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Frases de Vinicius de Moraes

356 frases

O poeta aprendiz Ele era um menino Valente e caprino
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O poeta aprendiz Ele era um menino Valente e caprino Um pequeno infante Sadio e grimpante. Anos tinha dez E asinhas nos pés Com chumbo e bodoque Era plic e ploc. O olhar verde-gaio Parecia um raio Para tangerina Pião ou menina. Seu corpo moreno Vivia correndo Pulava no escuro Não importa que muro E caía exato Como cai um gato. No diabolô Que bom jogador Bilboquê então Era plim e plão. Saltava de anjo Melhor que marmanjo E dava o mergulho Sem fazer barulho. No fundo do mar Sabia encontrar Estrelas, ouriços E até deixa-dissos. Às vezes nadava Um mundo de água E não era menino Por nada mofino Sendo que uma vez Embolou com três. Sua coleção De achados do chão Abundava em conchas Botões, coisas tronchas Seixos, caramujos Marulhantes, cujos Colocava ao ouvido Com ar entendido Rolhas, espoletas E malacachetas Cacos coloridos E bolas de vidro E dez pelo menos Camisas-de-vênus. Em gude de bilha Era maravilha E em bola de meia Jogando de meia – Direita ou de ponta Passava da conta De tanto driblar. Amava era amar. Amava sua ama Nos jogos de cama Amava as criadas Varrendo as escadas Amava as gurias Da rua, vadias Amava suas primas Levadas e opimas Amava suas tias De peles macias Amava as artistas Das cine-revistas Amava a mulher A mais não poder. Por isso fazia Seu grão de poesia E achava bonita A palavra escrita. Por isso sofria. Da melancolia De sonhar o poeta Que quem sabe um dia Poderia ser. Montevidéu, 02.11.1958 in Para viver um grande amor (crônicas e poemas) in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu" in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"

Pátria minha A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
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Pátria minha A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria. Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas. Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos... Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias, pátria minha Tão pobrinha! Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação e o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus! Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um amor morrido A quem se jurou; tenho-te como uma fé Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito Nesta sala estrangeira com lareira E sem pé-direito. Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra Quando tudo passou a ser infinito e nada terra E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz À espera de ver surgir a Cruz do Sul Que eu sabia, mas amanheceu... Fonte de mel, bicho triste, pátria minha Amada, idolatrada, salve, salve! Que mais doce esperança acorrentada O não poder dizer-te: aguarda... Não tardo! Quero rever-te, pátria minha, e para Rever-te me esqueci de tudo Fui cego, estropiado, surdo, mudo Vi minha humilde morte cara a cara Rasguei poemas, mulheres, horizontes Fiquei simples, sem fontes. Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta Lábaro não; a minha pátria é desolação De caminhos, a minha pátria é terra sedenta E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular Que bebe nuvem, come terra E urina mar. Mais do que a mais garrida a minha pátria tem Uma quentura, um querer bem, um bem Um libertas quae sera tamen Que um dia traduzi num exame escrito: "Liberta que serás também" E repito! Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa Que brinca em teus cabelos e te alisa Pátria minha, e perfuma o teu chão... Que vontade me vem de adormecer-me Entre teus doces montes, pátria minha Atento à fome em tuas entranhas E ao batuque em teu coração. Não te direi o nome, pátria minha Teu nome é pátria amada, é patriazinha Não rima com mãe gentil Vives em mim como uma filha, que és Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez. Agora chamarei a amiga cotovia E pedirei que peça ao rouxinol do dia Que peça ao sabiá Para levar-te presto este avigrama: "Pátria minha, saudades de quem te ama… Vinicius de Moraes."

