—Então você acredita em segunda chance?
—Segunda, terceira, quarta. O que for preciso. Não importa o tempo que for preciso. Se a pessoa for a certa.
—E se a pessoa for… Lola?
Desta vez, ele segura meu olhar.
—Só se a outra pessoa for Cricket.
Pois disso que se trata a depressão: quando a sinto intensamente, não quero deixá-la ir. Torna-se uma consolação. Quero me ocultar sob seu peso intenso e aspirá-la para dentro dos pulmões. Quero alimentá-la, criá-la, cultivá-la. Ela é minha. Quero morrer com ela, adormecer envolta em seus braços e não acordar por um longo, longo tempo.