Ter certeza nem sempre significa estar certo ou ter a razão.
Frases de Tiago Curralo
239 frases
FLAMEJANTE Ela, em chama, louca me ama
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FLAMEJANTE Ela, em chama, louca me ama na fogueira-cama.
ESCONDIDINHO Em teu sorriso está escondido
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ESCONDIDINHO Em teu sorriso está escondido meu amor perdido.
CONTAGIANTE MÚSICA O rock não é poluição. Na sua agitada essência
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CONTAGIANTE MÚSICA O rock não é poluição. Na sua agitada essência Alegra da alma ao coração.
MAROTICE DA MINHA M'INA És tu, minha doce garota: conquistou meu coração,
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MAROTICE DA MINHA M'INA És tu, minha doce garota: conquistou meu coração, essa terna, m'ina, marota.
PERMUTAÇÃO Na transferencial permuta o Inconsciente se estrutura
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PERMUTAÇÃO Na transferencial permuta o Inconsciente se estrutura na linguagem da fala e da escuta.
DOS ENAMORADOS Hoje, dia dos namorados. O amor dos apaixonados:
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DOS ENAMORADOS Hoje, dia dos namorados. O amor dos apaixonados: dos recém namorados ao mais felizes casados.
Não se promete o que não se cumpre. É deselegante e ilude a quem é feita a falsa promessa
A eternidade é, sempre, o agora bem construído.
"Rapaz vejo cada mentira. Vejo pessoa A dizendo que ama pessoa B, mas quando a pessoa B não está presente a pessoa A trai a B com o restante do alfabeto com todas as letras num verdadeiro rodízio. Aí me pergunto: é churrascaria gratuita e pública?"
PESADO Porque o peso de desejar alguém
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PESADO Porque o peso de desejar alguém nunca é coeso; convite suntuoso ao experimentar teu beijo sinuoso.
Amigo de verdade é aquele que mesmo não tendo seu sangue nem seu sobrenome se torna nosso írmão pelos caminhos da vida e pela vontade de Deus.
Na leve embriaguez sinto a calamidade que é a tua saudade.
SAUDOSO Efêmero é o momento que num piscar de olhos
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SAUDOSO Efêmero é o momento que num piscar de olhos é carregado pelo vento. Tiago Curralo
Amar parece ser a coisa mais simples da vida. E, de fato, é! O amor não é complicado. De modo algum! Ele é sereno demais para perder tempo se complicando. O amor não é uma desventura. Longe disso. Ele é responsável e dedicado, não se importando se o momento é ruim ou doloroso; el…
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Amar parece ser a coisa mais simples da vida. E, de fato, é! O amor não é complicado. De modo algum! Ele é sereno demais para perder tempo se complicando. O amor não é uma desventura. Longe disso. Ele é responsável e dedicado, não se importando se o momento é ruim ou doloroso; ele luta por si e por quem o sente até esgotarem as suas forças. O amor, mesmo sendo forte, jamais se usa de força tendo em vista que ele não gosta nem de forçar nem de ser forçado. Aliás, acredito que onde há esforço não existe amor. Amar é espontaneidade, é ser arrebatado de surpresa, amar é sentir a leveza do amor ao unir dois corações apaixonados. O amor também não é obrigação. Exceto quando torna-se na ação de agradecer a quem se ama tudo de maravilhoso e de agradável que a pessoa amada proporciona. O amor não é uma prisão, tão menos exclusividade. A convivência como um par é, sim, importante, no entanto, se se tenta retirar a vida individual do outro é o mesmo que seguir adiante na falência do amor. Amar jamais é possuir. Amar é estar, fazer-se presente sempre que for da vontade de quem se ama e de quem é amado, até mesmo na ausência. Amar não é ser nem estar egoísta. Amar é ser e estar compreensivo, especialmente, nos momentos mais turbulentos. O amor não se consolida por exigências. O amor se edifica na cumplicidade, na reciprocidade de sentimentos, de pensamentos, de palavras e, principalmente, de atitudes. Amar não é ser nem estar intransigente. Pelo contrário. Amar é ser e estar complacente, saber e entender que o outro não foi, não é nem nunca será nossa posse. O amor não é inflexibilidade. O amor é a disponibilidade de respeitar e entender os defeitos e as qualidades da pessoa amada ao mesmo tempo e sem julgá-la ferozmente. Nosso umbigo já é sujo o bastante para perdermos tempo em querer limpar o umbigo alheio tendo o nosso próprio a ser limpo. O amor não é verdade nem mentira. O amor não é grandeza nem pequeneza. O amor não é unidades de medidas. O que podemos dizer ou pelo menos tentar dizer dele é que ele é um substantivo masculino (o amor), é um verbo transitivo direto (amar), é um adjetivo substantivado masculino ou feminino (amado/amada) e é um adjetivo masculino ou feminino (amoroso/amorosa). Além disso, podemos dizer que o amor é um grande mistério, um verdadeiro enigma. Amar não é impor. Amar é compartilhar experiências (sejam quais forem) e extrair delas aquelas que o casal entende serem as mais benéficas para o par. Amar não é ameaçar. Atentar contra a própria vida e/ou contra a vida do outro é uma clara demonstração de que essa relação o amor já abandonou. O amor não é prisão. Onde há a necessidade de trancar o amor numa sala escura