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Frases de Twoany R

84 frases

Cuida-te, meu bem. Onde estiveres te cuida. Porque me dói saber que estas a risco, que estas a mira da dor. Sei que não posso estar aí, do seu lado, cuidando de ti, mas estou aqui. Estou cuidando de ti de longe mesmo, mas estou aqui, a te observar. Saibas que a cada passo que dar…
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Cuida-te, meu bem. Onde estiveres te cuida. Porque me dói saber que estas a risco, que estas a mira da dor. Sei que não posso estar aí, do seu lado, cuidando de ti, mas estou aqui. Estou cuidando de ti de longe mesmo, mas estou aqui, a te observar. Saibas que a cada passo que dares eu estou a tua frente. Estou a teu comando, mesmo sem saberes. Estou retirando cada pedra que te impeça de prosseguir… Estou ouvindo seus sussurros aleatórios e impedindo que aquela pequena lágrima intrusa se dilate no chão. Tenho tentado impedir que elas saiam dos seus olhos também. Esta sendo difícil. Tens me dado muito trabalho, viu? Mas acho que nunca gostei tanto de trabalhar. Sei que não recebo nada no final do dia, sei que a minha recompensa é ver-te bem… Então, fique bem, meu amor. Guarda teu coração e sorria, pois seu sorriso move o mundo. Move meu mundo…

Se for me culpar de algo, me culpe por te amar demais. Culpe-me porque não querer sentir o amor e mesmo assim senti-lo com tanta intensidade. Culpe-me por te desejar todos os dias e noites. Culpe-me por me preocupar mais com você, do que comigo… Realmente errei. Mereço prisão per…
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Se for me culpar de algo, me culpe por te amar demais. Culpe-me porque não querer sentir o amor e mesmo assim senti-lo com tanta intensidade. Culpe-me por te desejar todos os dias e noites. Culpe-me por me preocupar mais com você, do que comigo… Realmente errei. Mereço prisão perpetua. Como pude? Como pude te amar mais, ao ponto de me amar menos? Como pude fazer do meu remédio o meu veneno e da minha dor a minha anestesia?

E depois de longas voltas pelo quarto, andando para lá e para cá como se estivesse procurando uma saída de emergência; depois de várias doses de café amargo; depois de várias tragadas enquanto andava e goleava o café, descobri a origem do nosso problema. Descobri o que nos troux…
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E depois de longas voltas pelo quarto, andando para lá e para cá como se estivesse procurando uma saída de emergência; depois de várias doses de café amargo; depois de várias tragadas enquanto andava e goleava o café, descobri a origem do nosso problema. Descobri o que nos trouxe até aqui. O que nos fez chegar aonde chegamos. Não sei bem onde estás nesse exato momento, mas sei onde estou, e é bem longe de ti. Sinto essa distancia dentro de mim, seu valor não é muito preciso, mas algo me diz que são muitas as milhas que nos separam. Olho para a janela, e por um misero minuto te vejo na calçada, sentada no banco de ferro pintado de madeira. Por um misero minuto penso que tu voltaste para mim… Engano meu. Um dia me disseram que nada é para sempre. Disseram-me que com o tempo as coisas vão perdendo a cor; o sol vai se pondo, o dia amarelado vai se tornando cinza, branco… Preto. Olhe para mim! Sou a prova disso. — posso sentir meu sangue em preto e branco. A falta das cores me corta por dentro. Minhas mãos me cortam por fora. Isso tudo por causa do nosso problema. Pequeno detalhe que separou nossas vidas. Que a fez parecer um café quente esquecido sobre uma cabeceira fria; a cabeceira esfriou o nosso amor. Qual o nosso problema? — você deve estar se perguntando agora, do mesmo jeito que me perguntei durante todos os dias que ficamos separados. A diferença é que eu achei a resposta. Ela estava bem em baixo do meu nariz e talvez seja por isso que não a conseguia ver. Coisas desse tipo não são vistas, são sentidas. Eu senti, você não. A sua insignificância para comigo me destruiu por dentro. Picou-me em pedaços que foram jogados em um roseiro cheio de espinhos. Afastei-me. Sumi. Tranquei-me em um quarto. Comecei a viver a minha realidade. Comecei a me relacionar com as pessoas que criei em meu mundo. Eu te troquei por um quarto escuro e opressivo e mesmo assim senti a sua falta lá, senti falta da cor que você costumava me trazer. Do café forte que costumava fazer… Do sorriso que você dava assim que me via. Senti falta das tardes amarelas das quais costumávamos sair para tomar um sorvete enquanto olhávamos os pombos comendo as migalhas de pão caídas do chão. Mas eu sei. Você não irá voltar. Não irá sentir a minha ausência se eu não anuncia-la. Esse é o nosso problema. Eu fiquei esperando você sentir a minha falta. Esperei você me procurar, me chamar, me gritar… Mas sua boca continua fechada. Não escuto sua voz desde que parti. Eu sinto a sua falta, amor, mas como sempre estou esperando você sentir a minha.

