Antigamente, chamavam o trabalho de ofício. E os ofícios eram ensinados de pai para filho. E assim os filhos, desde pequenos, aprendiam uma profissão. Naturalmente, aprenderam a viver, a lutar e a se defender. Não havia outras preocupações tão distantes da subsistência. Conheciam…
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Antigamente, chamavam o trabalho de ofício. E os ofícios eram ensinados de pai para filho. E assim os filhos, desde pequenos, aprendiam uma profissão. Naturalmente, aprenderam a viver, a lutar e a se defender. Não havia outras preocupações tão distantes da subsistência. Conheciam muito bem o que faziam, proseavam e curtiam a natureza. Hoje, a liberdade, ora relativa, permitiu a muitos de nós fazer diferente. E agora assistimos o reflexo de um contexto histórico que foi e está em transformação ao longo de décadas... Hoje já não sabemos quem realmente faz. Porque naturalizaram o validar do falar ao invés de fazer. E isso, por consequência, tem um ALTO CUSTO. ...E o alto custo é invisível aos olhos apressados. Porque quando o saber não encontra o fazer, a palavra vira espuma, e o ofício perde o chão. Hoje temos diplomas, cargos, curtidas. Mas pouca firmeza nas mãos, pouca escuta nas relações, e pouca raiz nos pés. Não se trata de voltar ao passado, mas de lembrar do valor do processo, do tempo, da entrega. O mundo não precisa de mais discursos. Precisa de gente que saiba calçar o barro e ainda assim caminhar com elegância.