Milagres da Vida
Vieste ancorar nos meus sonhos
Sou a tua salvação!
No meu cais foste bem vindo...
Adeus dias enfadonhos!
Em teu mar de solidão,
Horizonte está se abrindo.
Siou a nereida encantada
Que ta nau impulsiona,
Nas águas tranquilas do amor...
A cada praia avistada
Meu beijo te aprisiona,
No véu da bruma em flor.
Ante tanto sentimento
Lua cheia vem banhar
Nossos corpos de magia...
É festa no firmamento!
Leves qual folhas no ar,
Esculpindo a fantasia.
Assim, mundo a fora,
Teu destino é o meu abraço
Nossas bocas sempre unidas
Em todo o nascer de aurora...
Te vejo em tudo que faço,
Somos milagres da vida.
Quero Falar das Flores
Quero falar das flores!
Perfume primaveril,
Nuances que adornam a vida.
Lembrando antigos amores,
De tempo ameno e gentil,
Qual primavera florida.
Tão belas e cristalinas,
Pureza, albente ventura,
Transpassam qualquer tormento.
Pétalas róseas entre as colinas,
Estampadas na verdura
Em doce prece ao vento.
Quero falar das flores!
Da natureza que enfeita
Os meus dias enfadonhos.
São tantos os seus olores!
Que o beija-flor se deita
Em berço ornado de sonhos...
Homenagem À Palhoça
Nas tinturas do horizonte
Sob o áureo sol radioso,
Dentre as águas cristalinas.
Adorno que enfeita os montes
Qual acorde hamornioso,
Palhoça, doce bonina.
Comparo tal advento,
Afavel mimo dos mares,
Com o fulgor do levante.
Que numa prece ao vento
Em afagos singulares,
Te exalta a cada instante.
Fonte notável de história
Tuas raízes despontam,
Nas entrelinhas da lenda...
Legado pleno de glórias,
Vozes que se agigantam,
Em sublime oferenda!
Canção
Canção...
O mais lindo galanteio,
Doce fonte murmurante.
Razão?
Meu amor que ainda nã veio,
Que espera intrigante!
Paixão...
Esse clarão que ilumina
A madrugada provocante.
Coração...
Sentimento que fascina,
Mil beijos a todo o instante.
Ilusão...
Quando a rima é só ornato
Ondulante e sem sentido.
Minha canção!
Que melodioso aparato!
Acordes que não olvido.
Olhos Azuis
Procuro em outros olhares
Distantes e nem tão peculiares,
Mas semelhantes aos teus.
Aquele celeste sem fim
Que ainda perdura em mim,
Contrariando aquele adeus.
Esse azul que me encanta
Na suadade se agiganta,
Tingindo meu rumo incereto...
Tenho ciúme de tudo
Dos teus olhos, do teu mundo,
Perdida nesse deserto.
Quem me dera mergulhar
No cristal do teu olhar,
Outra vez, para a alegria
Mandar embora a saudade,
Trazendo a felicidade,
Meu amor, como eu queria...!
Não há clarão mais brejeiro
Ou preciosidade mais linda,
Nem anil que se compare...
Por teus olhos feiticeiros,
Vagarei por toda a vida
Exclamando os meus pesares.
Talvez...
Amahã...
Quando o lirismo do verso
E a rima já desmaiada,
Partirem em despedida.
Na sua incansável afã,
Sobrevoando o universo
No final desata jornada,
Far-se-á bem nais luzida.
Um dia...
Na leveza de um suspiro,
Deixarei a lapidosa
Sob o clarão de uma vela.
Da estrada rude e sombria
E da masmorra me retiro
para surgir grandiosa,
No esplendor de uma estrela.
Talvez...
Surjam novos poemas
Angelicais, quem sabe alados,
Luzentes de felicidade
Como jamais alguém fez...
serão carícias supremas
Mensageiras da saudade,
a te afagarem outra vez.
Retalhos de Esperança
Com retalhos de esperança,
Teci a amplidão de um sonho
Andor do meu céu anilado.
Em confins que a dor não alcança,
Plantei o porvir mais risonho
E te imaginei ao meu lado.
Busquei o querer mais insano,
A carícia mais profana
Da paixão toda a voragem.
Do treloso desengano,
Fiz o calor que engalana
O abraço mais selvagem.
Enfim nesta contemplação,
Senti teu adormecer
Acercar-se do meu sonho.
Ao teu lado fiz então,
Um grande amor renascer
Entre os versos que comnponho.
Romance
Serenata na janela
Te espero no portão,
Pra matar a saudade.
Guardei a rosa amarela
No altar do coração,
Augúrio da felicidade!
Aquele toque, o abraço,
Me faz sonhar acordada
Sentir-me no paraíso...
Teu olhar de mormaço
Minha face ruborada,
Candência do nosso juízo.
Abrolhos da alegria,
Retalhos de sentimentos
Sonhos que já findaram...
Onde está a fantasia
Dos romances, dos momentos,
Que os corações encantaram?