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Frases de William Shakespeare

690 frases

Chorar, depois de salvo, uma desgraça, é chamar outra ainda mais feia e crassa.
-Soneto XLIII - Quanto mais fecho os olhos melhor vejo; o dia todo vi coisas vulgares;
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-Soneto XLIII - Quanto mais fecho os olhos melhor vejo; o dia todo vi coisas vulgares; mas quando durmo em sonho te revejo; pondo no escuro luzes estrelares; tu, cuja sombra faz brilhar as sombras; pois tanto brilho no negror produzes. Como podem meus olhos abençoados; assim te ver brilhar em pleno dia; quando na noite escura deslumbrados; dentro de fundo sono eu já te via? Meu dia é noite quando estás ausente; e a noite eu vejo o sol se estás presente.

Comparar-te a um Dia de Verão?Comparar-te a um dia de verão? Há mais ternura em ti, ainda assim: um maio em flor às mãos do furacão,
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Comparar-te a um Dia de Verão?Comparar-te a um dia de verão? Há mais ternura em ti, ainda assim: um maio em flor às mãos do furacão, o foral do verão que chega ao fim. Por vezes brilha ardendo o olhar do céu; outras, desfaz-se a compleição doirada, perde beleza a beleza; e o que perdeu vai no acaso, na natureza, em nada. Mas juro-te que o teu humano verão será eterno; sempre crescerás indiferente ao tempo na canção; e, na canção sem morte, viverás: Porque o mundo, que vê e que respira, te verá respirar na minha lira.

SONETO 3 Mira no espelho e descreve o rosto que vês; Agora é o tempo em que a face deve mudar,
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SONETO 3 Mira no espelho e descreve o rosto que vês; Agora é o tempo em que a face deve mudar, Cujos reparos não tenhas logo renovado, Terás enganado o mundo, à revelia de tua mãe. Onde está a bela, cujo ventre não semeado Desdenha o cultivo de teus cuidados? Ou de quem será a tumba de um ser tão cioso De seu amor-próprio para negar a posteridade? És o espelho de tua mãe, e tua semelhança Recorda os adoráveis dias de sua primavera; Então, pela tua idade, poderás ver, Apesar das rugas, o teu tempo áureo; Mas se vives para não seres lembrado, Jamais te cases, e tua imagem fenecerá contigo.

Aqui, fixar quero meu eterno repouso, e desta carne lassa do mundo sacudir o jugo das estrelas funestas. Olhos, vê-de mais uma vez.
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Aqui, fixar quero meu eterno repouso, e desta carne lassa do mundo sacudir o jugo das estrelas funestas. Olhos, vê-de mais uma vez. Braços, permiti-vos o último abraço. E lábios,vós que sois a porta do hálito com um beijo legítimo selai este contrato com a morte exorbitante. (Romeu Julieta)