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Frases de Vítor Hugo S. Costa

47 frases

De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas
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De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas Enquanto lá fora, chuvas binarias Traduzem a tristeza das águas. Ah, como é reconfortante Voltar a ser amante Da donzela que exilei Por não entender o quanto a amei. Em meio a água e números, Entre mulheres que criei, Entre a solidão que optei, E poemas absurdos, Poesia, musa minha Peço para usar o seu corpo Mais uma vez. (V.H.S.C.)

Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza
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Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza Pequenas pinceladas, fuligens Sobre um céu negro, beleza. O ar gélido toca a face Dos leitores dessa grande anedota, Construtores de prédios como disfarce Para amenizar o sofrimento do planteta. De lúpus sofre o corpo O homem, patogênica célula Destrói a natureza com tanta sutileza E esquece o quanto depende dela. (V.H.S.C.)

Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas
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Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas A moleza toma conta do corpo E finalmente fecho os olhos. Repentinamente imagens aparecem Em meio a escuridão Rostos, ações, sorrisos, amigos, paixões Assombram ao mesmo tempo em que confortam Alguém que transformou tudo em passado. São memórias? Pequenas lembranças? Realmente não sei dizer, Só sei que tudo parece tão doce Até mesmo aquilo que deveria ser ruim Devo sentir saudade? Ou remorso? Orgulho? Ou vergonha? Então aparece o carrossel Meu momento de epifania Onde traço sonhos dentro de um sonho Não há sentido, nem o real, nem o tempo Não há inícios e nem fins É um carrossel de momentos.

Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela invento…
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Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela inventou. Essa estranha mimética acompanha o homem desde sua origem, o que me leva a pensar, “o ser humano não conhece integralmente aquilo que descobre, inventa e produz, a ponto de no final das contas sofrer grandes mudanças sociais devido às características daquilo que criaram.” Se você leu até aqui e realmente entendeu essa ideia - que muitos considerarão absurda- observará que os exemplos a seguir conferem de certa obviedade, então os leia como complemento apenas. O dinheiro, moeda de troca, ou como quiser chamá-lo, é um dos exemplos mais atuais. Você já parou para pensar em como o dinheiro foi tomando forma na sociedade, até chegar à concepção que temos hoje? Ele começou tão tímido, praticamente qualquer coisa era moeda de troca, não havia padrão e o acúmulo era incipiente. E não fazia muita diferença se o homem poderia, ou não trocar algo, não era realmente essencial. Surgiram as primeiras moedinhas, talhos tão simples de metais encontrados na natureza, mas que significavam um valor. E perceba que nesse momento o homem restringiu o poder de compra, passando de um universo maior de coisas para simples representações, tornando mais simples o acúmulo de simples moedas. Mas o ser humano é seletivo e passou a dar valores aos metais que eram a matéria prima de suas moedas, e assim surgiram moedas de valores diferentes (será que a moeda de cinco centavos é do mesmo material da de um real?). E o dinheiro foi tomando forma, no entanto, surgiu um obstáculo que não permitia o acúmulo (era pecado). Entenda uma coisa, tudo aquilo que o homem cria, ele pode alterar e/ou destruir, e quando duas criações se chocam por terem ideais diferentes, ou coisas do gênero, o ser humano pode simplesmente alterá-las, assim acumular dinheiro deixou de ser pecado e tornou-se sinônimo de prosperidade. A parti desse ponto fez-se de tudo para conseguir metais preciosos, ou dinheiro, a parte obscura da história do capital onde haverá mortes das mais diferentes civilizações. E o dinheiro passou a ser indispensável, e o homem tornou-se dependente dele. Nossa criação nos controla, e isso assusta. A seguir vem uma serie de fatos que desembocarão na modernidade, na qual ganhamos o adjetivo líquido (aqui tem muitos pensadores do século XX e XXI) primeiramente direcionado ao nosso dinheiro. O ser humano, por vezes, não cria simples objetos, ele cria um universo inteiro de possibilidades do qual é impossível a compreensão do todo. Se você duvida disso, ligue o computador e acesse a internet, diferente da ideia de partículas em expansão que é o universo, ela é um condensado de bytes em expansão. Não condeno as invenções que cercam o nosso dia-a-dia, mas a maneira de como muitos se deixam influenciar por elas. “É pai acho que só no início eles sabiam o que faziam. Perdoe-nos é agora que eles não sabem o que fazem”. (V.H.S.C.)

