Em meus silêncios
Feito papel ao vento
Que voa longe, sem rumo
Desaparecendo no infinito
Rabisquei meus desejos.
Feito a brisa suave
Que toca meu rosto
Fazendo companhia
Em meus silêncios.
Feito rosa orvalhada
Nas manhãs colhidas
Contei meus segredos
Perfumei o momento.
Feito chuva na vidraça
Fina e continua
Um olhar perdido
Lembranças afloram.
Feito o ar que respiro
Cada minuto que pulsa
Estremece minh'alma
Me trazem você!
Apenas o sentir
Lacei as asas do vento.
Na fluidez do momento.
Me deixei levar...
Alcei num voo pleno.
Envolvida em levezas.
Disposta a desvendar
A plenitude do infinito
E toda paz do silêncio.
Fechei os olhos...
Era apenas o sentir.
E o nevoeiro
Se desfez...
Na imensidão
Aconchegante
Encontrei meu lugar!
BELA ARTE
Abrem-se as cortinas
Para o espetáculo
O grande palco representa
A arte e a cultura.
Um mundo de fantasias
E encantamentos
A imaginação e talento
Dando vida em cada cena.
Emocionam, fazem sonhar
São verdadeiras pérolas
A representar em cada gesto
O talento de seus artistas.
Dançando, cantando
Ou atuando, levam alegria
Espalhando sorrisos
Em cada canto do mundo.
O som dos aplausos
Da platéia que vibra
São o reconhecimento
Da bela arte do teatro.
Hoje
Hoje vista-se de poesia
A decantar a beleza de ser
Tecendo a fina delicadeza
Na magia de amar...
Hoje vista-se de ternura
Fazendo brilhar em seu olhar
A doçura das gentilezas
O encanto do bem querer...
Hoje vista-se de levezas
Deixe sua essência mostrar
A beleza interior, sua verdade
Que enaltece a alma...
Hoje vista-se de gratidão
Agradeça por tantas bençãos
Pela graça da vida
Pelos milagres que aguarda...
Hoje vista-se de flor
Espalhando suas pétalas
Perfumando os caminhos
Colhendo doses de amor!
Sil Landarim