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Frases de Wélerson Recalcatti

114 frases

⁠Um livro é uma grande extensão de sabedoria presa em um pequeno espaço
Você nota como o Brasil é atrasado, comparando aos demais países pelo mundo, no simples fato de que numa escola pública, quando um aluno é posto de castigo, ele é encaminhado para a biblioteca, é como se dissessem que ler é uma coisa chata e ⁠sem divertimento, um verdadeiro casti…
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Você nota como o Brasil é atrasado, comparando aos demais países pelo mundo, no simples fato de que numa escola pública, quando um aluno é posto de castigo, ele é encaminhado para a biblioteca, é como se dissessem que ler é uma coisa chata e ⁠sem divertimento, um verdadeiro castigo; Aí começa a falta de educação e conhecimento da nossa nação.

⁠Soneto de amor Amei-te tanto, de tantas maneiras Amei-te tanto, de tantos conceitos
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⁠Soneto de amor Amei-te tanto, de tantas maneiras Amei-te tanto, de tantos conceitos Amei teus modos, teus gostos, teus jeitos Amei teus olhos, teus lábios, tuas brincadeiras Teus beijos molhados, pra mim são cachoeiras Teus sonhos me encantam, me fazem te amar Teus lábios me cantam, me fazem sonhar Eles são perfeitos, países sem fronteiras Mas o que me separa de estar junto a ti É a coisa que mais faz-me sofrer Pois nada na vida me faria sorrir Nada na vida me faria viver Não terei coragem para prosseguir Se não estiver contigo a conviver

⁠Soneto : Fúnebres Atos Meu corpo empalado à forma exangue Nos rubros altares que oram em meu nome
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⁠Soneto : Fúnebres Atos Meu corpo empalado à forma exangue Nos rubros altares que oram em meu nome Saciai tua sede com uma gota do meu sangue E com a minha carne saciai tua fome Faleço aos conceitos carnais que me atrevo Meu corpo, de minha alma desune Minhas últimas palavras aqui escrevo Pois da morte, nunca fui imune E aguardo a chegada do oportuno martírio Ao assinar com sangue no finado contrato À minha sepultura adorna o lírio E parto desta vida onde os dias foram ingratos Deixo meus versos de puro delírio E despeço-me deste mundo em fúnebres atos

⁠Soneto : Calor Calor que agride esta terra amada Que racha o solo em tamanho braseiro
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⁠Soneto : Calor Calor que agride esta terra amada Que racha o solo em tamanho braseiro Calor ardente em torrão brasileiro Calor que ferve a pólvora armada Calor que parte, obra natural da vida Mas também calor que tanto produzimos Calor das queimadas, do que consumimos Calor da poluição, dos dejetos da lida Calor do sulcro ao núcleo terrestre Calor da terra, calor da fenda Talvez um dia a humanidade aprenda Que o calor que mata o campestre Também pode matar a nossa gente E talvez neste dia não seja mais quente

⁠Soneto : Amo-te Amo-te tanto quanto o alfabeto em linha Vou de letra em letra buscar teu sentido
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⁠Soneto : Amo-te Amo-te tanto quanto o alfabeto em linha Vou de letra em letra buscar teu sentido Mesmo que de ti nunca tenha ouvido Que o amor que te tenho, tu também me tinha Amo-te mais do que uma simples fala E um dicionário cheio não me bastaria Pois o amor que sinto não se explicaria Então na tua presença minha boca se cala Amo-te no hoje e no amanhã infinito Como amo a vida e também a morte Vejo teu sorriso tão meigo e bonito Ter você comigo seria ter muita sorte Mas a mim mesmo, tenho tanto dito Que talvez o que eu sinta, a ti não importe

⁠Soneto : Odores Mortais Flores pelos campos vastos coloridos Dum florescer tão lindo que mostra vaidade
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⁠Soneto : Odores Mortais Flores pelos campos vastos coloridos Dum florescer tão lindo que mostra vaidade Relembra dos adornos que trazem saudade Naqueles campos tão vastos floridos Seu perfume exala tantas emoções Rosas rubras que sangram sentidos De odores vastos, todos tão sortidos Que fazem alogia e comparações Comparando à vida que é bela e única Servindo de adorno às mais raras túnicas Que vestem os membros dos meios reais Mas aqueles campos tão vastos floridos Murcham com o ar que aqui é poluído E os seus odores se tornam mortais

⁠Soneto : Asas Da Morte Sigo em ritual fúnebre queimando em brasas No fogo ardente que me queima vivo
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⁠Soneto : Asas Da Morte Sigo em ritual fúnebre queimando em brasas No fogo ardente que me queima vivo Meu coração sustenta seu lado abrasivo Enquanto meu corpo mergulha em águas rasas Afogando-me aos poucos, num rio sangrento Um mar de ódio que dos meus olhos vaza Neste mar talvez que minha alma jaza E segue em seu íntimo sem sentimento Talvez por um tempo eu mesmo me conforte Com a dor que enfrento em minha consciência Ou somente viva crendo na ciência Que talvez um dia eu possa voar distante Enquanto meu lamento segue tão constante Voarei nas asas desta nefasta morte

⁠Soneto : Linda Linda, teus paladares são meigos Eles tanto me falam
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⁠Soneto : Linda Linda, teus paladares são meigos Eles tanto me falam Mas os meus sendo leigos Em sua presença se calam Teus olhos são claros Os meus são escuros E teus lábios são muros Eu quero cruzá-los Tua boca é tão doce Tem gosto de mel Tu és a mais linda rosa E tua aparência é como se fosse A mais radiante estrela formosa Que habita o mais profundo do céu