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24 frases nesta página

Fonte (a canção) Quando o vento tocar o seu rosto Quando a luz brilhar os seus olhos
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Fonte (a canção) Quando o vento tocar o seu rosto Quando a luz brilhar os seus olhos Quando o mar banhar o seu corpo Você vai lembrar de mim Quando eu vivi no teu mundo Eu fui la no fundo da sua emoção Do corpo, da alma dos sonhos de amores Na mesma estação Bebi da água doce, do vinho do teu colosso Do teu horizonte Mergulhei na tua fonte, ultrapassei a ponte Renasci do amor Não pertenço ao teu mundo Agora sou virtual vivo em um portal Nas asas do vento, nos teus pensamentos No ar que você respira no espaço sideral E deixo me levar no tempo No teu sonho de amor que renascerá Cantando blues na memória das canções Nas noites de luar

Opção. usar o cabelo preso ou solto, ser magra ou ser gorda, ter o mais belo sorriso ou não, ter o cabelo liso ou enrolado, ser extravagante ou discreta, o amor ou a razão, o querer ou o poder, se calar ou questionar , o certo ou errado, o sim ou o não, a paixão ou a atração, a…
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Opção. usar o cabelo preso ou solto, ser magra ou ser gorda, ter o mais belo sorriso ou não, ter o cabelo liso ou enrolado, ser extravagante ou discreta, o amor ou a razão, o querer ou o poder, se calar ou questionar , o certo ou errado, o sim ou o não, a paixão ou a atração, a verdade ou a decepção, ser ou não ser, duvidar ou acreditar, enfim, {…} “Todo ponto de vista, é a vista de um ponto”

É reconhecível o seu toque, como seus passos… Acho que ainda sinto o seu cheiro por onde ando. E sei que você não atende mais meus telefonemas, e nem ao menos se da o trabalho de pensar em mim, mas isso não muda nada. Não muda o fato de que minha mente sempre está ligada a você,…
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É reconhecível o seu toque, como seus passos… Acho que ainda sinto o seu cheiro por onde ando. E sei que você não atende mais meus telefonemas, e nem ao menos se da o trabalho de pensar em mim, mas isso não muda nada. Não muda o fato de que minha mente sempre está ligada a você, e que minhas atitudes sempre são totalmente calculadas para te agradar, que me olho trinta vezes no espelho antes de sair de casa, na esperança de encontrar você em algum lugar e mostrar que apesar de tudo eu continuo forte, e que assim como fui apenas mais uma garota para você, você foi um para mim… Mais um que quebrou meu coração, que me deixou quando eu mais precisava, mais um que fez mil juras de amor, que elogiava meu sorriso e meus olhos e fingia ignorar meus defeitos, mais um, apenas mais um de vários que por precaução eu não torcia para que viessem.

Sorrir já foi involuntário, dizer eu te amo já foi especial, namoros já foram mais que status, amigos eram mais que um numero, fotos eram apenas lembranças…Diários eram escritos para nunca serem lidos, segredos eram apenas segredos,errar era um sobrenome, gritar era engraçado, se…
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Sorrir já foi involuntário, dizer eu te amo já foi especial, namoros já foram mais que status, amigos eram mais que um numero, fotos eram apenas lembranças…Diários eram escritos para nunca serem lidos, segredos eram apenas segredos,errar era um sobrenome, gritar era engraçado, ser você mesmo já foi bom, opinião era uma coisa que existia, liberdade também… Ah, liberdade essa sim é a que faz mais falta. Falta de correr sem saber aonde iremos chegar,e não dar a minima. Falta de receber os peixinhos, hoje apenas recebemos as varas. Falta do: Dois altos, falta de ter a chance de parar o mundo, falta de rir, falta de sonhar, falta do amor, falta de cantar musicas sem nem mesmo saber a letra, falta de sempre estar fora de sintonia. Sinto falta de ser errada e gostar disso. Sinto falta de mim, ou do que eu supostamente já fui. Sinto falta do meu tennis velho tamanho 33 onde acreditava que no fim do dia se transformaria em um sapatinho de cristal, sinto falta de ser uma princesa, a que não precisava ser nada apenas ela mesma e vivia no seu castelo… Dragões? Príncipes? Bruxas? Não lá eles não eram permitidos…

