#Não #é #a #Branca #de #Neve...
Nem a Dona Baratinha...
Muito menos o Malvado Favorito...
Ou um lobisomem albino...
Digo eu...
De todos os contos de fadas...
Gosto mais do Chapeuzinho...
Não da garota boba...
Prefiro o lobo mau faminto...
De tocaia na estrada...
Vai saber o que lá pensava...
Quando viu a garotinha...
Vestidinho vermelho...😘😘😘
Sozinha na estrada...
Cantando despreocupada...
Na cesta de guloseimas bem farta...
Muitas flores e frutas...
Doces e marmelada...
O lobo danado...
Com a boca já cheia d'água...
Enganou a menininha...
Que naquele tempo...
De outrora...
Donzela ainda tinha...
Correu para a casa da vovó...
Que há muito estava na seca...
Sem perda de tempo...
Pulou a cerca...
Comeu a velinha...
Bem rapidinho...
Sem piscar...sem carinho...
Deixando para sobremesa...
A gostosa da netinha...
O lobo só errou em uma coisa...
Acho eu, com licença, vou opinar:
Se fosse eu o lobo...
Pegava antes a menininha...
Comeria também todos seus doces...
Sem pestanejar...
Como sou guloso...
Bem sei e é fato...
Logo após, com certeza...
Comeria em segredo a velinha...
Sem reclamar...
E que fique registrado...
Em cartório assinado...
Falo bem esclarecedor...
Pegava também...
No machado do lenhador...
E assim termino essa estória...
Contada por esse lobo...
Sua tocaia ?
Nem de longe é a estrada...😂😂😂
Lobo esperto....
Tem pousada...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhei pelas ruas e calçadas...
Entre dias e madrugadas...
Lua em companhia...
Noites quentes...
Noites enluaradas...
Estradas prateadas...
Conheci salões cinzentos...
De muitos risos...
Poucos alentos...
Muitas loucuras...
Tantas tolas fantasias...
E no espanto do menino...
Em que tudo descortinava ...
Pude ver algumas monstruosidades...
De mentes inacabadas...
Almas vazias...
Grandes gargalhadas...
Bocas úmidas...
Que taças e copos tudo absorvia...
Perdi querendo encontrar...
O que nunca esteve por lá...
Nada contava nem tinha nome...
Eras de breu...
E o réu era eu...
Era tão fácil ser feliz ...
Mentirosas propostas ouvi...
E no sabor do vinho me corrompi ...
Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...
Sem estar...
Em ruas que ficaram para trás no tempo...
Sem estar ...
Esperança que aprendi com as ruínas...
Triste e lamentável fado...
Hoje...
Paz cultuo...
Na lembrança desse banco...
Aqui sentado...
Sandro Paschoal Nogueira
Sempre singular comigo...
Eis que ressurge...
Saindo de mim feito enxurrada...
Tanto erro passado...
O que nunca foi perdido...
Mas que sempre é reencontrado...
A vida não explica...
Nem sob medida...
Queria não ser um perigo...
Fazer nada escondido...
Do pecado que cometi...
Ser o alvo escolhido...
Quem não me conhece...
Que me procure...
Que me encontre...
Que me espere...
Talvez não tenha acabado...
Talvez esteja só começando...
As coisas lá do céu...
Sandro Paschoal Nogueira
É melhor ficar atento aos lugares e as pessoas....
Que procurar sonhos...
Encontrando desilusões...
Na rua em que eu moro...
Pedras azuis...
Conhecem minha história...
Vivi ardis...
Testemunhas de minha trajetória...
Tudo aqui é um palco de emoções...
Pecados deliciosamente cometidos...
Sem arrependimentos...
Sem perder juízo...
Uma vida cheia de cores...
Valores...
Sabores...
De tudo um pouco...
Experimentei..
Com moderação...
Sem me perder...
Meus erros fazem parte da minha vida...
Errar também é um acerto...
Um jeito...
De melhorar...
Certeza sempre tive...
Carrego comigo essa idéia..
Manter a chama acesa...
Que nunca deve se apagar...
E na esperança que um dia tive...
Meus sonhos sempre irão se abrigar...
Ao homem é permitido...
Estender suas asas ao infinito...
A liberdade é plena...
Horizonte pode alcançar...
A mais bela estrela pode tocar...