Místico O ar está cheio de murmúrios misteriosos E na névoa clara das coisas há um vago sentido de espiritualização…
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Místico O ar está cheio de murmúrios misteriosos E na névoa clara das coisas há um vago sentido de espiritualização… Tudo está cheio de ruídos sonolentos Que vêm do céu, que vêm do chão E que esmagam o infinito do meu desespero. Através do tenuíssimo de névoa que o céu cobre Eu sinto a luz desesperadamente Bater no fosco da bruma que a suspende. As grandes nuvens brancas e paradas – Suspensas e paradas Como aves solícitas de luz – Ritmam interiormente o movimento da luz: Dão ao lago do céu A beleza plácida dos grandes blocos de gelo. No olhar aberto que eu ponho nas coisas do alto Há todo um amor à divindade. No coração aberto que eu tenho para as coisas do alto Há todo um amor ao mundo. No espírito que eu tenho embebido das coisas do alto Há toda uma compreensão. Almas que povoais o caminho de luz Que, longas, passeais nas noites lindas Que andais suspensas a caminhar no sentido da luz O que buscais, almas irmãs da minha? Por que vos arrastais dentro da noite murmurosa Com os vossos braços longos em atitude de êxtase? Vedes alguma coisa Que esta luz que me ofusca esconde à minha visão? Sentis alguma coisa Que eu não sinta talvez? Por que as vossas mãos de nuvem e névoa Se espalmam na suprema adoração? É o castigo, talvez? Eu já de há muito tempo vos espio Na vossa estranha caminhada. Como quisera estar entre o vosso cortejo Para viver entre vós a minha vida humana... Talvez, unido a vós, solto por entre vós Eu pudesse quebrar os grilhões que vos prendem... Sou bem melhor que vós, almas acorrentadas Porque eu também estou acorrentado E nem vos passa, talvez, a idéia do auxílio. Eu estou acorrentado à noite murmurosa E não me libertais... Sou bem melhor que vós, almas cheias de humildade. Solta ao mundo, a minha alma jamais irá viver convosco. Eu sei que ela já tem o seu lugar Bem junto ao trono da divindade Para a verdadeira adoração. Tem o lugar dos escolhidos Dos que sofreram, dos que viveram e dos que compreenderam.

A brusca poesia da mulher amada (III) A Nelita Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
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A brusca poesia da mulher amada (III) A Nelita Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia. Eis que se anuncia de modo sumamente grave A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro. É ela uma menina, parece de plumas E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos Empós meu canto. É ela uma menina. Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos Para cantar seus réquiens e os falsos profetas A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras. Mas nada a detém; ela avança, rigorosa Em rodopios nítidos Criando vácuos onde morrem as aves. Seu corpo, pouco a pouco Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo Como uma escura rosa voltejante Surgida de um jardim imenso em trevas. Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos! Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos! Alvoroçai-me, auroras nascituras! Eis que chega de longe, como a estrela De longe, como o tempo A minha amada última!

Para viver um grande amor Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum…
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Para viver um grande amor Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor. Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor. Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor. É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor. É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Parte, e tu verás Parte, e tu verás Como as coisas que eram, não são mais
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Parte, e tu verás Parte, e tu verás Como as coisas que eram, não são mais E o amor dos que te esperam Parece ter ficado para trás E tudo o que te deram Se desfaz. Parte, e tu verás Como se quedam mudos os que ficam Como se petrificam Os adeuses que ficaram a te acenar no cais E como momento que passaram apenas Parecem tempos imemoriais. Parte, e tu verás Como o que era real, resta impreciso Como é preciso ir por onde vais Com razão, sem razão, como é preciso Que andes por onde estás. Parte, e tu verás Como insensivelmente esquecerás Como a matéria de que é feito o tempo Se esgarça, se dilui, se liquefaz E qualquer novo sentimento Te compraz. Repara como um novo sofrimento Te dá paz Repara como vem o esquecimento E como o justificas E como mentes insensivelmente Porque és, porque estás Ah, eterno limite do presente Ah, corpo, cárcere, onde faz O amor que parte e sente Saudade, e tenta, mas Para viver, subitamente, mente Que já não sabe mais Vida, o presente; morte, o ausente - Parte, e tu verás.

Soneto de aniversário Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida
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Soneto de aniversário Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos. Faça-se a carne mais envelhecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida. Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece.

ÁRIA PARA ASSOVIO Inelutavelmente tu Rosa sobre o passeio
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ÁRIA PARA ASSOVIO Inelutavelmente tu Rosa sobre o passeio Branca! e a melancolia Na tarde do seio. As cássias escorrem Seu ouro a teus pés Conheço o soneto Porém tu quem és? O madrigal se escreve: Se é do teu costume Deixa que eu te leve. (Sê... mínima e breve A música do perfume Não guarda ciúme).

