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Frases de Tereza Lima

58 frases

⁠Em Terra e Fado: A Canção de Nero Em tempos idos, sob a égide de Nero, Quando a lira soava em tom pagão,
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⁠Em Terra e Fado: A Canção de Nero Em tempos idos, sob a égide de Nero, Quando a lira soava em tom pagão, Buscas as estrelas, anseio sincero, Mas o campo recusa astuta oração. Ouve a vida em suas melodias, Um varão que os tempos ousam cruzar, Em genealogias, fadadas agonias, Na terra estéril que não quis brotar. Lagedo e pedregulhos, solo ingrato, Onde a semente em vão se demorou, Mas quem deixa a raiz, findo o seu fato. Morre e o legado de paz deixou, Assim, soa a voz, num fado ancestral, Que a tudo vence, em tom imortal.

⁠Soneto da Alma E, por fim, a alma fez-me entender, Que em cada verso o sopro se fez lei,
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⁠Soneto da Alma E, por fim, a alma fez-me entender, Que em cada verso o sopro se fez lei, Qual brisa mansa que em ti me encontrei, E o riso meu, constante, a florescer. Floresceu a tarde, em névoa a entardecer, Na fria calma, o corpo a desejar O aquecer terno que se faz do olhar, No teu abraço que me faz viver. Entrego o tempo, em melodia e luz, Ao ritmo calmo que me fez saber, Que a vida em ti, só em ti, me seduz. E as tuas mãos, que vêm me aquecer, São o refúgio, a paz que me conduz, Num campo eterno de puro bem-querer.

⁠ Soneto da Brisa e o Destino A brisa que murmura,
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⁠ Soneto da Brisa e o Destino A brisa que murmura, em seu velado véu, Traz sons de um passado que o tempo não desfez. No vasto azul do sonho, a buscar o teu céu, Minha alma, em doce anseio, na canção se refaz. A cada flor que nasce, no orvalho matinal, Um verso se revela, num canto que me traz A essência mais pura do amor primordial, Que em cada gesto aflora e me inunda de paz. E o coração, pulsando na espera que me invade, Desenha em teu sorriso um eterno querer. A solidão se esvai, finda a velha saudade. Pois em teus olhos vejo o sentido do ser, A luz que me ilumina em toda a adversidade, O porto que me acolhe e me faz florescer.

Soneto da Noite Prateada No silêncio da noite, a lua emana, Seu véu de prata sobre a terra em pranto,
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Soneto da Noite Prateada No silêncio da noite, a lua emana, Seu véu de prata sobre a terra em pranto, Enquanto as sombras , leve se esvai, E o vento canta um canto leve e santo. Estrelas tecem luz em teia fina, Joias que adornam o manto do luar, E a alma, que de saudade se ilumina, Busca o abrigo onde possa descansar. Em cada verso, um segredo suspira, Sol de um tempo que já não voltou; A dor se esvai, a paz no peito inspira. E o coração, enfim, se redime, Que a noite guarde este amor que não se apaga, E a luz da lua cure a alma que estraçalha.⁠

Ausência. Em meus sonhos, hoje dormiras comigo Eu te seguirei sempre, minha alma em tua ancia,
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Ausência. Em meus sonhos, hoje dormiras comigo Eu te seguirei sempre, minha alma em tua ancia, Como a lua que segue no céu contigo, Meu amor, eterno e fiel, sem mácula. No silêncio da noite, juntos sonharemos E nas estrelas, nosso destino traçaremos Nossas almas unidas, assim viveremos Para sempre juntos, nunca nos separaremos. Nossos sonhos entrelaçados, um só coração Na dança eterna do amor, seremos um só Nada poderá quebrar nossa ligação. Em meus sonhos, hoje dormiras comigo E pela eternidade, meu amor te seguirá Nenhum obstáculo poderá nos deter, meu amor. A tarde se vai, plena de lembranças tuas, invade m'alma, Como um renascer de uma primeira ascendente , A ouvir a voz que segue no ritmo belo e pleno, Iguala_se como o florescer de um lírio de amor e paz. Sentimento cá em mim, floresceu, Qual semente plantada com meigo acalanto, Oh, meu amor, teu olhar singelo e doce, a florescer, Como orvalho matinais, como um sol resplandecente. Mas os ventos alados, levou_te de mim, como nuvens que passam, em singela e morna tarde, deixando teu olor no ar meu, a borbulhar nesta saudade. Hoje olhei e reguei nosso lírio, nesta dor em meu ser, olhei o céu de cor azul, embacando meu olhar, ouvi o canto do passaro, em tons sensíveis a perguntar_me! O quer que há? Vim cantar para ti, minha flor.