Sonhar, viver, sentir...
Fazer seu destino...
Por aí...
Quando ama tudo transforma...
O fel vira mel...
As distâncias se encurtam...
Nasce então a Poesia...
Fazendo-se presente...
A alma sente...
Tormentas da vida perdem o sentido...
Não há perigo...
Em coração alheio...
Encontra abrigo...
As mãos entrelaçadas...
Antes distantes...
Agora alcançadas...
Fazem bater em uníssono ...
O coração partido...
Possuindo um sentido...
É tão bom sorrir...
E nos olhos do amor se ver...
Rosto enrusbescer...
Corpo tremer...
Ah...
Quero voltar a amar...
E tudo isso voltar a sentir...
Permita Deus que eu possa...
Antes de partir...
Deixando de sofrer...
Mais uma vez viver...
Sandro Paschoal Nogueira
— em
Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho
O amor chega sem avisar...
É um desejo ardente...
Que não se admite...
Não se faz por esperar...
É uma magia...
Que abre a concha da vida...
Faz a vida ser mais sentida...
Toma conta de nosso coração...
E repousa em nossa alma...
De forma que não se imagina...
Em insistência permanece....
E nos joga em redemoinho...
Faz de cada nascer do dia...
Caleidoscópio de sedução...
Um convite a viver...
Loucura, alegria...
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do
#Tocando #violino #para #o #diabo #dançar...
É assim que se sente...
Comendo e bebendo com quem vive por amaldiçoar...
A festa vai começar...
Olhares cruéis...
Disfarçados em ironias...
Palavras dúbias...
Frias...
Deita com bêbados e drogados...
Companhia vazia...
Gente que não lhe ama...
Alguns nem lhe tem cortesia...
Monotonia ? ...Duvido muito...
Falta de amor? Quem sabe?
Coração cego, surdo e mudo...
Faz tudo errado...
Ansiando pelo certo...
Em espinhos caminha...
Enquanto a vida definha...
Será que vale a pena de fato ?
Olhar por esse prisma...
Deixar de ser sensato?
Tanto sonhos jogados no lixo...
Tanto sonhos hoje esquecido...
Tanta vontade de viver...
De fazer por merecer...
Por quê?...
Tanto caminhos trilhado errado...
Tanta esquina vazia...
Única companhia...
Uma lamparina...
Na madrugada segue a lua...
Tão longe o uivo de um lobo...
Vultos lhe acompanham...
Terror noturno...
Consigo mesmo fala...
Mas não ouve...
Quem vem lá?
É o seu medo?
Sua sina...
Mau agouro...
Viver afoito...
Sorrir sem ter vontade...
Amar por engano...
Deixar se enganar...
Uma vida...
Um ano...
Ah quem lhe dera...
Poder no espelho realmente se ver...
Não só uma casca dourada...
Tempo corrói...
Está a perecer...
Ir além do reflexo...
Deixar de ter nexo...
Beijar a loucura...
Transceder...
Espírito que não quer sofrer...
Alma ao céu subir...
Tocar estrelas...
Aos pés de Deus dormir...
Em seu lugar...
Nada combina com nada...
Pura fantasia...
Mundo suspeito...
Tudo é tão esquisito...
Feche os olhos...
Sinta a verdade...
Qualquer uma...
A sua...
Pode ser...
Olhar triste...
De um tempo outrora...
Agora só lembrança...
Lá fora...
Talvez o futuro que se vislumbra...
Não seja só o vazio de uma sepultura...
Sempre tem um recomeço...
Do destino seu apreço...
Sandro Paschoal Nogueira
#Ecos #de #silêncio #que #chama...
Sombra de cada um que passa...
Pelas pedras azuis...
Calçadas...
Encantar da chuva que forma...
Em tarde calma...
Silenciosa...
Um coração solitário...
Que a tudo observa...
Da tranquilidade...
Faz a paz...
E assim o espírito eleva...
Sonhos criam asas...
Que bebe em cântaros de saudades...
Aos céus sobe...
Em meio às potesdades...
Do mundo leva a ilusão...
Do que foi e não deveria ser...
Do dito pelo não dito...
Do que deveria esquecer...
No Supremo se aninha...
Sua alma encontra a felicidade...
Inocentemente retornando...
A sua mais tenra idade...
A brisa perfumada...
Então o chama...
