Quanto maior a adversidade, mais necessária é a luta.
Frases de Tere Tavares
159 frases
A corrupção é um assassino que mata em silêncio.
A arte, assim como o amor, é um desejo de eternidade.
Sonhar é uma preexistência fecunda.
Sou o que não permanece. As coisas que digo não me dizem. Já as que calo me contam e, as que contam de mim, não sou eu. E se dizem e é verdade em seguida é mentira porque já terei sido antes
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Sou o que não permanece. As coisas que digo não me dizem. Já as que calo me contam e, as que contam de mim, não sou eu. E se dizem e é verdade em seguida é mentira porque já terei sido antes o que agora não sou mais. Penso ser aquilo que faço e o que deixo de fazer é algo meu que não nasce.
O que fiz do que não fui? Continuo rodeada pela depuração das fontes, suas chuvas ensolaradas. Dando por mim que a divindade mesmo não sendo santa, continua a ser divina. Coberta de lua nascente, ouso onde nada há para retirar além do excesso de perfeição. Como dizer que era eu…
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O que fiz do que não fui? Continuo rodeada pela depuração das fontes, suas chuvas ensolaradas. Dando por mim que a divindade mesmo não sendo santa, continua a ser divina. Coberta de lua nascente, ouso onde nada há para retirar além do excesso de perfeição. Como dizer que era eu aquele grão de pó renascido no dorso das águas? No regresso dos ruídos, a rota úmida da cerâmica bebericando a forma, o dom de atemorizar o medo numa feitura apoiada no vento, dourada nas searas, no fluxo da terra remoçada pela explosão sem fim dos rios. Assinando-me de mim mesma.
Vem, banha-me de papiros e lírios e desertos, de Nilo Branco e Nilo Azul. Sou longínqua e persigo o sal das águas, as estrelas das mil e uma noites perfiladas no meu colo. Vela por todas as viagens que não fiz contigo. Senta-te e descansa a tua alegria na minha. Mistura-te ao me…
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Vem, banha-me de papiros e lírios e desertos, de Nilo Branco e Nilo Azul. Sou longínqua e persigo o sal das águas, as estrelas das mil e uma noites perfiladas no meu colo. Vela por todas as viagens que não fiz contigo. Senta-te e descansa a tua alegria na minha. Mistura-te ao meu silêncio. Faz de mim o que te falta.
Apenas quem está em tremenda confiança tem na coragem a suficiência de não deter as lágrimas.
Somos o leito quando um no outro adormecemos, como borboletas sem porto para pousar. Somos o brilho desses labirintos que nos sucedem. Só há leveza nesse nosso não saber das coisas.
Só o que ousa enxergar se torna visão.
Posso ouvir o crepitar submerso das etapas recolhidas na fagulha primitiva, no nascedouro inabitado, onde nêutrons, prótons e elétrons, sequer consintam ou se deem conta se existo antes ou depois da minha anunciação, consciência ou despedida.
Na depuração do toque moramos a afetividade, a exatidão incoerente, até nos pulverizarmos de sermos, um para o outro, nascidos.
Nada é mais que mínimo.
A discrição e a elegância são atitudes mentais.
Rir é uma oração. Fazer rir é um milagre.
Ser feliz é fugir às regras que prometem trazer felicidade.
Nunca digo para sempre porque para sempre é tempo demais.
Não há pensamento que possa conter a grandiosidade de uma experiência. A experiência, por si só, não deixa de ser pensamento.
Somente quem nasce pássaro fere o dorso com asas.
Senti novamente as minhas mãos. Um búzio repleto de vazio. O mundo que obtive num voo maior. As minhas mãos sem ti.
Poetas não morrem. Vão morar nas estrelas.
A poesia é uma dor que ri.
A grande escrita é silenciosa.
Eu preciso ver os outros. Sempre e continuamente os outros. Antes de mim.