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Frases de Waninha Araújo

194 frases

⁠"Ralouin" não é festa tupiniquim Mas a gente festeja mesmo assim Também comemora-se hoje
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⁠"Ralouin" não é festa tupiniquim Mas a gente festeja mesmo assim Também comemora-se hoje (com menos alegria) O Saci Pererê e a nossa Poesia! Menino mais levado, desconheço Se te pega te vira pelo avesso Não pede balinha ou qualquer gostosura Gosta só de fazer travessura.

⁠Guardei momentos lindos O resto joguei fora Guardei do riso
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⁠Guardei momentos lindos O resto joguei fora Guardei do riso O mais lindo sorriso Da boca o que dela foi preciso O resto joguei fora Guardei o silêncio do aconchego O eu te amo, te desejo O barulho do seu beijo O resto joguei fora Guardei e muito bem guardado Tudo que me foi doado Em cada toque compartilhado O resto joguei fora Guardei momentos lindos O resto joguei fora.

Tirou a máscara se despiu da fantasia O que era amor chamou de ironia Me tirou a alegria
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Tirou a máscara se despiu da fantasia O que era amor chamou de ironia Me tirou a alegria Não tenho mais seu bom dia! Toda nossa conversa Os papos que a gente ria à beça As histórias : nossa festa Você não está mais nessa! Passear de mãos dadas não rolou nem convite Tampouco foi com ferro ou açoite Então nem sei como pôde Também não é mais meu seu boa noite! Você que ouviu meus segredos Soube todos os meus medos Fugiu de medo de mim Fim Né nao? Né sim.

Reza a lenda - que acabei de criar - Que quanto mais você corre do que te aflige
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Reza a lenda - que acabei de criar - Que quanto mais você corre do que te aflige Mais aflição você terá Enfrente de frente o seu temor Sê inteiro verdadeiro Não minta, apenas sinta E o seu tormento passará Transforme tudo em poeira Assopre o pó, deixe o vento levar Lembre-se que se a vida é passageira Tudo dentro dela também vai passar.

Eu conto : saudade de contar meus “causos”. Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa ! Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de…
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Eu conto : saudade de contar meus “causos”. Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa ! Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de ficar. Quando eu cheguei na varanda e vi aquilo tudo, olhei pra ele, ele olhou pra mim ainda deitado e ficou esperando. Eu falei pra ele : passou mal porque comeu a ração do gatinho, né Branco? Ele levantou, veio pra perto de mim, me olhou com carinho como que me pedindo alguma coisa. Depois foi até o portão e de lá olhou pra mim de novo. A Pequena Preta ficou impaciente, parecia chorar mas não estava brava como de costume. Ela ja sabia, eu ainda desconfiava. “Você quer ir pra rua né Branco?”, perguntei pra ele. Há muita verdade nesse olhar de cão. Falei com ele : vai um pouco, quando eu voltar você entra, tá bom? E fui comer a canjiquinha do Marcinho, aquele manjar dos deuses. Não sei quem ficou mais triste sem aquela delícia … não fez ontem mas ja temos um encontro pra próxima quinta. Ele prometeu. Chegando em casa, “lá vem” ele - como falava meu amigo contador de histórias inventadas, que adora o “lá ia” - . Chegou, brincou, pediu carinho - que retribuí, lógico -. Não entrou. Foi andando, olhando pra trás me mostrando o caminho como se me chamasse pra ir - pra eu me alegrar com o convite -, mas era só mesmo pra mostrar que ia e por onde iria. Desconfio até que tem uma morada fixa por ali, mas sempre volta. Ainda agorinha (umas 4 e pouquinho) acordei, li mensagem triste que não quis ler ontem pra dormir tranquila, e fui lá fora abrir o portão pra ele. Não estava. Ainda não. Com esse frio, cão de rua que é, certamente achou um abrigo pra dormir. Quem sabe a tal morada fixa? Mais tarde vem tomar o leitinho dele. Tomara!!!Comidinha caseira é bom mas o que cura mesmo é a grama, o capim da rua. Depois conto o retorno do Branco e a alegria da Pequena Preta. Ela nao sai do portão. Essa historia é verdadeira, uma “fábula parabólica”. Bom dia pra quem é de amor. Bom dia pra quem não é de amor … ainda!