Embalado em suas asas...
Retorna à realidade...
E de volta às pedras azuis...
Da cidade que ama...
A tarde finda...
No céu a lua desponta...
Deixando para outro dia...
A chuva que se formava...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
Terra encantada...
Sem fadas...
Onde a magia acabou...
Sem fronteiras na beira da estrada...
Onde aqui estou...
Silêncio que grita bem alto...
Sem pudor...
Vivendo em uma era de anonimato...
Sob a tirania de algum coronel...
Maldade cruel...
Pessoas inúteis e fúteis...
Achando-se ser tal...
Valores invertidos...
Em nome da liberdade amoral...
Dias...meses...de nada...
Lá fora o perfume morreu...
O tempo passa...
Nada muda...
Lamento de alguém, que esqueceu de crescer...
Optei assim por viver...
E com poucas palavras...
Vindo lá do fundo...
Abro minhas asas...
E retorno para o meu mundo...
#Defendo #o #que #sou...
E você?
Que fará com a lembrança...
De sonhos perdidos de criança?
Seu futuro será em preto e branco?
O tempo correrá noite e dia ?
Passará por madrugadas frias?
Seu choro será contido?
Amargamente escondido?
O sangue ficará frio ?
Terá um irônico sorriso?
Enfrentará com coragem o seu medo?
A pureza apagará...
E no fundo do olhar...
Algum brilho terá?
Se eu lhe digo essas coisas...
Embora me odeie...
Falo da ternura que você não sabe...
Custa encontrar o amor...
A você entrego esta mensagem...
Sandro Paschoal Nogueira
#Quem #é #capaz #de #amar...
E trair ao mesmo tempo ?
Será eu ?...
Será você ?...
Talvez o vento...
Responda quem puder...
Essa minha indagação...
Doar sem receber...
Receber sem merecer...
Alguém merece a confiança ilimitada?
Acreditar que dali não viria...
A cruel punhalada...
Trai com um sorriso...
Em ato banal...
Sentindo alegria...
Enquanto faz o mal...
Colecionar decepção...
Para mim não é normal...
Aperta meu coração...
Perco a fé ...
Desistimula a crer...
Nas pessoas por final...
Em mais um dia...
Compreendo então...
Embora não aceite...
Tamanha ilusão...
De onde menos se espera...
Na alma se recebe a punhalada...
Ao traído um triste ai...
Para quem traiu ...
Não foi nada...
Sandro Paschoal Nogueira
Sandro Paschoal Nogueira
#Ah...#triste #jacú...
Jacú tão triste...
Sob garoa...
Sob chuva...
Indolente...
Hoje não canta...
Hoje nem pia...
Não procura suas frutas...
Tristeza é sua companhia...
Triste jacú...
Por que tamanha tristeza?
Sozinho...
Assustado...
Calado...
Com frio...
Molhado...
Não quer voar...
Para onde iria?
Tão triste jacú...
Jacú tão triste...
O céu o compreende...
O firmamento chora...
Vendo a grande tristeza de coração...
Aumentando mais sua solidão...
O vento frio sopra...
Convidando o jacú para brincar...
Mais ele não quer...
Não quer voar...
Só quer ficar assim...
Aguardando...
Esperando...
Sabe-se lá o por quê...
Ah... jacú triste...
Tão triste jacú...
Que fez o jardim...
Também triste chorar...
Deixem assim o jacú triste ficar...
Quem sabe amanhã...
Quando o sol voltar a brilhar...
Faz a tristeza do jacú ir embora...
E ele feliz...
Volte a voar...
Sandro Paschoal Nogueira
O que pode acontecer comigo?
Que já não tenha me acontecido?
Amar o Vento...
Indolente ou encontrar o equilíbrio?
Navegar em mar de raios que se revela...
Sem razão aparente...
Sem dor...
Tocar o lume acendendo as manhãs...
Ter na mente, no coração, no silêncio...
Uma força, um sentido...
Transborda-me em doçura...
Minha maneira de enlouquecer...
Única e intensa...
Mãos trêmulas de tanto querer...
Se o que me resta ainda sonhar...
Me cabe mudar em mim a sorte...
Mostrar o meu o rosto no crepúsculo...
Antes da dança da morte...
Sem asas ...
Preso ao chão...
Quero alto poder sonhar...
