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24 frases nesta página

Hoje sigo elegante, porque desabar em público nunca foi minha linha de defesa.
Simone Carvalho dos Santos
Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar, O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gent…
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Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar, O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gentilmente a areia da praia, marcada por pegadas de idas e vindas. O resultado foi um cenário apaixonante, cheio de vida, que provou a magia da ludicidade, atraiu a percepção poética e expôs a leveza da simplicidade. Parte bela da noite, de uma linda memória construída a partir de uma observação sincera da lua — o grande destaque de um lugar praiano, uma paisagem que liberta.

Jefferson Freitas.
Essa é uma pergunta que faz muita gente refletir. Muitas pessoas brigam, discutem, rompem amizades e até família por causa de políticos. Mas, na prática, a maioria dos políticos dificilmente briga pessoalmente por um eleitor específico. O que eles fazem é defender interesses, pr…
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Essa é uma pergunta que faz muita gente refletir. Muitas pessoas brigam, discutem, rompem amizades e até família por causa de políticos. Mas, na prática, a maioria dos políticos dificilmente briga pessoalmente por um eleitor específico. O que eles fazem é defender interesses, projetos, partidos e, muitas vezes, estratégias de poder. Nem todo político é igual, claro. Existem exceções. Mas, de modo geral: O eleitor costuma defender o político com emoção. O político costuma agir com cálculo e estratégia. Enquanto as pessoas se dividem, muitos políticos, mesmo de partidos opostos, conversam, negociam e fazem acordos entre si. Talvez a reflexão mais importante seja: vale a pena perder paz, amizade e saúde emocional por alguém que nem sabe que você existe? Opinião política é importante. Debate é saudável. Mas brigar e se machucar por isso quase nunca compensa.

Ivo Mendes Morais
desse mundo que vivemos, dá para ter fé? esperar por nada e ainda não se manter em pé amigo meu, onde andou por esses passos?
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desse mundo que vivemos, dá para ter fé? esperar por nada e ainda não se manter em pé amigo meu, onde andou por esses passos? sempre te vejo parado, pois não tem rastros a bondade não deve ser troca de nenhum jogo pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco esperar para que alguém possa te levantar aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar e sempre que eu te vejo você ainda implora pela sua graça acha que acontece? olhe seu reflexo, idiota você ainda está vivendo em desgraça não tem mentiras, ilusões, expectativas que façam esse fogo parar de queimar de todas as outras vidas, tão vivas ninguém teria motivo para se importar os tempos se passam em mundos desbravam e você estar incluso ou não desde o início, nem ligavam é aqui onde vai ter seus últimos prantos estar invisível é uma aventura em tanto mas aqui nesse lugar, que medo pode causar? desses olhos que te vêm dormir, dançar não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você possa levantar para os outros? para que te derrube mais fácil, e depois se remoer quando estiver com vontade de chorar feche os olhos e eu estarei lá não, não se liberte, não lute mais arranco teu boa noite e seu sorriso por mais

