O controle sobre o que seria a arte de amar não podemos, não temos, pois o amor toma sua própria direção. O amor não tem rumo certo, diz coisas indiretas, tem sua própria filosofia, é a religião própria. O amor é aquela moradia que se completa em todos os sentidos. A moradia parece vazia, mas não é isso, ela apenas não despertou.
À medida que vamos envelhecendo começamos a notar que demos importância demais a assuntos que não tinham a menor importância, mas que nossa nossa juventude dava aval e discussão. Hoje percebemos quanto tempo e energia foram perdidos. Nem a morte é tão importante assim. A única coisa que levamos de verdade é o amor: esse tem importância nessa ou em outra vida.
Os seres humanos são incrivelmente criativos para inventar desculpas, principalmente aqueles que traem suas mulheres ou seus homens. Pior são os que acreditam nas suas próprias desculpas ou será que uma mentira contada várias vezes para si e para outros chega a ser uma meia verdade ou uma verdade inteira?
Há que se recusar ser colocado em uma armadilha, como soe acontecer com aqueles que são cativos a uma ideia ou a uma pessoa. Acham que existe atração ou dever que de modo absoluto só subsistem nas suas mentalidades. Primeiro a lealdade consigo e depois se perguntar a quem mesmo - além de nós - merece nossa lealdade. Talvez seja um bom motivo para a própria salvação.
Real mesmo, só o amor. É como uma energia de poder surpreendente. Como somos feitos desta energia, ela é a chave para a natureza de Deus. O amor é soberano. O amor nunca finda, nunca estagna. A forma mais pura é o incondicional, dar amor sem esperar retorno. Ao distribuir amor sem restrições, você se torna uma pessoa de mente aberta e pronta para ter e dar liberdade. Você se torna uma pessoa copiosamente espiritual.
O medo de ficar só, é muitas vezes inversamente proporcional ao que se faz para que isso não aconteça. Pessoas não gostam de prisões reais ou mentais. Se o medo é a força motriz de um relacionamento, certamente existe algo muito errado. Não existe medo no amor. Existe medo na posse. O amor dá liberdade pois a responsabilidade é exclusiva do amor e o medo inexiste. A posse só é exclusiva da posse e o medo de perder não está relacionado ao amor e não é inclusivo. O oposto do amor sempre foi o medo. O medo faz muito mal. No medo a pessoa se sente sozinha, mas no amor ela desaparece: dois são um nas imensidões emocionais. No amor não existe questão de solidão. Seja consciente de quem você é. Sendo consciente, você será amor, será amada e amará. Não tenha medo de amar. Não tenha medo de desaparecer.
Cada dia que passa vejo cada vez mais ateus fazendo apologia na não existência de Deus. Sempre com alguma ferocidade, a mesma que criticam em religiões. Se o sujeito não acredita, se não tem fé em nada, é simples: não enche o saco de quem tem. Se acham que religiões fazem lavagem cerebral, então por tentam fazer o mesmo, tentando a todo custo fazer acreditar que Deus não existe? Quem prova que Ele existe? Ninguém. Quem prova que Ele não existe? Ninguém. Esse vai ser um mistério infinito, mas que os homens converteram em religiões. Sempre digo que não existem problemas com religiões e sim com religiosos e agora acrescento, com os que não acreditam em religiões ou em Deus. Tudo não tem a ver com religiões ou Deus e sim na vontade do ser humano em acreditar que existe algo mais que este mero sofrimento na face da Terra. Uma coisa simples chamada fé.
A maioria das pessoas não notam que agora é tudo que há. Não existe passado ou futuro a não ser como uma lembrança ou adiantamento nas mentes. O passado com certeza traz individualidade e o futuro promete alguma coisa, mas é tudo ilusório. Quanto mais ligados no tempo - passado ou futuro - mais perdemos o agora. A maioria das pessoas nunca está presente de forma inteira no agora porque de forma inconsciente acreditam que o próximo momento sempre será mais importante do que este minuto, este segundo. Destarte, pessoas perdem grande parte da vida pensando no que ainda vai acontecer. Quando começarem a tornar o momento presente como realmente um presente nas suas vidas, certamente as coisas funestas se dissolvem e a fruição da vida vai se dar menos complexa. Quando agem a partir da consciência do presente, o que quer que façam fica impregnado de sentimentos nobres, mesmo trabalhando e vivendo as menos complicadas atitudes. Estejam sempre presentes. Se ainda há crença - apesar de tudo - que o agora é inaceitável e traz mau augúrio em seu estofo, quem sabe existam algumas opções: recolher-se da situação, alterar a situação ou simplesmente aceitá-la. Se as pessoas querem se adonar das suas vidas, devem escolher uma dessas três optações e aceitar as consequências. Vivemos de escolhas. O passado já foi. O futuro - que ainda não existe - não é uma escolha. Viva.
Não fomos criados para viver privados de afetos e ninguém tem o direito de de nos privar sonhos mais profundos, muito menos de nos dizer o que nos convém ou não. Felicidade e sucesso, infelicidade e fracasso devem ser o resultado de nossas decisões. Não se coloca sonhos na mão alheia, pois sonhos podem ser diferentes e o que é bom ou mau para um, não é igual para outro. Que cada um viva o seu próprio sonho, cujo caminho não se transfere. Não somos felizes, com certeza, quando estamos estamos ocupados demais tentando agradar a outros e trazendo a nós responsabilidades aziagas que não nos pertencem. Consumimos todo nosso tempo de modo equivocado e quando queremos saber onde foram parar todos esses anos de nossa vida, quando precisamos indigitar o que fizemos, podemos com tristeza verificar que gastamos mal nosso tempo em detrimento do que realmente sempre foi mais importante: nós mesmos. Ainda há tempo. Recupere-se.