Cientista Maluca
Estou inventando algo
Uma missão nunca antes pensada
Amar-te até o outro dia
Após o hoje
Sei que não parece muito
Vou tentar
Conquistar a mais bela imagem que meus olhos captaram até hoje
O teu sorriso
E então entenderás o quanto significa
Respirar o mesmo ar que você
É só mais uma distração
Para um de nós
Siga as linhas do céu
O azul brinca de róseo e desaparece em um beijo nosso
Tão doce e suave
Você é um feiticeiro e me aprisionou
Em cadeias de ventos e paredes de rosas
Tente me entender
Sou uma criança com sonhos de domingo
Onde depois de uma canção adormece em teus braços
E não quer mais acordar
Então, me encante
Meu vestido e tuas asas
Passeiam pelo chão decifrando códigos
De uma terra abandonada
A poeira dos livros nos contagia
Suas páginas amareladas com o tempo
De repente, estamos frente a frente
Exalamos perfumes incognitivos
Bailamos em ritmo lento
Nossas mãos se entrelaçam
Depois de amanhã jã não te amarei
Deixe-me te dizer agora o que sinto
O frescor de maçãs e algo nascendo em mim
Arrebentando por dentro hipocresias e desavenças
Direi todos os dias de minha vida
Até amanhã
Só até amanhã
Despedida
Ei o primeiro toque
O que você sentiu?
Viu o mundo girar?
Ei aquela flor pequena
Que eu pus nos seus cabelos
Será que ainda perfuma o ar?
Ei tenho uma coisa para lhe dizer
Não guardo mágoa de você
Mas, to vivendo numa boa
Procurando aprimorar
Cada sentimento meu
Ei desejo felicidade e muita paz
Que você consiga cada vez mais
Iluminar o mundo com sua presença.
Adorei todas as conversas, sorrisos e preces
Mas, se é hora de fechar a casa
E abrir a janela
Que você assim como fiz deixe o sol iluminar!
DublÊ
Derrama um rio
O jarro gigante
Arrasta as folhas que se transformaram em cinzas
O sopro
Apalpa o impreciso
As mãos do artista
Em barca iluminada
Lemes não bússolas
Vermes não organismos belos
Onde e quando nem saberia
Dizer-te
Morri
De tristeza!
Eis que outro ser vem
Agora sabe o que quer
Distância!
Mas, nada o matará
Pois, a vida não o habita
É somente uma miragem que terão de mim
Que fará e trabalhará
Mas, não mais vai cultivar
O que conheci
O que vivi
Com você!
Segunda Chance
Basta ouvir tua voz
E noto logo como mudou tudo
Um vago pressentimento
Um medo aborrecedor
Quis tanto te ver outra vez
E agora essa idéia é um tormento
Você retorna como um fantasma
E meus braços já têm teu espaço reservado
Meus lábios se contraem e pronunciam o teu nome
Tão exatamente igual como outrora
Quando sorríamos em conversas escandalosas
Olho para a parede ao lado
Tão imóvel
Esperando algo que a enfeite
A transporte para outra dimensão
Duvido que ela também não esteja chorando
Por algo que a partiu ao meio
Um terremoto talvez
E deixou-a a ponto de desabar
Sem nem fazer falta ao luar
Agora já não suporto o tempo
Ele que nos separa
Permita-me mais uma vez
Tocar teu rosto e desenhá-lo em meus pensamentos
Só assim eu sossegarei por mais um dia
Corrente amorosa
A gente se entrega
É só fechar a porta
Olho para ti e sei o que queres
Um beijo ardente com sabor alucinante
O teu toque me diz que o dia está para começar
Eu não nego já não sei mais como fugir
Todas as horas estão interligadas ao meu coração
È tão verdadeiro que só vejo você
Um parque aberto, um banco de praça
Uma linha imaginária a nos afastar
Se vou embora quero retornar
Mas, já está na hora de tudo terminar
Pois, me envolvi a tal ponto que,
Entonteço só ao me deitar
O travesseiro respira e sussurra um nome
Eu me agarro ao lençól para não me contrariar
A parede estala e forma um desenho
Estou louca ou a paixão quer me domar?