Pobre passarinho das asas cortadas. Tiraram-lhe sua essência; impediram-te de voar, de fugir das estações, de cantar seu doce e belo canto em cima de um galho de árvore. Pobre passarinho sem asas, agora preso em uma gaiola. Mal podes ver a luz do sol e quando a vê, ela se torna f…
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Pobre passarinho das asas cortadas. Tiraram-lhe sua essência; impediram-te de voar, de fugir das estações, de cantar seu doce e belo canto em cima de um galho de árvore. Pobre passarinho sem asas, agora preso em uma gaiola. Mal podes ver a luz do sol e quando a vê, ela se torna forte demais para os seus olhos pequenos e escuros. Olhos profundos… Refletem o peso que suas asas — cortadas, — não podem mais carregar, refletem o sorriso escondido em forma de assobio abafado. […] Ofereceram-te comida e água, mas esqueceram-se de que lhe tiraram suas asas. Esqueceram-se de que lhe arrancaram a alma, a jogaram no lixo e deixaram a carcaça. Pobre passarinho sem alma. Sem asas. E sem coração.

O que queres de mim? Revele-me que te darei qualquer coisa, mas, por favor, só não me peça amor. Há algo dentro de mim que bloqueia essa função. Alguns dizem que é distúrbio, outros dizem que é proteção. Prefiro calar-me e continuar como estou… Pra que sentir o amor se é bem mais…
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O que queres de mim? Revele-me que te darei qualquer coisa, mas, por favor, só não me peça amor. Há algo dentro de mim que bloqueia essa função. Alguns dizem que é distúrbio, outros dizem que é proteção. Prefiro calar-me e continuar como estou… Pra que sentir o amor se é bem mais fácil escrever sobre ele? Algumas pessoas dizem viver de amor e essas mesmas andam limpando os olhos… Andam com o coração encharcado e com os pensamentos pesados; carregam mais do que podem suportar. Carregam o amor nas costas, na mente e no coração. Já eu prefiro carrega-lo em uma caixinha, trancada a sete chaves, só por precação.

Hoje chorei de saudade. Chorei quando te vi passeando pela rua desta vez sem mim… Desta vez seguravas a mão de outra que nem fiz questão de ver quem era… Chorei quando senti teu cheiro. Aquele de sempre, que ficava na minha blusa, no meu travesseiro, na minha mente… Aquele que nu…
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Hoje chorei de saudade. Chorei quando te vi passeando pela rua desta vez sem mim… Desta vez seguravas a mão de outra que nem fiz questão de ver quem era… Chorei quando senti teu cheiro. Aquele de sempre, que ficava na minha blusa, no meu travesseiro, na minha mente… Aquele que nunca esqueci, nem quando eu quis esquecer. Já tentei encontrar ele em outros, mas esse cheiro só a ti pertence, não é mesmo? Já o procurei em tantos lugares, em cada esquina, em cada bar, em qualquer boate que eu frequentava por aí, mas não o encontrei. Pelo contrário, percebi que ele esta a milhas distantes de mim. Percebi que a cada dia que passa o cheiro vai se perdendo no ar, mas só cheiro, pois o meu amor por ti não se perde, pelo contrário eu o encontro todos os dias. O encontro em cada sorriso e cada choro. O encontro no cinema ou em uma mesa de bar. O encontro nos livros, nos versos, nas flores ou nas nuvens. O encontro no sereno da noite, quanto ele molha o vidro dos carros e eu rabisco a minha inicial e a sua na esperança de que volte para mim.

