Me apego e desapego guardando o que o outro tem de bom. As vezes é quase nada que agrega. Mas, não julgo porque não tenho culpa da infelicidade e das frustrações alheias. Apenas sigo em frente. Ninguém precisa perder tempo. Muita gente precisa entender que não é o centro das atenções. Que para se manter ao lado de alguém também tem que fazer seu papel cuidando, respeitando e mostrando os motivos reais pelo qual quer ficar. Gente com muito mimimi enjoa, abusa e o melhor a fazer e desapegar e deixar a pessoa perceber que precisa voltar algumas casas e começar o jogo do início. Pra ver se aprende a ser humilde e começa a respeitar o sentimento que a gente se predispõe a doar. Sem mais.
E que o amanhã mostre a cada dia que somos amizade, carinho, pai, filha, almas gêmeas, encontro do destino, o que for. Que somos construção, apoio, segurança, mãos entrelaçadas na certeza que temos um ao outro. E que jamais vamos desistir da felicidade pra nós dois. Mesmo que a vida tenha outros planos, esse nosso encontro vai além. Porque que acima de tudo somos o amor representado um no outro. Sem mais.
No geral, todo homem é cafajeste. Uns sabem usar isso a seu favor. Outros, para atormentar alguém. E não se enganem, cafajeste não é o cara que se acha o gostoso e sai pegando geral e dizendo para os amigos que fez isso e aquilo. Isso é coisa de moleque, de canalha. Cafajeste é aquele que sabe chegar sem hora marcada, que sabe que todo encontro pode ser transformar em muitos outros, sem precisar que ninguém fique sabendo. É aquele cara que chega com aquele carinho calmo que vem derrubando a porta. O homem tem que ser essa surpresa, esse mistério, essa incógnita. Ser o cara certo pra todas horas. Do amiguinho ao amante. E não pode encher o saco, ficar cismando atoa, insistindo em discutir o passado da mulher. E homem, principalmente o que sabe usar seu lado cafajeste, pouco se interessa por essas coisas. Ele quer vê-la feliz, satisfeita. Porquê se tem uma coisa que eu acho lindo é uma mulher que não reclama do que está faltando e sim se debruça sobre o que ela sabe que tem. Cafajeste tem disso. Sente prazer em ver uma mulher satisfeita em todos os sentidos. E outra, cafajeste que se preza, não pergunta nada, ele percebe o que ela quer só pelo olhar. Sem mais.
Felicidade é a aquele instante que você percebe que alguém sorri ao ver sua presença. Que em algum lugar você foi lembrando porque suas qualidades superam seus defeitos. E daí você recebe aquela mensagem: obrigado por fazer parte de nossas vidas. Felicidade, pra mim, é quando podemos olhar pra frente e ter a certeza do dever cumprido, de que o passado teve suas adversidades e, mesmo com elas, aprendemos e superamos cada uma. É poder chegar aqui e dizer: nessa jornada conquistei o carinho e respeito de muita gente apenas sendo eu mesmo e entendendo e aceitando os outros como são. É, mesmo ainda caindo, não desistir e acreditar que dias melhores estão por vir. Sem mais.
As relações ficaram tão modernas que entrelaçar as mãos se tornou sinônimo de coisa brega. Pegar nos seios, puxar a saia, mesmo que a pessoa não queira, não é falta de respeito. Falta de respeito é querer pegar o celular do outro. Isso gera conflitos inacabáveis. Quem não quer nada se assume complicado. Não! Não é! Na maioria das vezes as pessoas são egoístas e acabam complicando situações simples. Não se pode mais falar que alguém faz falta e que está com saudade. Isso já é classificado como cobrança. E aí, cobrar o que? É capaz da pessoa desaparecer. Saudade é algo muito grave, não é mesmo? Poxa, mas eles estão apenas de rolinho. É, essa palavra legal que escolheram pra dizer que podem estar com alguém a qual vão pra cama, dormem juntos, apresentam aos amigos, família, gato, cachorro, e que isso não é nada sério. É, essa é a realidade! Falta gente compromissada com a gente. Gente com coragem pra fazer acontecer e com vontade pra fazer valer a pena. Sem mais.
