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24 frases nesta página

Sinto que ainda permanece aqui, um pouco da mariposa perdida no caminho que fui… eu fui. Segui a pé a estrada da nossa despedida, sem lenço no bolso, sem nenhum vento para soprar a direção. Passando por todo o espinho que insistiu em me açoitar, com a mala tão pesada que me expri…
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Sinto que ainda permanece aqui, um pouco da mariposa perdida no caminho que fui… eu fui. Segui a pé a estrada da nossa despedida, sem lenço no bolso, sem nenhum vento para soprar a direção. Passando por todo o espinho que insistiu em me açoitar, com a mala tão pesada que me exprimia a coluna, com a vida tão frágil que sem ver, meus pés se molhavam com minhas próprias lágrimas. Virei estátua de sal, parei só pra olhar em teus olhos uma vez mais, um sonho a mais. Permaneci, intacta, como a mariposa que não consegue mais bater as asas, tão maleável, tão diminuída a nada, uma poeira… que a gente varre e deixa longe, tão longe… Permaneci, com o retrato de nossa história, com as fotos empoeiradas, preta e brancas agora, com o som de um martírio não mais dividido, com o adeus. Só o adeus. Permaneci, com o retrato do que você era, só olhando, como se eu pudesse resgatar o teu sorriso, o teu olhar caído encima de mim, você. Esperando só um pio de respiração que viesse da sua alma, mas perdi. Eu fui, estátua de sal, que espira teu sorriso em troca do amor, que congela a vida pra viver em outra hora, que congela o tempo porque, às vezes, ele é triste demais… perdido demais. Fui, o desenrolo de toda a canção que os poetas um dia, escreveram, só pra mostrar com outros olhos a vida que passava atrás da porta, lá fora, o dia que se abre por trás do sol, porque viver é mais. Maior que toda a obrigação que esfregam no nosso rosto, maior que todo o bater de pés, maior que todo o cansaço, que todo o tempo congelado, que todo o estrago, que todo o abismo que vive dentro de nós. É maior do que a vontade de parar, e se tacar no buraco e esperar a chuva para morrer afogado. É maior que ser uma mariposa e perder as asas. A vida, amor, sempre foi maior que eu. E sempre será maior que nós. Porque a saudade nunca te fará reviver o passado, nunca me fez, nunca me restou nada do que eu tanto amei, senão lembranças. E nenhuma delas totalmente intactas. Pois a verdade de toda essas horas em que nos desesperamos, é que perdemos. Perdemos, essas tais lembranças de que falei, perdemos, alguns laços em torno dos dias, perdemos a nós mesmos em certas épocas, ou pra toda a vida. E nunca mais achamos, nunca mais conseguimos encontrar o verdadeiro eu que se escondeu em algumas das inúmeras estradas que trilhamos. Perdemos… o caminho e a força, hora ou outra, a coragem. Só pra mostrar que somos grãos de areia, cinza… etceteras. E no fim, só a alma sabe o quanto permaneci, com minhas asinhas quebradas, com meu amontoado de malas. E mesmo com as horas sufocantes tentando catar pedaços de mim perdidos pelo caminho, eu ainda, mantive a respiração. Pois você sabe, quantas coisas a gente perde no meio do caminho… dentre elas, o coração.

DUAS CARAS: aquela pessoa que, na sua frente, representa o papel inverso do que realmente sente a seu respeito. Aquele pretenso amigo, que lhe quer mal, mas não tem coragem suficiente de assumir. Aquela figura que, um dia, disse ter-lhe amado, porém agora não passa de uma severa…
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DUAS CARAS: aquela pessoa que, na sua frente, representa o papel inverso do que realmente sente a seu respeito. Aquele pretenso amigo, que lhe quer mal, mas não tem coragem suficiente de assumir. Aquela figura que, um dia, disse ter-lhe amado, porém agora não passa de uma severa detratora, escalando todas as barreiras do ódio para atingi-lo. Nem bipolar, nem desvio de personalidade, mas puro mau-c...aratismo. É o ser que ousa beijá-lo, mas destila veneno por todos os poros, buscando afogá-lo em lamúrias e súplicas. Ah, esse conhecido duas caras... Tem imenso prazer em lhe gerar remorso, passando-se por vítima e dando-lhe o estigma de algoz. Sua falsidade é de contorno perfeito, a ponto de terceiros dele sentirem pena. O seu abraço não é apertado, mas dói, pois a alma sente a traição de seus gestos. Esses seres rodam o mundo à procura de vítimas, pois não sossegam enquanto delas não se alimentam. O conforto é que, acima de tudo, encontra-se a Justiça Divina, que jamais falha e, penso, nunca tarda. Quem já não se deparou com o duas caras em seu caminho ou sentiu seus efeitos? Encontrá-lo, detectando a sua má intenção é uma arte, que depende de prática e vontade. Mas plenamente possível, bastando que vibremos o oposto em nosso coração. E a sua máscara vai ao chão.

Bial, eu também sei voar! É Bial! Quantos você já fez sonhar?
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Bial, eu também sei voar! É Bial! Quantos você já fez sonhar? Eu sei, eu também já sonhei com teus sonhos... Com a tua realidade, já pude voar. Bial, será que é errado sonhar e fazer alguém se tornar tão grande assim? Creio que não, fazer alguém ficar grande é tão bonito, não é! E Confiar Ah! Como é bom crer que somos grandes Nem que seja por um momento! E o teu coração Bial parece ser tão bonito! Finito. Eu não sei contestar Senão... Como poderia sair frases tão lindas No tom de: Raios de luar Nuvens de algodão Arco-Íris Canção de ninar Céu azul Pássaros azuis voando contentes E os problemas se derretendo como balas de limão Sonhos se tornando realidade. Verdade! E os guerreiros dos teus sonhos! Eles têm coração! E os leões de prata, não são de lata. E os espantalhos têm coragem! Só você consegue acreditar. Como pode alguém duvidar Se pássaros azuis podem voar Acima do Arco - Íris Porque pessoas também não podem sonhar? Vou fazer um pedido a uma estrela cadente Para que pensem numa coisa bem boa Que eles ainda nem viram E os sonhos que eles ousam sonhar Se tornem realidade E lá, acima do Arco-Íris, eles também poderão me encontrar Por que eu também sei voar. Bial! 15/04/2011 Direitos Autorais de Iria Salete Horn e Denise de Lima Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. Usa material do artigo da Iria Horn "".

