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Frases de Shandy Crispim

558 frases

⁠Enquanto a Vida Passava imagina, a vida passando na tv da sala.
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⁠Enquanto a Vida Passava imagina, a vida passando na tv da sala. sem pausa, sem voltar. um ao vivo sutil — onde você pode sentir, dizer, ou apenas estar. mas se olhar pro celular, perde. perde um olhar, um gesto, um silêncio. perde o agora. o celular aqui é só um nome pra tudo o que te afasta de ti, uma metafora. as comparações, as vozes que não são suas, as urgências inventadas. basta um segundo, e você já não está mais ali. está em outra vida, ou desejando estar. e sua história, que é só sua, segue passando... sem reprise. sem legenda. sem aplausos. por quanto tempo mais você vai deixar que a distração se sente no seu lugar?

⁠O quarto era pouco revelado pela penumbra, minha mão que escrevia
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⁠O quarto era pouco revelado pela penumbra, minha mão que escrevia poesias em sua cintura, nem se importava pela roupa jogada nessa altura. Ela que estava de olhos serrados, prestes a entrar no teu sétimo sono. Ainda falava comigo, de voz abafada pelo peso do sono, mas carregada de carinho. Me pedia cafuné, no meio de todo aquele cabelo de pé.

⁠Do que você precisa? Pense bem, do que você precisa para começar a viver sua vida como ela sempre quis ser vivida? — Até quando irá ignorar algumas chamadas no telefone? — Você olhou nos olhos da última pessoa com quem conversou? — Você fez suas coisas favoritas nos últimos di…
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⁠Do que você precisa? Pense bem, do que você precisa para começar a viver sua vida como ela sempre quis ser vivida? — Até quando irá ignorar algumas chamadas no telefone? — Você olhou nos olhos da última pessoa com quem conversou? — Você fez suas coisas favoritas nos últimos dias ou semanas? — Qual foi a última vez que olhou para os céus? A vida sempre tão infinita com seus detalhes, e a felicidade pode estar em cada um destes pequenos lugares que existimos e cruzamos por eles sem ter a real pretensão de experiencia-los. Queremos sempre chegar a um lugar, atingir status, conquistar um cargo, mas não há nenhuma garantia desse lugar na vida. Somos tudo que temos e tudo que levamos do início ao fim. Não espere pelo dia em que lamentará por não ter aproveitado mais a vida. Você nunca sabe quando será a última vez que verá sua coisa favorita.

⁠Tempo Nós temos tempo para várias coisas: para o celular, para o trabalho, para os prazeres rápidos, prazeres longos. Até mesmo quando o dia está corrido, encontramos tempo para aquele dia que foi exaustivo. — Dia produtivo! —
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⁠Tempo Nós temos tempo para várias coisas: para o celular, para o trabalho, para os prazeres rápidos, prazeres longos. Até mesmo quando o dia está corrido, encontramos tempo para aquele dia que foi exaustivo. — Dia produtivo! — Mas o que foi realmente produzido, além de todas as tarefas que um ser humano funcional precisa cumprir, e de todas as obrigações necessárias para manter um serviço — seja ele autônomo ou não? Somos constantemente (e cada vez mais) treinados para nos acostumar com a correria, com a ocupação. Deixamos de romantizar o romance para romantizar o trabalho, o desinteresse, a pressa, a falta de tempo e de atenção. Damos tempo para várias coisas, até mesmo ao próprio tempo, mas... e o nosso tempo? Quantas vezes no dia temos um tempo para ouvir a nossa parte mais frágil ou aquela que mais nos causa orgulho? Quantas vezes paramos para ouvir o que o nosso silêncio tem a dizer — insegurança — medo — solidão — solitude? É tão comum buscar alguma distração e ocupar a psique, tentando enganar as memórias, as saudades, as frustrações espalhadas por todos as partes. E, nessa correria... quanto tempo tem o nosso tempo?

⁠Tinido dos talheres nos pratos É o som do trânsito na avenida de baixo, com o som de algum carro bipando após ter suas portas travadas no condomínio ao lado, um murmúrio distante que sai das janelas dos vizinhos do andar de cima, misturado com alguns picos de gargalhadas e o ti…
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⁠Tinido dos talheres nos pratos É o som do trânsito na avenida de baixo, com o som de algum carro bipando após ter suas portas travadas no condomínio ao lado, um murmúrio distante que sai das janelas dos vizinhos do andar de cima, misturado com alguns picos de gargalhadas e o tinido dos talheres nos pratos. É o som exasperante de alguma makita ao fundo neste mundo. É o som da vida acontecendo de todos os seus cantos, eventualmente tornando abafado, quase que inaudível, pela memória do som da sua tão afável voz no último áudio que escutei.

⁠Somos um fenômeno Pode parecer clichê, mas, quando se fala de amor, pensamos na "outra metade" — mas já somos completos. Não existe outra metade, existe o nós: a versão que está presente em nós mesmos e a versão que está distante do nosso íntimo. Talvez esse seja o desafio e o…
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⁠Somos um fenômeno Pode parecer clichê, mas, quando se fala de amor, pensamos na "outra metade" — mas já somos completos. Não existe outra metade, existe o nós: a versão que está presente em nós mesmos e a versão que está distante do nosso íntimo. Talvez esse seja o desafio e o que buscamos como "amor". Porque amar o próximo é fácil; não conhecemos seus medos, suas vulnerabilidades, suas guerras. E, por mais que tenhamos esse conhecimento, não saberíamos, de fato, o impacto que isso tem naquela pessoa. Mas, quando se trata de amar a nós mesmos, é necessário que seja um amor genuíno, leve e respeitoso. É impressionante tudo o que a vida e as pessoas fizeram durante todos os anos de nossa existência, permitindo que possamos refletir sobre quem fomos no passado e quem somos agora. Porém, mesmo assim, isso não define quem somos. Então, o que eu quero dizer sobre o amor é: o ideal é que tenhamos o desejo real de amar a nós mesmos, do jeito que somos. Algo que eu sempre digo é que o ser humano é um fenômeno, e você (eu) não é diferente disso. Somos todos um fenômeno único, aprendendo todos os dias como é se amar, até finalmente partilhar desse amor com o resto do mundo.

⁠Quando foi? Quando foi que você olhou para seus pés enquanto caminhava,
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⁠Quando foi? Quando foi que você olhou para seus pés enquanto caminhava, e viu exatamente por onde pisava? Que enxergou uma planta que sempre esteve na porta da sua casa mas nunca teve sua atenção? Quando foi a última vez que tocou por algumas coisas enquanto caminhava, assim como fazia quando era criança? Que olhou para o céu, não para saber se estava nublado, mas, só quis ver o que se passa acima de você? Que puxou ar prolongado, não porque estava ofegante, não porque queria ter mais paciência, não porque precisava controlar o que diria em seguida, mas porque queria sentir a sensação da vida preencher seus pulmões? Quando foi que parou de ensaiar pensamentos no banho, e apenas deixou a água banhar suas dores e levar embora suas preocupações?