A tulipa que não cultivei Conheci uma flor, Com o mais belo sorriso,
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A tulipa que não cultivei Conheci uma flor, Com o mais belo sorriso, Com o mais belo brilho, Que recusei cultivar. Doí vê-la sorrir, E pensar que você Pode gostar de um bruto como eu. Doí quando você me olha Quando você sorrir para mim Quando você Faz questão Em dizer tchau. A tulipa, dona de minhas Palavras nunca ditas, Dos sentimentos não exteriorizados Do amor que eu havia guardado. Mas saiba Sou apenas mais um homem Covarde, com medo de abandonar Mais uma vez, alguém que comecei a amar. Se ao ler esses versos sentir raiva, Te darei razão, sempre te darei razão Afinal, acho que você Simplesmente queria Que eu a cultivasse. (V.H.S.C.)

Uma vez perguntaram-me “por que”. E respondi por que era necessário. Precisamos das dificuldades para aprender a dar valor em algumas coisas. Para entender que somos apenas humanos, e que isso ao mesmo tempo em que nos limita, abre um abismo de possibilidades. Para aprendermos qu…
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Uma vez perguntaram-me “por que”. E respondi por que era necessário. Precisamos das dificuldades para aprender a dar valor em algumas coisas. Para entender que somos apenas humanos, e que isso ao mesmo tempo em que nos limita, abre um abismo de possibilidades. Para aprendermos que nada é eterno e o tempo foi a mais bela ilusão do homem, pois a diferença entre o infinito e o efêmero pode estar em apenas poucos segundos. Enfim, para conhecer o peso de nossas palavras e ações, que ao longo do tempo escreveram a nossa história. Essa é a parte de uma resposta que só vivendo para conhecê-la. Por isso vivemos, para construirmos as respostas que definem quem somos. (V.H.S.C.)

Agora um pouco de teoria, já estava na hora de analisar algo um pouco mais interessante que o meu pessimismo. Apenas outras ideias A evolução do pensamento. É inevitável pensar na reciprocidade entre o pensamento e a época vigente. O mais impressionante é como as ideias sobre o…
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Agora um pouco de teoria, já estava na hora de analisar algo um pouco mais interessante que o meu pessimismo. Apenas outras ideias A evolução do pensamento. É inevitável pensar na reciprocidade entre o pensamento e a época vigente. O mais impressionante é como as ideias sobre o pensar mudam. Pense! Como deveria ser o conhecimento quando surgiram os primeiros Homo sapiens? Acredito que nesse cont exto o raciocínio estava começando a ser desenvolvido, atribuindo a maior parte dos saberes aos nossos sentidos. Depois de coletado os primeiros conhecimentos (maior parte pelos sentidos através de resultados empíricos, seguido pelo raciocínio através das primeiras táticas), eles foram repassados geração a geração, definindo os primeiros traços de cultura, que tanto distinguem os povos hoje. Isso explica, por exemplo, o porquê de certas civilizações apresentarem certo desenvolvimento em alguns campos científicos, enquanto outras nem tanto. E depois de anos e anos acumulando todo o tipo de conhecimento, o homem cometeu a maior metalinguagem de todos os tempos. O ser pensante começou a estudar o próprio pensamento. Foi nesse momento que realmente passamos a ter alguma história. Poderia citar um monte de filósofo, mas não é esse o objetivo, minha meta é que você, caro leitor, um ser resultado de inúmeras teorias e experiências perceba algo peculiar nessa evolução, de como percebemos o pensar. Na era Clássica houve a preocupação no exercício do pensar resultando num dos conceitos mais estranhos (e na minha opinião difíceis de entender) que é a verdade. E assim, o pensamento tomou o objetivo de compreender as verdades. Essas “verdades” possibilitaram a dinamicidade do modo como pensamos. Nos primeiros momentos, algumas verdades foram contestadas, mitos e coisas semelhantes perderam as forças, e o ser humano passou a explicar as coisas como se houvessem verdades absolutas. Daí, passamos por um retrocesso chamado Idade das trevas, mas que logo foi compensado com o Renascimento para retomar as ideias sobre o pensar. E como o conhecimento tomou maior abrangência, percebeu-se logo que a ideia de Verdade era muito delicada. Deveria ser algo que além de universal, ausente de qualquer exceção, e até mesmo hoje é difícil achar um pensamento que se enquadre nesses parâmetros. Por fim, vieram os tempos modernos, e houve um pensador que introduziu a relatividade das coisas, e pensamento nunca mais foi o mesmo, muito menos as verdades. Como consequência desses fatos, hoje é difícil generalizar sobre qualquer assunto, além da cautela de discuti-lo de acordo com a vertente em questão. Pergunto-me se os leitores dessa pequena ideia não se perguntem: Se no início queríamos saber de onde viemos, depois questionamos o pensar, logo em seguida as verdades, e agora a relatividade dos pontos de vistas, o que vem a seguir? Isso realmente é uma evolução que nos beneficia? P.S.: Deixem suas respostas se acharem conveniente, e se algo pareceu estranho perguntem para que eu possa esclarecer. (V.H.S.C.)

