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Frases de Tais Martins

52 frases

A esplêndida cruzada para o futuro Não afirma em suas entrelinhas quem sou Promulgo as pérolas do meu desejo e o ritmo da minha carne...
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A esplêndida cruzada para o futuro Não afirma em suas entrelinhas quem sou Promulgo as pérolas do meu desejo e o ritmo da minha carne... A perspectiva luta com a melancolia Entre o amor e o ódio dividido nas emoções Entre momentos de filósofos e ira de bárbaros... Em meus lábios consenti tristes beijos Diante de uma fascinação doce e invencível. As pálpebras cerradas promovem uma convulsão de imagens É sempre uma agitação cheia de prelúdios, borboletas, flores e amores desencontrados... Tais Martins

O coração ainda anseia por momentos fabulosos Plenos de uma alegria capaz de fazer esquecer o passado... As frias sombras de rostos perfeitos
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O coração ainda anseia por momentos fabulosos Plenos de uma alegria capaz de fazer esquecer o passado... As frias sombras de rostos perfeitos Com mentiras ressurgidas na atmosfera da vida... Nos lábios criminosos de falsos heróis Fui derrotada pela vilania dos meus sonhos Ao desejar roubar dos romances que li Os amores que nunca me pertenceram... Tais Martins

Eu não quero a liberdade desprendida do afeto De nada servirá uma maré forte e insensível de palavras estéreis Testo proposições na minha alma e nas almas alheias
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Eu não quero a liberdade desprendida do afeto De nada servirá uma maré forte e insensível de palavras estéreis Testo proposições na minha alma e nas almas alheias Caminho sozinha procurando a minha verdadeira filosofia Até que possa debruçar com alguém e mesmo em silêncio Estar completamente satisfeita...

Inúmeras vezes voltamos para casa. Uma semana infindável de desafios. Medos e promessas. Dormimos nos braços de alguém que pensamos conhecer. Acordamos desconhecendo a nós mesmos. A mudança nem sempre é breve. Afinal reconhecer os erros e mudar a navegação do nosso tempo emociona…
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Inúmeras vezes voltamos para casa. Uma semana infindável de desafios. Medos e promessas. Dormimos nos braços de alguém que pensamos conhecer. Acordamos desconhecendo a nós mesmos. A mudança nem sempre é breve. Afinal reconhecer os erros e mudar a navegação do nosso tempo emocional não é uma tarefa singela. De outro vértice nos condenamos e aplicamos uma pena cruel para quem sucumbe conosco. A infelicidade é também um vício. Sem tratamento avança sobre os nossos olhos – um dia juvenis. Rouba seu brilho. E quando tardiamente nos damos conta da ausência de luz – somos a escuridão envolta em nossos sonhos imaculados de fôlego e pele. Reconquistar o amor enquanto ele ainda existir. Permitir a partida quando não for possível respirar. Entender quando uma perda é deveras irreparável. Pedir perdão quando os lábios anseiam por um beijo. Permitir um abraço emocionado todas as manhãs ou garantir um único aceno quando for necessário entregar o corpo e a alma para outros braços...

A sabedoria é uma linha tênue que se achega em nossa existência com o passar dos anos. Alguns corpos, porém, definham sem descobrir a graça de não magoar as pessoas. De guardar sua língua das ofensas. Rezar menos e amar mais. Enviar presentes livres de malefícios eternos, pois a…
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A sabedoria é uma linha tênue que se achega em nossa existência com o passar dos anos. Alguns corpos, porém, definham sem descobrir a graça de não magoar as pessoas. De guardar sua língua das ofensas. Rezar menos e amar mais. Enviar presentes livres de malefícios eternos, pois a mágoa é uma semente forte e próxima da eternidade. Há pais que não valorizam o abraço e o esforço dos seus filhos. Há namoradas que desprezam o esforço de nobres rapazes em agradar com um simples sorvete. Há filhos que por amor aos seus pais desistem de sonhos afáveis. A ingratidão espraia um mórbido prazer ao distribuir a amargura em doses homeopáticas e definhar alegrias que seriam verdadeiramente belas. Fico cismando com a vida. Enquanto escrevo reflito na vida que tenho e naquela que planejava ter. Revejo as fotos e penso que ao falar para os outros revelamos também um pouco de nós mesmos. No ofício de Deus eu imaginava corações meigos. Amores inquebrantáveis. Filhos honestos. Pais gratos. Avós felizes. Netos cheios de saúde. Livros novos. E nas janelas flores.

