Durante os momentos inevitáveis de solidão forçada minha mente viaja a velocidade da luz por tempos passados e futuros, pelo que foi e pelo que poderia ter sido.
O ontem e o amanhã se fundem numa amálgama de tristezas e alegrias tão intrinsecamente ligadas que nem em mil vidas alguém seria capaz de desembaraçar.
Perdido em Pensamentos
Preso em algum lugar entre o passado e o futuro, as tristezas e alegrias corroem minha alma a todo momento.
Palavras e sentimentos presos, misturados num cárcere escuro e frio.
A solidão e as sombras me abraçam mais uma vez e eu não sei se adentro mais em direção ao escuro acolhedor ou se fujo em direção a luz.
O tempo é um inimigo cruel pois nas penas ele se arrasta e nas alegrias ele segue veloz.
Não sou uma pessoa triste, mas sim, muitas vezes a tristeza também me alcança e fico perdido em pensamentos....
Afinal, o que sou eu senão mais um na multidão.
A solidão é realmente perturbadora. As vezes objeto de desejo e necessidade, alento para a alma...
As vezes droga viciante e desnecessária, onde vagam pensamentos estranhos e obscuros!
Amada e temida simultaneamente!
Cria raízes na nossa alma e deixa sua sombra eterna em nossa mente.
A única a verdadeira companhia eterna, para todo o sempre...
Diferente...
Estranho....
Esquisito...
Louco!
Adjetivos que me perseguiram a vida toda, vindo na maioria das vezes de familiares e amigos.
Diferente é desigual, ou seja não sou igual ao que a sociedade espera.
Estranho é extraordinário, ou seja não sou qualquer um.
Esquisito é fora do comum, não pertenço aos padrões sociais impostos por pessoas comuns e simplórias.
Louco?
Mas afinal quem define a loucura ou a lucidez?
Quem dita as regras?
A maioria?
Maioria de que? De pessoas comuns e incapazes de sentir plenamente o mundo ao seu redor?
Sim, assumo minha loucura, ela vem acompanhada da minha felicidade.
Sou um reflexo das músicas que ouço?
Ou as músicas que ouço são meu reflexo?
Ou somos eu e a música apenas fragmentos...
Fragmentos que se atraem aleatoriamente?
Será?