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Frases de Valnia Véras

151 frases

⁠O pensamento voa longe rumo às campinas e às montanhas. Nas paisagens verdejantes
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⁠O pensamento voa longe rumo às campinas e às montanhas. Nas paisagens verdejantes repousam as vozes do lugar. As ovelhas na estrada passeando em desalinho, sem cercas ou obstáculos, serenas pelo caminho. Eis que de repende, o cenário se transforma e nos causa comoção. Surgem abismos gigantes, pedras muito grandes e caminhos sem direção. Na estrada é só barreira e na vida solidão. Aperto os olhos novamente na esperança de mudar toda aquela imagem tosca que me segue sem parar. Rogo a Deus por piedade, suplico por caridade do pesadelo acordar. A porteira enfim se abre para a ovelha atravessar. Ouço o canto das aves. Sinto o toque do plantar. Cheiro o perfume das flores Que enfeitam o lugar. Respiro aliviado. Já chegou o amanhecer. Levanto ligeiro da rede para o santo agradecer. Pés calcados, corpo vestido, destino a se desenhar. O esboço se alinha com o desejo de mudar. .

⁠A cortina de seda marinho cobre os sonhos da menina, provocando lamentos sentidos e tristes melodias pelo ar. Eis que bem na pontinha do tecido, um belo bordado branco se desnuda tímido ante os raios do luar. O semblante inteiro muda o tecido furta-cor, as figuras transmutando…
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⁠A cortina de seda marinho cobre os sonhos da menina, provocando lamentos sentidos e tristes melodias pelo ar. Eis que bem na pontinha do tecido, um belo bordado branco se desnuda tímido ante os raios do luar. O semblante inteiro muda o tecido furta-cor, as figuras transmutando, saltitando dor e cor... E os pontilhados insistentes pingam no coração da gente nos fazendo um sonhador.

⁠Muitas cores no caminho Inúmeros espinhos entre as belas flores... Faces ocultadas por tirânicas verdades
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⁠Muitas cores no caminho Inúmeros espinhos entre as belas flores... Faces ocultadas por tirânicas verdades Lágrimas vertidas em nome de um conceito vazio... Diante do belo arco-íris a vida se renova trazendo à tona tesouros inestimáveis... Retratos de Amor e de Inclusão. Valnia Véras

⁠As horas passam vagarosamente, fazendo do silêncio o meu fiel companheiro. Diante do relógio mudo,
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⁠As horas passam vagarosamente, fazendo do silêncio o meu fiel companheiro. Diante do relógio mudo, ouço apenas o ressonar do tempo ao meu ouvido... No filme, escondido na fita cassete, registros das lamúrias e dos sorrisos perdidos no tempo timoneiro, que já cansado voa em direção ao infinito.

⁠Os vagalumes chegam tímidos diante da escuridão, mas pouco a pouco, corpo a corpo traçam um caminho de estrelas, enfeitando a amplidão.
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⁠Os vagalumes chegam tímidos diante da escuridão, mas pouco a pouco, corpo a corpo traçam um caminho de estrelas, enfeitando a amplidão. Tal qual os vagalumes, transmuta-se meu coração, que sentindo tua presença, os teus passos na estrada... Alumia de alegria, registrando poesia e soprando pra bem longe minha imensa solidão

⁠Os gritos do vento assolam a alma em acordes inquietantes, cintilantes, desnudando o instante num piscar de olhos. Os cenários parecem descrever o futuro de incertezas que chega ululante, insistente, desafiador. Os sonhos uivantes anunciam liberdade, transformação, um novo mun…
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⁠Os gritos do vento assolam a alma em acordes inquietantes, cintilantes, desnudando o instante num piscar de olhos. Os cenários parecem descrever o futuro de incertezas que chega ululante, insistente, desafiador. Os sonhos uivantes anunciam liberdade, transformação, um novo mundo descortinando-se. Premonição? Ou apenas os lamentos do vento? Osssss....