Ele é totalmente desimpedido, solteiro, independente e tem dinheiro no bolso. Teve muitas mulheres e lembra o muito que cada uma fez pra ficar com ele e do pouco que fez pra ficar com elas. Ele é livre, mas não tem paz de espírito. Que liberdade é essa que o prende em rachaduras as quais ele sabe que as respostas são aquelas que estavam na frente dele? Tudo isso por ter sido arrogante, intolerante e achar que nunca era o momento para abrir os olhos e se permitir viver com alguém que estava verdadeiramente disposta a entrelaçar os dedos e seguir adiante. Sem mais.
Temos em nós muitas histórias, encontros, desencontros, momentos, decepções, sonhos de uma vida a dois, e uma imensa capacidade de entender e amar o próximo. Isso não quer dizer que estamos disponíveis, esperando alguém, como se fosse fácil atender as nossas inquietações. Significa que mora na gente uma caixa de surpresas cheia defeitos e vontades que ainda não curamos, não realizamos. E que hoje entendemos que não existe direção certa a seguir. O que temos são escolhas que muitas vezes nos torturam e nos alegram. E assim aprendemos que vamos ter muito nesta vida, mas não será tudo. E que no fim será isso que vai nos moldar e nos dar razões pra ir além do que já fomos. E assim vamos construindo o nosso destino na esperança de que lá na frente muita coisa boa ainda estar por vir. Sem mais.
Se quer mudança na sua vida, escolha mudar. Acorde todos os dias e escolha ser feliz. E mesmo que surjam adversidades, escolha ter paz dentro de si. E mesmo que tudo conspire contra sua paz, respire fundo e escolha persistir. Resiliência, é o que faz a vida mudar. Hoje e sempre. Sem mais.
Eu tinha uma visão equivocada de que, na vida, sofrer era necessário para que aprendamos a lidar com as frustrações. Mas, hoje, diante de tudo que vivi, bom mesmo é aprender através do amor. Perdoar o que podemos perdoar e esquecer o que muitas vezes nos incomoda. A vida é isso. Intensa e frágil.
De muitas histórias que ouço, existe sempre algo em comum: a mania das pessoas em apetecer a pressa como se nela fosse encontrar a solução num estralar de dedos. Parece tão abstrato que de tanto a conversa render eu começo a me ver como uma música dos los hermanos. Não. Para um pouco. Me ajuda. Quero ficar rico com um arrocha. Vamos lá, cade o lado legal e divertido da vida? O lado que a gente supera, joga tudo pro alto e encontra a felicidade verdadeira por entender que o amor próprio é o que nos faz ser uma nova versão de nós mesmos a cada dia?! Cade o teatro da vida onde cada tragédia vai nos ensinando a rir da dor e nos faz aprumar o rumo pro lado que realmente vale a pena?! Então, para um pouco, relaxa! Menos prolixidade e umas doses de cana pra lavar a alma e externar o que engasga e que permita ficar com o que nos causa alegrias. Sem mais.
Que a luz que irradia meus dias consiga chegar naqueles que não desejam o melhor ao próximo. Que invada esses corações infelizes, os fazendo refletir e os transforme em pessoas justas. Um pouco de Deus é muito para esses que insistem em trafegar no lado oposto do bem. O mau, por si só, se destrói. E eu, continuarei sorrindo. Com a consciência tranquila, leve, perdoando e sendo resiliente mesmo com quem não merece. Sem mais. Amém.
O relacionamento acaba, mas o amor pela pessoa pode continuar. Na verdade, o motivo que faz o outro permanecer não é esse. Amor é liberdade e não prisão. O que mantém é muito maior que isso. Jamais fique ao lado de alguém por aparência ou por comodidade. Toda relação é um ciclo que sobrevive da admiração e do respeito. O amor se sustenta ai. Sem isso, não há motivos pra continuar. Porque uma relação sem reciprocidade não é amor, é lutar em vão. Sem mais.
A coisa mais fácil desta vida é desapegar. É que a gente tem a triste mania de idealizar. No fundo, todo mundo quer mesmo é dizer pra si que é capaz. As vezes já nem existe sentimentos e mesmo assim, por orgulho, posse e vaidade, impede alguém de ser feliz. Acredito que nossa missão quando gostamos é cuidar. E se não deu certo em par, sigamos. A vida continua e se apaixonar é a melhor coisa do mundo quando nosso amor próprio nos guia. Sem mais.