Pedro.
A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cec…
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A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cecília Meireles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto, percebe-se que cada um deles, à sua maneira, construiu um modo singular de enxergar o mundo e o homem. Em Machado de Assis, a razão humana e a hipocrisia não aparecem como opostos, mas como um contínuo. Quanto mais o autor investiga os mecanismos da razão, mais expõe as camadas de dissimulação que sustentam as relações sociais. Sua literatura não nega a inteligência humana, mas revela como essa inteligência frequentemente serve para justificar interesses, mascarar intenções e sustentar aparências. Assim, a análise psicológica machadiana não conduz à exaltação da racionalidade, e sim ao desvelamento de suas ambiguidades morais. Clarice Lispector, por sua vez, constrói uma escrita em que lucidez e angústia coexistem de forma inseparável. Em A Hora da Estrela, a personagem Macabéa vive uma existência marcada pela dor e pela invisibilidade, mas sem plena consciência disso. A autora, no entanto, possui a lucidez de enxergar essa condição e, justamente por enxergá-la, experimenta a angústia. A escrita clariceana revela esse descompasso entre a vida vivida e a consciência da vida, mostrando que a lucidez sobre o sofrimento alheio pode ser uma forma profunda de inquietação. No universo de Guimarães Rosa, o sertão ultrapassa a geografia e se torna um território psicológico e metafísico. Quando se afirma que “o sertão é do tamanho do mundo” e que ninguém o conhece por inteiro, sugere-se que a vida humana é feita de veredas parciais, de caminhos incompletos. A linguagem regional reinventada por Rosa não é apenas recurso estilístico, mas uma forma de deslocar o centro da linguagem e explorar a complexidade da experiência humana. O sertão, assim, torna-se metáfora da própria existência: vasto, desconhecido e atravessado por pequenas trilhas de compreensão. Lima Barreto escreve a partir de uma lucidez que, ao desmascarar as estruturas sociais, inevitavelmente gera revolta. Sua crítica à República e ao nacionalismo ufanista revela um país marcado por contradições e fragilidades. A lucidez literária, nesse caso, não é neutra; ela expõe e, ao expor, denuncia. A revolta surge como consequência da percepção aguda das falhas estruturais e da distância entre o ideal proclamado e a realidade vivida. Carlos Drummond de Andrade reúne ironia e melancolia em uma poesia que reflete a crise do indivíduo moderno. Ao questionar o sentido da poesia em um mundo instável e muitas vezes insano, o poeta revela tanto desencanto quanto consciência crítica. Sua ironia funciona como mecanismo de distanciamento, enquanto a melancolia evidencia a percepção de um mundo em transformação e, por vezes, em decadência. Em Graciliano Ramos, a secura estilística é simultaneamente estética e existencial. A economia de palavras e a dureza narrativa refletem a vida marcada pela pobreza e pela sobrevivência no sertão. A forma seca não é apenas escolha literária; ela corresponde a uma realidade igualmente árida. Contudo, ao transformar a miséria em linguagem literária, surge também a tensão entre representar o sofrimento e estetizá-lo, evidenciando a complexidade ética da escrita sobre a pobreza. Cecília Meireles constrói uma poesia profundamente espiritual e melancólica, marcada pela reflexão sobre o tempo, a finitude e a transitoriedade da vida. Seu lirismo volta-se para dimensões mais contemplativas e menos materiais da existência, privilegiando o efêmero e o metafísico. Em contraste com a poesia de Drummond, mais ancorada no mundo concreto, a escrita de Cecília enfatiza uma interioridade que, embora bela, por vezes se afasta da materialidade social. Jorge Amado, ao retratar o povo brasileiro, busca celebrá-lo em sua vitalidade, sensualidade e força coletiva. No entanto, essa celebração pode também revelar fragilidades estruturais, expondo um universo popular atravessado por contradições. A alegria e o colorido narrativos convivem com uma realidade social complexa, em que a exaltação do cotidiano popular pode evidenciar tanto resistência quanto precariedade. João Cabral de Melo Neto demonstra que a emoção não depende do sentimentalismo. Sua poesia racional e precisa, especialmente em Morte e Vida Severina, constrói uma emoção verdadeira por meio da estrutura e da clareza. A experiência do retirante nordestino e a sucessão de mortes ao longo do caminho produzem impacto afetivo não pelo excesso de lirismo, mas pela precisão formal. A racionalidade cabralina revela que a emoção pode emergir da lucidez e da construção rigorosa do poema. Entre todos esses autores, Machado de Assis se destaca como um dos mais lúcidos na investigação da natureza humana. Sua obra desmonta as aparências sociais e revela a complexidade moral dos indivíduos. Ao expor a hipocrisia e as ambiguidades das relações, ele constrói uma visão aguda e duradoura da sociedade. Sua lucidez permanece atual porque continua a revelar mecanismos universais do comportamento humano, mostrando que, por trás das convenções e discursos, persistem contradições profundas e permanentes.

Monalisa Ogliari
Uma Pausa Sadia a Partir do Teu Olhar Talvez seja muita pretensão da minha parte, reconheço; porém, se eu tivesse o poder de parar o tempo, em determinados momentos, eu o pararia. Ficaria imerso nesse teu olhar charmoso, saboreando um sentimento profundo de euforia, admirando as…
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Uma Pausa Sadia a Partir do Teu Olhar Talvez seja muita pretensão da minha parte, reconheço; porém, se eu tivesse o poder de parar o tempo, em determinados momentos, eu o pararia. Ficaria imerso nesse teu olhar charmoso, saboreando um sentimento profundo de euforia, admirando as maçãs do teu rosto, que demonstram uma simetria apaixonante, O meu dia poderia ser melhorado com alguns raios solares exaltando a tua pele macia; seria a minha dose de entusiasmo, inspiração certeira para minha poesia e a razão de meus pensamentos acalorados. O meu coração estaria em sintonia com o teu; farias uma diferença notável assim como o Sol faz num céu ensolarado. Com a chegada da noite, eu seria presenteado com a luz do luar e das estrelas reunidas nos teus olhos — uma resplandecência singular, emocionante, que passaria um ar caloroso. Seria a minha lua particular, o meu presente noturno por causa de um laço respeitoso entre o lúdico e a poeticidade de nossos encontros. Portanto, ainda que não fossem constantes e demorados, seriam bons instantes de avivamento. Até os nossos espíritos seriam avivados. O nosso temporário teria sabor de eterno. Cada um deles seria memorável, mas nenhum seria o mesmo. Certamente, estou agora sonhando acordado, pois, na minha mente, já está acontecendo.

Jefferson Freitas.
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma cr…
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Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito. Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade: Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles. Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.

