Me manda áudio sorrindo, me fala do seu dia,
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Me manda áudio sorrindo, me fala do seu dia, manda sua música favorita. De você, eu só quero coisas que não se guarda numa galeria de fotos.
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Me manda áudio sorrindo, me fala do seu dia,
Me manda áudio sorrindo, me fala do seu dia, manda sua música favorita. De você, eu só quero coisas que não se guarda numa galeria de fotos.
Sorria, mesmo que seja apenas com os olhos,
Sorria, mesmo que seja apenas com os olhos, mas ao notar a vida, sorria.
Hoje não deu, por hoje foi a tristeza
Hoje não deu, por hoje foi a tristeza que me venceu.
Saudade do nosso silêncio enquanto existe o som do nosso corpo,
Saudade do nosso silêncio enquanto existe o som do nosso corpo, somando um ao outro, criando caminhos para se explorarem.
A gente finge que não se gosta, e a vida,
A gente finge que não se gosta, e a vida, tem que seguir.
Admiro a criatura mulher, daquela que que possui e usa a sensualidade inconscientemente, e daquela que tem a plena ciência de toda sua sensualidade. Aquela que tira fotos no espelho só para namorar sua própria existência. Digo que a mulher é a pura licença
Admiro a criatura mulher, daquela que que possui e usa a sensualidade inconscientemente, e daquela que tem a plena ciência de toda sua sensualidade. Aquela que tira fotos no espelho só para namorar sua própria existência. Digo que a mulher é a pura licença poética da vida. Vezes subjetiva vezes não. Mas sempre poesia, e o mundo, só mais um leitor.
Não leve tão a sério, vezes as pessoas
Não leve tão a sério, vezes as pessoas estão em guerra, e esses estilhaços por hora, nos atingem.
Quinta-feira de Vênus Ela acorda assustada com o despertador, por um instate acreditou que era segunda-feira e precisava ir para o trabalho. — desativou o alarme e percebeu que ainda era só o feriado de quinta-feira. Sorriu por ter esquecido de desativar o alarme na noite passa…
Quinta-feira de Vênus Ela acorda assustada com o despertador, por um instate acreditou que era segunda-feira e precisava ir para o trabalho. — desativou o alarme e percebeu que ainda era só o feriado de quinta-feira. Sorriu por ter esquecido de desativar o alarme na noite passada. — Bom, já que eu acordei, então vamos né?! — Disse ela sem o menor tom de queixa por acordar cedo em pleno feriado. O dia começara breve, mas ela não tinha pressa, já teve urgência em sua vida e percebeu que avidez, nunca te satisfez. – Aprendeu a ter calma, a sentir cada passo, dos físicos aos metafóficos. Já teve sonhos engavetados, sonhos em rascunhos, sonhos falidos e sonhos realizados. Mas a vida não assustara, não tinha medo da única coisa que a vida tem a oferecer — viver — e assim seguia seus dias. Aprendera que sua paz era mais importante do que manter um status. Na escola da vida, era uma boa aluna, levava como podia, ajudava como podia, sofria só pelo que deveria, não prolongava o que não deveria — mas o mais importante, sorria, sempre que podia. Mulher decidida, de carater marcante. Se fosse poema, seria como a Divina Comédia escrita do Dante Alighieri - se fosse MPB, Relicário da Cássia Eller - se fosse filme, não seria uma obra concluída - ela é muito para caber em tão pouco. — Moça sorridente, com que fosse sorridente — tinha passos leves pelo feriado da sua quinta-feira. Colocava música para ouvir, andava pela casa, em sua distração entre canções e tarefas diárias, cantava e esquecia que o tempo passava — esquecia a vida lá fora — lembrava apenas dela, rodopiava entre cômodos enquanto dançava. Cantava melhor a cada taça de vinho que tomava. A tristeza se perdia em suas ravinas, fazia da vida teu teatro, aprendeu a nunca se arrepender de nenhum ato. Se tivesse nascido em outra época, faria parte do Panteão de Roma — talvez a chamariam de Vênus — já era quinta-feira a noite, o dia passara, mas não sua vontade de viver ele, a noite também era sua, não temia pelo desconhecido, continuava deliciando seu vinho para afogar sutilmente algumas saudades misturada com vontades — sabia das suas prioridades, mas naquela noite so precisava de uma pausa, não queria raciocinar, não queria se policiar, seu juizo já havia dormido — no fim daquela noite, na sua banheira ela queria relaxar, no final daquela noite, ela só queria se amar.
