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Frases de Sandro Paschoal Nogueira

513 frases

⁠O mais feroz lobo faminto... De alma abalada de lado a lado... Na escuridão da noite de um infinito...
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⁠O mais feroz lobo faminto... De alma abalada de lado a lado... Na escuridão da noite de um infinito... Sorvendo em taças douradas meu absinto... Tudo é vaidade nesse mundo vão... Tudo é pó... Tudo é nada... E a lua que desponta na madrugada... Testemunha a flor nascida que é logo desfolhada... Beijos de amor pra quê? Só neles acredita quem é louco... Sim, louco sou... No cio que se faz presente... A alma se cala... E o espírito fica ausente... Quando me lembro desse sabor que tinha... Os seus carinhos... A suas mãos nas minhas... Quando os meus olhos cerram de desejo... Só na loucura posso ser feliz... Compreendo... Achas-me indiferente… E até crês que há em mim desdém... Sem você já não me encontro... Vago no aqui e no além... Não vês que meu viver é falso... Num cortejo de lobos... Rumo ao cadafalso... Não vês que os loucos também amam? E sentem aflições na alma? Quem ama inventa as penas em que vive... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um pouco mais de sol - sou fogo... Um pouco mais de azul - sou além... Um pouco mais de amor...
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⁠Um pouco mais de sol - sou fogo... Um pouco mais de azul - sou além... Um pouco mais de amor... É tudo que me convém... Em minha alma tudo se derrama... Enquanto quero, busco e sonho... Antes que o calado tempo esmague tudo... À ronda dos segredos... Enquanto toca-me seus dedos... Aqui chegando de onde venho... Ver-me se apareço... Um pouco para chamar sua atenção... Tentando surrupiar seu coração... Aqui ficam as coisas... Somos estrangeiros onde quer que estejamos... Por tal passo por essa vida... Hora chorando... Hora brincando... Que quer o amor mais que não ser dos outros? Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quando o vento adormece e surge a lua... Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas... E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas...
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⁠Quando o vento adormece e surge a lua... Um canto triste e longínquo ecoa nas ruas... E as estrelas caladas e do meu pranto testemunhas... Elevam minha alma a tão doce e puro encanto... Fazendo-me lembrar dos amores esquecidos... Por mim, tão vividos... A saudade então me abraça... Que a delirar então me obriga... Enquanto a mim murmura... A sonhar na vida... Minhas partidas... Minhas chegadas... Noites vividas... Alvoradas... Ah doce amor... Que agora beijas minh'alma... É noite... E é tão escura... Nem o brilho das estrelas... Nem o brilho da lua... Esconde essa minha angústia... De não ter minhas mãos junto às suas... Tudo dorme... Só eu velo... Desejando você... Que é feito de tudo? Por que tudo assim? Dormir, sonhar e sorrir... Ronda rotineira... Toda noite é assim... A lhe buscar pra mim... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Vinha em lua minguante... Em um baile que não existiu... Caminhou à sombra de luz moribundas...
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⁠Vinha em lua minguante... Em um baile que não existiu... Caminhou à sombra de luz moribundas... Ninguém o viu... Ainda que o grito sufoque a garganta... E que os anos vividos lhe pesem nas costas... Esboça um sorriso franco... Sob as pedras que jazem mortas... De coração confundido... A noite trocou e dispersou os amigos... Silêncio e respiração mais nada... Se é milagre existir... Olhando em seus olhos imagino... Um vazio... Um abrigo... O que eu amo não sei... Amo em total abandono... Quisera eu o poder amar... E sufocar sua solidão... Resgatando-o desse amorfo sono... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Passamos pelas coisas sem as ver... Se alguém nos pede amor não nos fazemos amar... Como passamos pelas flores numa calçada...
