Vagarinho
O meu mundo se enche de alegria toda vez que você cruza o meu olhar, você não sabe, mas tem essa mania de me alegrar. faz com que milhões de luzes saiam do meu coração e assim transformam-se em algo bom. faz com que todos os meus sorrisos sejam culpa sua e que todas as estrelas brilhem mais do que a lua.
O meu mundo gira vagarinho quando você está por perto e para quando você se vai. passa tão rápido, é aquele flash de segundo que fica na memória, eternizado pela luz daquele olhar, atordoado, misto de menino apaixonado. Não para não, não demora não, vem aqui que eu vou te mostrar a causa de cada sorriso, de cada olhar. não vai não, fica aqui, me mostra porque também sorri.
O meu mundo gira vagarinho e segue bem levinho pro caminho que você trilhar, já sinto um calorzinho de amor e sei que veio pra ficar. ouço pássarinhos de longe a cantar aquela música que você gosta.
Vem senta do meu lado e me fala porque não devemos ficar se existe tanto brilho nesse nosso olhar, me explica da distância que para mim não faz se acabar e fala baixinho que me ama e deixa estar.
B.
Vivemos em meio de crises, gostos, vontades..todos efêmeros. parece que esses tomaram conta do mundo e de repente todos querem ser igual, pra que? ser você mesmo não te basta? é fora de moda seguir a moda, é brega. siga suas idéias, seus sonhos e amores, é muito melhor e durão muito mais, uma eternidade se quiser. a eternidade é todo aquele segundo de felicidade plena, que passa rápido, mas tem miilhares de motivos para ter se tornado assim, forever', pra sempre, infinito. Não deixe as vontades efêmeras tomarem conta de você. seja infinito, de felicidade, de amor. seja total.
B.
Esses dias de chuva
Assombram-me com poucas palavras
Que nem chegam a se molhar
No dia que se arrasta lento e devagar
As gotas passam até secar
No papel com a tinta que mancha
E se faz lembrança, até não mais lembrar.
Eu perdi.
Perdi o espetáculo,
A peça,
O show.
Perdi a festa.
Perdi o sonho,
O sino,
A voz.
Eu me perdi
No meio do povo,
De novo
E me senti sozinha
Mais uma vez,
Mas dessa vez
Não foi como das outras vezes
Em que eu perdi
Tudo o que eu tinha em mim.
Dessa vez,
Foi como perder
Por tudo aquilo que eu esperei
Por toda a peça que eu criei,
A história de uma vida
Que esperou por um show que não viu
E por uma festa que não participou.
No momento em que se alcança o que tanto quis,
tanto se desejou,
quando realiza...
já não é mais a mesma coisa,
não é mais como um sonho
não se quer, como queria...
o sonho se perde
e some,
na imensidão que é
a realidade.
O colorido da vida pintado na parede de casa.
Feito tinta eu sorrio para os móveis.
Feito vida eu escolho a cor da tinta.
Feito brisa de mar eu deito no chão da sala.
Na parede de casa, o colorida da vida.
As pessoas estão acostumadas a andar grandes distâncias e não olharem por onde passam.
O caminho faz parte da viajem e a viajem é a estrada que você atravessa.
Eu tenho andado a muito sem olhar para os lados, e muito pouco vi do caminho, hoje eu olho para todas as direções e procuro enxergar todas as possibilidades diante de mim.
Escolhi minha rota e eu sei que no meio do caminho vou encontrar um companheiro para essa viajem que é a vida.
Todas as amizades perdidas
E os grandes amores também se perderam
Na mesma noite.
A lua já não brilhava mais,
Como antes,
E as estrelas já não ligavam
Mais os pontos.
E no meu céu
Já não tinha mais desenhos.
O sol no cume,
Ao meio dia
Brilhava e queimava
O topo das cabeças
Nas cidades e nos subúrbios,
Mas o sol não faz diferença pra mim,
Ele não aquece minha sombra,
Ele não ilumina a minha verdade.
Eu olho a lua, eu vejo casais
Me sinto na sua, nuances demais
Eu olho pro céu, eu vejo cada estrela
Eu piso no chão e sinto a areia
Eu me purifico no banho
Me acerto na noite,
Na noite de sono em que eu não sonho mais,
Na noite em que eu não descanso mais.
Viro e reviro de um lado para o outro
E pareço nunca me virar pro lado certo.
Acordo cedo, cansada
Interferindo num sonho que estava por vir,
Acabando de começar, mas a hora de acordar chegou
E eu já não posso mais sonhar.
Dois minutos e mais nada,
É o que eu preciso
Para lembrar, do tempo,
Em que o retrato guarda.
Presa, de certa forma,
Naquele espaço de vida,
Ultrapassado.
Eu vou vivendo o presente,
Em meio a farrapos.
Ultrajante é a lembrança.
Memória desnecessária.
Pedaço de mim,
Do qual,
Eu não preciso mais.
Do qual eu não quero.
Dois minutos de raiva
E tudo passa,
Assim como você passou.
Vá pra longe, vá embora.
Dois minutos de calma
E eu me vejo,
Quase que feliz
De novo.
Na pegada dessas coisas tristes.
Na calada da noite, eu não escuto mais a tua voz,
E o silencio se fez por completo.
Na mania de versos cabisbaixos
Eu vou escrevendo sobre o nada que me rodeia.
No pensamento, faltam-me boas palavras para expressar,
O todo que se faz presente.
Todo o sentimento que anda morando em mim,
Sem a minha permissão.
Na vontade de permitir,
Coisa tão absurda,
Aos poucos eu vou me rendendo.
E o nada que havia em mim,
Faz-se tudo e puro,
E o silencio que havia em mim,
Faz-se barulho.
Dor de amor é pra sempre,
Mas o pra sempre, nunca dura,
Mas por dentro a gente sente
Porque dói dentro da gente.
Dor de amor dói de repente
Porque a gente insiste
Em teimar com o coração,
Que não foi feito para pensar
Só foi feito para sentir.
Dor de amor parece que dói pra sempre
Porque só a gente entende.
Dor de amor dói em todo mundo
Quem já amou ou vai amar
Porque o amor é fonte de vida
Tão sempre, querida,
E pra sempre tem que durar.
Dor de amor dói diferente
É uma dor que não sai.
Dor de amor às vezes
Queima em fogo ardente
E não apaga jamais.
Dor de amor vicia a gente
Nos deixa doente
Nos faz chorar
Dor de amor dói incondicionalmente
E faz com a gente
O que ninguém mais faz.
Enchi-me de silencio
E escutei a chuva cair lá fora.
Escutei o trem de carga passar
No meio da noite
E no meio do meu silencio.
Enchi-me do vazio que havia naquele quarto
E me senti cheia, de nada.
Pensamentos tomam conta de mim.
Tomam-me o sossego que eu não tenho
E me levam, mais uma vez pra longe.
Passei horas há pensar em nada,
Há pensar em tudo.
Então o silencio volta a ser barulho,
No meu mundo
E o silencio que o trem de carga
Não deixa ficar, nas noites de chuva,
Que nem chegam a molhar os
Meus versos mal escritos.