A placa "PARE", quando é para vida, assusta.
Frases de Rosa Berg
346 frases
SENSAÇÕES Sentimentos rabiscam-se em rascunhos Reflexos da falta de nexos
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SENSAÇÕES Sentimentos rabiscam-se em rascunhos Reflexos da falta de nexos das palavras que não me vêm. Decepção a beira do abismo Coração destruído pela audácia das vozes interiores me dizendo não. Emoções sem termômetros Termômetros sem previsões. Inverno na alma!
O QUE ME ESPERA? o que me espera? se pra você eu já era,
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O QUE ME ESPERA? o que me espera? se pra você eu já era, se não faço mais diferença se tampouco sou ausência, se na solidão ainda sofro, se sinto sua falta e pareço louca, se viajei na ilusão, se pensei que podia dar certo, se ouvi meu coração. Mas por certo, você tinha razão. O que me espera? se na lenta caminhada, os meus passos desfacelam e meu coração acelera em busca de retidão. Quem sou eu pra questionar a razão? O que me espera quando a calma puder renascer e eu fizer por merecer, depois desse inverno intenso, quando não mais gritar seu nome e me esquecer de você
VOLTA À VIDA No silêncio, reencontrei a calma e assim, descansei minha alma,
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VOLTA À VIDA No silêncio, reencontrei a calma e assim, descansei minha alma, das tristezas que habitaram os meu dias. E novamente,estou aqui no tempo e dentro do espaço, com o coração dando seus passos, caminhando na busca de uma nova estação. Estou inteira, não mais em pedaços. Posso até ver as estrelas enfeitando o meu chão. Como é bom estar de novo na vida Sem ferida, sem medo de morrer.
QUE TAL,ME DAR UMA BEIJO? Hoje ,eu quero todos os beijos , por qualquer bobagem,
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QUE TAL,ME DAR UMA BEIJO? Hoje ,eu quero todos os beijos , por qualquer bobagem, por uma simples vontade , por um carinho extra , até sem motivo, ou mesmo, por piedade. Hoje quero beijos estalados, beijos molhados, beijos apertados , beijos mansinhos , beijos emocionados , beijos de amor. Hoje, eu quero todos os beijos, seja lá de quem for seja lá como for . Porque no dia do beijo , minha cesta está cheia de beijos, é só escolher o sabor..
O SOM DOS TAMBORES DE ALÊ ESPINOLA Sem rotas, sem mapas,
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O SOM DOS TAMBORES DE ALÊ ESPINOLA Sem rotas, sem mapas, sem portas, sem passes. Cem passos os gritos torpedos, os sentimentos sem rumo, as dores. Com-passos, o desespero, os arranhões, a vermelhidão. os vergões nas frestas das feridas abertas, na alma rasgada. Soluços de medo cortando a escuridão. Anseios Vertigens Náuseas Convulsões Coragem em contrações parindo o urro da mulher forte gestados em interrogações
E X A G E R A D A Tudo em mim é intenso. Tudo em mim tem valor.
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E X A G E R A D A Tudo em mim é intenso. Tudo em mim tem valor. Tudo, às vezes, me parece ruim. Tudo, muitas vezes, me causa dor. Tudo em mim é pontual. Porque tudo em mim tem que ser racional Tudo de bom habita em mim. Sou codependente de minhas próprias emoções. Ignoro os murmúrios de meus problemas. E não há situação que eu não possa resolver. Não dou confiança para os meus desejos. Porque deles, com certeza, tenho medo. Manipulo conscientemente as minhas vontades. Escondendo-me nas chaminés das verdades. E finjo não estar nem aí. Para as conseqüências, tenho explicações. Digo sim, quando deveria dizer não. Digo não para fugir do sim. Faço escolhas.
Adoro cabeças cheias de minhocas. Minhocas criativas fazem desse mundo um lugar mais agradável.
Apenas um Canto Um canto, No meu canto,
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Apenas um Canto Um canto, No meu canto, Encanta o meu silêncio. Fazendo o meu dia raiar, Fazendo a minha vida vencer O medo da morte, O medo da sorte, O medo, o medo, o medo, o medo.....o medo................o medo.
Dedico esta poesia a Alessandra Espínola, após matar a minha sede na fonte de seus escritos. PROCURO-TE Procuro-te nas palavras.
