"Diminuir voluntariamente os quereres é a expressão sublime da liberdade humana".
Frases de Sidney Silveira
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"A coerência é uma forma analógica de amor à verdade".
"Ódio é impotência cega".
"Envelhecer é o benefício que o tempo faz às feias".
"Não poder odiar é o signo maior da onipotência divina".
"Se o demônio fosse onipotente não conseguiria odiar".
"Quando a opinião das massas sobre questões éticas é levada a sério, é sinal de que a sabedoria está socialmente morta".
"Confia demasiadamente em si mesmo quem é incapaz de genuína entrega amorosa".
"Excesso de auto-confiança é sinônimo de cegueira moral".
"A soberba é sempre desconfiada".
"Nunca houve um orgulhoso que não confiasse muito em si e nada — ou quase nada — nos outros".
"Fraqueza, num político, é sintoma de demagogia".
"O desamor é a mais cabal das evidências científicas, em qualquer tempo".
"Se não houvesse a eternidade, algumas decepções seriam incuráveis".
"O melhor negócio do mundo é não esperar nada do mundo".
"A paz é singela; é feita de simplicidade e discrição".
"A susceptibilidade eriçada e politicamente correta dos dias atuais transforma divergências em inimizades irrevogáveis".
"A imensa maioria dos homens vive com a audácia com que não se atreveria a morrer".
"Em questões de consciência, é sempre melhor errar com as próprias convicções que acertar com as alheias. Neste último caso, o aprendizado é nenhum e o acerto tem escassíssimo valor moral".
"Família é parentesco de amor incondicional; o resto são laços de sangue".
"Não há entretenimento melhor do que buscar a verdade".
"Não há canalha que, de uma maneira ou de outra, não acanalhe a linguagem".
"A calúnia degrada a linguagem ao usá-la em prol da mentira".
"O escrupuloso busca em suas relações um ideal de unidade que não encontra em si, por ter um coração inquieto, volátil. Tendo a própria alma fragmentada por paixões violentas, aspira a uma concórdia perfeita com as demais pessoas, mesmo desavindo-se consigo mesmo. Fecha-se em…
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"O escrupuloso busca em suas relações um ideal de unidade que não encontra em si, por ter um coração inquieto, volátil. Tendo a própria alma fragmentada por paixões violentas, aspira a uma concórdia perfeita com as demais pessoas, mesmo desavindo-se consigo mesmo. Fecha-se em copas quando alguém não está de acordo com ele nos pormenores em que a sua mente se embaraça. A susceptibilidade do escrupuloso leva-o a murmurar contra os adversários imaginários que o atormentam. Seu ideal de perfeição absoluta – irrealizável nesta vida – inviabiliza a verdadeira amizade. Os vínculos do escrupuloso são precários; têm a medida dos vaivéns interiores aos quais sucumbe cotidianamente. Para mal dos seus pecados, nada é mais falso do que a concórdia desejada por quem se apega a miudezas.