⁠Só pensando : ontem, por vários momentos - começando num “bom dia” secreto de quem imita a invisibilidade de Deus, até encerrar com Daniel no uber de volta pra casa já bem à noitinha - reflexões sobre Deus vieram à tona. “Reflexo grande” esse, pensei. E deu nisso : Reflexo gran…
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⁠Só pensando : ontem, por vários momentos - começando num “bom dia” secreto de quem imita a invisibilidade de Deus, até encerrar com Daniel no uber de volta pra casa já bem à noitinha - reflexões sobre Deus vieram à tona. “Reflexo grande” esse, pensei. E deu nisso : Reflexo grande de Deus! Deus é ilimitação em tudo : em tempo e em espaço. Nos somos imitacoes d’Ele, com as limitações ausentes n’Ele. Para cada grupo de criaturas ele definiu um espaço de tempo razoável para as travessias nos meios que também criou. Ate para a Terra onde vivem milhares de milhares de grupos de criaturas ele definiu um tempo de duração. Assim, para a tartaruga ele deu um tempo generoso e ela, sabia, faz com toda calma essa travessia. Para os velozes quadrúpedes o tempo foi menor, e eles sabem como aproveitar, cada um à maneira de seu grupo específico. Há plantas, como cactos, cujas flores duram uma noite, ha outras como as orquídeas, com um tempo bem mais esticadinho de permanência no meio que vive. A flor da orquídea pode ser retirada de seu meio e sobrevive, a flor do cacto não. E criou o homem, que se auto proclamou semelhante ao Criador. E o homem fala : tudo é no tempo de Deus. E uns homens se assemelham às tartarugas e outros homens aos quadrupedes e colocam na conta de Deus as mazelas e o mal uso do tempo de seu grupo de espécie. Equivocadamente aguarda e esquece que foi ele próprio, e não Deus, que inventu o paraquedas para que algumas coisas lhe caíssem do céu. Tempo de início e fim é destinação divina, o percurso é livre arbítrio, individual e intransferível. Como o homem tem negligenciado tudo isso. Em nome de Deus, até. Em nome de Deus se desmata e mata. E fere. E crucifica, ate. Deus, criador do ceu e da terra, do sim e do não, do dia e da noite, do bem e do mal. E disse : em tudo dai graças! E o homem, só o homem, fere e é grato, mente e agradece, usa Seu santo nome em vão e fala em gratidão! Porque ate o pecado foi Deus que criou. Assim Deus é perdão no plano d’Ele, na dimensão d’Ele. E o homem … ah! O homem. Bicho metido a esperto, inventou o seu próprio deu$, um “feique” Meu desprezo aos desalmados que justificam em Deus suas fraquezas. Aos aprisionadores da alma. Respira? É tempo de conversao de deu$ em Deus verdadeiro. Amem … amém!

é madrugada la fora noite fria
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é madrugada la fora noite fria êrrê madrugada absorve consome seduz não ouso Teu nome não uso Tua foto ouça meus ais lamentos de dó momentos de dor descanso em ti noite escura revejo meu dia componho meu verso invento o inverso encontro sei quem é sei que - Tu - É Fonte de minha embriaguês meu ópio Estrela a me guiar Minha fé é só É.

Um belo dia você resolve que não vale mais a pena e as pessoas simplesmente
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Um belo dia você resolve que não vale mais a pena e as pessoas simplesmente desaparecem de sua vida te dando a certeza do que você, sabe-se lá como e porquê, supunha saber. Até esse dia você traduz em sorrisos os devaneios do Ser, o que você realmente é. Quem os recebe, e se contenta com eles, nem sempre consegue perceber a opacidade do olhar, principalmente quando as almas discursam idiomas incompreensíveis umas pras outras.

e se por vergonha ou medo decide manter segredo segrega enredos
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e se por vergonha ou medo decide manter segredo segrega enredos entre protagonismo e claque, adoece o corpo entorpece a alma milindra-os; enquanto a mantem prisioneira de sonhos nunca d'antes (nem doravante) realizados eis que ele, o corpo, já desguarnecido de sua bela plumagem cede, exaurido, triste e só!