Me encantar com a vida...
Em cada olhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Ele #morreu...
Ninguém sabe o porquê...
Overdose de amor...
Talvez por sofrer...
Desde a tenra idade foi criança solitária...
Brincava sempre sozinho...
Seus sonhos era seu ninho...
De vontade forte...
"Diabo louro" era chamado...
Muito tímido...
Algumas vezes confundido...
Com moleque mau-criado...
Era diferente...
Brincava sozinho de pique-esconde...
De Deus ele se escondia...
E rindo como podia...
Desafiava a divindade...
Para lhe encontrar naquela folia...
Imaginava que o mundo era todo seu...
Estranha e grande fantasia...
Inocentemente feliz...
Enquanto crescia...
Ele dizia que era tão bom...
Quando o pai lhe carregava em seus ombros...
Seu avô o chamava de "bolinha"...
E quando sua mãe preparava guloseimas...
Não saia da cozinha...
Brincava no barro...
Caminhão...
Casinha...
Brincadeiras de roda...
Era só alegria...
Jogava peão...
Sempre ganhava na amarelinha...
Mas foi crescendo...
E triste foi ficando...
Descobriu o chorar...
Quando muitos no céu foram morar...
As peraltices deixaram saudades...
Quando se apaixonou pela primeira vez...
A criança foi embora...
O rapaz apareceu...
E na paixão não correspondida...
Sofreu...
Sonhou, um dia, ir embora...
O mundo descobrir...
Dizia que queria viver...
Fazer por merecer...
Continuar a crescer...
Não mais sofrer...
Então...
Na ilusão presente...
Conheceu muita gente...
Acreditando que tudo era bom...
Se perdeu...
O espelho lhe enganou...
Promessas falsas lhe fez...
Maldade o circundou...
Sua fé pereceu...
Sorriso perdeu...
Teve medo de abraçar...
Teve medo, de mais uma vez, se doar...
Anos foram passando...
E ele sempre lamentando...
Pelo mundo mágico que um dia acreditou...
Pela magia que terminou...
Nunca mais confiou...
Nunca mais amou...
Nunca mais sentiu...
Tudo esfriou...
As pedras azuis podem testemunhar...
Mas são caladas...
Não querem essa história contar...
As árvores jazem mortas...
Foram seus pais que plantaram...
Disseram a ele que, em suas sombras, teria abrigo...
Quando, já não mais aqui estivessem...
Tudo se foi...
Restou para ele o testemunho vazio dos tijolos...
Da casa que em dias passados...
Felicidade fazia morada...
Das belas flores de sua mãe...
Tão perfumadas...
Do colo do pai...
Abrigo escondido....
Descobriu lentamente...
O tempo é um professor...
A amadurecer...
Superar a dor...
"- Assim é a vida... " Dizia...
Aprendeu...
Acostumou...
A colecionar alegrias...
E guardar as tristezas também...
Do cálice da amargura...
Ele não bebeu...
Mas também não temia...
Sabia...
Que tudo nessa vida é efêmera...
Que termina um dia....
Desde a grande alegria...
Até a torturante agonia...
Ele confiou em Seu Criador...
Pois ter fé...
É aceitar sem realmente saber...
O que está para acontecer...
E sempre vale a pena viver...
Sandro Paschoal Nogueira
Um dia fui criança sonhadora...
Muito amado pelos meus pais.
Com irmãos, grandes aprendizados...
Tive mimos e cuidados especiais.
Adolescente aguardando amor...
Invejado, desprezado...
Sem nenhum cuidado...
Enganei e fui enganado.
Fui atendente, pasteleiro, cozinheiro, faxineiro,
cabeleireiro, leão cobrador...
Vaguei nas ruas, madrugadas...
Troquei dias por noitadas...
Estrapolei, fumei... bebi...
Passei fome...
Não roubei, nem me prostituí.
Quis ser padre e templos frequentei...
Conheci párocos, pastores, pais de santo, babalorixás...
Adorei santos católicos...
Muitos oráculos consultei...
Médium, adivinho...
Invoquei demônios...
Servi a deuses esquecidos...
Tornei-me bruxo, feiticeiro, necromante...
Sempre buscando algo...
Ali, lá e acolá.
Cansei de tudo isso...
E resolvi só trabalhar...
Carreguei muito peso...
