, morro acima, morro abaixo, repetia insistentemente a palavra alegria. A mesma palavra escrita naquela latinha, palavra ensinada pela mãezinha, razão que foi razão dos seus cadarços, do sapatênis, do uniforme e da escolinha. De hoje em diante, também me sento com os moradores da cidade para, com orgulho, olhar aquelas que, de uniformes tão admiráveis, caminham para estudar. Que vão e vêm todos os dias — em especial a minha menina de cadarços amarelos, única entre as demais. Aquela que vai cantando insistentemente a palavra alegria, porque desde cedo ela sabia que, na vida, não se realizam sonhos — muito menos se compram cadarços amarelos — sem alegria, razão dos cadarços amarelos, razão do sonho de Sophia.

J.S.Moura
Música: Figura de política. Autor: Dênisson Hélder Dinéh. Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem.
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Música: Figura de política. Autor: Dênisson Hélder Dinéh. Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem. Quando o bolso pesar, dizem que a Antítese alivia. Se a Metáfora faltar, não adianta gritar com Onomatopeia. Se o modelo prioriza ditaduras amigas, a gente dissimula, trabalha em dobro e espera a Hipérbole passar. Nas contas públicas no vermelho? Use a Hipérbole, jamais a Comparação. Onde houver comissionado incompetente, a Prosopopeia se faz presente, dando vida a quem nada produz. Basta a Catacrese sentir uma Sinestesia para o povo tomar uma Antonomásia (o apelido que vira condenação). No fim, vai bater a saudade da linguagem real e direta. Aquela que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam ser bruta... Mas era apenas a verdade sem filtro. Só não vale repetir que foi GOLPE. Aí já não é figura de linguagem... é Ironia do Destino

Dinéh, Dênisson Hélder.