Eu via o brilho de seus olhos pela última vez
Eu via o brilho de seus olhos pela última vez e não sabia.
Eu sei de cor o que te cora.
E que, nesse monólogo, possamos ter ainda, no final do dia,
E que, nesse monólogo, possamos ter ainda, no final do dia, o interesse de flertar com a vida, mesmo nos dias mais difíceis.
Pois nessa vida, tudo é sutilmente afetado, até que,
Pois nessa vida, tudo é sutilmente afetado, até que, não exista mais sutileza.
Ame, ame com o que tem, ame com o que puder,
Ame, ame com o que tem, ame com o que puder, se não foi suficiente, talvez, só você amou.
Pensar é só um rascunho.
Se eu soubesse marcaria no calendário o dia em que deixei
Se eu soubesse marcaria no calendário o dia em que deixei de sentir saudade sua.
Não pertencemos nem mesmo a nós, quem dirá
Não pertencemos nem mesmo a nós, quem dirá ao tempo, que só se faz presente, quando estamos com pressa.
Talvez, não é que as pessoas não queiram interagir com você, as vezes, elas estão imersas demais
Talvez, não é que as pessoas não queiram interagir com você, as vezes, elas estão imersas demais tentando sobreviver para não afogarem em seu próprio oceano.
No domingo a noite sentir saudade de você mesmo,
No domingo a noite sentir saudade de você mesmo, é ainda pior.
A falta de humanidade em nossa sociedade é o que tarda
A falta de humanidade em nossa sociedade é o que tarda toda nossa prosperidade.
Eu gosto de gente emocionada Em algum momento nessa linha do tempo eu me perdi, na parte de que você ser uma pessoa emocionada virou sinônimo de coisa ruim. Claro. Eu entendo que existe o extremo dos dois lados, mas aqui não vim falar de exageros, no sentido literal da palavra.…
Eu gosto de gente emocionada Em algum momento nessa linha do tempo eu me perdi, na parte de que você ser uma pessoa emocionada virou sinônimo de coisa ruim. Claro. Eu entendo que existe o extremo dos dois lados, mas aqui não vim falar de exageros, no sentido literal da palavra. Quero falar daquelas situações que não nos importamos com os “limites” que a sociedade impôs, sobre o quanto você deve sentir ou não sobre uma determinada situação. É como se em seu consciente, tivesse de estar sempre atento sobre quais formas e intensidade deve-se expressar ou não. Porque de acordo com o que dizem, existe uma linha tênue entre ser uma pessoa ''dentro dos padrões'' e uma pessoa emocionada. Ser considerado uma pessoa emocionada para mim, é alguém que sente com toda sua intensidade e está presente de corpo e alma, que não se importa de fato de como é que vão interpretar aquilo, importante é que consiga se expressar verdadeiramente o que existe em você. E não necessariamente isto precisa ser uma declaração imensa e nem o tempo todo, mas o fato de não importar com opiniões alheias, nem mesmo o amedrontador sentimento de vulnerabilidade ao expor o que sente, já é uma forma muito boa de praticar a liberdade. E a liberdade carrega consigo a aventura e a mania constante que a vida tem de surpreender. E para romper esse estado de torpor que a sociedade aplica sutilmente, é preciso aventurar por essa liberdade, e para isso é também preciso tal ato de coragem. Portanto, eu gosto de pessoas emocionadas, assim como que ter qualidade de tempo é mais importante do que ter tempo, viver com intensidade é melhor do que simplesmente viver.
Já nascemos livres, mas com o passar dos anos, o capricho,
Já nascemos livres, mas com o passar dos anos, o capricho, a vaidade, nos aprisiona.
A tristeza se perdia em suas ravinas, fazia da vida teu teatro,
A tristeza se perdia em suas ravinas, fazia da vida teu teatro, aprendeu a nunca se arrepender de nenhum ato.
Beija-flor Tinha beleza de beija-flor
Beija-flor Tinha beleza de beija-flor apesar de ver beleza nas coisas da vida sem pudor, não gostava de se expor. Flutuava feito beija-flor apesar de não pousar em qualquer flor, continuava iluminada mesmo depois do sol se pôr.
Eu gostei do sorriso do seus olhos.