O tempo Veja a chuva que cai Sobre o chão que parece
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O tempo Veja a chuva que cai Sobre o chão que parece Não se importar. O tempo para As gotas congelam Em meio ao ar Então observo o infinito Particular em cada ser Sorrisos, lágrimas Pensamentos e alucinações Do mundo que parei Apenas para conferir Se ainda há beleza No ato de existir. Assim as gotas voltam a cair E o chão volta a se molhar E tudo se torna passado. (V.H.S.C.)

Inversão No início os adjetivos estavam em ordem O homem era racional,
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Inversão No início os adjetivos estavam em ordem O homem era racional, Os produtos eram etiquetados, O dinheiro era líquido, Então houve um "boom" tecnológico E tudo ficou bagunçado O homem foi etiquetado, Os produtos tornaram-se líquidos, O dinheiro passou a ser racional, Enfim veio a modernidade Que mudou mais uma vez Os adjetivos entres os três Agora o homem é líquido, Os produtos são racionais, E o dinheiro é etiquetado. (V.H.S.C.)

Vida Esse poema não tem lógica Não tem métrica nem rima
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Vida Esse poema não tem lógica Não tem métrica nem rima Não tem uma razão para ser Ele apenas existe É um resultado do todo Não tem regras nem exceções Uma vez escrito torna-se livre Para ser o exatamente O que deveria Nas memorias daqueles Que o leram E não conseguiram compreender A sua beleza. (V.H.S.C.)

A evolução do medo No hospital O choro quebrou o silêncio,
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A evolução do medo No hospital O choro quebrou o silêncio, O início de uma nova vida E dos seus medos. Medo de começar a andar, Medo do cão, Medo do escuro, Medo do bicho papão, O tempo passa Amadurecemos Junto com nossos temores. Medo de ser você, Medo de não ter amigos, Medo de reprovar na escola, Medo de decepcionar que você ama, Medo do “não” Medo de não entender. Então vem a primeira paixão O sentimento que mais excita medo Medo do primeiro beijo, Medo de amar, Medo de enlouquecer por uma pessoa, Me do relacionamento acabar. Vem a época doce da vida E cesso o poema nessa parte Sou ainda muito jovem Para conhecer os medos Que aparecerão a seguir E encerro o poema com o último medo Medo de não terminar Com as palavras da vida O poema que comecei. (V.H.S.C.)