Eu estou precisando de você hoje. Na verdade eu preciso de você todos os dias, horas, minutos e segundos. Mas hoje eu preciso mais. Hoje eu estou carente, estou chorando aparentemente sem motivo. Hoje eu descobri que minha respiração chama o seu nome e que minhas lágrimas reflete…
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Eu estou precisando de você hoje. Na verdade eu preciso de você todos os dias, horas, minutos e segundos. Mas hoje eu preciso mais. Hoje eu estou carente, estou chorando aparentemente sem motivo. Hoje eu descobri que minha respiração chama o seu nome e que minhas lágrimas refletem o seu rosto meu amor… Hoje eu descobri que preciso de você. Preciso de você perto de mim, não longe, nem distante, mas perto em todos os sentidos. Descobri que sem você sou uma alma perdida no mundo dos vivos, uma alma dilacerada, aprisionada pela sua triste rotina. Uma rotina sem você, sem sua voz e seu sorriso. Por favor, solte-me hoje, livre-me dessa prisão que vivo ou se prenda junta a mim.

E em mais um fim de tarde me peguei sentindo a tua falta. Um súbito pensamento clareou minha mente e abriu meus olhos. A ideia de que tu podias ser um quebra-cabeça desmontado e que eu podia te montar. Resolvi então pegar um caderno velho que ficava entre as madeiras da minha cam…
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E em mais um fim de tarde me peguei sentindo a tua falta. Um súbito pensamento clareou minha mente e abriu meus olhos. A ideia de que tu podias ser um quebra-cabeça desmontado e que eu podia te montar. Resolvi então pegar um caderno velho que ficava entre as madeiras da minha cama. Aquelas folhas meio manchadas afloraram todas as lembranças que eu guardava de ti e que não queria — por nada — traze-las à tona. Peguei uma caneta preta e rabisquei teu nome só para me lembrar do quanto ele me deixa ébria. Respirei somente teu nome a tarde inteira e pensei em o que escrever sobre/para ti. Pensei em qual seria a primeira peça desse quebra-cabeça. Quando você nasceu ou quando nos conhecemos? Deduzi, então, que todo esse quebra-cabeça começara quando resolvi te amar… Talvez “resolvi” não seja a palavra certa, pois se eu pudesse não escolheria. Levantei e botei na xícara o café que acabara de ficar pronto e lembrei da primeira vez te trouxe aqui. Você elogiou a minha cortina cor ócre e disse que meu café era muito fraco. Você gostava de café forte e a partir daí meu café nunca mais foi o mesmo. Aliás, minha vida nunca mais foi a mesma. De alguma forma eu sempre tentava me encaixar ao tipo de mulher que você queria. Elegante e determinada. Nunca consegui. Minha insegurança era muito grande em relação a você… Mas de alguma forma, você me amou. Ou pelo menos disse me amar. Foi bom enquanto durou, mas depois de alguns meses a única coisa que me restou de ti foram as lembranças. A partir daí afogo-me todos os dias em uma imensa nostalgia e em uma pseudo-felicidade. Agora espero te trazer para mais perto de mim, rabiscando-te nesse caderno velho com folhas machadas por gotas de café. Mas não se preocupe, esse café é forte.

E o que dói é saber que nunca irá me olhar como te olho, que nunca irá sentir por mim o que sinto por ti, que nunca irá me amar como te amo… Dói ter que cair a cada palavra sua, dói ter que carregar o peso delas. Porque sim, elas pesam e muito, mesmo estando vazias. Pesam pois es…
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E o que dói é saber que nunca irá me olhar como te olho, que nunca irá sentir por mim o que sinto por ti, que nunca irá me amar como te amo… Dói ter que cair a cada palavra sua, dói ter que carregar o peso delas. Porque sim, elas pesam e muito, mesmo estando vazias. Pesam pois estão cheias de mentiras acumuladas. Aquelas mentiras que você diz em forma de ‘eu te amo’, em forma de ‘sinto sua falta’. São só palavras, não é mesmo? Palavras ocas, sem fundo, sem verdades… Que quando jogadas ao vento procuram um coração bobo para se refugiarem, então elas encontram a mim. Eu e a minha estupida mania de acreditar em tudo que falam e até o que não falam e então eu acredito em você… Estupida mania de acreditar em você.