Não somos escravos da vida, mas escravos das nossas escolhas. Queremos o sucesso com ou sem preço. Descartando a preciosidade de sentimentos fugidios e efêmeros. Fazemos isso em prol do indispensável. Como se soubéssemos o exato sentido dessa palavra. O indispensável só existe no…
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Não somos escravos da vida, mas escravos das nossas escolhas. Queremos o sucesso com ou sem preço. Descartando a preciosidade de sentimentos fugidios e efêmeros. Fazemos isso em prol do indispensável. Como se soubéssemos o exato sentido dessa palavra. O indispensável só existe no final de semana. Muitas vezes com nossos amigos que não nos conhecem...

Não desejo glórias passadas de conquistas quixotescas Quero um futuro maior do que o meu passado No ar fresco da manhã quero reconhecer no amor
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Não desejo glórias passadas de conquistas quixotescas Quero um futuro maior do que o meu passado No ar fresco da manhã quero reconhecer no amor A menina que um dia sonhou amar. A audácia das minhas emoções nunca foi dominada pelos enganos Eu tenho na alma um perfume especial Daqueles que deixam a vida, mas que ainda perpetua no vento a sua essência.

Romances que não escrevo Amei em silêncio E em silêncio aos poucos
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Romances que não escrevo Amei em silêncio E em silêncio aos poucos Deixarei de amar... A solidão rasteja Pelas frestas da minha casa E sem combate Sinto sua vitória sobre mim... O medo consumiu meu tempo A angústia renovou seu espaço Agora sigo os romances afáveis De outros autores... Vejo a cada página O aprimoramento dos personagens. Encontros. Desencontros. Reencontros. E não consigo ver nas letras Um espelho dos meus anseios... Talvez por esse motivo Tenha abandonado essa escrita, Pois a minha pena nunca escreveu bons romances... 02.06.2013. Poema publicado no Livro - Ossatura Poética. O corpo em poesias e a vida em poemas. Juruá, 2014.

Princesa sem par Amanhã mesmo que minha cama esteja vazia Ainda sentirei o seu perfume invadindo minha pele.
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Princesa sem par Amanhã mesmo que minha cama esteja vazia Ainda sentirei o seu perfume invadindo minha pele. Quando o nosso aniversário de afeto chegar Brindarei com a champagne de sempre Mesmo que haja uma única taça na mesa... No mês do seu aniversário vou escrever um cartão E mesmo que você nunca leia Haverá afeto em cada palavra espraiada no papel... Outrora quando o meu aniversário se repetir Ainda vou esperar que você se lembre De quando me beijou pela primeira vez... Quando o outono voltar As folhas serão outras Mas eu ainda serei a mesma sonhadora Que te espera no encantamento do tempo... Na sucessão dos dias Ainda pensarei nas coisas magníficas que senti E naquelas que eu me esforcei Para que você também sentisse... Contarei para outros personagens como fui feliz E mesmo que houvesse engano no meu desejo Eu nunca deixarei de te esperar... Quando olhar as fotos antigas Ainda haverá prazer no momento Protelamos na alma Aquilo que os olhos projetam Em nossas lembranças... O que era desejo hoje Será uma vaga energia No passar dos anos... Uma energia esmaecida Que deixará o coração alerta, Mas ainda assim vago e cheio de esperança... Os romances e histórias cheios de finais felizes Iludiram minha alma de poeta Sigo dançando pela vida Guardando lágrimas em meus lindos vestidos Um dia escreverei a minha história Aquela que retrata com fidelidade A princesa sem par... 07.07.2013