O poder de fogo da educação Algumas palavras têm o poder de trazer consigo uma imensa carga de sentimentos, emoções, expectativas, sonhos, desejos e quereres. São, a um só tempo, misto de poesia, de filosofia, de arte... Expressá-las e professá-las pode significar a mudança, a t…
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O poder de fogo da educação Algumas palavras têm o poder de trazer consigo uma imensa carga de sentimentos, emoções, expectativas, sonhos, desejos e quereres. São, a um só tempo, misto de poesia, de filosofia, de arte... Expressá-las e professá-las pode significar a mudança, a transformação, a transcendência. A junção de suas sílabas tem uma força capaz de mudar o mundo e, em casos extremos, funciona como um artifício bélico do bem, utilizado pelos desbravadores de novos tempos e pelos descobridores de novos caminhos. São armas que injetam ânimo, coragem, sensibilidade, talento. Dessa forma, podemos definir o amplo leque de sentidos e potencialidades da palavra educação, cuja beleza está em desvendar novos amanhãs e promissores horizontes. A todos nós, educadores, foi concedida a oportunidade de contribuir para promovê-la, transmitindo e propagando o desejo pelo conhecimento. Colaboramos para a criação de realidades mais belas e mais condizentes com os nossos sonhos. Faz parte da natureza humana querer sempre o melhor. Buscar a evolução, o desafio, a superação de limites. Façanhas impossíveis sem a educação como fundamento e passaporte. Ciente da grandiosidade dessa missão e de tudo o que ela pode proporcionar, o governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, tem trabalhado para fazer da rede estadual de ensino uma ponte capaz de levar nossos 6 milhões de alunos à aquisição de saberes, de competências e de habilidades capazes de torná-los cidadãos críticos e conscientes, aptos à construção de um futuro erguido sobre os pilares da infinita capacidade humana (que deve ser desenvolvida, incentivada e constantemente aguçada). Nossos programas, projetos e ações têm o objetivo primeiro de despertar mentes e corações para o prazer do aprendizado, da revelação, da epifania que caracterizam o fascinante processo da descoberta. Está sob nossa responsabilidade formar atores sociais talentosos, com maturidade intelectual e emocional suficiente para alcançar não apenas o sucesso profissional, mas a felicidade plena, em todos os aspectos de suas vidas. Todos os nossos alunos compõem um complexo contingente educacional, mas, ao mesmo tempo em que formam um grupo, uma coletividade, são também seres únicos, dotados de histórias de vida singulares, ricas e de natureza incomparável. São meninos e meninas, crianças e jovens provenientes das mais diversas realidades e origens. Muitos vivenciam uma infância e uma adolescência repleta de amor, de cuidado, de atenção e de incentivo de suas famílias. Outros, no entanto, sobrevivem a duras penas numa atmosfera densa, pesada, em nada parecida com o que deveria ser o aconchego e a proteção de um lar estruturado. São desprovidos dos referenciais mais básicos e têm por alimento da alma apenas a esperança depositada em dias melhores. Felizes ou apenas esperançosos têm, como todos nós, carências, problemas, alegrias, vontades, medos, posturas e os mais heterogêneos sonhos. Some-se a isso o fato de estarem atravessando uma fase de formação, de intenso aprendizado, de dúvidas, de questionamentos, de buscas incansáveis... Têm o privilégio, e também a grande responsabilidade, de ter todo um futuro pela frente. Nesse sentido, nossas políticas públicas educacionais levam em consideração, em primeiro lugar, as necessidades mais básicas desses cidadãos do futuro: a compreensão, o respeito por suas diferenças, por seus valores e pela história pessoal de cada um.O desempenho, o sucesso e a ampliação do potencial dos aprendizes dependem de nossa sensibilidade para vê-los como seres humanos e não apenas como números registrados nas listas de chamada. Por meio dessa prática, nós, educadores, poderemos ter a chance de ir além e de também aprender com nossos educandos. Sem essa troca essencial, estamos condenados a perder o brilho, a seiva, o norte... Educar é, sobretudo, nunca deixar de aprender e de acreditar. O primeiro passo para fazer da educação uma possibilidade real para todos já foi dado na medida em que promovemos a universalização do ensino. Os números mais recentes apontam um total de 99% de crianças freqüentando a escola no Estado de São Paulo. Uma vez garantido o acesso aos bancos escolares, nossos esforços convergem diretamente para as melhorias nas condições de aprendizagem - decorrentes do reflexo direto da mudança de filosofia da cultura escolar. Agora, singramos os mares de forma mais habilidosa porque navegamos com um lema comum a todas as nossas rotas: "todo professor é capaz de ensinar, todo aluno é capaz de aprender". E o inverso é absolutamente verdadeiro. Um lema que nos faz respeitar, por exemplo, o ritmo próprio de aprendizado e de assimilação de conteúdos de cada estudante. Um direito do indivíduo que vinha sendo relegado, mas que ganhou força com a implantação, em janeiro de 98, do regime de progressão continuada da aprendizagem, que possibilita o avanço contínuo dos alunos ao longo do percurso escolar, organizando o Ensino Fundamental em dois ciclos de quatro anos cada. Para ampliar os benefícios dessa prática aos estudantes de níveis mais avançados, adotamos a flexibilização do currículo no ensino médio, permitindo a matrícula por disciplina e evitando que o aluno refaça componentes nos quais foi bem-sucedido. Nessa viagem de importância histórica, a sociedade civil organizada tem sido nossa grande companheira. Empresas, igrejas, ONGs, universidades, entidades e associações variadas têm contribuído para que nossos alunos e professores desfrutem uma formação intelectual, física e emocional sólida, com direito ao esporte, à cultura, ao lazer, à arte, à profissionalização, à saúde e, enfim, à conquista de uma vida melhor. Juntos, temos viabilizado a capacitação constante dos educadores por meio de cursos, palestras, teleconferências e congressos. Em dezembro, por exemplo, presenciamos a formatura de 7 mil professores pelo programa PEC - Formação Universitária , programa de educação continuada, cujo objetivo é fornecer aos professores efetivos no ensino da 1ª à 4ª série, com formação de nível médio, de mais de 2 mil escolas de ensino fundamental do Estado, a oportunidade de formação em nível superior fornecida pela USP, Unesp e PUC-SP. Em todas as capacitações, encontros, visitas às escolas e conversas com os representantes da categoria, sempre ressaltamos a importância da aliança entre o aperfeiçoamento técnico do professor e a solidificação de uma postura afetiva em sala de aula. Queremos que nossos aprendizes enxerguem no mestre um exemplo a ser seguido, um amigo com quem possam contar e não uma autoridade acima do bem e do mal. Nas escolas, muitos programas e projetos têm favorecido essa prática mais afetiva e integrada. Os alunos sentem-se incentivados a participar, a descobrir e a mostrar seus talentos. Por isso, é fundamental que a comunidade do entorno escolar e da sociedade como um todo prestigie os eventos constantemente promovidos pelos estabelecimentos de ensino. Foi o que a secretaria - juntamente com a população que transitava pelo Centro de São Paulo - fez durante o mês de dezembro de 2002. Nossos funcionários uniam-se aos populares, sempre ao meio-dia, na Praça da República, para prestigiar os corais natalinos de dezenas de escolas estaduais provenientes das mais diversas regiões do Estado. O programa dos corais nas escolas, bem como aqueles ligados à música clássica, ao teatro, ao cinema, à criação de bandas e fanfarras, à preservação do meio ambiente, ao exercício dos direitos e deveres do cidadão - fortalecimento e reativação dos grêmios, campanhas comunitárias, combate às drogas e à violência, etc. - têm propiciado uma revolução verdadeiramente positiva na vida dos estudantes. Programas como Parceiros do Futuro, Comunidade Presente, Prevenção Também se Ensina, Escola em Parceria, Mutirão da Cidadania e Programa Profissão estão, na verdade, plantando sementes e oferecendo não só para São Paulo, mas para todo o Brasil, a chance de ter, num futuro breve, uma colheita digna dos anseios e do trabalho de todo o seu povo. Que as nossas palavras, corroboradas - e impregnadas - pela verdade impressa em nossas ações, possam colaborar para a discussão, para o debate e para a reflexão em torno dessa educação afetiva e eficaz. Uma educação que privilegia a criação de gerações mais capacitadas, tanto para contribuir para o desenvolvimento e o progresso da ciência quanto para desfrutar todos os seus benefícios. Uma educação que oriente e funcione como a bússola que desvenda as infinitas maneiras de navegar, com sucesso, pelos mares da vida. Publicado na Gazeta Lemense