A falta de sono me fez querer falar de você, mas falar para o papel. Porque além dele, eu não falaria para mais ninguém. Não é por falta de perguntas. Porque definitivamente sempre me perguntam de ti. É por falta de coragem mesmo. Ela sempre vai embora quando o assunto é você. Fa…
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A falta de sono me fez querer falar de você, mas falar para o papel. Porque além dele, eu não falaria para mais ninguém. Não é por falta de perguntas. Porque definitivamente sempre me perguntam de ti. É por falta de coragem mesmo. Ela sempre vai embora quando o assunto é você. Faz questão de sumir. E por quê? Porque falar de ti é complicado, longo e doloroso. Porque só de ouvir seu nome meu coração já dói. É como um chute ou um beliscão… Na verdade é como um aviso de que não devemos prosseguir. Devemos parar ali, seu nome já é tortura demais, porque ele nunca vem sozinho. Vem ele e um pacotinho grátis de lembranças. Com direito a bônus de vez em quando; hora ouvir sua voz, hora sentir seu cheiro...

Se for voltar, volte para ficar e se for ficar, fique para sempre. Porque cansei de idas e vindas, cansei de duvidas. Cansei de desculpas não valorizadas, pois sempre que as usa, desmereces o sentido da palavra. Pedes desculpas da boca pra fora. Volta a errar. É como um ciclo e e…
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Se for voltar, volte para ficar e se for ficar, fique para sempre. Porque cansei de idas e vindas, cansei de duvidas. Cansei de desculpas não valorizadas, pois sempre que as usa, desmereces o sentido da palavra. Pedes desculpas da boca pra fora. Volta a errar. É como um ciclo e eu cansei dele.

— Eu não quero estar sempre com a pele pálida e olhos inchados. — Só por um sorriso no rosto que tudo dá certo. — Também não quero. Eu costumava usar esse sorriso quando queria enganar a minha tristeza. Perda de tempo. Não se engana a tristeza.
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— Eu não quero estar sempre com a pele pálida e olhos inchados. — Só por um sorriso no rosto que tudo dá certo. — Também não quero. Eu costumava usar esse sorriso quando queria enganar a minha tristeza. Perda de tempo. Não se engana a tristeza. — O que tu queres então? — Quero ser feliz. — O que te impede? — Você. — Eu? Por quê? — Não dá. — Não dá o que? — Pra ser feliz… — Por quê? — Não sem ter você… Silêncio.

E aos poucos o tempo foi me escutando. Aos poucos ele foi satisfazendo os meus pedidos de todas as noites, acho que como eu, ele também cansou das minhas lágrimas noturnas. Não que elas não escorressem de dia, mas a noite era diferente. À noite o silencio sempre fazia questão de…
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E aos poucos o tempo foi me escutando. Aos poucos ele foi satisfazendo os meus pedidos de todas as noites, acho que como eu, ele também cansou das minhas lágrimas noturnas. Não que elas não escorressem de dia, mas a noite era diferente. À noite o silencio sempre fazia questão de ser o protagonista; a noite meus pensamentos sempre estavam vazios… E às vezes, do nada escorria uma pequena lágrima do meu olho. O esquerdo. Era sempre ele o Judas da história. Era sempre ele que encorajava os restantes das lágrimas a saírem. Dizem que quando isso acontece, as gotículas representam o estado do seu coração: pura calamidade; abandono; tristeza; e tudo de vil por aí. Então o tempo resolveu me dar uma mão amiga… Resolveu passar mais rápido, fazendo-me esquecer as coisas. Obrigando-me a mudar e acompanha-lo. Eu mudei. Fui obrigada. Mudei tudo o que podia e deveria ser mudado; mudei meus sentimentos, pensamentos e meu coração. Até mudei o meu nome, e é ele que reflete o preço que paguei por ter mudado assim. Meu nome agora é vazio, pois foi isso o que eu me tornei.

Com o tempo aprendi a sorrir para a tristeza, aprendi a engana-la, aprendi a enganar a todos. Menos a mim. O que é uma pena, pois às vezes um sorriso dói muito mais do que uma lágrima. Mas o que fazer quando as lágrimas se cansam de escorrer? O que fazer quando vida te faz seca e…
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Com o tempo aprendi a sorrir para a tristeza, aprendi a engana-la, aprendi a enganar a todos. Menos a mim. O que é uma pena, pois às vezes um sorriso dói muito mais do que uma lágrima. Mas o que fazer quando as lágrimas se cansam de escorrer? O que fazer quando vida te faz seca e fria? O que fazer quando todos a sua volta se afastam de você? Responde-me vida, o que fazer com você? Para onde vamos, o que faremos? Que caminhos iremos seguir? Por favor, escolha o mais curto, o menos tortuoso, pois cansei de andar e tropeçar. Cansei de buscar por algo que vive se escondendo de mim. Vida, o que fizeste comigo? Mude o curso dos seus ventos, pois eles estão me trazendo pessoas erradas e levando as certas. Estão me levando para o lugar errado. Estão me matando aos poucos. Vida, me presenteastes com um sorriso falso e um coração duro, mas esqueceu do manual de instruções. Agora me perdi dentro de mim mesma. Agora não sei mais quem sou.