46. Perante as amizades diáfanas e dos inimigos pungentes uma única certeza. A intuição constitui resposta primordial. Superar a covardia é um importante passo para uma vida que se afasta da infelicidade. O amor pode ser divinal, mas os afetos humanos não obedecem essa bela conot…
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46. Perante as amizades diáfanas e dos inimigos pungentes uma única certeza. A intuição constitui resposta primordial. Superar a covardia é um importante passo para uma vida que se afasta da infelicidade. O amor pode ser divinal, mas os afetos humanos não obedecem essa bela conotação. Desejar o amor não nos santifica. Sobremaneira. Os beijos e abraços desejados com ardor não são nada eucarísticos. Tampouco nos permite usucapir outros corpos que nos atraem... 46. There is only one certainty in front of the sheer friendships and poignant enemies. Intuition is the primary answer. To overcome cowardice is an important step in life moving away from unhappiness. Love can be divine, but human emotions do not obey this beautiful connotation. To wish love does not sanctify us. Not at all. Kisses and hugs sorely desired are no Eucharistic. They do not even allow us to desire other attractive bodies.

41. A vilania assume muitas formas e o desejo promove cegueiras emocionais. Caminhei pela casa vazia, pois eu não era uma página aberta naquele instante. Eu seria um segredo até que o momento especial chegasse. Nosso segredo afetivo envolvia temores. E respeitei cada um deles. Se…
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41. A vilania assume muitas formas e o desejo promove cegueiras emocionais. Caminhei pela casa vazia, pois eu não era uma página aberta naquele instante. Eu seria um segredo até que o momento especial chegasse. Nosso segredo afetivo envolvia temores. E respeitei cada um deles. Segurei a esperança de ser igualmente amada. Reavaliando as cenas vividas enquanto tomo um bom vinho. Meus lábios sorriem e meus olhos transbordam diante da cena indefectível. Fui iludida por desejos e sonhos plenos de uma felicidade que nunca existiu. 41. Villainy has many forms and desire leads to emotional blindness. I walked through the empty house, because I was not an open page at that moment. I would be a secret until the special moment come. There were fears in our affective secret. And I respected each one of them. I hoped to be loved again. I reassess the lived scenes while drinking a good wine. My lips smile and my eyes overflow before the unfailing scene. I was deluded by desires and dreams filled with a happiness that never existed.