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⁠Passamos pelas coisas sem as ver... Se alguém nos pede amor não nos fazemos amar... Como passamos pelas flores numa calçada... Sem as notar... Somos agora mais lentos... Nem tudo é novidade... Passamos pelo tempo... Chega a velhice... Não aproveitamos a mocidade... Em noites inclinadas de melancolia... Não percebemos a lua... As estrelas que nos fazem companhia... De palavra em palavra... Dia após dia... Finda-se a vida... Não percebemos... Já não transborda o cálice em alegrias... Onde a luz é feliz... Ela se demora... Vivamos imensamente... A fuga das horas... Hoje e agora... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Nas veredas da vida a minha alma não cansa... Minha paixão aos céus é grata... Enquanto caminho sobre as pedras caladas...
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⁠Nas veredas da vida a minha alma não cansa... Minha paixão aos céus é grata... Enquanto caminho sobre as pedras caladas... E todo este feitiço e esse enredo... Há se essas mesmas pedras falassem... Contariam as magias, os mistérios e tantos outros segredos... Viram o nascer e a morte... O inocente olhar... O puro e o perverso... Viram a lua e o seresteiro... A matrona e o embusteiro... Viram as mocinhas assanhadas... O cio dos rapazotes... Ouviram os gritos de dor... Sob o fragelo do chicote... Tanto viram e ouviram... Mas nada testemunham... Nem mesmo o sangue... Escorrendo pela fronte... Se se pode gritar a Verdade... Por que escolhida essa sorte? Minha terra... Onde tenho o meu pão e a minha casa… Minha terra onde meu pai nasceu… Aonde a mãe que eu tive e que morreu... Minha terra que fala onde nasce o dia... E que as noites são cantadas... Minha terra... Minha pousada... Onde caminho sobre as pedras tão caladas... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Trago dentro do meu coração... Todos os lugares onde estive... Todas as minhas escolhas...
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⁠Trago dentro do meu coração... Todos os lugares onde estive... Todas as minhas escolhas... Todos os amores que tive... E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero... Soa-me do fundo da alma... Sonhos sinceros... Cada homem, cada célula... Tanta coisa... Tanta gente... No universo é verdade... Nunca está só... Por muito tempo achei que a ausência é falta... De alegrias... Em tempo de silêncio... Tempo de nostalgia... Intermináveis dias... Ao longo das veredas... Porque nisso está a verdade... A vida em si... É uma aprendizagem... Voluntariamente abandonei... O meu trono de sonhos e cansaços... E aguardei com lágrimas no vento... Mas sempre de peito aberto... Não tenho pressa... Pressa de quê? Para quê? Toco só onde toco... Não em que desejo... E assim sigo... Sonhando... Desejando... Vivendo... Sandro Nogueira

⁠Entram noites... Entram dias... O pó e a rotina...
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⁠Entram noites... Entram dias... O pó e a rotina... As coisas repetidas... O café requentado... O pão amassado... O dia que começa... O galo cacareja... Varrer o quintal... Tirar as folhas mortas... A justiça no fio da espada... Pátria mal-amada... Com a corrupção amasiada... Ah essas ruas... De pedras mudas... Cães velhos e doentes... As mesmas pessoas... Dia a pós dia... Um desejo de não sei o quê... Quando a lua toca-me o rosto... Na noite escura e fria... Lembrando de um dia ter sido amado... Tão distante o passado... Os amores foram poucos... Morreram sem cuidados... O tempo apagando... A marca dos meus passos... Os dias embraquecendo meus cabelos... Agora já tão escassos... Não passa o tempo da saudade... Passa um nada meio acontecido... Vivemos e morremos feridos de silêncio duro e violento... Insistindo em dizer... Que tudo é belo... O ano passa, e breves são os anos... Poucos a vida dura... Dar sem ter... E ter sem tirar... Fazer por merecer já que a ruína compreende tudo... E eu conheço bem pouco desse mundo... Demoro demais... Ao óbvio perceber... Vês aqui alguma figura? Ninguém vê... Minhas tardes envenenadas... De um vazio por dentro... Único a me encher o tédio... O meu cão... Abanando o rabo... Construí um labirinto... E nele me perdi... E também nem sei... Se dele quero sair... Ontem eu era o mesmo... Amanhã também serei... Não mudo... E nada mudarei... Meto-me para dentro... Fecho a janela... Apago as luzes... Ascendo uma vela... Rezo pedindo uma graça... Que amanhã seja melhor e diferente... Mas se não for... Saúde já me basta... E sem pensar em mais nada... Como e vou dormir... Minha alma... De tudo está cansada... Entram noites... Entram dias... O pó e a rotina... As coisas repetidas... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Silêncio... Hora morta... Desfolhada...