Então vá! Vá sem hesitar. Voe para longe de mim. Use suas belas asas e não volte mais. Não traga presentes e muito menos desculpas. Tomei pavor delas e de qualquer palavra sua. Pobres palavras… Pesavam tanto, mas na verdade estavam vazias. Ocas. Sem fundos e sem verdade. Não as d…
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Então vá! Vá sem hesitar. Voe para longe de mim. Use suas belas asas e não volte mais. Não traga presentes e muito menos desculpas. Tomei pavor delas e de qualquer palavra sua. Pobres palavras… Pesavam tanto, mas na verdade estavam vazias. Ocas. Sem fundos e sem verdade. Não as direciones mais à mim, por favor. Só isso que te peço. Ah… E quando fores embora, tome cuidado, não se sinta culpado, eu estou bem. Estou mais leve e espero que estejas também, não quero que voe com muito peso. Apesar de estar te mandando embora, eu não guardo grandes rancores de ti. […] Voe meu amor. Agora estás livre. Perdoe-me por adiar tanto este momento. Perdoe-me por ter tanto medo de ter perder. Mas agora eu sei… Agora eu sei que longe ou perto você sempre será meu. Meu ex; ex-meu… Mas de todas as formas, meu!

“Quer saber? Eu desisti de você. Juro, de verdade, de dedos e pés juntos, por tudo que é mais sagrado. E eu não me importo de estar cometendo uns cem pecados agora, desde que seja para deixar isso bem claro para mim. Eu desisto, e preciso parar com isso. Essa coisa de desistir t…
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“Quer saber? Eu desisti de você. Juro, de verdade, de dedos e pés juntos, por tudo que é mais sagrado. E eu não me importo de estar cometendo uns cem pecados agora, desde que seja para deixar isso bem claro para mim. Eu desisto, e preciso parar com isso. Essa coisa de desistir toda hora cansa. Preciso simplesmente parar e voltar ao meu “eu” de novo. Você tem razão… eu preciso voltar ao meu normal, preciso deixar você lutar um pouquinho, tomar a frente, a iniciativa. Por mais insano que pareça, eu preciso regredir. Deixar você tentar sustentar nós dois sozinho. No fundo eu sei que você não consegue. Você precisa de mim. Precisa dos meus elogios, mensagens, ligações e etc, para encher o teu ego e sustentar a relação que você tem com você mesmo. A verdade é que você não me ama. Ama a si próprio e as formas da qual pode se ensoberbecer quando está comigo. Cheguei à conclusão de que você não precisa de mim, só precisa de si. Então eu estou indo embora, pegando o caminho de volta com os dedos cruzados, rezando para que nada de errado. Rezando para que o meu paroxismo não me domine desta vez, para que eu não sinta a sua falta; para que eu não chore; e principalmente… que eu não desista de desistir de você. E eu não vou. Coloquei isso na minha cabeça depois que percebi que não estava sendo, somente, boa demais e sim idiota demais… Cara, você não percebe, mas eu suporto todas as suas babaquices, e às vezes quando você vira as costas e vai embora sem ao menos me dá tchau… Eu suporto tudo e quando você volta eu estou lá, segurando as duas pontas do barbante, forçando uma conversa agradável e feliz, porque eu sei que se eu não fizer você não irá fazer. Ninguém sabe o quanto eu realmente queria dar um espaço para mim. Descansar. Soltar as pontas do barbante e saber que teria alguém para segura-las para mim. Mas não tem. Só tem você e suas mãos livres, suas pernas pro ar, esperando que todos façam tudo por você. E eles fazem, eu faço também. Quer dizer, fazia. Como eu disse estou indo embora, mas não se preocupe, não estou indo literalmente, só estou mudando, soltando o barbante e colocando-o em suas mãos. A escolha é sua, você se o segura se quiser realmente segura-lo. ”