E de ninguém quis mais ser empregado.
Fui dono de empresa, proprietário de casa noturna,
lanchonete, restaurante, casa de jogo e de bar...
Artista plástico, pintor...
Tudo isso também fui.
Como sátiro insaciável...
Excelente amante...
Com muitos me deitei...
Conta perdi...
Com nenhum adormeci.
Enterrei muitos amigos...
Poucos inimigos...
Deixei família também por lá...
Tão triste ver o cal cair...
Triste ao pó retornar.
Fiz tanta coisa...
Muitas outras ainda por contar...
Algumas...
Muitas...
Melhor esquecer...
Não convém contar...
Nem mesmo lembrar...
Trazem arrependimentos...
Tristezas grandes...
Fazem lágrimas rolar.
Engoli muitos sapos...
Andei em farrapos...
Trabalhei...
Suei...
Me estressei.
Tudo foi minha vida...
Muitos caminhos...
Veredas...
Estradas que engatinhei...
Andei... passei... parei...
Tomei rasteiras...
Caí...
Não desisti nunca...
Não desisto nunca...
Nem é bom nisso pensar.
Hoje dizem que sou...
Hoteleiro... dono de pousada...
Bem vestido, bonito, cheiroso...
Elegante cavalheiro...
Grosso ou fino...
O que importa?
Alguns me chamam de poeta...
Só porque traço algumas linhas...
Poucos rabiscos.
Sem nenhuma ambição...
Por mais um dia vou vivendo...
Para Deus agradecendo...
Até onde Ele queira me levar.
#Dizem #que #burro #velho #prefere #capim #fresco...
Esse é o meu dilema...
Prefiro tudo mais arcaico...
Museu...Teatro...
A coroa do que o cetro...
As rugas com histórias...
O cabelo branco...
Barriguinha é um luxo...
Topete acho feio...
Prefiro aprender...
Não recuso ensinar...
Mas acho muito mais bonito...
Quem tem história para contar...
Um rosto marcado me fascina...
Também tem seu brilho...
Dele não me esquivo...
Lânguido me entrego...
Da carne firme passo batido...
Nela não escorrego...
Acho tão tola essa juventude...
Pouca paciência tenho...
Tudo tão repetitivo...
Enfadonha...
Pode ser que algum dia...
Espero que demore bem...
Deixe de gostar da sombra e da água fresca...
Que só a maturidade tem...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Pizzaria Romanella.
#Um #cinza #nublante #no #céu...
Mais a frente um destino...
Sob as árvores sozinho...
Ouvindo o canto dos passarinhos...
O olhar segue um vasto horizonte...
Perdido adiante...
Sereno cai lentamente...
E a brisa tão contente...
Traz perfume no ar...
Rosas, jasmins, madressilvas...
Muitas flores a bailar...
Abelhas e beija-flores...
Também põe-se a dançar...
Envolto em meus ais...
Aonde somente Deus me vê...
Sozinho e triste...
Fico lembrando de você...
E na hora incerteza que me cerca...
Soliturno...
Sem amigos...
Invoco o tempo para conversar comigo...
A vista embaça...
Pelas lágrimas do coração...
Tudo foi embora...
Velhas árvores, tachos de doces...
Bolos de chocolate...
De lenha...o antigo fogão...
Já não tem o pastel...
A empadinha de palmito com camarão...
Os seresteiros de outrora...
Que na calçada...cantavam...
Com muita emoção...
O bate-papo...
O disse me disse...
De todo final de semana...
Perdeu no tempo...
Sobrou a saudade...
Da tenra idade...
Vão-se os anos que não voltam mais...
Hoje tudo é tão rápido...
Mal amanhece e já é noite...
E no quintal aqui sentado...
Só tenho uma certeza...
De que Deus está ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
#Não #há #explicação #de #como #surgiu #tudo...
Se for pra ser...
Certeza que nada é por acaso...
Por um longo momento calado...
Destino comigo falou...
Fale comigo agora...
Por favor...
Fale comigo agora...
Venha comigo...
Não se preocupe com isso...
Venha comigo...
Foi dificil de dizer...
Foi difícil de entender...
Era hora de seguir adiante...
Ele tinha que fazer isso...
Outra vez....
Então...
Todos olharam uns para os outros....
Todos se viraram e olharam...
E os dois se viraram...
