As palavras afloram,
a sensibilidade flui,
os sentidos adoram,
a tensão diminui!
O corpo quer mais,
aumenta a pulsação...
Latejam as entranhas,
comprime o coração!
O corpo se entrega...
está sedento e faminto
fareja o desejo
e segue o instinto!
Há um temporal em mim,
que desbota a minha cor,
mas que mata a minha sede...
Há um vendaval em ti,
que assopra os teus segredos
mas não dispersa os teus medos...
Somos Éolo, somos tempestade
somos a vontade aparente do que queremos ser...
somos safra de uma diversidade
somos flor com espinhos, somos bem querer!
As mãos que um dia te deram amor
relatam hoje em linhas tortas uma saudade
e num choro compulsivo de inconformidade,
retratam em versos toda a sua dor!
A poesia é uma seta
apontada em minha direção,
pois toda alma de poeta
diverge de qualquer razão!
Traduz-se um sentimento
à revelia de qualquer forma de emoção
e o que é expresso em palavras
pode não ser amor, mas sempre será paixão!
Faz-se a arte, mas não se faz um artista!
Dá-se a vida, mas não se dá um dom!
É a inspiração divina num óleo sobre tela
guiando a paz que chega em forma de aquarela
no coração da vida!
Que o vento possa varrer toda a minha inquietude
sem esconder por debaixo do tapete a minha dor...
Que venha em forma de sangria esse acalento à alma,
que seja leve em mim toda a saudade que ficou!
O amarelar das flores indica o outono,
como o aconchego de um abraço adocica o inverno...
Para a flor, na primavera não existe abandono
E por fim, o sol brilhará! Todos verão!
A tristeza é enorme quando falta o brilho no olhar...
O corpo se entrega a uma profunda melancolia,
onde a noite traz lembranças em forma de nostalgia,
e o coração fraqueja, sem forças pra recomeçar!
Aquela flor colhida no jardim da primavera
ficou guardada no seu coração...
Não me lembro se era branca, vermelha ou amarela
só me lembro que estava nela toda nossa emoção!
E ela me deu adeus sob a chuva,
para que eu não percebesse as suas lágrimas...
Mal sabia ela que a tempestade
estava apenas começando em mim!
E o meu peito transbordou-se... de saudade!
O sol te sorriu e te chamou pra vida,
e mostrou que a ferida já cicatrizou...
Te devolveu a paz, antes perdida
e te ensinou o caminho mais curto do amor!
O amor é a fonte inesgotável
de sustentação da vida!
É o rejuvenescimento constante da alma!
É o que nos move e nos faz florescer,
por ser o bem maior em nós!
Você é sentinela das suas atitudes,
mas quase nunca é dona do seu coração...
Mutantes sentimentos são só instantes de amiúde
quando mantém acesa a chama em estado de erupção!
Os meus olhos não enxergam o cinza,
Pois indiferente pode estar o sorriso nessa cor...
O meu peito aberto abraça o branco da paz
E o meu coração sorri para o vermelho do amor!
Vou tirar do armário a minha fantasia,
vou gritar em versos, em forma de poesia
a paz no mundo retratada pelo Natal...
Mas quero o amor a vida inteira,
a paz entre os homens de forma verdadeira
para o mundo ser mais feliz!
Venha comigo se alimentar de versos,
isso nutre nossas almas e nos tira da solidão...
Não precisamos de palacetes ou castelos,
precisamos é de amor no coração!
Um ser no ventre, a maior inspiração da vida,
um estímulo que discerne o bem do mal...
Um amor singular que a paz convida
à felicidade plena, numa celebração angelical!
Você quis a tua beleza exposta num vitral,
sentiu-se uma deusa nômade numa total insensatez...
fugiu da realidade para ser manchete de jornal
como se a vida fosse o avesso da lucidez!
Não consigo ver felicidade sem flores
e para isso a minha janela estará sempre aberta;
é inimaginável um mundo sem amores...
Acreditar na paz interna ainda é a coisa mais certa!
Sinto de uma forma intuitiva a tua essência,
o teu cheiro invade o meu espectro imaginário,
as tuas formas tornam-se vida, numa real existência
mas a vida se segue e desfaço esse cenário!