Hereges conseguem distorcer as Escrituras recitando versículos isolados como se fossem feitiços, mas eles têm aversão à luz do texto. Eles usam fragmentos da Bíblia apenas para sustentar suas imaginações idólatras, pois odeiam a verdade revelada no contexto e sinóticidade da Escritura.
Feliz é a igreja que tem um pastor que não negocia a Palavra e vive a graça com integridade, abrace-o e o sustente com todo o seu afeto e orações. Na floresta de interesses e manipulações que infelizmente se tornou o cenário religioso, homens que carregam a coragem de pregar o evangelho sem medo ou barganha são pérolas raras.
Aquele que experimenta a verdadeira fé em Jesus carrega em si a resiliência da graça. Jogue-o na escuridão de um calabouço, e ele descobrirá que as paredes de pedra não podem isolá-lo da mais doce companhia. Lance-o na aridez de um deserto, e ele será alimentado pelo pão que desce dos céus.
Se as amizades terrenas lhe faltarem, ele se achegará Àquele que é o Amigo que “chegado mais do que um irmão”. Quando as ilusões e as "aboboreiras" de sua vida forem arrancadas, ele não ficará desamparado, pois encontrará refrigério eterno debaixo da Rocha. Por fim, ainda que todas as fundações de suas seguranças humanas sejam minadas, seu coração permanecerá inabalável, ancorado na Graça e na soberania do Senhor.
A maioria das pessoas não abandona a igreja por causa da decepção. O mundo as decepciona desde o primeiro fôlego, fere seus afetos e quebra suas expectativas; ainda assim, elas continuam caminhando por ele. A decepção quase nunca é o fim da jornada. Ela apenas revela a direção para a qual o coração já vinha seguindo.
Naquela noite escura em que o seu choro se fez oração silenciosa e a alma implorou por fôlego para não desistir, Jesus não estava ausente. Ele estava ali, encarnado na sua angústia, segurando o seu coração exausto e provando que a Graça se manifesta exatamente no exato instante em que o nosso próprio vigor se esvazia.