Apenas outras ideias Hipocrisia? Pessoas caminhando na calçada. Pessoas ricas, pobres, alguns bem sucedidos, outros nem tanto. São todos seres humanos, mas isso não significa que todos têm de ser bem sucedidos, ou que devam ter os mesmos padrões de vida. E mesmo com essas disti…
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Apenas outras ideias Hipocrisia? Pessoas caminhando na calçada. Pessoas ricas, pobres, alguns bem sucedidos, outros nem tanto. São todos seres humanos, mas isso não significa que todos têm de ser bem sucedidos, ou que devam ter os mesmos padrões de vida. E mesmo com essas distinções em mente, quando olhamos para o lado e vemos alguém desafortunado sentimos uma náusea, de certo diferente, que muitos denominam solidariedade. Hipocrisia. Se você não percebeu a tamanha hipocrisia no pensamento anterior, por favor, termine a leitura aqui. Quando escrevo hipocrisia, não estou dizendo que é algo bom, ou ruim. Mas você, por ter uma bagagem cultural totalmente direcionada (neste momento já deve ter alguém torcendo o nariz) adotou tal termo de maneira puramente pejorativa. Do grego HYPOKHRINESTHAI que significa representar um papel, fingir. Uma bela palavra, que é tão útil em nossa época, pois o que fazemos senão representar? Você põe uma mochila na costa, e assim ganhou o papel de estudante. Sua esposa está grávida, logo você assumirá o papel de pai. E assim sucessivamente. Mas tudo o que foi explicitado é óbvio. O meu objetivo é fazer, Tu ó leitor que por algum motivo ainda está lendo, refletir: Podemos estar sempre representando? O que acontece com aqueles que não conseguem representar? Eu poderia ser o mordomo que guiaria você em meio aos seus pensamentos mais profundos, e mostrar o animal que o subconsciente guarda. Um animal com instintos não muito diferentes dos outros animais, que busca nada mais que prazer, não digo no sentido de hedonistas, ou estoicos, ou qualquer outra escola filosófica composta por pessoas como eu e você, e que usam partes do nosso verdadeiro ego como teoria. O ser humano é ambicioso, quando convém. O ser humano é egoísta, quando convém. O ser humano usufrui de outro ser humano para obter prazer, quando convém. O porquê “do quando convém” é o que realmente nos distingui dos outros animais ditos irracionais. A história da nossa espécie é hipócrita (e peço que reavalie o significado dessa palavra), tivemos guerras que dizimaram nossos irmãos, tivemos períodos de paz, outros de pax, enfim, são acontecimentos que nunca deixaram de existir, pois são atávicos ao ser humano. Está é a ultima pergunta e a mais importante, então preste atenção! Por quanto tempo ficaremos nos enganando, ou melhor, atuando? Já estamos vivendo o politicamente correto, e se eu fosse supor o que vem depois dessa fase, diria que viveremos momentos de caos. (V.H.S.C.)

Veja por dentro Fecho os olhos esperando que tudo escureça Com medo que talvez alguém me esqueça
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Veja por dentro Fecho os olhos esperando que tudo escureça Com medo que talvez alguém me esqueça E como um ser sem história, sem derrota ou vitória Eu padeça com o sinônimo de escória. Tenho medo do corpo não ser suficiente Ao encarar todos os problemas de frente, Quero esboçar um sorriso sincero Para que saibam que protejo o que mais quero. Temo que meu nome seja sussurrado Pelos lábios que tanto almejei ter beijado, Como seu fosse apenas mais um amigo, Mesmo que eu tenha guardado tudo comigo. Existem sorrisos que devem ser conservados Assim como sentimentos que não devem ser fustigados, Mas prefiro apreciar de longe a beleza De uma musa, talvez duas, que inspiram medo e incerteza.