⁠No meu eu, há um encontro de almas, de sorrisos e de amores. No meu eu, repousa um grito de alegria embrulhado num restinho de amor. No meu eu de muitas moradas, ensaio o desvendar das faces dispostas no espelho.
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⁠No meu eu, há um encontro de almas, de sorrisos e de amores. No meu eu, repousa um grito de alegria embrulhado num restinho de amor. No meu eu de muitas moradas, ensaio o desvendar das faces dispostas no espelho. No meu eu, as vezes trago interrogações, exclamações e reticências, jamais um ponto final. No meu eu, jazem todas as dúvidas e algumas poucas descobertas. No meu eu, repousam os sonhos quase impossíveis.

⁠O olhar perdido na imensidão... Sem esperança. Sem brincadeira.
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⁠O olhar perdido na imensidão... Sem esperança. Sem brincadeira. Apenas labuta. EXPLORAÇÃO. No brotar de um novo dia, vem também a ilusão. Na mente infantil, o jargão repete-se frenético: “O trabalho dignifica o homem” e se transforma em pão. Mas para a criança franzina, que apenas sobrevive nesse mundo de violência e exclusão, DIGNIDADE, TRANSFORMAÇÃO, são palavras vazias Que reforçam a exploração. As horas perdidas com o trabalho precoce criam fantasmas assustadores diante da escola e da diversão. O jovem sofrido, faminto... Culpa-se por sonhar nos raros instantes de descanso... Com uma partida de futebol Com um pedaço de bolo Com uma roupa de segunda-mão. Vestindo diariamente a mortalha na vida e no coração.

⁠Ao mirar-se no espelho se contorce livre e bela, com passos elegantes, sempre a rodopiar. Saltos livre e imprecisos.
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⁠Ao mirar-se no espelho se contorce livre e bela, com passos elegantes, sempre a rodopiar. Saltos livre e imprecisos. Num cenário a ensaiar. Com a vida, chegam os anos e também o despertar para mistérios instigantes e desafios a superar. Mas para quem não entende nada, o remédio é só calar. O espelho cintilante mostra a figura altiva, que outrora lhe sorria, mas agora é só chorar. A história contada é triste, com gritos roucos, abafados, que não cansam de chegar. O espelho amigo, entretanto, que não desiste jamais, desperta descortina e mostra uma existência fugaz. Passos, valsas, cantigas de ninar. Ao vento poemas e músicas. Em frente ao pequenino espelho… Toda a vida se reflete na palavra transformar.

⁠⁠Eu vejo nos olhos seus uma imensa escuridão Apresso- me junto ao tempo para tocar sua mão. Mas, estas já tão enrugadas,
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⁠⁠Eu vejo nos olhos seus uma imensa escuridão Apresso- me junto ao tempo para tocar sua mão. Mas, estas já tão enrugadas, jazem vazias, perdidas sem direção. Nas vozes mudas que ecoam por toda parte ouço os gritos de exclusão. Em cada esquina um lamento um suspiro sem emoção. De longe, sinto o peito cansado. Sem ar Sem vida Sem coração. Valnia Véras

⁠ Diante do espelho, ouço os gritos de socorro da menina, que ainda acredita num punhado de esperança,
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⁠ Diante do espelho, ouço os gritos de socorro da menina, que ainda acredita num punhado de esperança, soprado ao luar. Diante do espelho, vejo a súplica no olhar da moça, que ainda semeia verdades numa cova de aparências, sem cor, desbotada, falseada... Diante do espelho, sinto a angústia da mulher, que ainda ousa pensar diferente em meio as caixas e padrões da existência. Ponto a ponto, lado a lado, sem frestas de liberdade... Diante do espelho, uma vida passa e algumas lagartas viram borboletas...

⁠Nas ruas da cidade nua Sob o frio orvalho da noite, sombreiam-se os meus cabelos brancos,
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⁠Nas ruas da cidade nua Sob o frio orvalho da noite, sombreiam-se os meus cabelos brancos, cansados da vida severina, pingada nas ruas da cidade nua... Vagueiam infinitos fantasmas, repousam castelos assombrados, escondem-se os gritos de medo por entre as ruínas dos sonhos que não brotaram... Quando o sol chega no horizonte. É hora de levantar... Recolher o papelão, esconder o lençol da miséria e Zumbitear pela vida.