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Dedico esta poesia a Alessandra Espínola, após matar a minha sede na fonte de seus escritos. PROCURO-TE Procuro-te nas palavras. E em teus versos te encontro. São diferentes as nossas estradas, mas iguais as nossas madrugadas. Perco-te pelas frias esquinas da vida e em tua alma te reencontro. São diferentes os nossos destinos, mas iguais os nossos desatinos. Nossas feridas são pulsantes. Nossas dores, viajantes errantes. Nossas vozes jamais podem descansar. Procuro-te na prisão dos loucos. Porque ouço gritos sufocados e roucos. E vozes que mal posso escutar. Amiga, sinto te informar. Somos prisioneiras da fantasia Estamos condenadas à poesia Somos Deusas da nossa criação
O SONHO Sonhei que do mar selvagem
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O SONHO Sonhei que do mar selvagem eu sorvia o sal das lágrimas minhas e, no amanhecer, o calor do sol minha saudade derretia. Ao acordar, percebi minh’alma inteiramente vazia
O que levamos desta vida? Nada que conquistamos de fora.
É tão bom ver a vida pulsar. Sigo por essa estrada, ora acompanhada das minhas idéias desvairadas, ora pelos meus desatinos conscientes
Enquanto o vento movimenta nossas dunas, a poesia se faz no caminho.
De meu plexo solar, vou confiscar os sentimentos complexos
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De meu plexo solar, vou confiscar os sentimentos complexos que querem me perturbar, criando trilhas, que me deixam em ilhas, onde não devo estar. Do meu coração, vou roubar as emoções migratórias que querem me revolucionar, criando fantasias, que viajam muitas milhas E me fazem naufragar.
ESCOLHA Acho que cheguei adiantada para vida ou fiquei estacionada no tempo. Só para escolher a hora de chegar.
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ESCOLHA Acho que cheguei adiantada para vida ou fiquei estacionada no tempo. Só para escolher a hora de chegar. Acho que fiquei menina e não cresci, apenas adormeci nas horas. Só para escolher a hora de chegar. Acho que fui engolida pelo espelho e fiquei guardada por lá. Só para escolher a hora de chegar. Acho que virei personagem de histórias infantis e me encantei. Só para escolher a hora de chegar. Acho que fui morar nas estrelas para de lá, o mundo observar. Só para escolher a hora de chegar. Acho que me escondi dentro de um ovo, para que o calor pudesse me chocar. Só para escolher a hora de chegar. Acho que fui seduzida por Iara e, no fundo do rio, meu corpo foi-se juntar ao dela. Só para escolher a hora de chegar. Acho que me transformei em arco-íris depois da chuva, para pintar de todas as cores a minha alma. Só para escolher a hora de chegar. Mas se assim eu continuar a caminhar, quase a deriva, num bote inflável que se deixa levar, sem saber onde vai dar, guiada pela direção vento e balanço das águas do mar, estarei perdida! Porque não saberei escolher a hora de chegar.
Porque desesperei, esperei o tempo passar nas horas que se arrastaram,
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Porque desesperei, esperei o tempo passar nas horas que se arrastaram, por todas as noites até a outra noite chegar. Esperei a música parar de tocar e inventei uma nova maneira de sonhar. Roubei o brilho das estrelas e me encharquei na luz do lua. Abracei a solidão até me sentir em paz. Mas em minhas teias, fiquei emaranhada sem conseguir sair desse lugar. O tempo do relógio seguiu em frente, que eu desesperadamente tentei parar Esperando pela luz dos olhos Esperando pela mansidão do falar Esperando um colo para por os pés no chão Esperando pela mão tocando as minhas mãos Esperando por um suspiro para me desafogar Esperando por um abraço para me acalmar Fiquei parada no tempo Esperando o tempo não passar.
parte da letra do que SERIA uma música(mas não foi), para um curta-metragem chamado Tia Clara - de Iris Lima - uma amiga querida Quero ter você pra mim. Quero viver a nossa história com começo meio e fim.
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parte da letra do que SERIA uma música(mas não foi), para um curta-metragem chamado Tia Clara - de Iris Lima - uma amiga querida Quero ter você pra mim. Quero viver a nossa história com começo meio e fim. Quero os sonhos transformados em realidade. Não quero mais dormir no braço da saudade. Quero um beijo estalado em minha boca. Quero sentir sua pele em mim. Quero apagar as sombras do passado. E acordar meus restos de dias ao seu lado. Passei a vida conversando com as paredes. Fazendo versos que nunca escrevi. Relendo um bilhete amassado pelo tempo. Só para ouvir a sua voz me dizendo, me espere que eu volto. Minha tristeza caminhou a passos lentos. E sem o alento de notícias, eu vivi. Meu coração aprendeu viver acelerado e nos pecados de meus pensamentos, me escondi. Agora, na frente do espelho, eu me deparo com uma imagem que o tempo não perdoou, as minhas lágrimas do passado já secaram, mas a saudade não me abandonou Eu quero ter você pra mim Quero viver a nossa história com começo meio e fim Quero os sonhos transformados em realidade Não quero mais dormir no braço da saudade.