e inóspita à vida geralmente projetada como ciúme aí, também, não existe amor. O amor é liberdade, é ser e estar livres, é caminhar lado a lado praticando - sempre - o apoio mútuo, mas, nunca, andar atrás ou à frente de quem se ama. O amor não é explicação visto que explicar é uma tentativa de racionalizar. O amor é um sentimento e amar é sentir e sentí-lo com espontaneidade não é para qualquer um, não. É preciso - quem ama e quem é a pessoa amada - estar plenamente disponível a ele (amor), atento para ele, compreender ele, ser e estar inteiramente cúmplice a ele. O amor é um sentimento e, portanto, ele existe para ser sentido (na ambiguidade mesma que o termo 'sentido' aí expressa) em sua totalidade e sinta-o quem é corajoso o suficiente para cuidá-lo. Amar não é condenar, não é culpar, não é julgar e também não é menosprezar. Nada disso condiz com o amor; ele não é um juiz. Nossa juíza é outra e atende pelo nome CONSCIÊNCIA. Amar, ao contrário do que se pensa, é papear, conversar, dialogar por mais dolorosa que a conversa seja. Venho compreendendo que por ser um mistério para todos nós o amor só existe e subsiste sob um fundo de dor (me baseando na metapsicologia do amor proposta pelo psicanalista francês contemporâneo Juan-David Nasio em seu livro A DOR DE AMAR) e que em tal condição o amor é a dor (necessária) de amar. Nós, homens e mulheres, enquanto espécie humana somos uma espécie dolorida. Todos nós nascemos, simultaneamente, do amor e da dor; do amor que uniu nossos pais e nossas mães os quais somos os frutos dessa junção familiar e da dor visto que o parto ou o dar à luz de nossas mães é o primeiro ato de amor de um sujeito para conosco bem como é um ato extremamente doloroso (quando é parto normal) para nossas mães. Amar é um processo mútuo de fala e de escuta. Discussão, aqui, só é válida quando compreendida como o que conhecemos por conversa civilizada. Se passa a ser uma agressão (física e/ou verbal) então é melhor transferir o diálogo para um momento mais tranquilo. O amor também não é culpar o outro nem se vitimizar. Culpados e vítimas só existem em casos de crimes: roubos, assassinatos, estupros, latrocínios e por aí vai. O que existe no amor são R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E-S mútuas entre os componentes do casal. O casal é, sempre!, um par, uma dupla e ambas as pessoas tem suas parcelas equivalentes de responsabilidades pela relação. Mais uma vez o diálogo é a melhor oferta. O amor não é calúnia nem difamação. Amar passa longe disso. O amor é (tentar) mostrar a quem se ama, com respeito e com serenidade, o que essa pessoa vem fazendo de errado e que, gradualmente, está matando tanto o amor quanto o relacionamento. Nem sempre é fácil manter o respeito e a tranquilidade, contudo, se o amor deixou de existir o melhor é conversar sobre a possibilidade dos dois seguirem caminhos diferentes. O amor não é uma gaiola dourada. O ouro, a princípio, encanta. Com o passar do tempo esse mesmo encanto se transforma em ilusão e essa fantasia provoca uma falsa felicidade já que a dupla permanece aprisionada e enfeitiçada pelo brilho do ouro.
Solitário. Soliterário. Soleitura. Assim percorro o rio das letras e o sol do conhecimento.
Ao invés de provocarmos algo que nos separe façamos algo que nos faça sêpar.
Nós somos o reflexo do que merecemos de bom e de ruim em nossas vidas.
Com dinheiro compra-se a aparência. Com a dignidade constrói-se a essência.
SAUDADE A saudade é um punho de aço que ao tocar minha face
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SAUDADE A saudade é um punho de aço que ao tocar minha face atormenta-lhe em dor crônica e voraz. A saudade só comprova a falta de quem ama perante quem se ama tendo como interlocutor o amor. A saudade ácida, corrói até mesmo o inquebrável tirando a imunidade de quem a sente através da ausência. A saudade é ambígua: não se decide entre fazer bem ou fazer mal; em sua própria indecisão deixa quem a sente em confusão. Saudade da presença e saudade na ausência, só mesmo ela para causar tamanha desordenação num único coração.
EFEMERIDADE DOS AMANTES A efemeridade não combina entre dois sujeitos amantes,
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EFEMERIDADE DOS AMANTES A efemeridade não combina entre dois sujeitos amantes, é passear sobre uma mina no caminho de dois errantes. Ela despreza qualquer bom sentir, faz de tudo para omitir de quem supõe nada querer o verdadeiro sabor de viver. Ser efêmero é como o vácuo: tê-lo do lado de dentro sem, no entanto, adimití-lo; com ele não há sentimento mútuo, só há o inexplicável nada-ser, um imperceptível morrer...
AMUADO Divagando em sua agrura Uma alogia o desperta:
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AMUADO Divagando em sua agrura Uma alogia o desperta: Sua imensa ferida aberta Não dá sinais de cura. Sua bêbada amaritude Desgasta já intrépida O pouco de sua sanidade: Sua vontade está impedida, O que o tornou anafrodita E estando bem amuado Seu ser não apetecível Mostra o quanto grita Seu coração humilhado: "O amor é um desgosto irrisível.
Não é a verdade que dói. O que dói, realmente, é não querermos enxergar o que ela, incessantemente, nos mostra.
Perdoar é doar sua própria luz para iluminar a escuridão em que se encontra alguém.