O brilho de uma conquista legítima é um ruído insuportável para quem fez do próprio vazio o seu único eco
Frases de SamuelRanner
38 frases
A sexualidade alheia só vira uma preocupação quando a própria ainda não é uma morada."
Quem é bem resolvido é identidade, quem vigia o vizinho é contraste: o monitoramento da vida alheia é apenas o ruído de quem ainda não sintonizou a própria frequência.
A religião trata de uma ilusão coletiva, impalpável e sem base factual, mas que molda a percepção do real; ela se torna poderosa porque prefere inventar um sentido a aceitar a incerteza do desconhecido.
Viver é ser um Wi-Fi biológico que capta sinal de tudo, mas não tem a senha de nada. Sentir é o 'delay' entre o que o mundo te joga e o tempo que você leva para entender o tamanho do estrago ou da sorte.
A decepção é quando o seu 'eu' de ontem fez um Pix de expectativa que o seu 'eu' de hoje não tem saldo pra pagar. Viver é passar o resto da vida tentando negociar essa dívida com a realidade.
A vida não é o rastro que deixamos no tempo, mas a resistência que oferecemos à simetria do esquecimento. Somos a única parte do universo que sequestra a energia do caos para fabricar nostalgia.
A rudeza tem um fundo de fraqueza e insegurança. O inseguro projeta isso em alguém e espera que alguém reaja ao mesmo nível de brutalidade. Quando você responde de forma inteligente e fria, você quebra o ciclo.
As Aves Que Aqui Cantam O verde rompe o asfalto com firmeza, um sopro de aragem na urgência do dia,
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As Aves Que Aqui Cantam O verde rompe o asfalto com firmeza, um sopro de aragem na urgência do dia, onde o concreto ergue sua frieza e a vida pulsa em pura sinfonia. Não há muro alto que cative o vento, nem torre fria que anule o seu cantar; o tempo avança em cada movimento, lembrando a alma o dom de respirar. As aves que aqui cantam na cidade são as mesmas que cantam em todo lugar; até no cemitério cantam a vida é passageira, e o peito vibra ao ver o sol raiar. Recordam o pó, mas cantam a aurora, o instante breve, o sopro que é eterno, a ânsia pura de viver agora antes que chegue o silêncio do inverno. Vagar pelas ruas é buscar o sentido no voo ligeiro que cruza o azul, entre o grito urbano e o peito ferido que busca o norte, o leste, o sul. Ser ave e ser homem é cruzar o abismo, é ser faísca acesa na escuridão, encontrar no trânsito o lirismo e a paz profunda dentro do coração.
A vida às vezes rasteja a gente no asfalto. A gente quebra, remenda os cacos com o que tem à mão e segue o baile cambaleando mesmo. Cicatriz não é medalha de guerra bonita; é lembrete físico de onde a bota apertou. O segredo não é fingir que a dor não existe, é aceitar que o estr…
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A vida às vezes rasteja a gente no asfalto. A gente quebra, remenda os cacos com o que tem à mão e segue o baile cambaleando mesmo. Cicatriz não é medalha de guerra bonita; é lembrete físico de onde a bota apertou. O segredo não é fingir que a dor não existe, é aceitar que o estrago aconteceu, aprender a andar mancando, e parar de ter medo da próxima rasteira.
Amigo de verdade não é quem tenta arrancar a sua dor, mas quem aprende a carregar o silêncio do seu lado. É aquele que não tem pressa para ver você sarar, que aceita o ritmo torto dos seus dias e lembra, sem precisar dizer nada, que a escuridão nunca foi grande o bastante para ap…
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Amigo de verdade não é quem tenta arrancar a sua dor, mas quem aprende a carregar o silêncio do seu lado. É aquele que não tem pressa para ver você sarar, que aceita o ritmo torto dos seus dias e lembra, sem precisar dizer nada, que a escuridão nunca foi grande o bastante para apagar quem você é.
Resiliência não é a capacidade de não cair. É a coragem de se levantar sabendo que pode cair novamente. E seguir em frente assim mesmo — não apesar das cicatrizes, mas porque delas você aprendeu a caminhar diferente.
Nenhuma vitória é inteiramente solitária; sobrevivemos aos abismos porque, no final, sempre houve uma mão estendida ou uma voz a nos lembrar que não precisamos lutar sozinhos.
O Canto da Terra dos Brasis Desperta o manto de anil sobre as matas sagradas, Onde o sol desenha rios de ouro e vertentes,
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O Canto da Terra dos Brasis Desperta o manto de anil sobre as matas sagradas, Onde o sol desenha rios de ouro e vertentes, Erguem-se os montes em preces d'almas lavradas, Guardando o passo altaneiro de tantas gentes. Sois a pátria livre que o vento do Sul embala, No peito verde que pulsa em cada fronteira, Onde a esperança não cessa, não cala, não para, Bandeira viva desdobrada na imensidão inteira. É o canto da terra que brota do chão profundo, É a força sagrada que guia este povo guerreiro, O abraço fecundo que acolhe os quatro cantos do mundo, Nas asas abertas da paz do Cruzeiro. Ó pátria amada, de seiva pura e infinita, Onde a justiça caminha de braços dados com o amor, Tua beleza soberana a própria aurora habita, Fecundando o futuro com a graça do Criador. Brilha o teu destino nas mãos de quem te cultiva, Nas veias d'água que correm lavando a dor, Mantém a alma altiva, generosa e viva, Templo sagrado da luz, do bem e do esplendor.