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⁠Silêncio... Hora morta... Desfolhada... Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada... Hora inútil e sombria de abandono... Um punhal em minhas costas... A certeza cruel... Do meu engano... Sem rumo para os meus passos... De que me serviram seus abraços? Desiludido ainda me iludo... Diante cruel mundo... A quem devo dizer o contratempo... Do solavanco desse destino... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Obrigado a todos que me desejaram e me desejam o mal... São vocês o meu alento 🙏 Fugistes à ordem dos caminhos...
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⁠Obrigado a todos que me desejaram e me desejam o mal... São vocês o meu alento 🙏 Fugistes à ordem dos caminhos... Do fundo do tempo implacável... Domastes as tristezas... Banhastes nas águas e beijastes os ventos... Ristes de seus inimigos... E sentastes à mesa diante deles bebendo vinho... Erguestes tua casa entre paisagens sem alento... Na falta daqueles que te amaram tanto... Espalhastes aos quatros cantos o negro breu... O grito de revolta preso à garganta... E clamastes às estrelas presas no firmamento... As mesmas te responderam... Tudo passa... É só um momento... E hoje... Em cada grão de areia... Em cada flor a desabrochar... Encontraste o ágape do Criador... Tudo o que existe de grande e puro, veio... E logo, de audácia em audácia... Quebraste o círculo mágico... Encontrando a paz... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Era de noite quando eu bati à tua porta... E na escuridão da rua tu abriste as portas... Por que assim me deixas
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⁠Era de noite quando eu bati à tua porta... E na escuridão da rua tu abriste as portas... Por que assim me deixas Com alegrias e até tristezas Rodeando-me de incertezas? Que a tua boca me diga... Segredos em pé de ouvido... Quando tua mão me toca... Despertando em mim os mais loucos desejos... Ah como agora os dias são curtos... E a noite chega sem demora... Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora… Sensações sem nexo... Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho… Se guardo algum tesouro não o prendo... Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito? Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito? És tu ... Senhor de meus olhos... Só pertencemos... A quem nós amamos... Sandro Paschoal Nogueira

⁠É a minha lei viver de amor... Morrer não quero... Desfalecer...
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⁠É a minha lei viver de amor... Morrer não quero... Desfalecer... Sufocar de prazer... Até na dor... Sim... Amar também dói... Aperta o coração... Nos tira o chão... Faz a gente contar as horas ... De agonia ... Não ver o tempo passar... Também nos tira a sabedoria... Mas amar é bom... No encontro das mãos... Na troca e entender de olhares... Saudades que não tem fim... Pensar sempre na pessoa amada... Em qualquer tempo... Em todos os lugares... Não há tempo consumido... Nem tempo a economizar... Além do amor, não há nada... Apenas amar... Um querer diferente... Que envolve e doma a gente... Harmonia suave... Mas também insensatez deslumbrada... Buscar sem saber o que busca... Sem perdão e sem disfarce... É lume que arde... Na alma e no peito... Deixando a gente sem jeito... Igual a criança tola... Que acredita no que, às vezes, não vê... É viver entre a paz e a guerra... Derrubando as distâncias... Fazendo manhas... Fatigado é procurar abrigo... No seio ondes moras... Enquanto a vida acontecendo lá fora... E o antigo vazio... Sendo preenchido... Que hei-de fazer senão sonhar... Não quero morrer de amor... Quero viver... Vivendo para te amar... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Esta noite eu durmo de tristeza... Um balão apagado... Um caixão à cova...
