"A vida é breve, a arte é perdurável e Deus é eterno".
Frases de Sidney Silveira
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"Nas vitórias o avarento é arrogante; nos fracassos é o pior dos rancorosos".
"No mundo do igualitarismo, a única realidade verdadeiramente soberana é a estupidez".
"O rancor é a defesa psíquica dos medíocres e dos pusilânimes".
"Invejar a humildade alheia é uma forma incurável de agonia".
"É preciso amar para perceber quando a desobediência é a única opção sustentável. Quem não ama está sempre de prontidão para obedecer ao tirano da vez".
"O genuíno idiota só consegue ter certezas coletivas. As suas verdades são de caráter numérico, razão pela qual sente-se psicologicamente confortável apenas no rebanho a que adere. O idiota sempre eleva a opinião da maioria ao plano das verdades intocáveis, daí ser pessoa inca…
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"O genuíno idiota só consegue ter certezas coletivas. As suas verdades são de caráter numérico, razão pela qual sente-se psicologicamente confortável apenas no rebanho a que adere. O idiota sempre eleva a opinião da maioria ao plano das verdades intocáveis, daí ser pessoa incapaz de real diálogo e grandemente intolerante para com as objeções ou o convívio com os desiguais. Ele conduz qualquer discussão a uma infernal mistura de premissas e assuntos diversos, que reunidos compõem uma massa amorfa e avassaladora à qual é impossível responder detidamente. O idiota é o homem-massa que idolatra a si mesmo ao querer pasteurizar tudo e todos à sua imagem e semelhança. Qualquer certeza — por fundamentada que seja — proclamada por alguém de fora de seu grupo é tida pelo idiota como pretensão desmedida, a ser escarnecida de todas as formas. O espírito de grupo do idiota é a prova material de sua incapacidade de elevar-se ao nível das certezas teoréticas, fruto de reflexões continuadas e paciente estudo. Seu ódio à excelência costuma esconder-se por trás das bandeiras "democráticas" com que tem a sensação vertiginosa do heroísmo e da superioridade moral e intelectual sobre os adversários. Opinar contrariamente às evidências é prática comum do idiota, razão pela qual o melhor que uma pessoa de bom senso deve fazer é não prosseguir jamais na discussão com ele. Seria idiotice imperdoável. O idiota é a prova cabal do mistério que há entre o céu e a terra".
"O afã desordenado por reconhecimento anda sempre ao lado do amor desordenado aos bens materiais. Noutras palavras, vaidade e avareza são companheiras inseparáveis, embora muitas vezes tal união seja difícil de perceber".
"Os maus, não conhecendo retamente a si mesmos, não podem verdadeiramente amar-se, pois amam o que pensam ser [e não o que são]". SANTO TOMÁS DE AQUINO ("Suma Teológica", II-II, q. 25, art. 7)
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"Os maus, não conhecendo retamente a si mesmos, não podem verdadeiramente amar-se, pois amam o que pensam ser [e não o que são]". SANTO TOMÁS DE AQUINO ("Suma Teológica", II-II, q. 25, art. 7) Algumas premissas e corolários estão implicados no que diz Santo Tomás nesta passagem: (1) há nos maus uma desordem no conhecer e no querer; (2) os maus – a saber, os que ordinariamente não têm reta intenção no agir – estão sempre enredados nalgum tipo de auto-engano, julgando ser o que não são; (3) aos maus está vedada a felicidade, pois ninguém pode ser feliz em desacordo com os dados da realidade; (4) os maus se fazem cegos ao mundo superior dos valores, pois orbitam em torno de conveniências e interesses medíocres, tópicos, autocentrados. Decerto todos nós carregamos zonas de sombra n'alma, no sentido de que nos conhecemos imperfeitamente. Porém o que está aqui em jogo é uma maldade mais decisiva, mais profunda que a do vulgo, um tipo de cegueira mental inviabilizador da pessoa humana. Como diz Garrigou-Lagrange, em seus solilóquios o egoísta elabora pensamentos errôneos a respeito de si mesmo e das demais pessoas, que o levam a uma trágica morte psíquica. Trata-se de um diálogo interior eivado de enganos e conducente à derrota existencial; daí podermos dizer que a tendência da maldade é retroalimentar-se, piorar com o tempo.