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Frases de William Shakespeare

690 frases

A infâmia sempre reaparece ao olhar humano, mesmo que a afoguem no fundo do oceano.
⁠Soneto 121 (CXXI) É melhor ser vil do que vil considerado, Quando não se é, e ser repreendido por sê-lo,
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⁠Soneto 121 (CXXI) É melhor ser vil do que vil considerado, Quando não se é, e ser repreendido por sê-lo, E o prazer justo perdido, que é tão caro Não por nós, mas pela opinião alheia. Por que a visão falsa e adulterada dos outros Deve julgar o meu sangue ardente? Ou minhas fraquezas, enquanto o mais fraco espia, Que por eles seja mau o que acredito bom? Não, eu sou quem sou, e eles que julgam Meus erros reconhecem em mim apenas os deles; Posso ser reto, embora eles sejam tortos; Diante desses pensamentos, meus atos se ocultam, A menos que esse mal geral que eles mantêm: Todos são maus e em sua maldade reinam.

Soneto 150 Ó, que força usas para teres tanto poder Que não deixa meu coração se desviar?
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Soneto 150 Ó, que força usas para teres tanto poder Que não deixa meu coração se desviar? Fazer-me mentir diante do que vejo, E jurar que a luz não abençoe o dia? Desde quando adoeceste tudo, Que em negar teus próprios atos Há tanta força e mostra de talento, Que fazem teus defeitos superar teus dons? Quem te ensinou a fazer-me amar-te mais ainda, Por mais o que eu ouça e veja só cause o ódio? Ah, embora eu ame o que outros odeiam, Como eles, não deverias me ter horror. Se tua falta de valor fez que eu te amasse, Mais valia tenho por amares a mim.

⁠Eis a sublime estupidez do mundo; quando nossa fortuna está abalada – muitas vezes pelos excessos de nossos próprios atos – culpamos o sol, a lua e as estrelas pelos nossos desastres; como se fôssemos canalhas por necessidade, idiotas por influência celeste; escroques, ladrões e…
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⁠Eis a sublime estupidez do mundo; quando nossa fortuna está abalada – muitas vezes pelos excessos de nossos próprios atos – culpamos o sol, a lua e as estrelas pelos nossos desastres; como se fôssemos canalhas por necessidade, idiotas por influência celeste; escroques, ladrões e traidores por comando do zodíaco; bêbados, mentirosos e adúlteros por forçada obediência a determinações dos planetas; como se toda a perversidade que há em nós fosse pura instigação divina. É a admirável desculpa do homem devasso – responsabiliza uma estrela por sua devassidão.