Renascimento – Rafael rocha 24/03/2012 “O medo já não me domina, a angústia já não me controla
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Renascimento – Rafael rocha 24/03/2012 “O medo já não me domina, a angústia já não me controla Os dias do pesadelo voltaram para a simples fantasia do medo E quando eu abro os olhos eu vejo as ruínas do passado serem recolhidas pelas esperanças do futuro, tudo parece ir embora com o vento, até mesmo as lágrimas se foram Eu passeio por um abismo escuro e fechado, sabendo que a luz está acima de mim As esperanças de achar meu rumo, se chocam com os antigos medos da omissão Vitorioso tenho saído das lutas que travo com meus medos e omissões Eu imaginava um céu estrelado todas as noites que você estivesse comigo Porém, doce fora o destino ao me surpreender com o novo brilho do sol da minha vida Eu já consigo levantar de minha cama sabendo que existe um novo dia lá fora O enorme muro que separava minha felicidade da minha realidade fora derrubado pela minha força interior, cuja nunca havia deixado morrer, que todas as manhãs me visitava Eu olho para o rosto de cada medo e digo apenas que agora já não vivo, hoje eu vivo sabendo estar vivo, sabendo ser feliz, sabendo fugir do perigoso medo da omissão As atitudes que antes me prendiam no meu próprio desespero, hoje correm soltas pelo jardim As flores estão desabrochando, o sol está brilhando, e antes o caminho que percorria rastejando, hoje percorro andando, segurando minha esperança de um novo amanhecer Como é bom, estar vivendo novamente, estar sonhando como antes A felicidade superou qualquer medo que viera a ter, ela bateu a minha porta, eu apenas abri a porta, bastou achar a chave, que estava perdida na minha omissão A coragem caminha junto com o olhar brilhante da lua, e juntos formamos um céu estrelado A dispersão de palavras é uma certeza, que antes eu escondia nos meus medos A todos que fazem meus dias valerem cada segundo, e cada manhã valer uma vida ... eu apenas desejo o brilho das estrelas e o sorriso da lua que ... hoje sorriu para mim.”