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⁠Esta noite eu durmo de tristeza... Um balão apagado... Um caixão à cova... A dor conhecida e não tão nova... Vil despojo da triste alma... De uma estrela morta... Ainda terei alento diante o pranto? Teu nada em um jardim de pedras... A pá de cal como promessa... Por dentro do que pensamos... Sou espírito sonâmbulo... Ser que passa no mundo, sem o ver... Ainda correm lágrimas pelos olhos... Doem mais as do coração... É tão tarde para dizer as palavras necessárias... É dia... Mas no peito a noite já é bem escura... Despertam-me um desejo absurdo de sofrer... Partistes... Não haverá retorno... Vestiu-se para um baile que não há... Só existem saudades e fotografias... A vida tornar-se-a agora tão fria... Resta-me apenas crer... Em um dia te encontrar se eu puder... E fazer de nossa eternidade... Outra história a contar... In memoriam... Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ECO Meu coração arde em coisa fria... Nem a luz...
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⁠#ECO Meu coração arde em coisa fria... Nem a luz... Nem o fogo... Nem a fome entardecida... Ou a febre da sede dos lábios... Ai, ai de mim... Enquanto caminho... É pelo corpo que nós nos perdemos... Pertenço a quem amo... Num profundo arremesso... Tenho pressa de viver... Só quero o que me é devido... Coração diga o que sofri... Nesses dias que embranquecem os cabelos… Amores vividos... Só as fagulhas voam ao vento... É preciso partir... Antes que tudo cubra-se de cinzas... É preciso ficar... Onde se é benquisto... Cerca-me a solidão... Tal como uma pedra escura... É tão fria e morta... Eu sem ti... À sua procura... Ninguém sabe dizer porque o eco embrulha a voz... Mas eu sei dizer... Que sem você... Não vivo mais... Sandro Paschoal Nogueira

⁠#REENCONTRO Do ser que tenho a viver... Sou nesta vida um qualquer...
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⁠#REENCONTRO Do ser que tenho a viver... Sou nesta vida um qualquer... À ronda dos segredos ninguém conhece no fundo quem realmente eu sou... O vento às vezes é brusco... Leva para longe quem queremos perto... Sem perdão e sem disfarce... Sem deixar uma pegada... Mas também traz... Tirando nosso desassossego... Que hei-de fazer senão com o retorno sonhar ?... Esta saudade que não tinha fim... Tenho o desejo doido de te contar... Tenho medo... Com o vento no arvoredo... Das sombras... Teimosas ao meu lado... Do silêncio tão pesado... Malícia do destino... Ignorar o que vivemos... Por dentro pressentindo... Peço... Volte... Já não é tão cedo... Pergunto por onde anda a minha vida... Já não sei mais a diferença... Sem você.. Tudo é ausência... O medo conta os vinténs... Fazendo-me seu refém... Busco a luz e a encontro... É você... E ninguém mais... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Todo o passado se dilui... Também não se acumulam os dias... Agora as verdades do que outrora foram mentiras...
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⁠Todo o passado se dilui... Também não se acumulam os dias... Agora as verdades do que outrora foram mentiras... Aos solavancos do destino... Cresci e me criei... Onde andam agora as vossas vozes? Que horizontes colhem vossos olhares? De que lhe valestes tanto mal a mim ter feito? Tantos pesares... Ouço vozes ao longe... Que os ventos recolheram... Olhos de ausência... Caminho indeciso... De onde vem? Fito essa gente... Que me rodeia e sempre rodeou... Hoje só me comovem... Tudo já passou... Por silêncio e por renúncia... Me vesti de vaidades... Das dores que trago dentro do meu peito... Das tormentas e tempestades... Mas o que não me cansa... É o que a brisa me traz... É estar bem comigo mesmo... Vivendo em paz... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Sonhos estão fora de moda... Construir castelos sem nos ventos pensar... Mas não desisto...