You know… Finge que não, mas sabe. Sabe o quanto me machucou e o quanto me fez chorar. Mas você finge que nada aconteceu. Não completa as frases, as cenas e tampouco meu coração. Você prefere ficar no meio termo porque tem medo de se entregar. Porque tem medo de sair da sua área…
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You know… Finge que não, mas sabe. Sabe o quanto me machucou e o quanto me fez chorar. Mas você finge que nada aconteceu. Não completa as frases, as cenas e tampouco meu coração. Você prefere ficar no meio termo porque tem medo de se entregar. Porque tem medo de sair da sua área-de-proteção. Tem medo de dizer o que realmente sente, de falar que me ama sem jogar uma risada no final para parecer que é brincadeira. Você tem medo de mim. A verdade é essa. Tem medo de não ser o suficiente para mim quando na verdade você é o meu mundo. Você não se conhece, cara. Não sabe que eu sou um vazio total quando estou sem você. Que perco as poucas qualidades que tenho, a simpatia e a paciência… a sua ausência me estressa, mas a tua presença me completa, e mesmo eu estampando isso em todas as partes do meu corpo você não percebe, ou prefere não perceber. Mas um dia você vai me perder, eu sei. Um dia esse meu amor desajeitado e insano por você vai morrer, e eu morrerei junto com ele. Minhas metáforas não mais farão sentidos de tão reais, e minhas hipérboles virarão eufemismos comparadas à dor de sua perda. Mas perder você não deve doer mais do que não me achar em ti. Com certeza não dói mais do que a ilusão de te ter comigo… Porque perto de você eu sou fraca demais, fácil demais. Perto de você eu viro uma daquelas mulherezinhas fáceis que se entregam para qualquer um a troco de nada, que abrem as pernas de graça… Esse é o meu problema, eu me dôo tão facilmente pra ti que você nem precisa lutar por mim.

Mas o teu problema é o teu ego! Que anda contigo, dorme contigo e come contigo. Já cheguei a sentir ciúmes dele. Já cheguei a odiá-lo e ainda odeio. Pois tu se importas mais com ele do que comigo. Tu preferes aumentar teu amor pelo teu ego do que por mim. E talvez sejas por isso…
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Mas o teu problema é o teu ego! Que anda contigo, dorme contigo e come contigo. Já cheguei a sentir ciúmes dele. Já cheguei a odiá-lo e ainda odeio. Pois tu se importas mais com ele do que comigo. Tu preferes aumentar teu amor pelo teu ego do que por mim. E talvez sejas por isso que não me preferes, pois preferes alguém que minta e inflame o teu orgulho a todo instante, alguém que te diga coisas das quais você quer ouvir. Mas eu não sou assim. Tu sabes disso. E por isso me joga fora. Esse é o teu problema. Você me joga fora e depois vem me “catar” no lixo. Você tem a ousadia de me rejeitar e depois dizer que me ama. Você é tão contraditório e por incrível que pareça eu amo isso em você. Eu amo você todinho mesmo meu corpo mandando eu não te amar, mesmo meu coração pedindo descanso, mesmo eu não aguentando mais os seus jogos. A gente podia ter dado certo. Você sabe… A gente podia ter dado certo. Podíamos estar juntos agora se não fosse esse teu orgulho esdrúxulo que você tanto insiste em preservar. Tu devias preservar a mim, porque eu te amo, mas um dia eu vou cansar de estar em segundo lugar. Vou cansar de ter que te esperar no outro dia, de ter que te ver com outras e fingir que nada aconteceu… Eu vou cansar, cara. Eu vou cansar de amar um garoto imaturo e vou procurar alguém que me mereça.