O medo do incerto – Rafael Rocha 23/03/2012 “ O medo transcende meu orgulho, eu tento não imaginar se pode piorar, eu tento imaginar como seria se tudo fosse como você descreveu ...
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O medo do incerto – Rafael Rocha 23/03/2012 “ O medo transcende meu orgulho, eu tento não imaginar se pode piorar, eu tento imaginar como seria se tudo fosse como você descreveu ... A imaginação voa pairando sobre meu pensamento, eu apenas olho para a janela tentando entender, que estando fácil ou difícil, você sempre esteve comigo Você me fez entender, que o que não me mata, me torna mais forte O que não me esmaga, me prepara para o dia seguinte As manhãs parecem ser iguais quando ninguém está por perto E as nuvens se escondem de vergonha do meu próprio medo, eu pensei não estar perdido, mas a perdição era somente o início, eu baseava minhas esperanças na coragem de quem me fortalecia, e eu queria saber voar, mas o meu medo limitava minha visão O horizonte todos os dias se escondiam no medo do sol nunca mais aparecer O clima mudou, os ventos são quentes e fortes, e tudo porque a sombra das gaivotas das manhãs geladas nunca mais sombriaram.Como eu queria estar entre meus amigos novamente Mas, o brilho da solidão parece um doce veneno, quando comparado a dor do amor E isso grifa minha perdição, aumente minha solidão, e machuca meu coração Todos fugiram, todos correram, porque se um dia eu os achá-los no caminho da vida eu poderei olhar para dentro dos seus olhos e suavemente dizer: - Eu não me esqueci de você, então porque você se esqueceu de mim? Eu pretendo um dia, olhar para você e dizer que o seu incentivo, me fez motivado o suficiente para ser feliz para olhar nossos nomes escritos nas estrelas Eu apenas agradeço, porque somente você vale-me mais do que todos que me abandonaram, eu não guardo mágoas, mas também ... não esqueço a quem me negou.”

23 de outubro de 2006 Desafios da educação É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação.
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23 de outubro de 2006 Desafios da educação É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação. Houve tempo em que estudar era ser posto à prova, era enfrentar vicissitudes para temperar o espírito, segundo os paradigmas da época. Tratava-se de um combate, que evitava o prazer e valorizava o sacrifício. Todos nos lembramos do relato de Raul Pompéia: "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta." Também nos lembramos do chefe timbira, de Gonçalves Dias, que diz ao filho: "Coragem, meu filho, que a vida, é luta renhida, viver é lutar." Provação. Era disto que se tratava a vida e a escola. Mas a pedagogia avançou. Hoje sabemos que viver é enfrentar, mas não é amargurar; que estudar é buscar, superar, mas não é desesperar. O aprendizado deve ser prazeroso, e este pode ser o desafio mais importante do profissional de educação. Talvez tenha sido Cecília Meirelles quem fez a síntese mais poética do que seja ensinar. Para a doce poeta e educadora, ensinar é "acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante." E aí está em que se baseia a educação: afeto e solidariedade. E compreensão. Até para o erro. Edgar Morin costuma dizer que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Para ele, "o maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão." Em meu livro Educação: a solução está no afeto, falo das três habilidades que acredito que precisam ser desenvolvidas no aprendiz: cognitiva, emocional e social. Quando um aluno erra, o professor preparado corrige, mas não censura, disciplina, mas não ridiculariza, repara, mas não condena. O educador não pode mais assumir o papel de detentor absoluto do conhecimento, embora deva se manter em contínua capacitação. Deve ser mais do que apenas o facilitador da busca do conhecimento pelo aprendiz. Deve ser um instigador. O professor que faz jus ao título de educador estimula a cooperação, porque a palavra que sintetiza o conceito da educação contemporânea é a reciprocidade. Estimula a vivência, a comparação, a análise crítica, o intercâmbio de idéias e de experiências. Tem ou desenvolve habilidade para fazer com que os talentos sejam exteriorizados. E desse modo descobre capacidades e orienta realizações. Triste é o educador que já não acredita mais na capacidade de aprendizado, que não se debruça para examinar melhor a peculiaridade de cada aprendiz. Este não ensina nem aprende. Porque a educação não é pesar, é prazer. Em resumo: trabalhar em equipe, resolver problemas, saber ensinar e aprender a ser solidário. Eis o que é ensinar! O mundo da competitividade é o mundo da heterogeneidade. Comparar pessoas diferentes - e não há pessoas iguais - é desestimular a criatividade e a autonomia. "A melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando de seu próprio desenvolvimento em atividades que sejam significativas e lhe despertem o prazer". A frase é do sul-africano Seymour Papert, matemático, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e pai da Inteligência artificial, um dos maiores visionários do uso da tecnologia na educação. Em 1960 já dizia que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Mas a tecnologia sozinha não representa evolução na forma de educar. O computador é ferramenta, é apoio, é máquina, e máquina alguma substitui o professor - este sim, a alma da educação. O professor não pode ser como um disco de memória de computador, apenas um depósito de informação. Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. E a educação se realiza porque, junto com o amor, surge compromisso, respeito, a necessidade de continuar a estudar sempre, de preparar aulas mais participativas. A educação é, em todas as suas dimensões, um grande desafio. Um desafio que depende em sua maior parte do professor, a quem venho reverenciar nesta data comemorativa. É o professor que fará, com dignidade e respeito - que são, afinal, formas de amor - com que a educação se transforme em puro prazer de viver. Jornal O Estado de Minas, 09 de outubro de 2006

Quando me veres abaixando a cabeça pra alguém, chama o serviço de emergência, porque devo está passando mal, não sou arrogante e nem orgulhosa, mas tenho coragém suficiente para olhar nos olhos de qualquer tipo de situação, porque foi assim que sempre resolvi todas elas, as que n…
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Quando me veres abaixando a cabeça pra alguém, chama o serviço de emergência, porque devo está passando mal, não sou arrogante e nem orgulhosa, mas tenho coragém suficiente para olhar nos olhos de qualquer tipo de situação, porque foi assim que sempre resolvi todas elas, as que não consegui resolver, foram as que baixaram a cabeça e foram embora.

