Pular para o conteúdo

Frases de Zeu Silva

133 frases

⁠COISAS QUE O CORPO ENSINA Quem acha que só pertence ao próprio corpo e não a um corpo coletivo também, então, que se aposente da vida!
RASCUNHO PUBLICÁVEL ⁠ Eu não sei ler coisa alguma, de modo prazeroso, se não interpor a filosofia. Para mim, a falta de filosofia nas coisas torna o objeto 'poço não comunicante', como diria João Cabral de Melo Neto. É uma questão de sobrevivência pessoal desenvolver uma leitura…
Continuar lendo

RASCUNHO PUBLICÁVEL ⁠ Eu não sei ler coisa alguma, de modo prazeroso, se não interpor a filosofia. Para mim, a falta de filosofia nas coisas torna o objeto 'poço não comunicante', como diria João Cabral de Melo Neto. É uma questão de sobrevivência pessoal desenvolver uma leitura assim, porque, de outro modo, um simples parágrafo torna-se enfadonho. É bem verdade que os signos comunicativos, principalmente, os utilitários, como os avisos e manuais de instrução, por exemplo, não são produzidos para filosofar sobre eles. Dada a necessidade prática dessa classe de gêneros textuais, sua leitura não exige uma forte carga de tensão intelectual para serem compreendidos. Como se estivessem dentro de uma zona neutra, há textos que dispensam prazer e desprazer na sua leitura. Já existem outros, não tão utilitários como os primeiros. Desde um poema infantil, um trecho narrativo religioso, um clássico da literatura, até à Constituição Brasileira, existem signos que podem ser pesadamente enfadonhos para sua compreensão. Porque, entre outras funções, todos eles se ligam ao sentido maior, que é o sentido da vida. Sendo a vida complexa, apesar do simplismo atribuído por muitos, é preciso buscar algo que dê sentido à própria vida no fluxo da vida. A filosofia pode ser uma sugestão.

⁠A onda de 'fake news' que assolou, e ainda assola o País, despertou-me a ideia de que, antes das redes sociais digitais, as falsas informações já era prática comum nas décadas de antigamente. A diferença é que, outrora, não havia o gigantesco impulso da Web para otimizar a roda…
Continuar lendo

⁠A onda de 'fake news' que assolou, e ainda assola o País, despertou-me a ideia de que, antes das redes sociais digitais, as falsas informações já era prática comum nas décadas de antigamente. A diferença é que, outrora, não havia o gigantesco impulso da Web para otimizar a roda da mentira. Como, também, não havia as agências de checagens da Internet, os boatos duravam uma eternidade, contribuindo, a meu ver, para a formação de uma cultura dita raiz e que, em muitos casos, parece ter criado o medo, esse ingrediente que quase sempre acompanha a estratégia do dominador sobre os dominados. Drummond deve ter sentido isso quando escreveu sobre o 'Congresso Internacional do Medo'.

⁠A SELEÇÃO BRASILEIRA, AINDA, É A PÁTRIA DE CHUTEIRAS? A poucos dias da Copa, e o Brasil parecendo que não tá nem aí pro Mundial, faz o velho torcedor, atento às mudanças por que passa o nosso País, levantar algumas especulações. Será que gastamos toda nossa energia na eleição p…
Continuar lendo

⁠A SELEÇÃO BRASILEIRA, AINDA, É A PÁTRIA DE CHUTEIRAS? A poucos dias da Copa, e o Brasil parecendo que não tá nem aí pro Mundial, faz o velho torcedor, atento às mudanças por que passa o nosso País, levantar algumas especulações. Será que gastamos toda nossa energia na eleição para presidente, a mais intensa de todos os tempos? (E que, de tão intensa, ainda tem muita gente achando que o pleito não acabou) Será? Ou, ainda relacionado à política, não seria o uso exagerado da camisa verde-amarela e da nossa bandeira o responsável por retirar o interesse de grande parte dos brasileiros pelo torneio? Ou não seria a velha desconfiança que carregamos antes de ver o Brasil entrar em campo? Ou o que, ainda é pior: a nostalgia que sentimos dos idolos do passado, que não figuram mais na Seleção, porque a idade chega para todos, estaria fazendo a gente sonhar que tudo poderia ser como antes? Enfim, são perguntas de mais, e respostas nenhuma. O fato é que ninguém diz que estamos em clima de Copa. Porque, de fato, o País não está. Nem a mídia parece estar empolgada com o Mundial. Porém, tudo isso talvez mude quando a bola rolar, a partir do dia 20 de novembro, principalmente, nos dias de jogos da Seleção. "Olê, Brasil!!!"

⁠Falar sobre os clássicos, de modo espontâneo, sem combinação prévia, ao sabor do acaso, é uma das coisas mais prazerosas e saudáveis que pode haver. Por uma fração de tempo, as pessoas dão uma trégua na hostilidade da existência e relaxam a mente com aquilo que as letras reserva…
Continuar lendo

⁠Falar sobre os clássicos, de modo espontâneo, sem combinação prévia, ao sabor do acaso, é uma das coisas mais prazerosas e saudáveis que pode haver. Por uma fração de tempo, as pessoas dão uma trégua na hostilidade da existência e relaxam a mente com aquilo que as letras reservaram ao espírito: a literatura.