REALISMO (ESCOLA LITERÁRIA) *TRABALHO (2010) Instinto Destino, esse é o deles
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REALISMO (ESCOLA LITERÁRIA) *TRABALHO (2010) Instinto Destino, esse é o deles Os olhares trocados, as palavras ditas Palavras não ditas pela boca desejada Ditas sim pelos olhos com vontade Na igreja, marido e esposa... A mulher bonita atrai olhares Ah! Como ela adora O homem só e belo que ajoelhado ali ao lado ora Em todo lugar aquele... Que segue os passos e pensamentos da moça Mesmo sem querer se encontram Rezando, ainda assim fantasiam, desejam, sonham A mente, o corpo, o tato Ela só pensa no moço, no ato... É nisso que dá casamento arranjado O amor onde está? Não existe... O esposo interesseiro é traído O marido agradece a herança da mulher, reza de olhos fechados Sente-se feliz tendo a linda e riquíssima moça ao lado O instinto fala mais alto, grita Ela fecha os olhos, mas não reza, deseja o tal homem só A força instintiva a faz cometer o adultério, junta seus corpos Trêmulos, arrepiados, molhados de suor As suas mãos passeiam sobre suas peles Com despolidez, como uma serpente rastejando... Não podem mudar nada Ninguém controla as fantasias da mulher adúltera Jamais esquecerão daquela noite quase impossível Suas sensações e perfeitas simetrias O desejo, o sonho... Não há mais Aconteceu, é possível... O destino não muda O que deve ser, é, será A esposa aproveita os prazeres da vida.

Viajante Eu me sinto tolo como um viajante Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
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Viajante Eu me sinto tolo como um viajante Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria É que arde o medo onde o amor ardia Mansidão no peito trazendo o respeito Que eu queria tanto derrubar de vez Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez Mas o viajante é talvez covarde Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor A paixão contida, retraída e nua Correndo na sala ao te ver deitada Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar Talvez esperando desse viajante Algo que ele espera também receber E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender Eu me sinto tolo como um viajante Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria É que arde o medo onde o amor ardia Mansidão no peito trazendo o respeito Que eu queria tanto derrubar de vez Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez

Colorindo a vida A vida nem sempre é um oceano de águas límpidas, às vezes, é poeira, vento que causa medo, tempestade que não quer passar. Porém, a gente pode varrer a poeira, se proteger do vento forte e enfrentar qualquer tempestade. Quando Deus bate a nossa porta e diz “se a…
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Colorindo a vida A vida nem sempre é um oceano de águas límpidas, às vezes, é poeira, vento que causa medo, tempestade que não quer passar. Porém, a gente pode varrer a poeira, se proteger do vento forte e enfrentar qualquer tempestade. Quando Deus bate a nossa porta e diz “se alimente de fé, pois, ela é a arma que você consegue enfrentar qualquer obstáculo e transpor todas as barreiras”. Não pense, não sofra e nem tão pouco queira ser um super-herói que resolve tudo em um segundo. A vida não se modifica em um instante, é preciso tecê-la com amor, com delicadeza, colocando cada sentimento no seu devido lugar, às vezes, é preciso usar várias estampas de cores diversas, porque a vida não é preto e branco, é aquarela, com cores vivas. É arco-íris, sol quando vem surgindo com seu clarão. A vida é tão majestosa e tão surpreendente que seria preciso trilhões e mais trilhões de cores intensas, brilhantes para podermos pinta-la. E nós somos capazes de colorimos desta forma, usando pinceis feitos de esperança e amor divino. Jamais se deixe abater quando alguma coisa ficar meio cinza, afinal, com tantas cores que a vida tem, a gente derrama um pouco de verde esperança, um branco de paz, misturado com um rosa calmo de amor e no fim derrame uma gota de vermelho paixão e você verá como a vida pode ser alegre, se soubermos dosar os nossos sentimentos com cuidado. É preciso usar todas as cores, sempre com prudência para não estragar, o ideal é espalhar bem o amor, o resto é o complemento que torna a vida perfeita.