Apenas outras ideias A partida começa. Pedi cara, a Vida pediu coroa. Não me surpreendi, ela ganhou. Então eu fiquei com as pretas. 1.e4
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Apenas outras ideias A partida começa. Pedi cara, a Vida pediu coroa. Não me surpreendi, ela ganhou. Então eu fiquei com as pretas. 1.e4 -Surpreendente! A Vida falou sorrindo. Mais um ser humano que deseja jogar contra mim. O que faz você pensar que é diferente dos outros? Nc6 Em um tom sarcástico eu disse: -Eu acabo de nascer e a primeira coisa que ouvi é que somos únicos, insubstituíveis. Já você é bem antiga e conheceu todo o tipo de ser, mas não todos. Eu sou um elemento surpresa. 2.Bc4 Ela deu uma gargalhada. Fez uma expressão cínica e disse: - Mais ou menos 4,5 bilhões de anos e eles continuam com o mesmo discurso. É verdade que você é único, mas não tenha a audácia de pensar que tudo o que você faz, pensa ou sente seja inédito para mim. Diferente de você que conhece o passado de apenas alguns anos e um presente de alguns minutos, além disso, e muito mais eu posso ver o futuro. Ou seja, sem querer trapacear, mas já trapaceando, eu sei o que você fará no tabuleiro. .e5 Eu abismado com aquela declaração, e sem ação, acabei balbuciando: -Mas... Mas... Então, por quê? 3.Qh5 Toda aquela expressão confiante se converteu em ira, ela aparentava estar zangada e respondeu: -Seres petulantes. Eu não sei a resposta. E invejo os seres humanos por isso. Eu sei que vou ganhar o jogo, eu sei o que aconteceu, o que acontece e o que acontecerá, mas não sei o porquê. Eu não preciso questionar, fatos são fatos. .d6 Eu levantei, segurei a mão da Vida e fizemos o último movimento. 4.Qxf7# -Mate! Eu exclamei sorrindo. A Vida atônita com o meu ato, falou: - O outro lugar está vazio. Dando as costas ao tabuleiro, reparei que ela queria uma satisfação, e brinquei: - Este é o nosso oponente, o vazio. Você não estava jogando contra mim, e percebi que você também não era meu oponente. Lutamos contra o vazio que até mesmo a Vida sente. Você por algum motivo não pode questionar, eu não posso simplesmente aceitar, e o espaço entre nossos atos não nos tornam necessariamente inimigos. E mais uma vez, ela sorriu: - Eu sabia que você ia dizer isso e mesmo assim não acreditei. A maioria das pessoas simplesmente não aceita o que acontece, e lutam para mudar os fatos. É inútil. Poucas percebem que eu não sou responsável por prazeres ou sofrimentos. Eu saindo da sala perguntei: - E você vai continuar ai? - Alguém precisa ensinar os outros a jogar. E fui embora satisfeito.

Apenas outras ideias Quando fomos expulsos do paraíso, perdemos a imortalidade, e a morte começou a andar nas terras dos homens. Mas, o mais impressionante é o medo que dizem ter dela. A morte é o primeiro fardo e o medo dela é a primeira mentira. A verdade é que temos medo do d…
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Apenas outras ideias Quando fomos expulsos do paraíso, perdemos a imortalidade, e a morte começou a andar nas terras dos homens. Mas, o mais impressionante é o medo que dizem ter dela. A morte é o primeiro fardo e o medo dela é a primeira mentira. A verdade é que temos medo do desconhecido, então não tememos a morte, pois essa é a única certeza ao nascer, e sim o momento que ela resolverá acontecer. Se você soubesse que morrerá amanhã, às 08h30minh, atropelado por um carro de cor azul, e que isso seria inevitável, o que você faria? Não sairia de casa? Tentaria compensar o tempo fazendo algo que tem prazer? Sentiria desespero? Nessa hora eu gostaria de ser a morte apenas para observar a sua reação! Lembre-se é inevitável, você sentiria medo da morte, mesmo depois de saber quando vai encontrá-la? Alguns idosos acreditam que antes de morrer a pessoa sente que irá embora e não voltará, e eu acredito que seja apenas nesse momento que realmente percebemos que estávamos vivos. O medo que temos na hora de partir não é da morte e sim do que vivemos (nossos escrúpulos, derrotas, erros, vitorias e acertos). Você teme a resposta que dará a morte quando ela perguntar: - Sua vida valeu a pena?