DA POLÍTICA AO FUTEBOL ⁠A não aceitação da vitória de um oponente revela, entre outras coisas, que o perdedor estava travando uma batalha imaginária. Não havia o outro no horizonte da sua percepção. Quem procura enxergar as possibilidades sofre menos. Nesse contexto, as informaç…
Continuar lendo

DA POLÍTICA AO FUTEBOL ⁠A não aceitação da vitória de um oponente revela, entre outras coisas, que o perdedor estava travando uma batalha imaginária. Não havia o outro no horizonte da sua percepção. Quem procura enxergar as possibilidades sofre menos. Nesse contexto, as informações falsas contribuem muito para a mente criar uma realidade equivocada.

RASCUNHO (nada mais que rascunho) ⁠Toda gama de conhecimentos que o homem produziu tem como objetivo final servir à humanidade. Se amanhã a espécie humana vier a desaparecer, isso, provavelmente, será por causa dos conflitos ideológicos que ao longo da história humana caminham j…
Continuar lendo

RASCUNHO (nada mais que rascunho) ⁠Toda gama de conhecimentos que o homem produziu tem como objetivo final servir à humanidade. Se amanhã a espécie humana vier a desaparecer, isso, provavelmente, será por causa dos conflitos ideológicos que ao longo da história humana caminham juntos com a produção desses conhecimentos. Ninguém tem uma bola de cristal para observar o fim, mas a humanidade caminha a passos de recuos e de avanços. Os recuos são os equívocos econômicos, políticos, religiosos, pedagógicos, científicos que redundam em guerras, doenças, desequilíbrios ambientais provocados pela ação humana, as segregações que dividem o mundo em extremo sociais, econômicos e raciais. Os avanços são as conquistas ocorridas na política, economia, educação, religião e que, efetivamente, melhoram a vida das pessoas de modo ético. Enfim, errando e acertando, tudo que o mundo produz é para servir à humanidade.

⁠LEITURA x INTERPRETAÇÃO Sem a ancoragem do patrimônio cultural e de informações atuais, muita interpretação de texto não acontece. O humor, por exemplo, provocado pelas tirinhas, charges ou cartuns, pode não surtir o efeito esperado em um leitor que sabe decodificar os signos v…
Continuar lendo

⁠LEITURA x INTERPRETAÇÃO Sem a ancoragem do patrimônio cultural e de informações atuais, muita interpretação de texto não acontece. O humor, por exemplo, provocado pelas tirinhas, charges ou cartuns, pode não surtir o efeito esperado em um leitor que sabe decodificar os signos verbais e imagéticos, mas que, porém, desconhece os referentes. Não basta enxergar e ouvir as coisas, é preciso questionar a si e o outro sobre o que aquilo quer dizer. É preciso estudar História, Geografia, Ciências, Literatura, a Bíblia...; é preciso se informar sobre fatos importantes (e desimportantes também) acessando às redes sociais, assistindo a jornais, séries, filmes, esportes... escutando músicas de gostos variados, porque a vida cabe nessas coisas. O desafio de ler foi conquistado nos primeiros anos de estudo, quando toda criança quer mostrar à sociedade que domina as letras, a palavra e a frase. Mas a formação escolar voltada para leitura não para nisso. Cada nova etapa, um novo desafio. O desafio de interpretar com competência os textos e o mundo.

⁠Reflexões em Teresa Colomer ou café literário "Estimular a leitura e planejar o desenvolvimento das competências infantis são os dois eixos da tarefa escolar no acesso à literatura." A leitura de livros na escola deve se unir aos esforços que deram certo. Precisamos refletir s…
Continuar lendo

⁠Reflexões em Teresa Colomer ou café literário "Estimular a leitura e planejar o desenvolvimento das competências infantis são os dois eixos da tarefa escolar no acesso à literatura." A leitura de livros na escola deve se unir aos esforços que deram certo. Precisamos refletir sobre a forma que, efetivamente, forma o leitor dentro da escola até o dia em que ele nos abandone, mas que, irremediavelmente, já seja um cidadão leitor. Eis o nosso grande desafio: encontrar a "gestalt" que assegura a formação do leitor autônomo. É nesse sentido, pois, que a leitura de livros na escola deve começar na Educação Infantil até o fim da Educação Básica. É um trabalho em que, verdadeiramente, ninguém pode soltar a mão de ninguém, a fim de entender que a cada mudança de etapa as leituras serão mais complexas e que essa complexidade exige o gancho, ou seja, a base que fortalece o leitor para leituras mais extensas e mais difíceis. "Ninguém aprende a interpretar textos difíceis, lendo apenas textos fáceis" diz Colomer.