Você mudou o curso do meu rio e agora em ti terei de desaguar
Aguenta firme estou indo
Levando comigo tudo que encontrar
Presenteando-te com meu olhar
Uma maneira fácil de lhe amar
Cama
Deita do meu lado, respire levemente
Vou te fazer dormir, com beijos e palavras
Que não saem igualmente para mais ninguém
Acho que você não está me ouvindo bem
Tenho me arrastado nesses últimos dias
Como réptil sem rumo
O seu pedaço eu não enxergo
Dou-te mais que lágrimas
Um rio que flui a qualquer hora só para te banhar
Com pedrinhas brilhantes que provoquem sorrisos em ti
Mas, não vou te dar mais que um dia
Eu não posso prometer o que não sei se ainda existirá
Sinto o fogo matar folha por folha
Nossa mata foi pega em traição
A fizeram chorar sem ter cometido pecado algum
E o que fizemos foi gritar em meio a fogos de artifício
Como nos ouvirão?
Eu escrevo o que me sai nos ouvidos
Minhas mãos estão cada vez mais habilidosas
Tenho fugido a tantas responsabilidades
Minhas poesias nunca serão escassas
Nem meu coração parará de palpitar quando eu morrer
Pois, quem tem um amor verdadeiro
Renasce todos os dias com o Sol
E se duplica durante os eclipses
É tão misterioso, que eu mesma que faço parte
Ainda me amedronto
Quão tola sou, em imaginar ter tudo o que eu quiser
Fragmentei minhas emoções a tal ponto que enlouqueci
Torturei quem não tinha forças nem para respirar
Fui cruel até ninguém mais se entristecer
Mas, eu repeti quantas vezes eu pude
Fizeram o mesmo comigo
Aceitei como mais uma lição
Hoje guardo em pedras os nomes
Hoje tenho em meu coração apenas amor
O vento levou consigo todo desprezo que fiz brotar
Foi aí que me senti feliz!
Poema Solto
Não vai demorar a perceber,
estarei aqui de braços abertos
e quando você sentir que acabou
que o vento atravessou na hora errada
pode ter certeza estarei chorando
ums curtos pedaços de mim
até que você me procure
e me ache em todo lugar
quero grudar na tua pele
para nunca mais sentir o vaziu
trazer a noite durante o dia
Eu só quero que saiba
que o que guardo pra você
está dentro de um cofre
e ninguém sabe a senha
além de você
Sem título
Nenhuma canção se encaixa em nosso perfil
Tantas palavras que nada disseram
Em teu corpo resgatei
Os meus princípios
Parti tantos corações
Desfiz más intenções
E o que adiantou?
Tua promessa de me olhar nos olhos, onde ficou?
Eu sabia que se me entregasse perderia tua companhia
Precisava tentar te esquecer para te ter mais próximo
Mas, agora que você mudou
Tenho que amar outra vez?
Peço a Deus que me livre disso,
Não suportarei, ter que pensar em outro que não você!
Meus pecados se multiplicam,
E minha vida ?
Ainda é só uma.
Quando eu entenderei, perder alguém nem sempre é perder de verdade
Tudo tem seu propósito
E quem sabe da próxima vez eu acerte
Peço a Deus que aceite minha decisão
De não amar outra vez
Tenho família, amigos... Mas, não suportaria ter que amar outro homem
Perdoe-me por te arremessar nas paredes de minha vida
Talvez, o cogumelo fosse difícil de encontrar, mas, se fosse para você
Eu apodrecia para fazê-lo brotar em minha pele esverdeada
Só assim você me olharia mais uma vez nos olhos
E eu teria a certeza que dessa vez não teria errado em nada
Vou por aqui
Por essas esquinas sombrias e perdidas
Por esses lugares nunca dantes habitados!