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⁠Sonhos estão fora de moda... Construir castelos sem nos ventos pensar... Mas não desisto... E sigo... Lá vou eu, nas minhas tentativas... Quero mais é sonhar... Tiro um arco-íris da cartola... Abro minhas asas... Caminho sobre as estrelas... Vivo com desejo de amar... Neste mundo de liberdades... Em que tudo pode, tudo é permitido... Tudo que se começa... Já tem hora para acabar... Sou pessoa de dentro para fora... Quando sonho, sonho alto... Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar... O problema em ser intenso... É que intensidade assusta, afugenta, oprime... Quem tem medo de se dar... Amanhã, já me reinventei... Não me dou pela metade... Não desisto de sonhar... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quanto dura uma paixão? Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa... No fim de um dia...
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⁠Quanto dura uma paixão? Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa... No fim de um dia... No meio da madrugada... Depois... A alegria se torna amarga... Caco de vidro que sob o sol... Cintila e se apaga... Agora... Na superfície da luz procuro a sombra... Seguirei a estrada... Não deixarei para depois... Abrirei as janelas de minha alma... Para que entrem as estrelas... Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez... Outra paixão desponte... Os destinos se decidem... A vida que tudo arrasta... Arrasta os amores também... Veneno absorvido pela ingratidão... Vieste... E fora vencida minha solidão... Mostrate-me o que eu não conhecia... Mas partistes... De forma tão fria... Levando consigo pedaços de meu coração... A qual brincaste jogando-o no chão... Vencido o sofrimento... Da sorte sem piedade... Sem ti correrá tudo sem ti... E mais uma vez passarei... Por essa tempestade... Sandro Paschoal Nogueira

⁠A maior necessidade do homem é sentir que é necessário... É estranho... Estamos continuamente à procura de quem precise de nós...
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⁠A maior necessidade do homem é sentir que é necessário... É estranho... Estamos continuamente à procura de quem precise de nós... Assim, nunca conseguiremos repouso... Um certo significado... Cavalgada solitária pelos caminhos desertos... Aperta-me para sempre... Sob as noites que adormecem-me debaixo dos olhos... Sentirmos que o tempo corre... E nada podemos fazer... Nem contra... Nem a favor... Eu fico aqui, a olhar-te a pensar no quanto te quero... Todo o meu corpo se vem quando estás a chegar... O amor é uma renúncia... Amar alguém é desistir de amar outros... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que ruas escutam vossos passos? Quais das pedras mudas e inertes testemunham por ti? Onde anda agora a vossa vida repartida?...
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⁠Que ruas escutam vossos passos? Quais das pedras mudas e inertes testemunham por ti? Onde anda agora a vossa vida repartida?... Que outrora foste minha companhia... E que agora, pelas estradas, tua alma tão sozinha... Onde um dia fostes rei... Agora é impuro plebeu... Já não és importante... És repudiado pelos teus... Aos solavancos do destino... Que embebe o ar de calafrios... Tudo é orgulho e inconsciência... E que por isso tanto dói... Escolhestes o antigo degredo... Já me tardava este espinho... Agora tão longe... Eu cá tão sozinho... Sandro Paschoal Nogueira

⁠👹👹👹 Dizem que se o diabo não pode ir ele manda o secretário... E o secretário é pior que o patrão...😱
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⁠👹👹👹 Dizem que se o diabo não pode ir ele manda o secretário... E o secretário é pior que o patrão...😱 Coloca defeito, dessaruma tudo... Querendo subir de cargo... Almejando promoção... Bem sei isso... Quando de minha casa abro a porta... Não entra um... Não entram dois... Entra a horda... A porta que passa o bem... Também por ela passa o mal... Tratar com certas pessoas... É pior que lidar com um animal... Quem tem paz no coração... À minha casa seja bem vindo... Senta-te à minha mesa... Beba comigo... E coma do meu pão... Valei-me todos os santos e anjos... Que moram no céu... Que o inimigo não me veja... Que não me encontrem... Que me esqueçam... Não me perturbem... E que fiquem ao léu... Que sejam poeira... Varridas pelo vento... Com Deus e a Virgem Maria... Eu me amarro e me prendo... O pior mal é aquele que se disfarça escondendo a verdade no coração... Todo mundo sabe... Que o inferno está cheio de gente com boa intenção... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tu que dormes à noite na calçada ao relento... Sem abrigo... Abraçado à solidão...
