Eu pensava que toda morte fosse igual, mas a minha não faz sentido.
Frases de Sérgio de Paula Reis
135 frases
Sabem aquela frase: e viveram felizes para sempre? Ela decreta o final de um livro, pois história é feita de infelicidade.
O desvio sistemático da democracia anestesiou o povo.
Viver é tolerar opiniões contrárias, controlar desejos, lidar com frustração, suportar a existência do outro, perdoar.
Sem o risco de punição, quem se importa de ser bom?
Sem a morte, quem controlaria as ambições?
Robôs financiariam nossa inutilidade em troca do Paraíso? Não, eles não cairiam nessa.
A vida zomba do meu esforço para entendê-la.
Robôs perpetuarão um mito inverossímil: primatas construíam ferramentas com tanta habilidade que elas os substituíram.
Felicidade: a matéria-prima da saudade.
Leva tempo para restaurar as regras violadas de um jogo.
Um deus solitário não lida com remorso, crítica, punição; faltam-lhe outros que regulem seu comportamento.
A afeição transfigura desordem em luz.
A cada ganho, uma perda.
Identidade é um fluxo imprevisível de causa e efeito.
Percorremos a mesma jornada, uns se iludem mais que os outros, mas a morte nos lembra de que somos iguais – é seu dever.
Há o tempo de lutar e o de render-se, aceite seu destino.
Nem a antevisão do apocalipse afasta-nos da rota autodestrutiva.
O estoque de sanidade do cérebro é limitado.
Quem diz coisas razoáveis não tem seguidores.
O Sol levou consigo a ilusão do céu.
Ninguém sonha no Paraíso.
Se eu fosse um fantasma, por que eu me esconderia?
Lamentar a morte é queixar-se da sorte, pois só morre quem viveu.