E caminharam para longe...
Foram viver...
Sandro Paschoal Nogueira — em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Minhas palavrasa podem estar muito longe do as pessoas querem ouvir...
E talvez próximas de um julgamento que não posso permitir...
Durante muito tempo acreditei...
Nos sonhos que desejei...
Fiz bolhas de sabão...
Que vivendo a realidade...
Levou essa minha ilusão...
Mistura de sentimentos...
Em fatos banais...
Alma indecisa...
Que em todos os dias...
Busca a sabedoria...
Mediando minha alegria...
Na porção do meu ai...
Busca longa...
Que nunca a encontra...
Em meu faz de conta...
Volto a sonhar...
Obra prima de vontade a jorrar...
Do amanhecer ao entardecer...
Na labuta diária...
Ditoso e agradecido...
Aguardo compassivo...
Ser mais iluminado...
Sorrio com vontade de chorar...
Disfarço com maestria...
Meu rosto torna-se então....
Uma paisagem...
Fria...
O coração lá dentro se arvora...
Na balança monótona das horas...
Escorrem de segundos em segundos...
Pendatemente em passos fundos...
Não espero recompensa...
Conheço a ingratidão...
Acredito que a vida é bela...
Que é para ser vivida...
Se na dor for queimado...
Renascerei das cinzas...
Sandro Paschoal Nogueira
Ninho de cobras
Passaste por mim na #rua
Passaste toda #dengosa...
Olhei e pensei:
que #cobra sinuosa...
Quando abre a boca
O que escorre é #veneno...
palavras engolidos por esse corpo #obsceno...
Se murmuras, para agradar...
na verdade só consegue #sibilar...
Um dia após outro
sempre a caçar ....
Essas são as minhas cobras.
que estou a criar....
Vem vc também para cá....
Sandro Paschoal Nogueira
#A #vida #é #uma #festa...
Que ninguém sabe a hora de terminar...
Uns partem dela cedo...
Enquanto outros continuam a bailar...
No abrir dos olhos pelas manhãs...
Já é hora de festejar...
Um corpo limpo...
Um sorriso para nos enfeitar...
Roupa é só pano...
Traça come cedo...
Porém combinar as cores...
É só um começo....
Após o banho...
Creme em toda pele passar...
Hidrata e amacia...
Levanta nossa estima...
Perfume é um outro segredo...
Doses certas sem exagerar...
Qualidade acima de tudo...
Para a todos agradar...
Roupas limpas, bem passadas...
Bonitas para usar...
Quem não se enfeita...
Por si já se enjeita...
Tem que impressionar...
Belos sapatos formam um par...
Escolhido com cuidado...
Lustrado...bem escovado...
É a base do caminhar...
Tem pessoas que não ligam para os pés...
Já começam a errar...
Pés limpos, lindos , calçados...
Faz desejo aflorar...
Uma calça com vinco...
Traduz com ímpeto...
Personalidade forte...
Com viço...
A camisa tem que ser a que combina...
Com as cores do dia...
Discrição aconselha...
Pode usar brilho...
Cor opaca se desejar...
Listras ou xadrez a escolher...
Quem decide é você...
Elegância é de berço...
Mas todo mundo pode ter...
Começando a se gostar...
E fazendo por merecer...
Antes de sair de casa...
Última olhada no espelho...
Tudo alinhado...
Merece respeito...
Aprenda a bem viver...
Cama e comida cara é de hospital...
E cemitério tão cedo...
Ninguém quer ver...
Festeje com alegria...
A graça recebida...
De viver...
Sandro Paschoal Nogueira
Houve um tempo em que minha janela se abria....
Sem horas e sem dores...
Com sorrisos, flores...
Desejando amores...
Em dias quentes e em madrugadas frias...
O tempo não é nosso tempo...
E passou...
Tudo passa um dia...
Esperança já tardia...
O que é torto, o que é direito...
Que é tido como certo...
Duvido...
Vira e mexe me complico...
E por mim já descarrilho...
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo...
E nenhum predicado será prejudicado...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
"-Viva eu ignorante e ignorado..."
Dizia assim o ogro...
Que não era amado...
Corpulento e desajeitado, de maus bofes e mal apresentado...
Vivia, diziam, em pântano assombrado...
Sonhar ele não sonhava...
Tinha, nas madrugadas e em horas dos dias...
