Nunca pare de lutar! 💪 A vida não foi feita para ser fácil, mas é justamente aqueles que se atrevem a ir contra o fluxo ⚡ que conseguirão se firmar e prosperar 🌱. Acredite com todo o seu coração ❤️: no fim das contas, a vitória sempre estará ao nosso alcance 🏆!
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Desratificação do Setor Público O Brasil necessita, com urgência, de um banho civilizatório, que não se traduza em autoritarismo, mas em compromisso ético, jurídico e institucional com os valores fundantes da República. A segurança pública confiável nasce da educação, da cultura…
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Desratificação do Setor Público O Brasil necessita, com urgência, de um banho civilizatório, que não se traduza em autoritarismo, mas em compromisso ético, jurídico e institucional com os valores fundantes da República. A segurança pública confiável nasce da educação, da cultura, da justiça eficiente e, sobretudo, da erradicação da corrupção que drena recursos, destrói políticas públicas e mata silenciosamente. A “desratização” da vida pública significa retirar de circulação — pelos meios legais e constitucionais — os bandidos de todas as etiquetas: dos gabinetes refrigerados aos becos esquecidos, dos colarinhos brancos aos uniformes manchados pela desonra. Significa reafirmar que o poder público não é trincheira de privilégios, mas instrumento de realização do bem comum.
Na vida ou você escreve a própria história, ou terás que ler a que alguém escreveu!
O sol nasce, e a vida começa de novo... _ Frase da música Dia Após Dia do dj gato amarelo
"Ansiedades". Lembre-se, a ansiedade é uma intrusa que de tempos em tempos bate à porta sem ser convidada, na inocência muitos a hospedam como sendo o mais ilustre convidada. 💚
A Urna Veio? Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?” À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo,…
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A Urna Veio? Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?” À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou. Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa. A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo. Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo. Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora. A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável. No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome). Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna. A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio. É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.
Hoje a tristeza, velha companheira das noites escuras, veio vestida de gala, com vida social agitada. Trouxe a esperança, para que eu nunca desista. Trouxe a melancolia, para eu agradecer os dias de sol. E trouxe a incerteza, para confundir minhas verdades. Eu a recebi como quem…
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Hoje a tristeza, velha companheira das noites escuras, veio vestida de gala, com vida social agitada. Trouxe a esperança, para que eu nunca desista. Trouxe a melancolia, para eu agradecer os dias de sol. E trouxe a incerteza, para confundir minhas verdades. Eu a recebi como quem cumprimenta uma amiga antiga, que senta na sala em silêncio e registra as perguntas que meus olhos fazem. Eu não servi à tristeza um copo com lágrimas, porque o coração estava seco, em seu modo mais bruto. Não pude ignorá-la, já que ela era robusta e ocupava metade da sala, e boa parte do meu ser. Por educação servi um prato de ilusão, que eu tinha em fartura. Deixei escapar algumas palavras "é isso mesmo", "é só se resignar". Ela prontamente recusou minha tentativa de racionalizar, de tornar lógico o absurdo. E eu respondi ríspida "eu não devo explicações a você". Então ela sorriu, como quem coloca os pés em cima da mesa. Eu ignorei sua vulgaridade. Melhor colocar os pés em cima da mesa, do que no meu coração. Ficamos caladas, como quem de repente se estranha. Ela continuava uma presença muda, enquanto eu falava frases aleatórias. Ela não me amedrontava. Era visita frequente, dessas persistentes. Ela trouxe fotos de pessoas felizes, certamente para me humilhar. Eu respondi na defensiva "eu também já fui feliz", "fotos são apenas cenas congeladas". Ela sorriu irônica. Eu forcei um sorriso cinza, para mostrar que eu também tenho dentes, inclusive caninos. Eu abri um livro e li em voz alta um poema. Um poema certeiro e brutal. A tristeza se sentiu ameaçada. E foi vingativa. Falou a palavra "amor", como quem me lembra da ausência desse sentimento em minha vida. Eu me calei, cansada de argumento, apenas virei o rosto e pronunciei "agora tanto faz". E chorei. A tristeza sentiu que triunfou, mas eu enxuguei as lágrimas e coloquei para tocar minha música preferida. A música me tocou profundamente. Eu faleu "como é incrível a arte". E lentamente adormeci. Sonhei com um quadro de Monet, com acordes e melodias. Acordei no dia seguinte, meio sonolenta, e o sol raiava no horizonte. Sozinha na sala eu tomei um café quente e despertei para o dia.