Fez se lar, um abrigo, um refúgio, um porto seguro na imensidão desse lugar aparentemente vazio. Sinal de outros tempos, dos que caminham em par. Daquela segurança de saber que alguém estará lá pra te dizer que nada se constrói sozinho. Caminhando numa só direção, união, laço sutil de lealdade, verdade, respeito e carinho. Um sentimento que nasce na certeza de que paciência, persistência e reciprocidade, quando se alinham, não há tempestade que afaste dois corações de trilhar um só caminho. Sem mais.
A gente gosta de gente que pague pra ver. Que nos convença que não é o ciúme que fará omitir verdades. Que a gente não precise agradar pra que não exista uma briga. A gente gosta de pessoas que nos olhe nos olhos e diga: - pode sair. Vá se divertir. Sabendo que seu voto de confiança é o elo da nossa fidelidade. Que a gente não precise deixar de ser nós mesmos pra satisfazer alegria de ninguém. Que a felicidade exista por ambos ter suas individualidades respeitadas e compartilhadas em prol dos dois e não de um. A gente sente falta de pessoas que peguem na nossa mão e diga: - você me pertence. Não por ser um sentimento de posse, não porque nos prende, mas porque aquela pessoa sabe que ela é nosso porto seguro e a ela vamos recorrer quando todos os outros já foram embora. Sem mais.
Ela como mulher, como quem sabe quem é, que sabe quem pode ser, não vive pela metade e nem na espera das possibilidades do lado de lá não derem certo. Ela não se coloca como opção do talvez. E sabe que quer o completo e isso a permite decidir quando o quem sabe e o com o tempo possa ser. Não! Essa fatídica procrastinação banhada de dúvidas não a convence que deve esperar. É incerto. Nada de "ah, tais colocando os pés pelas mãos ou se contradiz ou quem sabe pode acontecer." Ela acredita que todo ser humano deve ter o mínimo de dignidade e amor próprio pra se olhar e dizer: - eu sei o que mereço. E se o controle escapou das mãos, ela segue sendo madura pra assumir que se encantou. E não havendo reciprocidade, também será madura pra dizer: - não se preocupe. Sei o meu lugar! Se provando ter os pés no chão e mostrando sua capacidade de superação, desapego e sorriso estampando na cara. Por que a real certeza que ela tem é que o mundo gira e a vida segue. Sem mais.
Por isso que quando ela se perde, logo se renova, se reavalia e sabe ver o lado bom e ruim de tudo, e renasce. E sem essa de depois um adeus definitivo. Manter a amizade, apesar dos pesares, é a mais representativa forma de mostrar que a vida segue e que gente feliz não enche o saco de ninguém. Sem mais.
Depois de mergulhar em tantas fontes surge então o cosmopolita, o matuto, o quase psicólogo, o quase escritor, vindo do sertão e logo em breve de volta pra ele. Tanta gente jovem por aí se entregando ao tédio com tantas coisas ainda pra viver. E eu aqui, doido pra aprender um pouco mais. E que a vida sempre me proporcione esse prazer só por estar vivo e poder fazer acontecer tantos sonhos e outros mais que estão por vir. Sigamos.
A vida é tão singela, pode demorar anos pra gente aprender algo só porque fomos arrogantes e podemos nem ter a chance de aprender ou viver o que valia a pena. E aí passa um dia, dois, 365 e nada muda. Deixamos sempre pra depois por acreditar que algo pode ser melhor e deixamos de viver até que nos deparamos com o tempo que passou. E aí já pode ser tarde demais. Viver, se permitir, e se nada der certo, persistir. Uma hora acontece. Uma hora dá certo. Sem mais.
Um pequena parte dele se desfaz a cada segundo tentando encontra-la. Ele ouve a sua voz, sente seu cheiro, segue o brilho do seu olhar. Mas não pode tocá-la. Não pode chegar onde ela está. Separados por dimensões opostas. Condenados a uma prisão no tempo e espaço. Onde de um lado não aclama pressa por estar aqui e ao mesmo tempo pede calma para poder esperar o dia que irão se encontrar de novo. Acorda, sente o despertar. E a cada dia que não está com ela, corre pra que o dia termine e o sono chegue implacável e o leve novamente até onde ela está: nos seus melhores sonhos. Onde eles podem fazer o que quiser, ser quem quiser, ir a todos os lugares. Quem disse que a vida acaba aqui, errou! O amor transcende. Sem mais