Única companhia...
Eterna agonia...
Todos os olhares desviavam de sua face...
Nenhuma mão lhe era estendida...
E em total desenlace...
O ogro sofria...
Seu espírito tal qual criança perdida...
Tinha na solidão o abrigo...
Grande coração não compreendia...
O porquê daquele castigo...
Tantos belos rapazes de almas vazias...
De vidas abastadas, luxuosas e perdidas...
E ele fadado pela aparência...
Ter nessa existência...
Condenado a resiliência...
Sua única alegria...
A qual foi talhado...
Era do pântano em que morava...
Retirar do lodo em que chafurdava...
As mais belas flores que colhia...
Mas não se engane meus amigos...
O ogro também amava...
Linda donzela de aldeia vizinha...
E nas madrugadas....
Em surdina...
Sob a cumplicidade da senhora da madrugada...
A lua se escondia...
Favorecia assim...
Ao ogro do pântano...
Colher de seu jardim...
A mais bela flor...
E na escuridão que o cercava....
Cantava as mais lindas melodias...
Ofertava desse modo, junto com as flores, todo o seu amor.
A linda donzela não sabia...
Que seu pretendente era o ogro enjeitado...
Que para ela o ogro colheria...
Não só as mais belas flores da terra...
Mas que também lhe daria...
As estrelas para lhe fazer companhia...
Um dia...
Em desejo...
A donzela se escondeu...
Queria descobrir quem era seu amado...
Que no manto da escuridão...
Se apresentava...
Enfim...
Naquela noite fria...
Pela estrada prateada...
O ogro ia...
E como sempre levava em seu bojo...
Do seu amor o encanto...
As estrelas brilhavam mais que tudo...
E quando o ogro começou a cantar...
Desceram do céu para festejar...
A mais bela melodia...
A donzela pode então ver...
Que seu amado não era belo...
Mas seu coração singelo...
A encantou....
E assim termino minha história.
Acreditando no que digo....
Podemos não ser belos por fora...
Mas é na alma...
Que Deus mora...
Sandro Paschoal Nogueira
#Despe #do #corpo #a #alma...
No frio concreto molhado...
O fato está feito, silenciosamente...
Diante do tempo que não pára...
Sonhos talvez tivesse...
Louvores sairiam em trinados...
Asas seriam estendidas aos céus...
Mas está tudo acabado...
A vida continua...
Mas não para o anjo caído...
Saiu de seu abrigo...
Tudo está perdido...
Aos céus já não mais irá alçar...
Em jardins não brincará...
Em silêncio a morte diz...
O que na vida não queremos ver...
Se você não sabe o que é a vida...
Nunca irá entender a morte...
A vida sempre é um encontro...
Um desejo...
Um alento...
Todo dia é uma festa...
Sempre é hora de florescer...
Sonhe sempre...
Seja feliz e faça acontecer...
#Gente #hipócrita #e #feia...
Mentem tanto e a tudo manuseiam...
Aranhas asquerosas ...
Vida suja em teia...
Já não mais me admiro...
Só lamento o fato...
Sempre quando saio de casa...
Fico consternado...
É tanta mentira...
Que vejo no olhar...
Gesticulando demais...
Põem-se a gargalhar...
Fico só prestando atenção...
Querendo chamar a atenção...
Estufa o peito o pavão...
Pensa que me engana...
Acredita nele mesmo...
Se achando espertalhão...
A matrona, por sua vez, tenta disfarçar...
Sua língua é guizo de cascavel...
Batendo na boca até o céu...
A chocalhar...
Com voz meiga...
Fazendo-se de ingênua...
Cheia de trejeitos e afins...
Odalisca de botequins...
É uma bela viola...
Mas por dentro...
Com certeza...
Pão bichado, bolorento...
Incautos acreditam...
Em qualquer promessa vã...
Gente boba...
Retardada...
Querem...
Precisam...
Se enganar...
Penso eu cá comigo...
Só existem espertos...
Enquanto tolos estiverem perto...
Um sorriso nos lábios...
Pego rapidinho meu caminho...
Saio de fininho...
Não sou grande coisa...
Mas também pequena não sou...
Se com porco eu ando...
Farelo também vou comer...
Não gosto dessa ração...
Então...
É melhor eu me abster...
Sandro Paschoal Nogueira