As vezes deixamos de dizer coisas por medo de magoar, mas não nos damos conta que estamos magoando mais ainda quando não temos coragem ou consideração suficiente por essa pessoa que nos importamos, de fazer com que ela saiba das coisas por nós, e não de outras formas, ao qual ess…
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As vezes deixamos de dizer coisas por medo de magoar, mas não nos damos conta que estamos magoando mais ainda quando não temos coragem ou consideração suficiente por essa pessoa que nos importamos, de fazer com que ela saiba das coisas por nós, e não de outras formas, ao qual essas sim, magoam de verdade.

Desejo a você um dia completo! Completo de certezas e realizações, de vontades e fé. Desejo a você uma dia arriscado...
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Desejo a você um dia completo! Completo de certezas e realizações, de vontades e fé. Desejo a você uma dia arriscado... Que você se arrisque ser alegre, se arrisque tentar mais uma vez, se arrisque a ser você! Lhe desejo um dia cheio! Cheio de novas expectativas, cheio de abraços e carinhos. Desejo que você saia ... Saia da rotina, saia com os amigos, saia do seu "mundinho" e vá de encontro a vida. Desejo que você chore de tanto rir... Que você sinta saudades... Que você construa... Que você insista... Desejo que o tempo passe e você se sinta mais vivo, com mais coragem pra enfrentar novos desafios. Que você tenha medo, pois assim não se achará super-herói e as chances de se machucar são menores. Que você grite pra si mesmo que podes muito, que vais conseguir! "Te desejo pássaros azuis", borboletas amarelas, sonhos cheios de cores. Desejo que você olhe pra o céu, e enchergue o tamanho da capacidades que tens. Desejo que você veja Deus nos mínimos detalhes. Lhe desejo amigos te enviando recadinhos, não deixando que se sinta só. Te desejo o suficiente para que sejas FELIZ!

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação. Houve tempo em que estudar era ser posto à prova, era enfrentar vicissitudes para temperar o espírito, segundo os paradigmas da época. Tratava-se…
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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação. Houve tempo em que estudar era ser posto à prova, era enfrentar vicissitudes para temperar o espírito, segundo os paradigmas da época. Tratava-se de um combate, que evitava o prazer e valorizava o sacrifício. Todos nos lembramos do relato de Raul Pompéia: "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta." Também nos lembramos do chefe timbira, de Gonçalves Dias, que diz ao filho: "Coragem, meu filho, que a vida, é luta renhida, viver é lutar." Provação. Era disto que se tratava a vida e a escola. Mas a pedagogia avançou. Hoje sabemos que viver é enfrentar, mas não é amargurar; que estudar é buscar, superar, mas não é desesperar. O aprendizado deve ser prazeroso, e este pode ser o desafio mais importante do profissional de educação. Talvez tenha sido Cecília Meirelles quem fez a síntese mais poética do que seja ensinar. Para a doce poeta e educadora, ensinar é "acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante." E aí está em que se baseia a educação: afeto e solidariedade. E compreensão. Até para o erro. Edgar Morin costuma dizer que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Para ele, "o maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão." Em meu livro Educação: a solução está no afeto, falo das três habilidades que acredito que precisam ser desenvolvidas no aprendiz: cognitiva, emocional e social. Quando um aluno erra, o professor preparado corrige, mas não censura, disciplina, mas não ridiculariza, repara, mas não condena. O educador não pode mais assumir o papel de detentor absoluto do conhecimento, embora deva se manter em contínua capacitação. Deve ser mais do que apenas o facilitador da busca do conhecimento pelo aprendiz. Deve ser um instigador. O professor que faz jus ao título de educador estimula a cooperação, porque a palavra que sintetiza o conceito da educação contemporânea é a reciprocidade. Estimula a vivência, a comparação, a análise crítica, o intercâmbio de idéias e de experiências. Tem ou desenvolve habilidade para fazer com que os talentos sejam exteriorizados. E desse modo descobre capacidades e orienta realizações. Triste é o educador que já não acredita mais na capacidade de aprendizado, que não se debruça para examinar melhor a peculiaridade de cada aprendiz. Este não ensina nem aprende. Porque a educação não é pesar, é prazer. Em resumo: trabalhar em equipe, resolver problemas, saber ensinar e aprender a ser solidário. Eis o que é ensinar! O mundo da competitividade é o mundo da heterogeneidade. Comparar pessoas diferentes - e não há pessoas iguais - é desestimular a criatividade e a autonomia. "A melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando de seu próprio desenvolvimento em atividades que sejam significativas e lhe despertem o prazer". A frase é do sul-africano Seymour Papert, matemático, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e pai da Inteligência artificial, um dos maiores visionários do uso da tecnologia na educação. Em 1960 já dizia que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Mas a tecnologia sozinha não representa evolução na forma de educar. O computador é ferramenta, é apoio, é máquina, e máquina alguma substitui o professor - este sim, a alma da educação. O professor não pode ser como um disco de memória de computador, apenas um depósito de informação. Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. E a educação se realiza porque, junto com o amor, surge compromisso, respeito, a necessidade de continuar a estudar sempre, de preparar aulas mais participativas. A educação é, em todas as suas dimensões, um grande desafio. Um desafio que depende em sua maior parte do professor, a quem venho reverenciar nesta data comemorativa. É o professor que fará, com dignidade e respeito - que são, afinal, formas de amor - com que a educação se transforme em puro prazer de viver. Jornal O Estado de Minas, 09 de outubro de 2006

Desnecessárias são perguntas e respostas quando a realidade não precisa de palavras para dizer o que é.<br/> Muitas vezes o que, de verdade, nos falta é a coragem da aceitação.<br/> A coragem para admitir que tudo o que foi trocado cumpriu o seu destino <br/>
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Desnecessárias são perguntas e respostas quando a realidade não precisa de palavras para dizer o que é.<br/> Muitas vezes o que, de verdade, nos falta é a coragem da aceitação.<br/> A coragem para admitir que tudo o que foi trocado cumpriu o seu destino <br/> da melhor maneira que conseguiu, no tempo que conseguiu, e foi.