Noemý Alves (a desenhista)
Gratidão a Deus, porque foi Ele quem me sustentou nos dias em que ninguém via a batalha que eu travava por dentro. Quando faltou força, Ele foi meu refúgio. Quando faltou direção, Ele foi luz no caminho. A paz que vem do alto me manteve de pé, mesmo quando tudo ao redor parecia q…
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Gratidão a Deus, porque foi Ele quem me sustentou nos dias em que ninguém via a batalha que eu travava por dentro. Quando faltou força, Ele foi meu refúgio. Quando faltou direção, Ele foi luz no caminho. A paz que vem do alto me manteve de pé, mesmo quando tudo ao redor parecia querer me derrubar. Gratidão ao trabalho, que nunca foi só sustento, mas também caráter sendo moldado. Cada suor derramado construiu mais do que resultados construiu resistência, disciplina e visão. O trabalho me ensinou que dignidade não se negocia e que quem planta com fé, colhe no tempo certo. Gratidão às pessoas verdadeiras que permanecem. As que não precisam de plateia para demonstrar lealdade. As que chegam no silêncio, ajudam sem anunciar e ficam quando muitos vão embora. Poucas, mas suficientes. São conexões que Deus coloca para lembrar que ainda existe verdade no meio de tanta superficialidade. E acima de tudo, que a paz de Deus guarde meu coração, e que o amor de Cristo transborde em cada atitude minha. Que eu nunca perca a essência, nunca endureça o coração e nunca esqueça de onde vim porque tudo que sou e tudo que conquisto começa n’Ele e termina n’Ele. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite
A vida não para, mas às vezes dá vontade de voltar atrás. Acontece que a vida é curta demais para ficar pensando em voltar atrás. Se houvesse algum meio de voltar atrás, nós nunca aprenderíamos a seguir em frente. Rosinei Nascimento Alves Bom dia!
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A vida não para, mas às vezes dá vontade de voltar atrás. Acontece que a vida é curta demais para ficar pensando em voltar atrás. Se houvesse algum meio de voltar atrás, nós nunca aprenderíamos a seguir em frente. Rosinei Nascimento Alves Bom dia! Deus abençoe sempre 🙏🏾 Tenhamos fé!⁠

ROSINEI NASCIMENTO ALVES
[Boa e Velha Selvageria] Eles querem adestrar todo mundo,
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[Boa e Velha Selvageria] Eles querem adestrar todo mundo, querem todos mansos e humildes; risadinhas, aplausos e brindes; risadinhas, aplausos e brindes; mas nosso espírito é indomável e não se dobra com palavras vazias. Só podemos prometer a eles, nossa boa e velha selvageria. (Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Bruno Michel Ferraz Margoni
“O Infinito em Fragmentos” Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolh…
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“O Infinito em Fragmentos” Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços. Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano. Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente. Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos. Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade. Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer. A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades. Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte. Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças. Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos. Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma. E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro. Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.

Silasoliveira13
Na minha humilde concepção de poeta, acredito piamente que o verdadeiro artista se torna eterno através da sua arte assim como a linda arte de Van Gogh que permanece viva, emocionando e sendo retratada a partir de um pequeno quadro, apaixonante com cores vívidas, detalhado com mu…
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Na minha humilde concepção de poeta, acredito piamente que o verdadeiro artista se torna eterno através da sua arte assim como a linda arte de Van Gogh que permanece viva, emocionando e sendo retratada a partir de um pequeno quadro, apaixonante com cores vívidas, detalhado com muito capricho entre traços e tintas Um tipo fascinante e raro de eternidade que continua inspirando e mexendo com o imaginário, tanto de admiradores quanto de outros artistas, então, um desabafo por mais triste que seja, pode ganhar uma nova roupagem, quando essencialidades distintas se misturam e viram um sol durante as tempestades, Vejo o tempo e essa sua relatividade no “A Noite estrelada”, que ainda inspira com a sua luminosidade de um céu exuberante particular, criada por uma mente caótica, antiga, usando as emoções e algumas pinceladas, motivadas fortemente pelas aspirações de uma alma muito expressiva, resultando numa expressão artística sem palavras Qualquer comparação com os meus poemas chega a ser injusta, no mínimo, inadequada, porém, sabendo que tudo nesta vida é passageiro, inclusive, a minha existência, que também é temporária, às vezes, desejo de forma ousada ser eternizado por meio dos meus versos, proporcionando bem mais do que uma simples leitura, um baita privilégio.

Jefferson Freitas.
O Primeiro Abrigo No seu ventre, estive no meu primeiro abrigo, Cheio de amor.
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O Primeiro Abrigo No seu ventre, estive no meu primeiro abrigo, Cheio de amor. No seu colo, fui consolado inúmeras vezes, E hoje, ainda encontro conforto nos nossos abraços. Ter o mesmo riso frouxo Foi, e continua sendo, imprescindível. Sem dúvida, sou abençoado por tê-la como mãe; Não conseguiria ter pedido a Deus uma melhor. Errei e erro muito, Mas busco ser um bom filho. Pois tudo o que eu fizer será, de fato, Apenas o mínimo.

Jefferson Freitas.