Só tal vez! Me lembro de coisas vividas Tentando não trazer pra vida
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Só tal vez! Me lembro de coisas vividas Tentando não trazer pra vida Alguma vez que pensei ser ouvida Alguma vez que senti ser ousada Uma tal vez que senti ser usada Tudo que já não me serve pra nada Hoje eu não diria O que eu disse um dia Diante de tanta hipocrisia Minha utopia Faz uma ode à ironia De quem outrora temia Ora ampara a tirania Morre crença renasce confiança Esperança Nao há dúvida que a fé não vença Nao há tempo sem presença Quem espera … morre sentado - em pe, cansa -. Quem sabe faz Agora!

⁠O Grande Encontro acontece quando, mesmo atravessando o mundo, Por nem um segundo
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⁠O Grande Encontro acontece quando, mesmo atravessando o mundo, Por nem um segundo O seu mundo Se desfaz Permanece o que foi o que há o que será Degusto a pequenez das palavras mal ditas Cuspo o fel Absorvo o mel A seiva Que me alimenta a alma O abraço o aconchego A paz que acalma. No Japão encontrei mais que um amigo Me encontrei comigo.

⁠Às vezes No meio da madrugada Você acorda e
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⁠Às vezes No meio da madrugada Você acorda e "Tuuummm" Assim, do nada, Como uma rajada de vento Lhe ocorre um pensamento Às vezes "Tuuummm" mais rápido Que uma rajada de vento Lhe escapa o pensamento Às vezes assim, do nada, uma rajada de vento "Tuuummm" Como uma bofetada Uma porta é fechada "Tuuummm" É o som do seu pensamento A flexa que corta a rajada do vento.

⁠Passou é passado Acabou, tá acabado Nada tem volta
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⁠Passou é passado Acabou, tá acabado Nada tem volta A vida é um rio Só corre pro mar Socorre aflitos Que têm a chance De continuar a navegar Protege infinito Mãos dadas com o ar Águas mansas densas Corredeiras cachoeiras Turvas brancas Lá vai a vida Lá vai o rio pro mar Se rebela se de ti aprisionam as margens Não Não me prendam Me deixem passar!

⁠E foi assim Bem assim Veio um vento fresco com um perfume de jasmim
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⁠E foi assim Bem assim Veio um vento fresco com um perfume de jasmim Tudo era cor Era flor de todo tipo Peguei uma pra mim De suas pétalas soltas jogadas ao vento A última foi bem-me-quer Ficou o caule E dele eu fiz um anel Um anel de bem querer E até que raiasse o dia Eu o usaria Depois não Depois ficaria junto com outras lembranças Tantas outras lembranças Uma a uma, harmonias incomparáveis Cada uma com seu próprio compasso Alegoria para me enfeitar Alegria para me enfeitiçar.

⁠Quem tem o mal, o injusto dentro de si enxerga o mal, o injusto em tudo que vê e fica à espreita esperando que o mal, o injusto aconteça.
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⁠Quem tem o mal, o injusto dentro de si enxerga o mal, o injusto em tudo que vê e fica à espreita esperando que o mal, o injusto aconteça. Não pra sua felicidade, mas pelo prazer de expressar, na zombaria, a sua miudeza. Daí surgem as alcunhas generalizadas e o tal prato compartilhado de farelos. Haja rivotril!

⁠A ganância gera o mau A covardia o alimenta A ignorância o propaga.
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⁠A ganância gera o mau A covardia o alimenta A ignorância o propaga. Mistura tudo com uma pitada de orgulho e outra da mais pura soberba : Pronto! O adubo perfeito, terra fértil para mal. Uma bomba atômica da degradação da espécie humana. Há quem se alicerça no contraditório e busque em alguma via de ódio suas justificativas. Ainda não reconheceu e menospreza, portanto, a força do amor. Sistematizar o "olho por olho dente por dente" é sinal de que não aprendera a grande lição. Possivelmente jamais aprenderá!