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Frases de Rosa Berg

346 frases

INSANIDADE Eu ando por aí contando os passos, contando as horas,
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INSANIDADE Eu ando por aí contando os passos, contando as horas, rezando o terço, tecendo a vida sem endereço, pagando o preço dos meus tropeços, buscando a sorte depois da morte para um novo recomeço. Eu ando por aí contando estrelas, soprando vento das minhas janelas, cantando músicas que desconheço, desenhando sombras com a luz de velas, buscando abraços para os meus braços. Minha alma está em alvoroço porque a saudade ocupa todo o espaço e, ainda por cima, dói doída no osso. Perdi a senha da felicidade. Perdi o rumo das minhas vontades. Perdi a calma da neutralidade. Perdi de mim, as minhas metades. Insanidade será meu fim? Fragilidades não me pertencem, e delas, juro, não serei refém. Sou ave branda que voa nas aragens. Sou ave brava que enfrenta tempestades. Sou um ser errático, lunático, dramático. E se não sou fantástico, e não sou poeta, a poesia é a culpada por eu ser assim

ESPERANÇA DESBOTA A esperança com o tempo se desbota, e mesmo com a saudade ainda pintando os dias,
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ESPERANÇA DESBOTA A esperança com o tempo se desbota, e mesmo com a saudade ainda pintando os dias, novas horas batem na porta pedindo para entrar. Tem vento fresco e lua lá fora. Tem estrelas no céu, tem perfume de flores no ar. Tem lembrança resistindo em ir embora, mas tem também uma alma querendo descansar. A efervescência dos doces momentos, impressos no tempo que passou, não voltará. E sabe-se Deus, o que daqui para frente será. Encolhe-se o corpo no esconderijo do espectro da alma doida,no silêncio do quarto, no meio da noite, na escuridãocom lágrimas lavando o inverno rosto, como se fossem chuva de verão.

NOSSOS SONHOS SERIAM, MAS NÃO SÃO. Sinto muito! Mas não posso mais ignorar que esses meus sentimentos de encantamento não cabem no agora e nem mais nessa minha alma tagarela. As exigências da vida estão aí assinalando que fragrâncias desse amor evaporaram-se, apesar do meu torpo…
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NOSSOS SONHOS SERIAM, MAS NÃO SÃO. Sinto muito! Mas não posso mais ignorar que esses meus sentimentos de encantamento não cabem no agora e nem mais nessa minha alma tagarela. As exigências da vida estão aí assinalando que fragrâncias desse amor evaporaram-se, apesar do meu torpor. Não vou dissimular minhas angustias em frases feitas, nem tão pouco privar os nós de minha garganta de se derramarem pelo meu rosto em teimosas lágrimas. Já não sei mais se essas lágrimas são eclosões de meus sentidos, ou dos meus muitos sonhos descabidos. Eu não tive intenção, mas quando dei por mim, havia consagrado a um amor minhas mais puras, simples e fortes emoções. Acreditei na pureza das trocas e dos sentimentos, como uma criança acredita em Deus. Não importa. Reconheço que a vida é feita de fatias, de movimentos, de projeções contraditórias. Não existem bulas. Não existem fórmulas. Nos corredores da vida, os fatos têm sempre uma porta de entrada e outra de saída. E quando estamos no meio, nem nos lembramos disso. Ainda bem, porque só assim podemos desfrutar da sonoridade dos momentos para sempre inesquecíveis. Aqui e agora, entretanto, minhas interrogações internas se fazem ávidas quanto à concentração de minhas forças, na tentativa inútil de encontrar a perfeição de minha realidade mágica. Nesta atmosfera, não se justifica mais nenhuma entrega. A distância também se faz presente em minha alma, e o silêncio, dos instantes e dos momentos, se coloca no lugar onde a alegria profunda de se estar perto era uma teia de felicidade em construção, quando os nossos sonhos seriam, mas não são.

CORRENDO RISCO Nesse seu riso largado, Nesse seu olhar meio de lado,
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CORRENDO RISCO Nesse seu riso largado, Nesse seu olhar meio de lado, Nessa sua conversa fiada Vou embarcar! Nesse seu jeito imprudente, A sua proposta indecente, De um amor “caliente”, Penso em aceitar. Por ser um amor de momento, Sem culpa e arrependimento, Que nenhum dano pode me causar. Vou me arriscar!

