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Frases de Samuel Eduardo Fortes

931 frases

⁠A Felicidade como Questão Ideológica e a Camisa do Homem Feliz Poderíamos sugerir inicialmente que a felicidade exigiria a plena satisfação de nossos desejos, como desejamos o tempo inteiro a felicidade seria esta ininterrupta satisfação destes desejos para que fosse substituíd…
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⁠A Felicidade como Questão Ideológica e a Camisa do Homem Feliz Poderíamos sugerir inicialmente que a felicidade exigiria a plena satisfação de nossos desejos, como desejamos o tempo inteiro a felicidade seria esta ininterrupta satisfação destes desejos para que fosse substituídos por novos, imediatamente, satisfeitos e que tivéssemos condições desejos, de satisfazê-los initerruptamente. Perceba a imensa dificuldade de enxergar a felicidade desta maneira. Primeiro, o desejo pressupõem a conceitualmente a falta, e é a energia que mobilizamos para que aquilo que nos faz falta, para aquilo que encarecemos. Então, é claro e evidente que quando conseguimos o que desejamos, já não desejamos mais e ai, outros objetos de desejos aparecem. Então, se a felicidade é ter o que se deseja, ela é rigorosamente uma impossibilidade. Em qualquer sociedade, há uma lógica da definição do desejo autorizado.

Carta em Próprio Punho Pensamentos, valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda de ser o ter, sem que o ter te tenha. Não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer. A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vo…
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Carta em Próprio Punho Pensamentos, valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda de ser o ter, sem que o ter te tenha. Não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer. A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente. A mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração. Esquecer é uma necessidade e a vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.

⁠A Casa das Mil Janelas Passarei lúcido e frio Num ponto qualquer da treva
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⁠A Casa das Mil Janelas Passarei lúcido e frio Num ponto qualquer da treva Na praia de ondas brancas Abrem-se as ondas cativas No oco raio estelar Vão e vêm, Chegar-me o apelo vazio Afloram perspectivas Chega impressentida Nunca inesperada Que matam a morte Por medo da vida A tarde morre bem tarde Que tarde que a tarde cai Tão boa de querer bem

Arde Sem se Ver ⁠A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher. Com o fogo, tem-se o poder de aquecer a mente de quem o vê, um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia, cura-se com outra e se devoram na dança em chama. Do atrito de duas lascas de pedras, chispam f…
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Arde Sem se Ver ⁠A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher. Com o fogo, tem-se o poder de aquecer a mente de quem o vê, um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia, cura-se com outra e se devoram na dança em chama. Do atrito de duas lascas de pedras, chispam faíscas, das faíscas vem o fogo, do fogo brota a luz que irradia o pensamento esporádico. O fogo queima a lenha, a inveja consome as boas ações, tal como o fogo tende para cima e a pedra para baixo.

Parapeito Falar sem aspas, amar sem interrogação, sonhar com reticências e viver sem ponto final. Enquanto você sonha, estará fazendo rascunhos de seu futuro. Você nunca encontrará o arco-íris se estiver olhando para baixo, pensamos muito e sentimos muito pouco, sendo assim, a…
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Parapeito Falar sem aspas, amar sem interrogação, sonhar com reticências e viver sem ponto final. Enquanto você sonha, estará fazendo rascunhos de seu futuro. Você nunca encontrará o arco-íris se estiver olhando para baixo, pensamos muito e sentimos muito pouco, sendo assim, a vida é uma tragédia quando vista de perto, mas se torna uma comédia, quando se vista ao longe.

⁠Feito Fibra e Pedra Nasceste para o sol És mocidade
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⁠Feito Fibra e Pedra Nasceste para o sol És mocidade Em plena floração Rosa que enfloreceu Sobre teu rosto soberano A vida em ti, que é sumo alegria Em plena floração, fruto sem dano Numa severa afirmação da luta Uma impassível negação da morte Feito pó, feito pólen Feito fibra Feito pedra

A Morte Como Pessoa Feminina de Deus. Com o feminismo por baixo dos lençóis, a pior forma de solidão a que se pode condenar uma mulher é a solidão de não fazê-la, de vez em quando, de objeto. A natureza, tem uma estrutura feminina: não sabe se defender mas sabe se vingar como ni…
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A Morte Como Pessoa Feminina de Deus. Com o feminismo por baixo dos lençóis, a pior forma de solidão a que se pode condenar uma mulher é a solidão de não fazê-la, de vez em quando, de objeto. A natureza, tem uma estrutura feminina: não sabe se defender mas sabe se vingar como ninguém.