O sucesso é feito assim De amor, coragem e harmonia Cada toque, cada som
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O sucesso é feito assim De amor, coragem e harmonia Cada toque, cada som Faz da vida a nossa melodia - Frase da música Dia Após Dia do dj gato amarelo
SÉRIE II Pensar o Nosso Tempo Texto VI – O Tempo
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SÉRIE II Pensar o Nosso Tempo Texto VI – O Tempo O nosso tempo não é neutro. Ele educa, molda e condiciona. Vivemos num tempo que valoriza a pressa e duvida da profundidade. Tudo deve ser líquido, inclusive o pensamento. Mas o humano não amadurece à pressa. Pensar o tempo é recusar ser apenas seu avalanche.
[Superstições] Encontrar aquela gata de preto Em plena sexta-feira 13,
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[Superstições] Encontrar aquela gata de preto Em plena sexta-feira 13, Foi sorte demais Pruma vida só. (Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Cada vez mais por conta de uma internet sem regras e sem controle, principalmente no ocidente, o mundo inteiro está cada vez mais cheio de tarados, desajustados e sociopatas transvestidos em crianças e adolescentes. A certeza da impunidade pela menor idade, incentiva e glorifica…
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Cada vez mais por conta de uma internet sem regras e sem controle, principalmente no ocidente, o mundo inteiro está cada vez mais cheio de tarados, desajustados e sociopatas transvestidos em crianças e adolescentes. A certeza da impunidade pela menor idade, incentiva e glorifica de uma forma doentia e bastarda, estes animais selvagens em forma de gente. As exposições feitas por publicações documentais na internet chancelam ainda mais as perversões da crueldade contra a vida e a diversão do sofrimento e morte, nos graves e perturbadores desajustes comportamentais destes pré-humanos. Algo precisa ser feito.
Governador Valadares — Cântico de uma História Imortal Governador Valadares, chama eterna, Oitenta e oito anos de glória e destino,
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Governador Valadares — Cântico de uma História Imortal Governador Valadares, chama eterna, Oitenta e oito anos de glória e destino, Cidade moldada em tempo e esperança, Esculpida no sopro divino. Figueira do Rio Doce, berço primeiro, Raiz profunda de nobre origem, Onde a memória planta sua semente E o futuro aprende sua vertigem. Sob as sombras do Ibituruna altivo, A cidade repousa em proteção, Montanha-sentinela dos sonhos E guardiã do coração. Nas águas líricas do Rio Doce, Corre a poesia da vida em flor, Reflexo de lutas e conquistas, Espelho de fé e amor. Ilha dos Araújos, exuberância viva, Jardim onde o tempo desacelera, Refúgio de verde e harmonia, Canção que o vento reverbera. Avenida Brasil, pulso urbano, Ritmo moderno da tradição; Praça dos Pinheiros, doce poesia Que embala a imaginação. Pracinha de Lourdes, ternura serena, Onde a memória aprende a rezar; Espaço onde a cidade encontra Silêncio, saudade e altar. Governador Valadares, cidade imortal, Orgulho de Minas e do Brasil; Teu nome ecoa na história do tempo Como um verso forte e sutil.
