Repense de vez em quando suas amizades, seus amores, seus valores... nem sempre temos o mesmo peso na balança das pessoas, e até mesmo na nossa. Repense: quanto me vale? Quanto valho? Não é uma troca, é questão de sintonia, afinidade, lealdade, parceria... com os outros e com você mesmo. E a ordem do dia é essa: repensar.
Em uma agressão, temos duas possibilidades. Se chatear ou abstrair. Quando a pessoa que te agride não sabe ser ou fazer alguém feliz, e nem aprendeu a sorrir ainda para os outros, para a vida e nem para ela mesma você vai se chatear como? Eu acho é graça... E abstraio. Essa foi a lição de casa mais fácil da minha vida. Te abstrair.
Acontece que nasci com a fé no bolso e a alma limpa. E é nos caminhos tortos que me encontro, nas palavras duras que me ajeito, me conserto e vou. Sigo e não paro nunca. Destino: felicidade. Sim, sou uma otimista de carteirinha. E é por isso que trago sempre comigo um tanto de leveza, brilho nos olhos e esse sorriso largo... e desde já aviso: Vou chegar lá...
E assim seguimos nossas vidas... um dia com a certeza do dever cumprido, outro na certeza de podermos ser melhores a cada dia. Hoje é e será sempre o nosso bem mais precioso. Pois é nele que está guardada a chave para os dias melhores. E de uma coisa estou certa: quanto mais clareamos o caminho das pessoas a nossa volta, tão mais claro e leve se torna o nosso próprio caminhar...
Não confundam as verdades. O que é certo é certo, e ponto. Não confundam justiça com vingança. Vingança não serve pra nada, estraga quem sente. Amarga. Azeda. Mas o que é justo, é justo. Às vezes é preciso se entender mais, se respeitar mais. Parar de ser boa só com os outros, e sentir que nós também merecemos. Nós também precisamos. Hoje começo uma nova fase, a fase de ser boa pra mim, também. E eu mereço.
Não se enganem comigo. Estou longe de ser a pessoa boazinha. Pensa em uma mulher brava. Pensou? Então, sou eu. Não sei segurar nó na garganta. Desentalo, falo, grito, esperneio. Bato o pé quando estou com a verdade (e não me venham com esse papo que cada um carrega suas verdades). E confesso; sei ferir. Mas também sei ser justa. Sou sempre a primeira da fila a pedir desculpas, reconhecer meus erros. Pesar. Pensar. Perdoar. Aprendi que nada é pior que a arrogância, e isso minha alma não sabe carregar. Mágoa, ela até carrega um pouco, mas com o tempo elas sempre somem na poeira das estradas que percorro. E agradeço a Deus por isso. Só não sei calar, isso a vida ainda não me ensinou. Mas não dizem que aqui é uma escola? Então. Ainda há tanto a aprender. O bom é saber que estou sempre atenta as próximas lições. Saber que estou a caminho de algum lugar, mais próximo de quem espero me tornar. É vida que segue.