** O trecho aludido da "Suma" vai além, quando o Aquinate frisa que, por sua vez, os bons, conhecendo-se veramente a si mesmos ("boni autem vere cognoscentes seipsos") alcançam a região de interioridade distintiva da nossa humana condição. São profundos, têm reais dilemas, procuram melhorar os critérios de suas ações e escolhas, etc. No decorrer da vida, o melhor que pode suceder a uma pessoa é ir alcançando aos poucos o estado habitual de veracidade, no qual pode contemplar a realidade com olhos de ver. Neste caso, o sujeito ama não o que pensa ser, mas o que é. Sem isto não há bondade possível. ------------ ** A maldade não é a caricatura dantesca que se costuma fazer dela. No homem, todo e qualquer distanciamento do amor implica distintos graus de maldade. P. S. Numa circunstância como a que me encontro, triturado de maneiras diversas, vejo quão abençoado é ver com clareza os meus próprios desvios ao longo da vida, percebendo quantas vezes não fui tão bom quanto devia ser. E mais: é razoável supor que, se voltasse atrás, provavelmente cometeria os mesmos erros, por fraqueza. O melhor, contudo, é saber que posso pedir a Deus a graça de vencer-me a mim mesmo".
"Nada mais terrível para um homem que ser seduzido por seus próprios méritos".
"Desconfie de todos os elogios, sobretudo dos merecidos, pois estes são espiritualmente os mais perigosos". .
"Cedo ou tarde, a maldade consentida por muitos se transforma em lei".
"A inércia dos presumivelmente bons é a causa da supremacia política dos evidentemente maus".
"A liberdade humana chega ao ápice quando não espera nada dos homens".
"O ódio da pessoa de boas maneiras é, de todos, não apenas o mais insidioso, mas também o mais resiliente. É o ódio do neurótico que, sob o velame da etiqueta, falseia a própria consciência e ganha terreno livre para destilar a sua peçonha sem culpa. Esse ódio abscôndito, alimen…
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"O ódio da pessoa de boas maneiras é, de todos, não apenas o mais insidioso, mas também o mais resiliente. É o ódio do neurótico que, sob o velame da etiqueta, falseia a própria consciência e ganha terreno livre para destilar a sua peçonha sem culpa. Esse ódio abscôndito, alimentado na sombra e nela mantido por uma espécie de pudor maligno, ainda que se esconda nos meandros da cordialidade, da fala mansa, dos ditos chistosos, das respostas que de ensaiadas acabam por transformar-se em reflexos condicionados, escapole num ou noutro momento de descuido, mostra-se como o furúnculo que expele um pus fétido. Nenhum ódio consegue manter-se em segredo por tempo indeterminado, nem este. A coisa é muito simples: o ódio corrói todos os vernizes, e por que diabos não o faria com o da polidez simulada? Neste mundo que não se pode chamar de paraíso das retas intenções, nunca é demais uma pessoa manter as narinas treinadas para farejar o ódio que busca ocultar-se nos sorrisos, nos tapinhas nas costas, nos elogios".
""As massas são sempre dóceis ao fascínio exercido pelos grandes charlatães e demagogos".
"Político brasileiro usa as nádegas como um fole por onde o pensamento escapa".
"A consciência moral do brasileiro é Dorian Gray no momento em que esfaqueia o seu próprio hediondo retrato.”
"Do ódio à excelência real passa-se ao ódio a qualquer excelência aparente".
"Quem vive de passado é museu; quem vive sem passado é órfão".
"Antigamente, o idiota precisava de uma ideologia para viver; hoje, basta-lhe uma frase feita".
"Quem não ama a si mesmo na justa medida é incapaz de amar o que quer que seja de maneira sã".
"O legítimo esquerdista ou está enganado ou está enganando – ou ambas as coisas simultaneamente".
"Obedecer ao erro não é obediência; é servilismo".