Leitura: uma odisséia rumo à descoberta É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura decli…
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Leitura: uma odisséia rumo à descoberta É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura declina de Homero". A afirmação impactante do autor de Ficções expõe a importância do poeta grego, cujas obras Ilíada e Odisséia podem ser consideradas verdadeiros marcos da literatura ocidental. Ambos são belíssimos, mas, em Odisséia, Homero criou uma das mais belas e instigantes histórias já escritas e na qual o mar exerce um papel fundamental no desenvolvimento de seu enredo. Afinal, o que seria de Ulisses (ou Odisseu) sem o mar como pano de fundo para suas aventuras? Da mesma forma, Luís de Camões e Fernando Pessoa - para citar apenas dois ícones da literatura de língua portuguesa - muitas vezes fizeram uso da pena para versificar sobre o mar, sua grandiosidade, sua imponência, sua beleza e sua relevância crucial para o progresso da civilização (grandes descobrimentos, novas rotas de navegação, possibilidade de expansão econômica, comercial etc.) Por meio da História e da Literatura, percebemos que o mar sempre foi palco de grandes aventuras, conquistas e numerosos feitos heróicos da humanidade. Esse mesmo sentimento de descoberta, de desbravamento e de heroísmo presente no espírito dos grandes navegadores também se apodera de todos os personagens reais da vida quando se envolvem, se entregam e se deixam levar pela fascinante viagem proporcionada pela leitura. Quando nos tornamos leitores e passamos a apreciar e valorizar devidamente essa condição, percebemos o quão maravilhoso é poder desvendar o universo e cruzar suas fronteiras de forma ilimitada. Em outras palavras, ler é singrar os mares em direção à esplêndida aventura do conhecimento e do aprendizado. Temos nos livros uma espécie de bússola que nos orienta - piratas e vikings curiosos e sedentos de experiências diversas - na direção exata de um tesouro singular: o saber. Passaporte imprescindível para quem deseja realizar a verdadeira viagem da vida. Neste novo tempo em que o verbo "navegar" ganhou conotações cibernéticas devido às novas ferramentas tecnológicas que nos auxiliam na busca contínua do entretenimento e da informação (leia-se internet), é preciso deixar claro: nada substitui o prazer e os ganhos proporcionados pela leitura de um bom livro. Sem uma sólida formação cultural, acabamos por subutilizar tanto a rede mundial de computadores como todas as demais criações tecnológicas, recebendo suas informações de forma fragmentada e descontextualizada. A leitura nos fornece as condições necessárias para ampliarmos nossos horizontes ao infinito. Aumentamos nossa capacidade crítica, nosso poder de argumentação, de discernimento, de persuasão... Adquirimos a força, a coragem, o entusiasmo, o dinamismo e o espírito adequado para enfrentar as grande tempestades, turbulências e desafios da jornada. Os livros nos credenciam para empreender com sucesso as expedições mais variadas, traçando o rumo de nosso próprio destino com talento, sabedoria e confiança. Em seu poema O Livro e a América, o poeta brasileiro Castro Alves mescla com maestria a relação metafórica mais do que pertinente entre o livro e o mar. Uma visão magistral e que, certamente, irá nos inspirar para que prossigamos esta reflexão que apenas iniciamos : "Oh, Bendito o que semeia / Livros... livros à mão cheia... / E manda o povo pensar! / O livro caindo n'alma / É gérmen - que faz a palma, / É chuva - que faz o mar". Publicado na Revista E - Sesc SP