Rosas Você pode me ver Do jeito que quiser
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Rosas Você pode me ver Do jeito que quiser Eu não vou fazer esforço Pra te contrariar De tantas mil maneiras Que eu posso ser Estou certa que uma delas Vai te agradar... Porque eu sou feita pro amor Da cabeça aos pés E não faço outra coisa Do que me doar Se causei alguma dor Não foi por querer Nunca tive a intenção De te machucar... Porque eu gosto é de rosas E rosas e rosas Acompanhadas de um bilhete Me deixam nervosa... Toda mulher gosta de rosas E rosas e rosas Muitas vezes são vermelhas Mas sempre são rosas... Se teu santo por acaso Não bater com o meu Eu retomo o meu caminho E nada a declarar Meia culpa, cada um Que vá cuidar do seu Se for só um arranhão Eu não vou nem soprar... Porque eu sou feita pro amor Da cabeça aos pés E não faço outra coisa Do que me doar Se causei alguma dor Não foi por querer Nunca tive a intenção De te machucar Porque eu gosto é de rosas E rosas e rosas Acompanhadas de um bilhete Me deixam nervosa... Toda mulher gosta de rosas E rosas e rosas Muitas vezes são vermelhas Mas sempre são rosas... Porque eu gosto é de rosas E rosas e rosas Acompanhadas de um bilhete Me deixam nervosa... Toda mulher gosta de rosas E rosas e rosas Muitas vezes são vermelhas Mas sempre são rosas... Você pode me ver Do jeito que quiser Eu não vou fazer esforço Prá te contrariar De tantas mil maneiras Que eu posso ser Estou certa que uma delas Vai te agradar...

Eu oro, Pai, neste momento, para que o Senhor, com a força do Espírito Santo, venha tocar, neste irmão, nesta irmã, que está triste,
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Eu oro, Pai, neste momento, para que o Senhor, com a força do Espírito Santo, venha tocar, neste irmão, nesta irmã, que está triste, e que de tão amargurado, não se aceita, e por não se aceitar, não consegue se amar, e já não se cuida mais, por sentir-se só e desamparado... Pai querido, toca na alma ferida, no trauma mais profundo naquele lugar que só o Senhor sabe onde dói mais, remove essa "casca" que recobre a ferida mais dolorosa, e seca de vez essa marca que ainda sangra. Toca, Pai, toca no coração ressecado, angustiado, de quem já não acredita mais em si mesmo. Que perdeu as forças de tanto chorar, que foi abandonado(a) sem motivos, que foi vítima de injustiça, que não sabe a quem recorrer. Tu, Senhor, é juiz soberano, julga essa causa então, devolve a esse irmão, a essa irmã, a alegria, a esperança, o ressurgir do desejo de cuidar-se. A capacidade de admirar-se e perceber, que dentro de cada um de nós, brilha uma chama maior que qualquer dor, a chama da tua mão, a chama da criação, a chama do amor. Então, eu oro agora, pelos que querem te encontrar, pelos que te buscam e não acham, pelos que tateiam no escuro da mágoa, os que vagam de hospital em hospital, sem achar a doença que os consome, inunda-os agora com o Teu Santo remédio, o teu poderoso amor. Assim, saia curado neste dia, todo aquele, que mesmo não vendo, perceba, que mesmo não se achando merecedor, sinta, que a Tua maior grandeza está em reconhecer, em cada um de nós, mesmo os maiores devedores, uma chama única, um brilho, que somos amados como o único filho. Eu oro, então, para que agora, o elo seja refeito, a ligação restabelecida, e em cada um, brilhe a tua luz, refletindo na face, o doce sorriso do amado Jesus.