Uma breve passagem Passos ao corredor Onde há apenas uma direção
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Uma breve passagem Passos ao corredor Onde há apenas uma direção Palpitações no coração Suor gélido e tremor. Cabeças baixas a olhar para o chão Evitando o jogo de olhares Para não denunciar aqueles ares E não deixar escapar uma emoção. E assim vão se aproximando... E no pensamento de pelo menos um Pode não existir interesse algum, Mas o outro pode estar amando. Probabilidades e possibilidades Confrontam com fantasias e nostalgias Para que as cordas vocais vibrem como sinfonias Para que haja comunicabilidade. Abortando a ideia do discurso Passam um pelo outro sem se olhar, Mas uma das partes sente uma falta de ar E cada qual segue o seu curso.

Pai Lembro da minha infância Lembro que não tinha muita imaginação
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Pai Lembro da minha infância Lembro que não tinha muita imaginação Meus heróis só tinham uma aparência Do único herói que vi em ação. Você é Ulisses Quando viaja nas suas odisseias. Você é Hércules O homem mais forte que conheci. Você é Aquiles E morreria numa guerra pela sua Helena. Enfrentou os minotauros da vida E eu estremeci com sua força de vontade. O melhor contador de história que conheci Entre onças, piranhas e jacarés Suas histórias, com muita atenção eu ouvi. E quando via seus pés Machucados da longa caminhada, Percebi que você lutou muito, para voltar para sua amada. Que orgulho tenho De ser filho de um herói de verdade.

Eu sou um em aproximadamente 6 bilhões de pessoas. Compartilho da mesma fonte luminosa que os outros. Apresento os mesmos medos, vaidades, objetivos que muitos. A história foi construída por homens como eu. Então é meu dever deixar a minha marca neste mundo, para que assim todos…
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Eu sou um em aproximadamente 6 bilhões de pessoas. Compartilho da mesma fonte luminosa que os outros. Apresento os mesmos medos, vaidades, objetivos que muitos. A história foi construída por homens como eu. Então é meu dever deixar a minha marca neste mundo, para que assim todos percebam que o ser humano não deixou de fazer história.

Apenas para tê-la ao meu lado. Estar ao seu lado é uma prazerosa profissão, Por isso estudei todas as matérias:
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Apenas para tê-la ao meu lado. Estar ao seu lado é uma prazerosa profissão, Por isso estudei todas as matérias: A química do amor, A biologia do seu corpo, A física dos seus belos movimentos, A matemática de suas expressões. E mesmo assim descubro algo novo em você todo o dia. Não importa se é a noite mais fria, Ou, o problema mais complicado, Se você tem a pessoa certa ao seu lado Tudo tem um pingo de alegria. É verdade, nada é eterno, Mas sempre achamos uma saída, Eu engano a morte e roubo seu terno, E você ilude o tempo e prolonga sua ida, E terei tempo de mostrar como o amor é bonito, Quanto será que dura o infinito?

Uma personagem clássica. A vida é uma tragédia. Sua história é uma epopeia.
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Uma personagem clássica. A vida é uma tragédia. Sua história é uma epopeia. Suas frases são versos. Suas ações são uma peça. Deixe-me ser sua simetria. Faça-me bela como a nona sinfonia. Torne-me o motivo da guerra de Tróia. Lapide e crie a mais bela joia. Contudo, o fim é cruel. Não vou negar o que sinto por você, E beberei cicuta. Chamar-te-ei Tétis, e será minha ninfa, E estarei preso nas tormentas. Ficarei na incerteza de sua traição, E serei mais um casmurro. O Destino, autor da minha literatura É inteligente e irônico, Ele tornou-me um clássico, Minha vida em folhetins que são escritos todos os dias.

Seu corpo Mostre-me a beleza Deixe-me provar da sutileza
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Seu corpo Mostre-me a beleza Deixe-me provar da sutileza Da tamanha delicadeza Que é o seu corpo. Abençoe os meus versos Com beijos diversos Com olhares e mistérios Do seu corpo. Encante-me com belos movimentos Faça-me esquecer dos lamentos E todo tipo de sofrimento Que tive longe do seu corpo. Vejo nos seus olhos sua alma Minha amante, mulher calma Aquela que começou todo esse trauma Apenas, por que eu estava longe do seu corpo.