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⁠Tu que dormes à noite na calçada ao relento... Sem abrigo... Abraçado à solidão... Recebendo carinhos do sofrimento... Tu que estás em casa só... Dos parentes e amigos esquecidos... Que verte lágrimas quentes... Beijadas pelo vento... Tu que tens o coração... Corroído pelo ciúmes... Que resmunga por onde vais... O látego dos seus queixumes... Tu que debruçada nas janelas... Vez ou outra por detrás das cortinas... De olhar assustado... Segurando a língua e as intrigas... Tu que pelas manhãs e noites frias... Vaga por bares e boemias... Procurando preencher o vazio... Daquilo que nem tem mais sentido... Tu que cultivas a secura... Sufocando a ternura... Vês o tempo indo célere... Dias e dias... Luar após luar... Tu que andas nas sombras... E que a fome da alma conhece... Que sofre e não esquece... O mel de um dia, outrora... Em que foste feliz... E sem saber como... Deixou passar a ventura... O fel tu agora prova... Porque bem assim quis... Estava tudo pronto para receber a felicidade, e tu não fostes... Sonhaste e não lutaste... Os amantes foram e se deram... A vida aconteceu... Agora tu praquejas... Blasfema aos céus por erros teus... Percebes que sois finito? Pobre espírito... Desatas a chorar... Range os dentes sufocando os gritos... Há mortos inda que vivos, vivem... Me convenças de que ainda existes... Não serei como tu... Que da vida perdeste o encanto... Que agora em lamentos... Sofre pelos teus muitos enganos... Caminho por onde vou querendo... Já que nem os mortos como tu... Apontam -me os dedos... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tudo é orgulho e inconstância... Tudo é querer ser... Querer poder...
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⁠Tudo é orgulho e inconstância... Tudo é querer ser... Querer poder... Deixar rastro... Correr adiante os dias impotentes... Ardor no coração diante as estações que seguem... Trêmular sob o tempo que passa e a tudo consome... Talvez em cada coisa uma coisa oculta more... E dizem que isso é nossa alma... Pobre loucura dos homens... Que julgam conhecer a loucura das estrelas... Cantam a vida e falam em morrer tremendo de medo... Toda inocência, toda pureza branca... É um dom só concedido àqueles que mais amam... E se em teu coração, desde então, existe ou venha a existir um desejo... Sonhe... Para viver... Sandro Paschoal Nogueira

⁠Em plena angústia aos solavancos do destino... Sigo e pergunto ao vento e à rua onde anda você... E por detrás de cada esquina
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⁠Em plena angústia aos solavancos do destino... Sigo e pergunto ao vento e à rua onde anda você... E por detrás de cada esquina e por detrás de cada vulto... O vento traz a voz de um a voz de outro, mas não traz a sua... Ouço gritos ao longe... Que a madrugada recolheu as vozes... Senti dentro de mim o tempo a criar silêncio... Já não sonho... Meus sonhos tornaram-se poeira no tempo... Perdi a vaidade... Amei sua partida... Mas agora sofro... Pela sua ausência... A ver no mundo seco a dura e seca realidade... Pensei coisas profundas... Onde deixaste a marca dos teus pés... Não quero ser quem sou... Se não for contigo... Já sou entrado em anos... E tanto sinto... No coração não sinto pesar tanto... De inda puro sonhar... Te espero... Me dê uma e outra vez... O seu olhar... Te espero... Sandro Paschoal Nogueira