Minha menina, Me diga, como posso escrever em preto e branco enquanto tu colores minha vida? Como posso falar sobre tristeza enquanto tu a tiras de mim, e em seu lugar despeja alegria, roubando toda a cena? Ah, anjo, nasci com a alma impar e nunca gostei de ser assim. Não sei se…
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Minha menina, Me diga, como posso escrever em preto e branco enquanto tu colores minha vida? Como posso falar sobre tristeza enquanto tu a tiras de mim, e em seu lugar despeja alegria, roubando toda a cena? Ah, anjo, nasci com a alma impar e nunca gostei de ser assim. Não sei ser impar. Até tentei uma vez e assumo que sofri horrores para conseguir ser só. Mas sabe, de repente deu tanta vontade de me somar a ti. Deixa eu virar par contigo? Sei que não passo de um escritor de guardanapo e que minha poesia não é a mais belas, mas esses dias tenho escrito com toda a doçura que me resta transformando-te em personagem para poder não tirar-te de mim; compartilhar, nem que seja com as palavras, este amor que é tão nosso; abrir uma válvula de escape para tantos sentimentos confusos. Quem disse que consigo, e que quero, me livrar deles? transformando-te em personagem só me apaixono mais. Qualquer dia desses mando um conto de minha autoria, um dos mais bonitos, mas que não mostro para ninguém por puro ciúmes, pois há “você” em cada espaço, vírgula e ponto. O morno nunca me bastou. Não me basta encher enquanto posso transbordar e não me bastará te fazer bem enquanto posso dar o meu melhor. Prometo, pequena, que não lhe faltará afeto, que bastará olhar para o lado quando quiser encontrar alguém por ti, que precisando, roubo até tuas tristezas e sorrio chorando pra te ver bem. Espero que minha intensidade não incomode, mas caso isso aconteça, me dobro e me rasgo em dois para ser mais leve. Prometo. Segundo o princípio da predestinação, já nascemos com um caminho traçado e tudo em nossas vidas acontece por algum motivo. Não sei se acredito muito nisso embora torça, com todas as minhas esperanças, que nosso futuro seja à dois e que esse tal de destino nos queira juntos. Mas se ele não quiser, provaremos para ele que o amor é maior que qualquer palavra, mesmo que seja escrita no livro da vida, não é? Anjo, permita-nos. Vamos somar?

Tem certos dias que a única coisa que você encontra em si mesmo é a certeza de que fez sua parte com coerência, dignidade, amor, competência, resignação... e não importa se tudo mais ficou perdido ou esquecido pelo tempo, basta apenas que reconheça que fez o que devia ser feito,…
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Tem certos dias que a única coisa que você encontra em si mesmo é a certeza de que fez sua parte com coerência, dignidade, amor, competência, resignação... e não importa se tudo mais ficou perdido ou esquecido pelo tempo, basta apenas que reconheça que fez o que devia ser feito, e que fez com louvor. É inevitável no primeiro instante que se questione por que não deu certo ou até mesmo onde errou, que se julgue fraco ou covarde por não ter lutado mais e que se pergunte se uma vez lutando mais até quando ou quanto seria o suficiente. Eu ainda não aprendi a não me culpar e me cobro pelo que não fiz, mas já consigo enxergar a certeza de ter feito minha parte e que se isso não foi o suficiente, então isso foi o que pude deixar de mim, foi um pouco do que sou e tudo que ainda posso ser.