Traído e traidor Afinal de contas, pensava ele, aquele coração, tão volúvel e estouvado, não devia ser meu; a traição mais tarde seria mais funesta. Machado de Assis. A busca das emoções traz consigo algumas armadilhas traiçoeiras. Um dia conhecemos um príncipe encantado. Charm…
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Traído e traidor Afinal de contas, pensava ele, aquele coração, tão volúvel e estouvado, não devia ser meu; a traição mais tarde seria mais funesta. Machado de Assis. A busca das emoções traz consigo algumas armadilhas traiçoeiras. Um dia conhecemos um príncipe encantado. Charmoso. Bonito e pleno de uma verborragia capaz de ludibriar o mais treinado dos corações. Entregues à solidão - que como um corvo sorrateiro nos espreita. Acabamos envoltos numa cama solitária ou nos deitamos com o ardiloso inimigo. Embebidos nas névoas de um enlace. Cintilamos sorrisos e alegrias que imaginamos reais. Fotografamos os momentos e revivemos as emoções dos pequenos prazeres. Revisitando os retratos na estante, no celular e no computador. A felicidade precisa de um estandarte pomposo e de uma casa arrumada. Uma visita que é desejada ansiosamente em todos os momentos da vida. No entanto esse sabor magnífico não pertence à eternidade. Repentinamente o céu azul toma contorno de tempestade. Revisamos as palavras românticas convertidas em ironias e ofensas inimagináveis. Somos dilacerados pela nossa confiança refutada. A plenitude de amor e esperança é espicaçada por um abismo que engole as almas sem socorro. Digladiados pela realidade é hora de desmistificar os sonhos conjuntos. As paredes de mentira esmagam as meias verdades. A lucidez adentra a garganta e o sussurro do afeto cede aos gritos da dor. Uma alucinação pérfida que converte o mais tranquilo dos animais numa fera voraz. A identidade de quem oferta sinceridade resta transmutada numa tolice digna de nota. Equivocados pelo algoz as pessoas passam administrar as culpas. Agregam na memória turva as imposições mesquinhas. Uma conversa ao celular se torna uma traição irremediável. A discussão se perfaz para acobertar os desmandos daquele que engana sobre o frágil enganado. Horas de debate infértil sobre responsabilidades inexistentes e quando exauridas as hipóteses falaciosas o traidor pede desculpas convincentes. O coração e a alma ficam habilitados na ocultação de amores e ódios. A vida não permite asilo dos fantasmas particulares. A amargura surge nos olhos. O temor brota nas atitudes. A vergonha burila os comportamentos. Os danos da traição se alastram no sangue, na fé e nos sonhos – agora convertidos em pesadelos. Cicatrizem que mitigam a fé não se pagam no correr dos tempos. Ficam incrustadas como prova de aprendizado. A herança da perfídia assola a confiança e agride o espelho. A imagem real não corresponde ao reflexo. Condenado pelos olhos e submisso aos pensamentos. O corpo agoniza a dor infeliz que precisa manter a serenidade. Tudo nos olhos é vago e oco é como uma flor murta que aguarda o sol do estio, mas a impossibilidade da fé recai nas pétalas emocionais como uma tempestade de granizo. A aura da felicidade é dispersada. Há um desconforto nas veias onde o sangue fervilha entre as memórias. As imagens passam diante do espelho e dos olhos. A elegância comentada entre os amigos. A gentileza destinada aos familiares. O carinho construído para as fotos e eventos sociais não passava de um engodo. No intuito de amealhar novas vítimas e oportunidades de um prestígio que nunca seria alcançado. Na última manhã ainda privada da lucidez houve a preparação do café. A angústia das perguntas sem respostas. O silêncio que revelava um abismo de mentiras. Quem poderia imaginar o desfecho cruel daquela cena. Onde o agressor quer ser a vítima e sacrifica a história do outro para o seu deleite e para compensar os seus fracassos. Como Lúcifer que condenava os demais anjos para conquistar sozinho o paraíso... O desejo primitivo de manter e propugnar a mentira culmina pelo transbordamento das histórias veladas. Das construções absurdas que levam uma pessoa honesta e digna a ser pintada como um demônio. Numa ideia de autoflagelação a vítima pensa que é o algoz numa confusão de informações sem lucidez. Todas as vantagens recaem nos dedos do traidor que humilha, ameaça e agride covardemente o traído. Distante dos livros não há beleza em sentir solidão. Não há poesia no abandono. E tampouco prazer nesse aprendizado. Perder a confiança nas pessoas acolhidas com afeto é doloroso – há um confronto das convicções e da inteligência. Perceber os contorcionismos das verdades programadas meticulosamente elaboradas para promover um bem estar passageiro que derruba dos sonhos num pesadelo de lucidez sem escalas... Nas sábias falas de Nelson Rodrigues: “Só o inimigo não trai nunca”. Contudo o caráter da alma do traído não está preparado para essa armadilha mortal. Esquecer a fisionomia, apagar as feições das promessas de eternidade. Revirar as sobras das emoções notando paulatinamente que as fantasias não passavam de ardis naquela figura ordinária. A descoberta se propala nos dias. Nos papéis esquecidos e nas revelações tardias. A hesitação passa a ocupar os espaços. Todas as emoções precisam ser exauridas, pois é desconfortável e impossível manter a vida naquilo que está impregnado de morte. O patrimônio dilapidado não retorna. A atmosfera dos pensamentos é cada vez mais rarefeita. A vítima resta sufocada em seus temores presentes, passados e futuros. O algoz por sua vez transita livre e faz da desolação do traído a sua diversão permanente.