E por incrível que pareça eu ainda me lembro daquele dia… Ainda me lembro daquele “alô” fechado que falei esperando ouvir tua voz do outro lado da linha. E mesmo antes de responderes meus olhos já se enchiam de lágrimas; eu pude escutar o som da tua respiração lenta e entre corta…
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E por incrível que pareça eu ainda me lembro daquele dia… Ainda me lembro daquele “alô” fechado que falei esperando ouvir tua voz do outro lado da linha. E mesmo antes de responderes meus olhos já se enchiam de lágrimas; eu pude escutar o som da tua respiração lenta e entre cortada, pude escutar o suspiro que deste antes de dizer “olá”. Aquele “olá”. O “olá” que quebrou minhas lágrimas, as fazendo escorrer sobre meu rosto. Eu chorava ao som da sua voz grossa e roca, chorava ao som do seu sotaque do interior, a cada vez que você falava “amor”, “meu amor” eu transbordava e tu nem sabias. Você dizia que me queria por perto, dizia que queria estar ao meu lado e eu concordava com a mais perfeita harmonia de que eu queria isso também. Eu te queria ao meu lado naquele exato momento. Eu não podia esperar, eu queria sentir o teu abraço, queria sentir a tua mão entrelaçada na minha. Mas eu só sentia a vibração da tua respiração e o nosso silencio a não saber mais o que falar. Então você quebra o silencio com um “casa comigo?”, eu aceito em meio aos risos… “Não rir! É sério! A gente ainda vai casar.” “Eu sei que vai…” E por incrível que pareça eu ainda estou te esperando, sabe? Ainda estou te esperando aqui na porta com o seu terno marrom me chamando pra casar. Ainda estou sonhando com a sua mão entrelaçada na minha e com sua voz grossa ao pé do meu ouvido. Eu ainda estou esperando por você Augusto, ou por uma ligação sua no meio da noite. Mas eu sei… É patético esperar por você, é patético esperar que se lembre de tudo que um dia te fez bem, porque eu sei, eu te fiz bem. Te fiz muito bem, mas você esqueceu. Esqueceu que ninguém, nunca, será capaz de te amar como eu te amei. Eu te amei Augusto, com todas as minhas forças, eu juro, eu te amei!

Não hesitei; nem senti medo. Quebrei todas as barreiras que me impediam e me atrevi. Fiz sem medo; venci meus limites e no final eu até sorri. Senti-me feliz por ter feito. Por ter conseguido escrever teu nome na folha do meu caderno. Eu não sei o que sentia antes; não faço a mín…
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Não hesitei; nem senti medo. Quebrei todas as barreiras que me impediam e me atrevi. Fiz sem medo; venci meus limites e no final eu até sorri. Senti-me feliz por ter feito. Por ter conseguido escrever teu nome na folha do meu caderno. Eu não sei o que sentia antes; não faço a mínima ideia porque não conseguia fazer. Acho que… seu nome me dava calafrios, daqueles que me arrepiam toda, desde a cabeça até o pé. Só o teu nome me fazia perder o sentido de todas as coisas, pois ele me lembrava de todas as qualidades que tu trazias com ele… Então eu chorei. No meio a aula de história eu chorei sobre o teu nome, e enquanto minhas lágrimas pingavam teu nome desaparecia na minha folha de papel e virava apenas uma mancha. Uma mancha azulada e torta. Uma mancha… Que manchou meu caderno, meus olhos e meu coração…

De um tempo para cá exercitei-me em conhecer-me. Resolvi praticar o melhor esporte já existente na terra. Exercitei o cérebro. Mergulhei dentro de mim mesma e descobri um oceano muito maior do que imaginava ter. Descobri as palavras, aprendi a juntá-las, manuseá-las, educá-las.…
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De um tempo para cá exercitei-me em conhecer-me. Resolvi praticar o melhor esporte já existente na terra. Exercitei o cérebro. Mergulhei dentro de mim mesma e descobri um oceano muito maior do que imaginava ter. Descobri as palavras, aprendi a juntá-las, manuseá-las, educá-las. Mas na verdade elas que me educaram, me formaram e me ensinaram a ser eu. O eu de hoje que exala, transpira e transcende amor. Amor por viver. Por ser. Ser oceano de explosões metafóricas. Ser corpo que libera da melhor forma o que guarda dentro de si. As palavras compõe meu sangue, circulam pelas minhas artérias... Levam vida pro meu coração. Bombeiam o corpo inteiro e quando podem, quase sempre, causam um corte imperceptível e indolor. Então logo escorrem por entre minhas mãos e depositam-se em um pedaço de papel. As palavras dançam harmoniosamente pela folha de papel, seus pés percorrem um trajeto que me faz querer segui-las. Quase posso escutá-las gritando para serem tocadas e desembaralhadas. E agora cá estou, tocando-as, desembaralhando-as, dançando com as palavras a dança do despertar, do acordar para o mundo, mas continuar sonhando.