Sabe quando nada no mundo é capaz de te fazer feliz? Quando você sai por aí distribuindo sorrisos, mesmo sabendo que não tem motivos pra isso, pelo contrário, queria chorar, se desmanchar em lágrimas amargas que inundam a alma, sabe? Quando o amor lhe vira as costas e o relógio c…
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Sabe quando nada no mundo é capaz de te fazer feliz? Quando você sai por aí distribuindo sorrisos, mesmo sabendo que não tem motivos pra isso, pelo contrário, queria chorar, se desmanchar em lágrimas amargas que inundam a alma, sabe? Quando o amor lhe vira as costas e o relógio corre contra você. Quando tudo está perdido e nem mesmo uma taça de vinho é capaz de fazer companhia. Naqueles dias ensolarados, com a cortina do quarto fechada e um travesseiro em cima do rosto pra deixar o sono mais escuro, como se aquilo fosse resolver todos os problemas do mundo. Eu paro e me pergunto o que é isso. Perco horas pensando, tentando decifrar o que se passa dentro de mim. Mas nada parece esclarecer tamanho vazio. É como se nada mais me despertasse emoções, é como se a vida já não me sorrisse mais. Tudo se perdeu. Tantos amores, amigos, risos, e aquela felicidade que só ficou na promessa. O vento bate na porta, não sinto mais frio, nem medo. As sombras enchem o meu ser, e eu não ligo, sou indiferente. Morro aos poucos, existo num mundo ao qual não mais pertenço, e essa sensação de vazio incompreensível aumenta mais e mais, e me sufoca. Minhas lágrimas transbordam e a vida, perdida, vai ficando pra trás. Nada me traz de volta a vontade de sorrir, nada me faz sentir a vida novamente. Não estou mais aqui. Sentado, no vazio da minha alma, me deparo com lembranças, doces, amargas, mas há algo diferente, pois não sinto mais a doçura dos momentos alegres, e não consigo me frustrar relembrando passagens tristes da minha existência; mais uma vez me encontro indiferente à minha essência. Passo por cima de tudo. Passo por cima de todos. Quero pedir socorro, mas eu, eu não consigo. Eu quero correr, fugir disso, mas estou paralisado, e não é por medo, não é por hesitação, é por não conseguir, não tenho mais forças pra sofrer. Eu quero viver, mas isso é sinônimo de sofrimento, e francamente, eu não posso mais. Foi o sofrimento vital que me trouxe até aqui, e no fundo desse poço eu não encontro forças pra realicerçar a minha vida. Eu queria sorrir com vontade, não por obrigação, como faço. Queria ter um abraço caloroso, um olhar franco, mas ultimamente tudo em mim tem sido volúvel e superficial. Eu disse “te amo” e dei um beijo na testa de quem não merecia. Demonstrei meus sentimentos a quem não reparava e me importei com quem só me tinha como uma opção. Foi isso que me destruiu. Eu queria concertar, mas não há mais tempo. Queria ter força pra reconstruir tudo, mas tenho certeza de que não posso mais. Passei por tanta ingratidão e tanto desamor, estou curtido disso tudo, e não quero passar novamente por tantos excessos. Minha vida se esvaiu aos pouquinhos, e eu deixei que isso acontecesse. Fui relapso com o meu ego, deixei que ele se dilapidasse. E agora, bem, agora eu vou fechar os olhos, e deixar que o mundo se exploda sozinho. Pode ser que assim as coisas parem de ser responsabilidade minha.

Fecham os olhos esses seres humanos, Flor. Digo-te, relato-te, a miséria é sempre se angustiar com o que de mais revelado está! Vida, Flor. Essa vida trêmula há de consumir as carnes dos homens, pois a desconfiança é sempre uma decompositora. Decompõe as carnes, decompõe o amor.…
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Fecham os olhos esses seres humanos, Flor. Digo-te, relato-te, a miséria é sempre se angustiar com o que de mais revelado está! Vida, Flor. Essa vida trêmula há de consumir as carnes dos homens, pois a desconfiança é sempre uma decompositora. Decompõe as carnes, decompõe o amor. Olhe, de que adianta mais um punhado de revelações, um a mais, se as pessoas insistem em grudar as pestanas; fechar os olhos! De nada vale a visão a um cego martelado, obstinado e cônscio, Flor. Consciente da própria estupidez, mas que prefere pôr-lhe um sorriso. Flor, pois, te digo: distancio-me, cada vez mais, pois sou eloquente! Separo-me da ambiguidade humana, pois sou fato revelado. Esculpido, completo; visão privilegiada.