FILOSOFIA NO CURRÍCULO ESCOLAR Muitos foram os debates, questionamentos, textos e diálogos relativos à importância da Filosofia como instrumento capaz de auxiliar o indivíduo em sua formação integral. Formação ampliada pelo exercício ininterrupto do pensamento, da análise e da r…
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FILOSOFIA NO CURRÍCULO ESCOLAR Muitos foram os debates, questionamentos, textos e diálogos relativos à importância da Filosofia como instrumento capaz de auxiliar o indivíduo em sua formação integral. Formação ampliada pelo exercício ininterrupto do pensamento, da análise e da reflexão proporcionadas por aquela que pode ser vista como a mãe de todas as ciências. Um verdadeiro portal por onde irrompem os raios luminosos da consciência criativa, do exercício de cidadania, da paixão pelo saber. É possível estudar Filosofia por meio de múltiplas formas e caminhos. Pelo caminho histórico, que passa pela Grécia Antiga, pelo teocentrismo medieval, pelos ousados pensadores renascentistas e modernos e, por fim, por intermédio da investigação dos problemas do mundo contemporâneo e da complexidade da chamada Era Pós-Moderna. Também é possível estudá-la por temas. Lembremos que a Filosofia percorre as sendas da lógica, da ética, da estética, da política, da física e da metafísica. Ela nos permite uma compreensão mais ampla sobre o belo e seus significados, encontrados amiúde nas esculturas, pinturas, peças teatrais, poesias e músicas. Da mesma forma, é uma ciência que aumenta nosso campo de visão em relação à difícil - mas ao mesmo tempo instigante - arte da convivência em sociedade. Também nos ensina sobre a solidão, sobre os meandros do nosso próprio "eu" e sobre o modo como devemos estar inseridos no "nós". O "nós" que configura as relações com o outro e com o mundo em que vivemos. É a Filosofia quem nos convida, ainda, a um entendimento menos superficial a respeito da moral, da ética e do modo como transitamos entre os conjuntos de regras, condutas ou padrões sociais. É também ela que lança luzes sobre o indivíduo, a sociedade e as diversas maneiras em que ocorre a profícua interação entre um e outro. Na Filosofia se originam e se apóiam, ainda, as discussões de poder e de Estado, bem como os fundamentos ideológicos que definem a vida e as obras de governantes e governados. A proliferação ininterrupta dos veículos de comunicação de massa tornou possível, ainda, estudar Filosofia pelos textos e intertextos de artigos e reportagens de jornais e revistas, bem como pelos programas televisivos e filmes representativos da sétima arte. Textos e imagens que trazem em seu cerne informações que propiciam a contextualização e o diálogo intercambiante das várias facetas do conhecimento. Facetas que se mesclam a ponto de poderem ser traduzidas - e percebidas - apenas por aqueles cujo discernimento e capacidade crítica foram devidamente estimulados ao longo de sua trajetória educacional, de sua formação cultural. O mundo é uma grande escola. E o aprendizado não pode ficar restrito à sala de aula. Quanto mais aberto for o horizonte do aprendiz, mais saboroso será o tempo que haverá de envolvê-lo no exame minucioso de temas essenciais às gerações vindouras. Ao instituir o aumento da carga horária no Ensino Médio e ao incluir a Filosofia como disciplina obrigatória no currículo (depois de uma ampla consulta à rede pública), o governador Geraldo Alckmin mostra que está em sintonia com as necessidades mais prementes da História. Mostra, ainda, que a educação prossegue sendo uma de suas prioridades. É importante ressaltar que a inserção da Filosofia no currículo escolar é um passo a mais... Um passo que vem complementar a valorização da arte e também da prática esportiva nas escolas, ocorridas após as mudanças positivas implementadas na disciplina de Educação Física. Mudanças que trazem o respaldo milenar dos filósofos gregos. Sábios educadores que diziam que sem esporte e sem arte não se forma um cidadão. Acreditamos que não se pode negligenciar a formação dos jovens. Não se pode permitir que sejam utilizados como massa de manobra. Muito ao contrário: cabe a nós, educadores, auxiliá-los na construção de sua autonomia, ensinando-os a caminhar com pés próprios, e demonstrar, por meio de exemplos, que é necessário valorizar os sonhos e ter coragem para realizá-los. Por tudo isso, aos professores que trabalharão com Filosofia na rede estadual de ensino deixamos aqui o nosso respeito e a certeza de que atuarão não apenas como facilitadores desse conhecimento, mas como instigadores, problematizadores, semeadores de idéias. Mestres que, temos certeza, já sabem que é o respeito às múltiplas opiniões e olhares que talha os jovens para a aventura da vida. A nau do conhecimento precisa de timoneiros aptos a executar viagens determinantes ao progresso, ao avanço, às descobertas. Condutores que sejam companheiros, corajosos e afetivos. Que a Filosofia nos sirva de norte nessa jornada. Uma boa viagem a todos! Publicado no jornal Correio Popular

Discordo! Eu discordo de quem concorda com as guerras, sejam elam do tamanho que for.
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Discordo! Eu discordo de quem concorda com as guerras, sejam elam do tamanho que for. Discordo dos que apoiam e incentivam as bebidas alcoólicas, seja através do marketing, seja através da venda direta. Discordo de quem faz do “jeitinho” o seu jeito de viver, passam por cima das leis, das regras e dos costumes, só para tirar uma vantagem. Discordo de quem entrega a sua vida nas mãos de outra pessoa. De quem desiste de estudar, de lutar, de crescer em nome de qualquer desculpa. Por mais que a desculpa pareça razoável. Discordo de quem concorda com a injustiça e principalmente, com quem a pratica sem pestanejar. Gente que usa as mãos para agredir e matar. Discordo de quem ache que homens que batem nas mulheres são “homens”, Para mim são o que são: covardes e inúteis. Discordo de quem ache a mentira uma boa solução, que ela sirva para aliviar corações ou situações. Discordo de quem diz que Deus é o responsável por tudo, e se acomoda no barraco miserável da falta de coragem, esperando que o “Maná” desça do céu sem nenhum esforço. Discordo de quem vende milagres! Esses realmente não conhecem Deus, pois o vendem sem nenhum remorso. Discordo de políticos que se elegem para “resolverem seus problemas”, gente que não vale o que come, e que a terra adora comer lentamente, com os vermes mais nojentos, que os saboreiam deliciosamente. Porque adoram podridão. Eu não discordo só dos outros, discordo das minhas próprias idéias, quandoa arrumo desculpas para não fazer o meu melhor. Quando arrumo culpados para os meus problemas. Quando eu resolvo apenas criticar, sem mostrar as mãos ocupadas. Eu concordo com todo aquele que de verdade, trabalha para ser melhor a cada dia. Com o que erra e pede desculpas. Com o que aprende e recomeça. Crescendo com a certeza de que a vida é uma grande escola. Com todo aquele que concorda que para construirmos um mundo melhor, precisamos uns dos outros, irmandados em um único objetivo: ser feliz! Você concorda?