Quero uma coberta feita todinha de poemas para me aquecer do frio que faz quando você se ausenta por tanto tempo.
METAMÓRFICA No meio da noite, dentro de mim,
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METAMÓRFICA No meio da noite, dentro de mim, solidão bravata ERUPÇÃO. A cama quente é ninho vazio. Tenho febre. Tremo de frio. Tento dormir, mas sinto saudades Escuto sua voz, e suas palavras me acordam para realidade. Em minha cabeça toca uma música sem nota, e num dedo de prosa ao telefone, aceito a verdade de não ser mais a ROSA de seu jardim. Para não chorar, fico metamórfica crio asas, fujo de mim
SIGO SÓ Depois dos nós, depois de nós,
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SIGO SÓ Depois dos nós, depois de nós, novamente, sigo só caminhando em frente. E mesmo em meio a tanta gente, sigo só. O peso da bagagem carrego com vontade, quero sair correndo do lugar, quero romper o vento da estrada, voltar a namorar as madrugadas e brincar com as loucuras dentro de mim. Preciso da circulação dos poemas em minhas veias, tenho sede dos versos e da lua cheia, tenho fome das horas no tempo voraz. E sigo só, novamente, depois dos nós, depois de nós
BRINDE A UMA AMIZADE Queria ter na boca o verbo certo e nas veias um poema bem feitinho,
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BRINDE A UMA AMIZADE Queria ter na boca o verbo certo e nas veias um poema bem feitinho, só para te dizer o quanto é importante, tua companhia constante em meu caminho. Ah! Se meus sentimentos fossem coloridos e se incandescessem a cada palavra tua, o céu não precisaria mais de sol e a noite não ficaria mais sem lua. E se, por descuido, a chuva caísse, misturando as cores e fazendo o céu cinzento, com trovões se arrebentando barulhentos e relâmpagos azuis cortando o firmamento, eu te diria, não tenhas medo, eles estão de passagem, vieram só para brindar nossa amizade.
NÃO SEI Não sei se morrerei poeta. Não sei se viverei sem trilhos.
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NÃO SEI Não sei se morrerei poeta. Não sei se viverei sem trilhos. Não sei se ficarei cega e não enxergarei os brilhos das estrelas sobre minha cabeça. Não sei se morrerei à mingua. Não sei se me faltará ar. Não sei se ficarei asfixiada pela falta que você me faz. Não sei se morrerei amando. Não sei se saberei continuar se tudo que existe agora, de repente, se acabar. Não sei se morrerei tranqüila. Não sei se viverei em paz, se nessa sua alma agitada todas as minhas vontades eu entregar. Só sei que você me basta ao se fazer refrão dos meus dias lentos, sol de minha escuridão, lua de minhas noites claras batuques de meu coração.
SE ALGUÉM ME ACHAR ,FAVOR ME AVISAR, Perdi-me de mim mesma, procuro-me por mim desesperadamente e não consigo me encontrar. Já revirei os meus armários, baguncei minhas gavetas, arrastei até o do sofá, mas também não me achei por lá.
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SE ALGUÉM ME ACHAR ,FAVOR ME AVISAR, Perdi-me de mim mesma, procuro-me por mim desesperadamente e não consigo me encontrar. Já revirei os meus armários, baguncei minhas gavetas, arrastei até o do sofá, mas também não me achei por lá. Refiz os caminhos de volta dos mesmos lugares de onde vim e nem sinal de mim. Quem sabe estou dentro de um envelope largado num canto qualquer e me esqueci de anotar no seu conteúdo que eu estou lá? E se me rasguei sem querer e me joguei inteira no lixo sem perceber? Como é que vai ser? Não quero nem pensar! Afinal, preciso estar comigo para viver, tenho obrigação de me achar. Abro os livros que estou lendo, de repente, quem sabe? Virei marcador da página onde a leitura tive que parar. Mas que nada, infelizmente, também não estou lá. O desespero me domina, a memória não ajuda, fico que nem barata tonta tentando pensar onde posso me encontrar. Já chamei até São Longuinho, dei-lhe de gorjeta, antecipadamente, três pulinhos, quem sabe ele pode me ajudar? Parece que nem ele consegue me achar. Respiro fundo porque preciso me acalmar. Sento na beira de minha cama tentando me lembrar quando foi a última vez que me vi em algum lugar. Estou pensando até em colocar a minha foto num jornal dizendo que desapareci. Que desespero! Não me acho e não consigo me lembrar de onde eu possa estar. Então, não vejo outro jeito a não ser o de apelar para quem me viu passar por algum lugar. Amigos! Se vocês me viram por aí a perambular, avisem-me, preciso de mim com urgência e irei correndo até onde for preciso, para me buscar. Preciso de mim.