A Cidade Dorme Quando a noite se estende em véu profundo, E a lua banha a terra com seu pratear,
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A Cidade Dorme Quando a noite se estende em véu profundo, E a lua banha a terra com seu pratear, São Luís se aquieta, deixa o mundo, Em um doce silêncio a respirar. As ruas, antes cheias de vida e passos, Agora repousam em quietude plena. Sombras suaves desenham seus traços, Enquanto a brisa embala a cena. No casarão, um candeeiro vacila, Guardando histórias de tempos passados. O mar ao longe sussurra e oscila, Cantando segredos jamais revelados. Nas praças, o vento dança sozinho, Entre palmeiras que sonham também. A cidade dorme, traça seu caminho, Na paz que só a madrugada contém. E assim, sob o manto da calmaria, São Luís repousa, tão serena e pura, Guardando em seu peito, dia após dia, O encanto eterno de sua ternura.