Pular para o conteúdo

Frases de Suzanne Leal

178 frases

Corro o risco de me sufocar. Não é um risco comum, mas um risco iminente, que transborda os limites de qualquer margem, que toca em qualquer calmaria, transformando-a numa correnteza aterrorizante, num amontoado de ocasiões engolidas e entrevadas em cada fio da alma.
Existe uma diversidade de céus construídos pelas pessoas. Tem gente que constrói um céu tão claro, que só se consegue olhar para os próprios pés. Tem gente que constrói um céu tão baixo, que não consigo pensar em como não se curvar para conseguir andar.
Continuar lendo

Existe uma diversidade de céus construídos pelas pessoas. Tem gente que constrói um céu tão claro, que só se consegue olhar para os próprios pés. Tem gente que constrói um céu tão baixo, que não consigo pensar em como não se curvar para conseguir andar. Tem gente que constrói um céu tão alto, que passa a vida inteira tentando construir asas e não percebe as correntes que lhe prendem ao chão. Eu particularmente gosto de céus bem largos, com gosto e cheiro de chuva, com nuvens grandes desenhadas pelo vento. Confesso que às vezes tem trovoadas, mas nada que seja tão aterrorizante quanto a possibilidade de ficar aqui para sempre.

Era sonho, eu sei. Todo aquele cheiro e ousadia, aquela forma de se mover e olhar. Tenho raiva e ao mesmo tempo sou grata por sonhar. É um descontrole e não me culpo.
Continuar lendo

Era sonho, eu sei. Todo aquele cheiro e ousadia, aquela forma de se mover e olhar. Tenho raiva e ao mesmo tempo sou grata por sonhar. É um descontrole e não me culpo. Uma semente que cresce e se enraíza, envaidece, ilumina-se. É doce, é amargo, um emaranhado de sabores, amores e desamores. Sopra com o vento, firma-se com a ilusão, constrói-se em folhas e esvai-se pelas águas escuras dos rios. Não é real, de fato, eu sei. E mais uma vez não me culpo. É só um resultado, um descontentamento momentâneo de sensações não vividas.

Eu sinto, eu sei. Luzes piscam lá no fundo como vagalumes insistentes no escuro. Essa forma de calar é cobrir os olhos, a pele, a vida. Acalentar a alma, acalmar o coração, é um risco... é eu sei, eu sinto.
Continuar lendo

Eu sinto, eu sei. Luzes piscam lá no fundo como vagalumes insistentes no escuro. Essa forma de calar é cobrir os olhos, a pele, a vida. Acalentar a alma, acalmar o coração, é um risco... é eu sei, eu sinto. Cartas duplas, viradas, uma história, escolhida, acomodada. Tocar as luzes, soltar as rédeas, permitir a dor de um novo nascer. Não toco, mas vejo... é eu sei, eu sinto. Imobilidade, ombros amarrados, rosto fechado. Esperar o dilema, adiar a cicatriz, é eu sei... tudo está aí, sentindo-se, remexendo-se, revirando-se. Que o mistério tenha fim. Que o sonho seja real.

Há tanta pureza tantos sonhos tanta leveza.
Continuar lendo

Há tanta pureza tantos sonhos tanta leveza. Desejos secretos guardados camuflados. Um olhar desconsertado um coração balançado um sorriso acalmado. Suspiros constantes olhos flertantes. Coração vivo acelerado aliviado. Ah eu quero voar correr me esconder viver e não despertar.

Particularmente, gosto do céu azul escuro enevoado, azul de cores borradas e traços marcados por luminescências. E mais... gosto de ventos que embaraçam o cabelo e que parecem atravessar a pele causando um arrepio inexplicável. Quase não reparo no céu azul ao meio dia, apesar d…
Continuar lendo

Particularmente, gosto do céu azul escuro enevoado, azul de cores borradas e traços marcados por luminescências. E mais... gosto de ventos que embaraçam o cabelo e que parecem atravessar a pele causando um arrepio inexplicável. Quase não reparo no céu azul ao meio dia, apesar do esforço de saborear todas as cores, as luzes muito fortes não me atraem os olhos.

_ O que faz uma pedrinha ficar parada ali no meio tempo? _ Perguntou a curiosa criança. _ Não sei minha querida! _ E ela sabe?
Continuar lendo

_ O que faz uma pedrinha ficar parada ali no meio tempo? _ Perguntou a curiosa criança. _ Não sei minha querida! _ E ela sabe? _ Pedras não pensam minha querida! _ E que sentido tem ela? _ Acho que nenhum! _ Hummm... (silêncio) _ Eu acho que sei! _ Sabe? _ Sim! Elas estão ali pra que alguém que tropece. _ Que jeito de pensar menina. O que te faz pensar isso? _ É... porque quando as pessoas tropeçam, elas aprendem a se levantar e a limpar a poeira.