Como uma jovem rosa, a minha amada... Morena, linda, esgalga, penumbrosa Parece a flor colhida, ainda orvalhada
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Como uma jovem rosa, a minha amada... Morena, linda, esgalga, penumbrosa Parece a flor colhida, ainda orvalhada Justo no instante de tornar-se rosa. Ah, porque não a deixas intocada Poeta, tu que es pai, na misteriosa Fragrância do seu ser, feito de cada Coisa tão frágil que perfaz a rosa... Mas (diz-me a Voz) por que deixá-la em haste Agora que ela é rosa comovida De ser na tua vida o que buscaste Tão dolorosamente pela vida ? Ela é rosa, poeta... assim se chama... Sente bem seu perfume... Ela te ama...

Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo Ó cidade tão lírica e tão fria! Mercenária, que importa - basta! - importa
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Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo Ó cidade tão lírica e tão fria! Mercenária, que importa - basta! - importa Que à noite, quando te repousas morta Lenta e cruel te envolve uma agonia Não te amo à luz plácida do dia Amo-te quando a neblina te transporta Nesse momento, amante, abres-me a porta E eu te possuo nua e frígida. Sinto como a tua íris fosforeja Entre um poema, um riso e uma cerveja E que mal há se o lar onde se espera Traz saudade de alguma Baviera Se a poesia é tua, e em cada mesa Há um pecador morrendo de beleza?

A mulher carioca A gaúcha tem a fibra A mineira o encanto tem
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A mulher carioca A gaúcha tem a fibra A mineira o encanto tem A baiana quando vibra Tem isso tudo e o céu também A capixaba bonita É de dar água na boca E a linda pernambucana Ai meu Deus, que coisa louca A mulher amazonense Quando é boa é até demais Mas a bela cearense Não fica nada pra trás A paulista tem a erva Além das graças que tem A nordestina conserva Toda a vida e o querer-bem... E a mulher carioca O que é que ela tem? Ela tem tanta coisa Que nem sabe que tem Ela tem um corpinho Que mais ninguém tem Ela faz um carinho Melhor que ninguém Ela tem passarinho Que vai e que vem Ela tem um jeitinho De nhen-nhen-nhen-nhen Ela tem, tem, tem...

Soneto de Véspera Quando chegares e eu te vir chorando De tanto te esperar, que te direi?
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Soneto de Véspera Quando chegares e eu te vir chorando De tanto te esperar, que te direi? E da angústia de amar-te, te esperando Reencontrada, como te amarei? Que beijo teu de lágrimas terei Para esquecer o que vivi lembrando E que farei da antiga mágoa quando Não puder te dizer por que chorei? Como ocultar a sombra em mim suspensa Pelo martírio da memória imensa Que a distância criou - fria de vida Imagem tua que eu compus serena Atenta ao meu apelo e à minha pena E que quisera nunca mais perdida...

A Felicidade Tristeza não tem fim Felicidade sim
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A Felicidade Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar A felicidade do pobre parece A grande ilusão do carnaval A gente trabalha o ano inteiro Por um momento de sonho Pra fazer a fantasia De rei ou de pirata ou jardineira Pra tudo se acabar na quarta-feira Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranqüila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor A felicidade é uma coisa boa E tão delicada também Tem flores e amores De todas as cores Tem ninhos de passarinhos Tudo de bom ela tem E é por ela ser assim tão delicada Que eu trato dela sempre muito bem Tristeza não tem fim Felicidade sim A minha felicidade está sonhando Nos olhos da minha namorada É como esta noite, passando, passando Em busca da madrugada Falem baixo, por favor Pra que ela acorde alegre com o dia Oferecendo beijos de amor

A cachorrinha Mas que amor de cachorrinha! Mas que amor de cachorrinha!
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A cachorrinha Mas que amor de cachorrinha! Mas que amor de cachorrinha! Pode haver coisa no mundo Mais branca, mais bonitinha Do que a tua barriguinha Crivada de mamiquinha? Pode haver coisa no mundo Mais travessa, mais tontinha Que esse amor de cachorrinha Quando vem fazer festinha Remexendo a traseirinha? Uau, uau, uau, uau! Uau, uau, uau, uau!