Pular para o conteúdo

Frases de Samuel Eduardo Fortes

931 frases

⁠O que é a vida? Como sendo a criação permanente do novo, a vida é o que acontece entre uma respiração e outra, é uma condição de energia que busca mais energia, potência em busca de potência. Intervalo de tempo em que uma energia dura com alguma consciência que acredita ser alg…
Continuar lendo

⁠O que é a vida? Como sendo a criação permanente do novo, a vida é o que acontece entre uma respiração e outra, é uma condição de energia que busca mais energia, potência em busca de potência. Intervalo de tempo em que uma energia dura com alguma consciência que acredita ser alguma coisa, dor e sofrimento, afinal de contas não me lembro de ter sofrido antes de nascer e tenho a nítida impressão de que não sofrerei depois de morrer, a vida é o excesso, a surpresa e a fecundidade.

Entre Galhos Verdes ⁠O preço de qualquer coisa, é a quantidade de vida que você troca por isso. Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda. Para onde o pensamento vai, quando ele é esquecido? Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo…
Continuar lendo

Entre Galhos Verdes ⁠O preço de qualquer coisa, é a quantidade de vida que você troca por isso. Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda. Para onde o pensamento vai, quando ele é esquecido? Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência de medo.Qual seria a sua idade se não soubesse quantos anos tem? Estou morrendo sem estar doente, estou morrendo de uma existência fria demais para resistir.

O Impetuoso Eterno Retorno Após anos tentando entender a generosidade de minha atitude, ⁠a interpretação do Übermensch é por demais generosa. Nunca consegui enxergar esta construção de Nietzsche, que na minha opinião, é apenas estética sem nenhum valor ético como um ser feliz, u…
Continuar lendo

O Impetuoso Eterno Retorno Após anos tentando entender a generosidade de minha atitude, ⁠a interpretação do Übermensch é por demais generosa. Nunca consegui enxergar esta construção de Nietzsche, que na minha opinião, é apenas estética sem nenhum valor ético como um ser feliz, um ser satisfeito consigo próprio. Zaratustra gasta tanto tempo em críticas aos outros que, só resta uma sensação de estar lendo o texto de alguém frustrado com a existência. Um inimigo da vida real que propõe que a existência desejável é algo inatingível pelo homem. Quando Nietzsche propõe o teste do retorno em Gaia Ciência, parece que propôs algo tão insólito como a contemplação suicida de alguns monges quando buscam para atingir o Nirvana através do jejum infinito. O eterno retorno, não é apenas impraticável, é indesejável. Não sou especialmente sartreano, mas como eu poderia esperar ser livre num contexto de perfeição das ações. Penso que o erro e o arrependimento façam parte das nossas bençãos. São uma parte fundamental da mudança e a mudança é o desejável. O caminho tortuoso é verdadeiramente o Nirvana possível e desejável. Atingir a meta, chegar ao fim do caminho é o inferno, ser o super-homem, viver de acordo com o eterno retorno é a morte. É o fim da aventura humana de erros, acertos, delícias e arrependimentos, amargores e doçuras. Não almejo o tempo para vivê-lo numa espécie de plenitude utópica. Sou um adorador do tempo em todas as suas dores e sobretudo na sua inconsistência tão fluida. Como eu poderia respeitar o despautério de desejar uma vida perfeita, tão perfeita que, não mais se quisesse mudar uma nota em sua existência. O Super-homem está morto, pela própria definição do seu criador.

⁠A Verdade é uma Mentira Pensamento imagético, é aquele pensamento dogmático, é uma espécie de mistura meio atônica entre a liberdade de pensar, liberdade de criar conceitos de fazer filosofia, porque quem faz filosofia, cria conceito. O que seria de Platão sem o conceito de ide…
Continuar lendo

⁠A Verdade é uma Mentira Pensamento imagético, é aquele pensamento dogmático, é uma espécie de mistura meio atônica entre a liberdade de pensar, liberdade de criar conceitos de fazer filosofia, porque quem faz filosofia, cria conceito. O que seria de Platão sem o conceito de ideia, não precisar estar de acordo com Platão, entretanto, Platão é filósofo porque criou conceitos e eu não tenho que estar de acordo e isso é próprio do filósofo. Não criar conceitos é algo dos teólogos, porque eles possuem a fé como muleta. Para o filósofo, o pensamento é órfão, ele vive no orfanato do pensamento total, porque ele não tem absolutamente, essa ideia de se agarrar em algo que vai lhe oferecer uma promessa de verdade - verdadeira. O filósofo, sempre trabalha com a verdade que não suporta a relação com a realidade, a verdade é o imaginário enganador que atua como inibidor de pensar, e esse é o pensamento imagético que está pronto. Então, o que é a verdade? Um exército móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, numa palavra uma soma de relações humanas que foram poéticas e retoricamente intensificadas, transpostas e adornadas. Após uma longa utilização, aparecem a um povo, fixas, canônicas e vinculativas. As verdades são ilusões que foram esquecidas enquanto tais, metáforas que foram gastas e ficaram esvaziadas de seus sentidos, moedas que perderam o seu cunho e que agora são consideradas já, não como moedas, mas como metal. A verdade, portanto, é uma invenção, ela não existe. A verdade, é uma grande mentira.