INSANIDADE Eu ando por aí contando os passos, contando as horas,
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INSANIDADE Eu ando por aí contando os passos, contando as horas, rezando o terço, tecendo a vida sem endereço, pagando o preço dos meus tropeços, buscando a sorte depois da morte para um novo recomeço. Eu ando por aí contando estrelas, soprando vento das minhas janelas, cantando músicas que desconheço, desenhando sombras com a luz de velas, buscando abraços para os meus braços. Minha alma está em alvoroço porque a saudade ocupa todo o espaço e, ainda por cima, dói doída no osso. Perdi a senha da felicidade. Perdi o rumo das minhas vontades. Perdi a calma da neutralidade. Perdi de mim, as minhas metades. Insanidade será meu fim? Fragilidades não me pertencem, e delas, juro, não serei refém. Sou ave branda que voa nas aragens. Sou ave brava que enfrenta tempestades. Sou um ser errático, lunático, dramático. E se não sou fantástico, e não sou poeta, a poesia é a culpada por eu ser assim