Educar é um ato de coragem e afeto Desde as mais remotas civilizações, a convivência social foi um grande desafio. Mulheres e homens, crianças e velhos, cada um à sua maneira tentou ao longo dos tempos percorrer os caminhos da sabedoria para encontrar a tão sonhada felicidade. O…
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Educar é um ato de coragem e afeto Desde as mais remotas civilizações, a convivência social foi um grande desafio. Mulheres e homens, crianças e velhos, cada um à sua maneira tentou ao longo dos tempos percorrer os caminhos da sabedoria para encontrar a tão sonhada felicidade. O ser humano é social, não vive sem o outro e, sem o outro, não consegue ser feliz. Nesse instigante espectro, podemos reconhecer a grandeza divina - somos mais de cinco bilhões de pessoas, e somos únicos. Não há duas pessoas iguais. Sonhos, medos, alegrias, desesperanças... Vida. Nesse mosaico fascinante é que se percebe a importância e a grandeza da arte de educar. Educar é um ato de cumplicidade, de troca, de amor. Educar é ato de vida, o caminho e o encontro da felicidade. Educar é arquitetar e construir o futuro, é o abnegado ofício de plantar e colher. O grande desafio da sociedade contemporânea está aí: educar! Garantir, pelo conhecimento, a liberdade e o desenvolvimento dos povos. O problema econômico mundial passa pela educação. Povo educado tem mais higiene, consequentemente mais saúde. Povo educado trabalha melhor, portanto tem mais produtividade. Ou seja, com bons níveis educacionais se gasta menos, se ganha mais. É comum termos contato com relevantes dados do mundo informacional, a revolução tecnológica, o progresso científico, os avanços da engenharia genética e outras espetaculares façanhas conquistadas pela mente humana. A máquina alcançou patamares impressionantes, é verdade. Entretanto, o ser humano chegou ao macro e ao microcosmos, mas, não chegou ao essencial. Se as viagens entre países e continentes ficaram mais rápidas e seguras, a viagem ao interior humano ainda é penosa, complexa e rara. Em pleno Século XXI ainda se fala em discriminação, preconceito, isolamento racial, social, econômico. Na vivência da era digital, ficção literária e cinematográfica, a violência não cedeu espaços à paz, a tão desejada paz entre mulheres e homens. Assim, podemos afirmar que a educação é um ato de coragem e afeto. Coragem, porque não será a máquina ou o computador que substituirão o maestro da orquestra, o regente do processo de saber, a essência da educação: o professor. Nesse contexto, a educação torna-se ainda mais importante. Afeto, porque educar é um ato de amor ao próximo e a si mesmo. Quem educa não apenas ensina como, permanentemente, aprende. Crescem ambos os que estão envolvidos nesse diálogo, o mestre e o aprendiz. Porque se confundem na mesma pessoa, na troca de conhecimento. Na evolução pelo saber. No equilíbrio do amar e ser amado, do dar e receber. No universo cada vez mais competitivo que ora vivemos, coube à escola também acumular a tarefa da educação como forma de preparar para a vida, como um todo. Construir homens e mulheres capazes de não apenas viver, mas, principalmente, entender a vida e participar dela de forma intensa. Gente que, pelo saber, exerça a liberdade com responsabilidade e saiba defender os seus direitos; verdadeiros cidadãos. Por tudo isso, o papel do professor tornou-se ainda mais importante. O ato de ensinar, de aprender e, junto com os alunos, descobrir novos e maiores horizontes passou a exigir ainda maior empenho e dedicação. No mundo globalizado, para que o professor consiga cumprir o seu compromisso de preparar de forma ampla para a vida cada um de seus alunos, é preciso ter em mente mais do que um bom projeto pedagógico, um bom aparato didático - é indispensável ter coragem e dar afeto. Nesse sentido, mais do que nunca, faz-se indispensável a valorização do professor. É primordial que, além da consistente formação acadêmica e prática, o professor possa ter acesso a constantes programas de atualização e desenvolvimento profissional, participe do projeto de educação do qual será o agente e, claro, seja remunerado com dignidade e tratado com respeito. O aprendizado transcende os muros da escola, ultrapassa os limites dos graus de formação, é necessidade constante de todos, professores e alunos, dentro e fora da instituição. Eis o grande desafio da sociedade e dos governos: desenvolver uma Educação substantiva. A escola deve ser um espaço sagrado, no qual a convivência seja prazerosa. É o sonho e a realidade que se misturam na nobre missão de construir uma sociedade iluminada. A revolução da Educação é a revolução da humanidade. Colheita de uma semeadura corajosa e competente. Luz que poderá fazer germinar uma geração sem preconceitos e discriminações; com menos violência e apatia. A revelação do melhor, a essência do bem, o encontro da felicidade. Publicado no Jornal A Tribuna - Santos

Sou uma eterna apaixonada. Romântica, sonhadora e tola. Mando flores, escrevo cartas, digo que gosto. Tenho medo, às vezes me bate um receio, mas acelero, não puxo o freio de mão. É claro que me protejo. Se vejo que estou embarcando numa viagem catastrófica… pulo fora mesmo! Pulo…
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Sou uma eterna apaixonada. Romântica, sonhadora e tola. Mando flores, escrevo cartas, digo que gosto. Tenho medo, às vezes me bate um receio, mas acelero, não puxo o freio de mão. É claro que me protejo. Se vejo que estou embarcando numa viagem catastrófica… pulo fora mesmo! Pulo dentro ou fora. Pulo dentro se acredito, boto fé e sinto reciprocidade. E saio correndo quando percebo que a coisa não é bem assim, que o que realmente existe é uma sombra, uma interrogação. A gente sempre espera ver tudo com clareza, só que em matéria de sentimentos… nem tudo é transparente. Quando eu era mais jovem ia sem medo, sem vergonha na cara e com coragem. Mas o tempo passa, a gente aprende, fica com alguns calos e certas marcas. E percebe que o principal é o nosso bem-estar. É duvidoso? Eu tento, mas não insisto mais. Sou uma eterna apaixonada. A diferença entre o antes e o hoje é que antes eu me apaixonava por tudo e hoje me apaixono todos os dias primeiro por mim. O outro vem depois. E tem que valer muito a pena. Se valer, parabéns, me entrego de olhos fechados, coração nas nuvens e muito amor no peito, pra dar, vender e emprestar.