⁠Num mundo onde a aparência vale tudo e a essência é coisa não valorizada, descobrimo-nos donos de tudo e mestres do nada. Mestre, meu querido Mestre, quero aprender de ti a sabedoria de não ter nada e, no entanto, tudo ter. Porque me deste sua alma se eu não sabia o que fazer de…
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⁠Num mundo onde a aparência vale tudo e a essência é coisa não valorizada, descobrimo-nos donos de tudo e mestres do nada. Mestre, meu querido Mestre, quero aprender de ti a sabedoria de não ter nada e, no entanto, tudo ter. Porque me deste sua alma se eu não sabia o que fazer dela, meu coração não aprendeu a sua serenidade, na mágoa cotidiana da matemática de ser.

⁠Mudez Mudo, mas não mudo muito ⁠Na esquina da cortina ao alto mar
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⁠Mudez Mudo, mas não mudo muito ⁠Na esquina da cortina ao alto mar Me vejo Desejo de ser e tocar de vidro frio Do horizonte cheio de montes baixos Desembrulhar-me e ser eu E raspar a tinta Como os que me pintaram os sentidos Nas grandes cidades A vida é mais pequena Na cidade, as grandes casas fecham A vista e à chave E as flores são cor da sombra E tornam-nos pobres, Porquê a nossa única riqueza É ver.

O Poeta Lúdico e o Louco Na insegurança Das decisões
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O Poeta Lúdico e o Louco Na insegurança Das decisões A angústia Da ansiedade Na incerteza Do que está Por vir O temor Onde O tempo Livre De toda Matéria De que São feitos Os medos? Quando O tempo De realizar O que Se aspira? De recusar-se A morrer Sem ter Vivido? Que dizer Da ética Do agir Sujeita À ação Da violência? À tragédia Do desamparo? À submissão Da incompetência? À catástrofe Do terrorismo? À dramaticidade Da tortura? Ao sofrimento Da descompaixão? À insensibilidade Da ambiguidade? À tristeza Que emudece? À arrogância Que asfixia? Às esperanças Frustradas? Aos fantasmas Dos medos? Nada Mais aterrador Que cristalizar-se Num estado De maturidade! No rescaldo A sensação De diluição De algo Imprescindível Por vezes A loucura Só é lúdica À distância!

⁠O Pregador de Predadores Na Supernova
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⁠O Pregador de Predadores Na Supernova Que Se esvai O que Nos Constitue No Sol Que Se exaure A vida Que Nos enche No regalo Do predador A tragédia Do que é Presa A vida Se alimenta De vida Como Entender!? Na falta De um Predador Natural Predamo-nos

A Face Clara e Obscura da Clareza de Clarice. Você tem paz Clarice? -Nem pai nem mãe.
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A Face Clara e Obscura da Clareza de Clarice. Você tem paz Clarice? -Nem pai nem mãe. -Eu disse “paz”. -Que estranho, pensei que tivesse dito “pais”. Estava pensando em minha mãe alguns segundos antes. Pensei - mamãe - e então não ouvi mais nada. Paz? Quem é que tem? (Clarice Lispector) .... Na sequência desta e outras Clarices, hoje, está claro no escuro de tempo sobrio aqui e acolá, eu ,cá comigo, penso na guerra e na Pátria Mãe, no País que não sinto que tenho, já nem irmãos se entendem igual no futebol, na política, na religião e se mata em nome de Deus que inexiste como um Muda. Por isso, não se respeita a cor da pele e as adversidades da sociedade do consumo, não penso, logo existo! A moral,está na cabeça e não no bolso ou entre o vão das pernas, é a liberdade no voto consciente. Outro lembra do sonho, que não acabou, de construir um País que se faz de Homens e Livros. Não passarão!

⁠Das mulheres e seu legado Das mulheres que sabemos Fortes, guerreiras, resolutas
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⁠Das mulheres e seu legado Das mulheres que sabemos Fortes, guerreiras, resolutas E num só tempo nos seus termos Doces, suaves nas labutas Da Paz, da liberdade, da alegria Plantando a democracia Na alma do nosso povo Das Olgas, Elisas e Marias Guardando seus camaradas Clamando: para a guerra não irias E enfrentando tantas fardas Os algozes da liberdade E sem temeridade Os herdeiros do estado novo. Das Clarices e Hildegardes Que choraram por seus filhos Pela dor e tantas saudades Seguiram nos seus trilhos Deixaram seu exemplo Transformando num templo Cada espaço da luta A essas Mulheres saudamos No dia do seu Congresso Mulheres com quem junto lutamos Pela Paz, liberdade e progresso Guerreiras da Cidadania Heroínas da Democracia Merecedoras de todo sucesso!

⁠Kantianamente Fugaz Volumes Raciocinam
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⁠Kantianamente Fugaz Volumes Raciocinam No espacial Planos A duas Dimensões Retas No Unidimensional Pontos Sequer Raciocinam... Devaneios Pois que Mal Não faz Devanear Difícil Resistir À tentação De tentar Enquadrar Os Que estão Ou Pretendem Nos Governar