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Frases de Weberson Domingues

69 frases

A gente precisa se respeitar muito, se amar ainda mais; para quando alguém vier com uma proposta indecente dizer: é isso que me oferece? Obrigado, mas recuso.
Sou filho de quem Sou filho da arvore Fiz dos troncos irmãos
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Sou filho de quem Sou filho da arvore Fiz dos troncos irmãos As folhas minhas primas Querem o chão Meu pai terra Sempre a me regar O primo vento a me balançar Sou filho do rio ribeira E era guri na nascente Depois de muito correr Até moleque virei Os peixes que ele ama Com beijos conquistei Sou filho do nego descalço Que não quer pisante Quer sentir a terra fértil Sempre, todo estante Sou filho do índio Que perdeu toda minha família E hoje mais bastardo Vai de auto atrás da alegria Sou filho da rosa Em cada pétala uma tia Cada acúleo uma realidade Fiz da natureza minha namorada E hoje colho minhas felicidades. Sou filho do mar Que com toda sua humildade A baixo de todos ficou E assim construiu toda seu imenso amor. Weberson Domingues; Eu.

(Bar da esquina) No bar da esquina Têm poesias
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(Bar da esquina) No bar da esquina Têm poesias Faladas aos soluços Entre ânsia de trago forte E sinceridade de bêbado Outro dia No papel do cigarro do Paraguai Alguém marcou ao lado do "40 reais" "Esse se não pagar, aqui não bebe mais" Quatro reais a dose de conhaque Se chorar, ganha uma espremida de limão Desce forte Esquenta o bucho Desperta o leão Petiscos? Sempre aparece o cara do salame Ele sabe pra quem vender só no olhar Tem gente com fome Mas ninguém quer pagar Dois dedos de amargo Completa com catuaba Bebida do velho Alceu Segundo ele Levanta o danado A esposa fica faceira Parece que vê Deus Bate sinuca Pife Amizade Emprestaram 10 pro Seco Participar do truco Lazarento Bicho bom Sai com mais de 50 na mão No bar da esquina Tem gente de verdade Que chora, ri Dança Canta Você não acha em nenhum outro lugar da cidade.

Estou cheio Já abri o ziper da alma E nada de alívio
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Estou cheio Já abri o ziper da alma E nada de alívio Essas piadas Que me arreganhavam a arcada dentaria Idiotas Hoje me acusam náuseas Estou farto A papa já salta o queixo Meu rosto redondo Mas sem o brilho da lua Eu precisava cagar Cagar essa comilança Mas parece que há algo a remoer E ainda nem acabou o mês.

⁠Olha querida Esperança de uma vida De tudo melhor
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⁠Olha querida Esperança de uma vida De tudo melhor Sei do seu passado Do peito suado De tanto correr Correr de momentos De sentimentos Sentmetos de dor Mas te prometo Te dar o mundo E todo o amor Não são só promessas Não me escuta com pressa Pare pra pensar Que ao meu lado Sendo seu namorado Tudo vai mudar

⁠Algo chama para dentro, chama para aquele espaço pouco explorado. Como se chamar atenção do que há fora perdesse todo o encanto. O chamo continua e continua: "vem, vem, me explore, seja meu amigo" E você se ve em meio a uma linha, de uma lado o mundo, do outro, o chamado. Vou p…
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⁠Algo chama para dentro, chama para aquele espaço pouco explorado. Como se chamar atenção do que há fora perdesse todo o encanto. O chamo continua e continua: "vem, vem, me explore, seja meu amigo" E você se ve em meio a uma linha, de uma lado o mundo, do outro, o chamado. Vou para onde? E sussurra a alma "vem, seja meu amigo"

⁠O caminho mudou apenas em aparência Os pés são os mesmos Antes descalços, hoje protegidos pela validade
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⁠O caminho mudou apenas em aparência Os pés são os mesmos Antes descalços, hoje protegidos pela validade E caminhamos Caminhamos em círculos Outro dia um jovem repetiu os erros de seu avô A menina usou a saia da avó e foi dançar Se conehceram no baile O filho se chamará João, em homenagem ao avô do rapaz Na parede um quadro velho daqueles pintados, Têm 3 pessoas muito parecidas O artista não manjava muito de caricatura Mas quem liga? A alegria é relembrar As esquinas gritam o passado Até o cheiro é igual O pão ao menos não mudou muito de uns mil anos pra cá E nem a fome Minha pestana é idêntica a de um primo de minha mãe, ele era bem engraçado, não lembro o nome.

⁠(Portão) Lá fora tem um portão Já entrou muita gente
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⁠(Portão) Lá fora tem um portão Já entrou muita gente Umas com boas Outras com más intenções Umas pedem para entrar São amáveis, leais Outras pulam São loucas demais Entre entradas e saídas Pulos e empurrões Poucas ficaram dentro Devem ser campeões Lá fora tem um portão Moldado com o tempo Brilho e ferrugem Chuva e sol Amor e ódio Sangue e suor.

⁠Uma esquina movimentada do bairro Boqueirao, rua Anne Frank. Lá estava ela, com vestido vermelho, lábios vermelhos, cabelo vermelho; impossível não nota-la, e quem não a visse, com certeza, sentiria seu cheiro, um perfume doce, inebriante. Estava eu saindo da casa de uma ex pat…
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⁠Uma esquina movimentada do bairro Boqueirao, rua Anne Frank. Lá estava ela, com vestido vermelho, lábios vermelhos, cabelo vermelho; impossível não nota-la, e quem não a visse, com certeza, sentiria seu cheiro, um perfume doce, inebriante. Estava eu saindo da casa de uma ex patroa, acabava de pegar um vale, 500 reias, estava louco para tomar uma, sentir a energia de um bar, falar e ouvir besteiras naturais do local. Entro, peço uma latinha e uma dose de conhaque, viro de uma vez a dose, desce quente, esquenta a boca, garganta, peito e, por fim, arrepia. Em seguida tomo um gole da cerveja para dar uma gelada. Todas as vezes que ia naquele bar ao qual não conhecia ninguém, ficava por uma ou duas horas, mas naquele dia não estava legal o clima, então resolvo ir embora. Saio meio chapado da bebida e pego a rua Anne Frank, quando levanto a cabeça, vejo lá na frente um vulto vermelho, iria virar a esquerda mas resolvo ir reto para observar de perto. Vou andando em sua direção, quanto mais perto mais atraente parecia aquela mulher; com seus cabelos longos, de um vermelho vivo, seu vestido a balançar com o vento, o mesmo que me trazia seu cheiro doce. Estava há uns dez metros dela quando senti que fui natado, ela me olhou de cima a baixo e virou o rosto. Nos cruzamos e eu falei meio baixo, meio com medo "o que uma linda faz aqui?" Ela "programa!" -Sério ? -Sim, amor! - Como funciona? - Você me paga e eu sou sua por uma hora, você vai ser bem feliz nesses minutos.

⁠Quando criança, sempre que me envolvia em alguma discussão acabava perdendo o controle, isto me levou por muito tempo a evitar qualquer tipo de conflito. Agora, já adulto e um pouco mais controlado, já não temo quase nada os conflitos cotidianos, entretanto continuo me envolvend…
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⁠Quando criança, sempre que me envolvia em alguma discussão acabava perdendo o controle, isto me levou por muito tempo a evitar qualquer tipo de conflito. Agora, já adulto e um pouco mais controlado, já não temo quase nada os conflitos cotidianos, entretanto continuo me envolvendo muito pouco com eles, não por medo de se descontrolar como outrora, mas por achar a maioria deles de uma idiotice sem igual.