Nos olhos teus, reflete o amanhecer, O mundo gira para a vida vai acontecer, Não há relógio que apague o sentir,
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Nos olhos teus, reflete o amanhecer, O mundo gira para a vida vai acontecer, Não há relógio que apague o sentir, Juventude é o desejo de seguir. _ Frase da música O mundo gira do dj gato amarelo
Sociedade celeste, belas constelações coexistindo, artes fascinantes, luminosidade veemente, uma mesma origem, muito mais do que uma mera existência, que permitem diversas reflexões que transcendem os limites da ciência Providas de uma profundidade evidente, de emoções vivas, in…
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Sociedade celeste, belas constelações coexistindo, artes fascinantes, luminosidade veemente, uma mesma origem, muito mais do que uma mera existência, que permitem diversas reflexões que transcendem os limites da ciência Providas de uma profundidade evidente, de emoções vivas, inspirações intensas, onde cada estrela é genuína, tem o seu brilho próprio, uma diferente da outra, um espetáculo incrível, expressivo de muitas formas Como as estrelas que brilham nos teus olhos, que costumam brilhar ainda mais forte diante do que é recíproco, num elo caloroso, a recompensa por cativar o teu riso, cativando de um jeito amoroso, sincero e às vezes, um pouco atrevido E reconhecendo a tua singularidade, o teu esplendor genuíno, quero que o teu olhar continue brilhando, que seja uma linda constelação, a minha noite estrelada e que eu possa admirá-la sem nenhuma distração.
Saber sorrir na alegria do outro É o segredo que o vento soprou Fechei os olhos e pedi um favor
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Saber sorrir na alegria do outro É o segredo que o vento soprou Fechei os olhos e pedi um favor Que a vida leve amor onde houver dor _ Frase da música Fechei os olhos do dj gato amarelo
Que dádiva nos foi concedida: A de esculpir, na própria carne, o nosso templo espiritual. A vida é um lugar onde encontramos os instrumentos necessários para a construção dessa obra divina.
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Que dádiva nos foi concedida: A de esculpir, na própria carne, o nosso templo espiritual. A vida é um lugar onde encontramos os instrumentos necessários para a construção dessa obra divina. Os vários eu, nas minhas idas e vindas pela existência, preparando-me para que um dia eu possa me tornar um com Aquele que é único em todos nós.
A realização pessoal no trabalho vai além do sustento, envolvendo propósito, desafios diários e felicidade, conectando identidade profissional ao bem-estar emocional. Buscar um equilíbrio com a vida pessoal é essencial, pois o trabalho significativo traz autonomia e reconheciment…
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A realização pessoal no trabalho vai além do sustento, envolvendo propósito, desafios diários e felicidade, conectando identidade profissional ao bem-estar emocional. Buscar um equilíbrio com a vida pessoal é essencial, pois o trabalho significativo traz autonomia e reconhecimento, mas também pode ser apenas uma necessidade econômica dependendo do contexto.
Seja luz... Já tentei ser quem não sou Pra caber no mundo que passou
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Seja luz... Já tentei ser quem não sou Pra caber no mundo que passou Mas a vida é feita de imperfeição E é nelas que mora o coração _ Frase da música Seja Luz do dj gato amarelo
Senti o mar me convidar, Pra deixar o medo se afogar. Teu sorriso é farol, é paz,
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Senti o mar me convidar, Pra deixar o medo se afogar. Teu sorriso é farol, é paz, É o verão que nunca se desfaz. - Frase da música Na Direção do Sol do dj gato amarelo
O passado é lição E o futuro é semente A vida é hoje, amor
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O passado é lição E o futuro é semente A vida é hoje, amor No teu olhar transparente _ Frase da música A Vida É Hoje do dj gato amarelo
Existem três tipos de situações na vida, - As urgentes, que exigem ação imediata. - As não urgentes, que podem aguardar sem comprometer nada essencial.
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Existem três tipos de situações na vida, - As urgentes, que exigem ação imediata. - As não urgentes, que podem aguardar sem comprometer nada essencial. - E aquelas que jamais devem roubar nossa paz, porque não merecem preocupação. *Por outro lado, há também aquilo que pertence ao campo do respeito.* Respeito é via de mão dupla: se você tira o meu, inevitavelmente perde o seu. By Evans Araújo
Não quero saber como a vida funciona, não quero estragar a mágica com o meu conhecimento, não quero perder a minha inocência. Quero viver apenas.
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de e…
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Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
Onde não há luz, há vida com sua própria luz.🕊