No chão sem chão
Trabalhou sua vida inteira
Não quis saber de poupar
Mandou o mundo se danar
Viveu uma grande bebedeira
Jogou trabalho e família no lixo,
A vida e os amigos verdadeiros
Não tinha moradia e nem dinheiro
Sempre pronto para alguém culpar
Jamais se deu conta disso
Viveu em bares a perambular
Achou que tinha vários amigos
E eles só queriam aproveitar
Quem o amava esperou em vão
Dizendo: - isso há de acabar.
Porém, só dependia dele mudar
Morreu entre as caldeiras do bar
Velho, no chão e sem chão, ali ficou
Imaginaram que a causa era bebida
Nem pensaram que era falta de vida.
Estirado, até que a família o resgatou
Mais um ser invisível
.....
Mais um ser invisível
Mas,
Num belo e silencioso dia
Mais um ser invisível nascia
Ninguém nunca o percebia
Para todos ele não existia
Porém,
Mesmo que ninguém o visse
Era assim que ele vivia
Para muitos sem serventia.
Algum mal isso lhe traria?
Contudo,
Gostava de ajudar pessoas
Essa era sua maior alegria
Ajudava sem olhar a quem
Era o bem que nele existia
Todavia,
Ser assim, só trazia alegria
Fazia sempre o que queria
E era assim todos os dias
Um ser invisivelmente feliz.