POESIA, MINHA FIEL COMPANHIA Num dia fui inventada, no outro me reinventei. Já tive asas quebradas. Já as tive inteiras, outra vez. Já pisei em pedregulhos e sorri por puro orgulho, quando a dor me visitou. Já me perdi no horizonte sem sequer sair do lugar, viajando ao ver os n…
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POESIA, MINHA FIEL COMPANHIA Num dia fui inventada, no outro me reinventei. Já tive asas quebradas. Já as tive inteiras, outra vez. Já pisei em pedregulhos e sorri por puro orgulho, quando a dor me visitou. Já me perdi no horizonte sem sequer sair do lugar, viajando ao ver os navios dançando felizes, nas águas, em alto mar.Já sonhei com outras terras, outros portos, com as gentes de outro lugar. Já bebi minha própria saliva; já provei do meu próprio veneno; já tive a boca rachada de tanto tagarelar. Já rasguei minhas memórias escritas em um papel qualquer que o tempo, no seu tempo, esqueceu em algum lugar. Já tive medo do escuro, já me perdi em atalhos, já enlouqueci por bobagens. e distraidamente, tranquei minha alma num armário. Já chorei quando perdi amores; já dei risadas quando recebi flores; já voei nas nuvens, inflada pela felicidade. Até corri em disparada, só para ganhar um abraço dos braços de quem eu tinha muita saudade. Já tive o coração na garganta, na boca, na cabeça com sentimentos que nem me deixavam a realidade enxergar. Já amei quem não devia e tremi mesmo quando me diziam: “Não tenha medo não”. Os anos foram passando e eu sempre esperando que minha alma estabanada sossegasse e, quieta devorasse essa tal de poesia, que os mais velhos diziam que com o tempo nos fugia, desfigurando todas e quaisquer emoções. De fato, passaram-se os anos, os dias, as horas e meus planos. Porém, a poesia, dona absoluta de minhas fantasias, numa doce e eterna teimosia, resistiu ao tempo, às dores, aos desencantos , ao meu cansaço e como uma bactéria resistente, continua presente em minhas veias ,correndo com sofreguidão como sangue quente me fazendo companhia nas minhas horas de total e irrestrita solidão.

VÁ Se deseja caminhar sozinho, vá. Nada e ninguém poderá lhe impedir.
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VÁ Se deseja caminhar sozinho, vá. Nada e ninguém poderá lhe impedir. A vida é sua e a estrada é democrática. Todos podem andar por ela livremente. O rumo é o seu desejo. O vento que varre a estrada irá sempre refrescar o calor da sua busca. Vá, mas leve um agasalho. Pode esfriar e você precisará dele para enganar o frio. Leve também um guarda-chuva. Pode chover forte e você corre o risco de pegar uma pneumonia. Mas, vá. Não tenha medo. Não desanime. Quando a noite chegar, deixe-se banhar pelo brilho das estrelas. Elas irão iluminar os seus sonhos e nortear o seu caminho. Em dias de sol, aproveite para absorver o seu calor, armazenando-o para a realização de fecundas experiências. As tormentas virão muitas vezes e mudarão a sua direção, mas vá. A sua inquietação lhe move para a sua própria transformação. Olhos e ouvidos atentos para as oportunidades no que busca, elas poderão estar do seu lado. Seja o paladino de sua própria vontade. Seja o comandante do navio de sua vida. Se errar o caminho, comece de novo, e de novo, e de novo, quantas vezes forem necessárias; MAS VÁ.

PERFUME NO AR Suspenso no ar o perfume da relva que veio banhar,
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PERFUME NO AR Suspenso no ar o perfume da relva que veio banhar, o corpo desnudo na cama a revirar, esperando o amor que está para chegar. Suspenso no ar, o perfume da chuva que cai devagar, nas entranhas da terra para encharcar, a alma esfuziante que quer se entregar. Suspenso no ar, o perfume da sereia que veio do mar, que usa “Água de Colônia” para embriagar, os sentidos de quem deseja namorar. Suspenso no ar, perfume da noite que chega num açoite, fazendo o desejo, no seu silêncio, despertar e na loucura da paixão estonteante flutuar

SENTIMENTOS SEM CLICHÊS Pouso o meu olhar sobre mim mesma, sobre meus sentimentos, sobre os meus sonhos, sobre minha alma, como um artesão buscando inspiração para o seu ofício. Ando precisando fazer uma releitura das minhas ambientações internas nos moldes de um artista plásti…
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SENTIMENTOS SEM CLICHÊS Pouso o meu olhar sobre mim mesma, sobre meus sentimentos, sobre os meus sonhos, sobre minha alma, como um artesão buscando inspiração para o seu ofício. Ando precisando fazer uma releitura das minhas ambientações internas nos moldes de um artista plástico quando da criação de um novo design e de uma nova estética. A estrutura arquitetônica e o estado de conservação de meus sonhos estão visivelmente abalados nas suas estruturas poéticas. Abro as portas do meu coração para resgatar e preservar as emoções silenciadas e estocadas nos armazéns de minhas lembranças. Meu espírito critico e inquieto anda cochilando pelos botequins dos pensamentos viciados e anseios confusos. Preciso do cheiro de perfume bom em minha pele. Quero essa minha alma atrapalhada caminhando pela vida fotografando sentimentos sem clichês. Quero um beijo da lua no meu rosto de presente. Quero beber a lagrima da saudade, num cálice de cristal. Quero pescar risos de alegria, nas horas do meu dia Quero a surpresa da frase feita de uma poesia. Não quero sonhos sem futuro. Quero cuidar de mim

DECLARAÇÃO De repente, Olhos vazados por lágrimas contidas,
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DECLARAÇÃO De repente, Olhos vazados por lágrimas contidas, Que teimosamente escorrem pelo rosto. De repente, O rubor que sobe à face denuncia emoção. Agüenta coração! De repente, Um nó na garganta sufoca o choro, Fazendo música a voz interior. De repente, A poesia é servida em copo de cristal Golpe mortal.