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Frases de ton jófer

48 frases

⁠AMANTES DE ANTES A súbita compreensão da essência feminina dura uma existência, quiçá uma eternidade.
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⁠AMANTES DE ANTES A súbita compreensão da essência feminina dura uma existência, quiçá uma eternidade. Epifania da carência e fé na realidade, ousam cegar a própria verdade circunscrita no círculo do vaivém da vida em unidade, que sempre volta no mesmo ponto de partida na eterna geração de um ser que aqui permanece, sem abrir o vórtice de qualquer evolução, a espiral cuja origem tem ponto e coração no divino feminino, a Água da Criação, oceano da vida e da prece de quem carece, cuja ausência é o naufrágio dela e dos navegantes amantes singrando a onda revolta que padece sob o véu dos que amam sem ser fiéis à essência de antes.

⁠FINA RAMA Se me fitas e eu te enlaço Rijos olhos no meu peito
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⁠FINA RAMA Se me fitas e eu te enlaço Rijos olhos no meu peito Em tua pujança eu te abraço Rendido a ti sou sujeito Força bruta fere o aço Coração pulsa suspeito Bate cego como um maço Nunca mais só no meu peito E a minha terra reclama Que eu regue os grãos e a socorra Dando a vida que te inflama Antes que a florada morra E reste só a fina rama Que guardas numa masmorra. Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.

⁠Microconto: “Canto Santo” O dia era sereno quando a noite se fazia. José chegava suado e banhava o sorriso de Maria. Quando a noite se fez dia, dia não mais havia. Morria então José, misturando o seu suor no suor de Maria que dos seus olhos escorria.
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⁠Microconto: “Canto Santo” O dia era sereno quando a noite se fazia. José chegava suado e banhava o sorriso de Maria. Quando a noite se fez dia, dia não mais havia. Morria então José, misturando o seu suor no suor de Maria que dos seus olhos escorria. A aurora, que com José também partia, só podia de novo ser vista quando Maria, pisando em solo sagrado, ouvia o santo canto da cotovia. Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.

⁠PROCURA Pró-cura é um beijo molhado que afasta um mal-olhado
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⁠PROCURA Pró-cura é um beijo molhado que afasta um mal-olhado no seu olhar de soslaio que dardeja como um raio um brilho oculto e solitário como um anel na caixinha – espada que se embainha à espera do dedo que avança pra fazê-lo ser de aliança na pró-cura que procura a paixão de um corpo ardente no amor de uma alma pura para semeio da boa semente como o sol que busca a lua. Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.

⁠BAILE DE MÁSCARAS Carnaval e fantasia Fantasiam carnes nuas
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⁠BAILE DE MÁSCARAS Carnaval e fantasia Fantasiam carnes nuas Vestem sóis e vestem luas Toque em peles – a folia. Choram almas nestes dias Corpos sorrindo nas ruas Choram almas n´ alma pura Senta a pua e ela arrepia. Faces por rouge pintadas Peles em pó escorridas Que empoçam nas madrugadas Como máscaras sem vida Que na quarta malfadada Das explosões em subida Sobram chamas apagadas Bailam cinzas na avenida Nas almas desmascaradas. Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.

⁠MARAVILHAS JUNINAS Pipoca, pastel, quentão – Quermesse com a família
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⁠MARAVILHAS JUNINAS Pipoca, pastel, quentão – Quermesse com a família Igreja – a prenda do dia Clamor a São Sebastião. Sangue em nosso coração – Vô Pascoal e Vó Maria Catecismo e homilia Quentura de São João. Estas festas das igrejas Quantos colos e acalentos Mais que bolos com cerejas. Velas vagueantes em ventos Que iluminavam veredas Me revivem sentimentos Com luzes vivas, sobejas Me arrefecem os tormentos Quando a saudade goteja. Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.

⁠DESCAMINHO Quantas estradas me são destas assim, sem caminho
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⁠DESCAMINHO Quantas estradas me são destas assim, sem caminho que andamos juntos, em vão – quantas as pontas do espinho? Estrada com vento e pó de um sentimento engasgado que se acha preso em um nó mas é só um laço folgado. Te respiro, te suspiro abdico do meu ar desencontro meu retiro e nem posso te tocar. Será esta estrada, missão destas assim, só de espinhos destas de aliança sem mão dos que caminham pro ninho? Texto de Ton Jófer. Direitos autorais reservados.