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Frases de Roberto Auad

221 frases

eu sou assim... sei do tanto que devo ser serei isto e é só o que tenho
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eu sou assim... sei do tanto que devo ser serei isto e é só o que tenho nunca tive e nem nunca terei, tanto aquele sim que desejas talvez dentro em breve, brevemente na próxima reencarnação este assim, deste jeito, sim serei um certo alguém sim como as noites urgentes, assim bem assim da forma inexplorável deste sim ser assim.

O tempo que dura pouquíssimo eterno.
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O tempo que dura pouquíssimo eterno. o tempo do parco um espaço alegórico. eternidade do muito, muitíssimo tempo usar este tão pouco tempo, só um pouco de tempo. tempo do inimaginável.

Naquele exato instante, a única coisa que me restava era o silêncio. Queria compactuar minhas dores, expandindo meu senso crítico, pelas páginas do Talmude, mas o absurdo dialético, estampou sobre o que me restava de sanidade, aqueles sons grotescos de gostos amargos, que habitam…
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Naquele exato instante, a única coisa que me restava era o silêncio. Queria compactuar minhas dores, expandindo meu senso crítico, pelas páginas do Talmude, mas o absurdo dialético, estampou sobre o que me restava de sanidade, aqueles sons grotescos de gostos amargos, que habitam minhas ruas, sedentas dos glóbulos arrancados na cidade surtatiana.

O tempo que dura pouquíssimo eterno.
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O tempo que dura pouquíssimo eterno. o tempo do parco um espaço alegórico. eternidade. tempo do muito, muitíssimo tempo usar este tão pouco tempo, só um pouco de tempo. o tempo do inimaginável.

Amanheço na madrugado do sol nascente um gesto pálido de vida o céu nublado, negro e mesmo assim
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Amanheço na madrugado do sol nascente um gesto pálido de vida o céu nublado, negro e mesmo assim era um dia de vida quase que vivida há um ipê fora do tempo, de seu eixo, ainda vivo e florido é a minha rua vivo. neste mundo sombrio e rosa, ao sol que nasce vivenciamos viver para a vida além da vida das folhas rosas viver a vida para a vida mariar viver o verbo da vida vivemos o olhar nublado viverei, vivendo passariando a vida. roberto auad

Para que o silêncio se ele é apenas um pobre inaudível um espectador das batidas dos corações
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Para que o silêncio se ele é apenas um pobre inaudível um espectador das batidas dos corações um ser abstrato e sofrido das tristezas da respiração para que se o barulho da existência é seu eterno retorno almas fugidias do pulsar ensurdecedor dos globulos por veias, por vezes maculadas e solitárias.

queres saber da vida, não me perguntes sou um corpo indigente, numa cova rasa, coberta de cal e terra úmida. queres atinar do amor, não me indague
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queres saber da vida, não me perguntes sou um corpo indigente, numa cova rasa, coberta de cal e terra úmida. queres atinar do amor, não me indague sou um mero espectador do sofrimento quotidiano, entre almas enclausuradas por este verbo. queres saber da morte, não me interpele sou um daqueles, que lhe tem lúdica, certeza demolidora, para cada corpo deste universo.

há um silêncio no ar uma quietude avassaladora tão inquietante, que as nuvens de temor extinguiram-se, deixando um azul celeste apavorante.
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há um silêncio no ar uma quietude avassaladora tão inquietante, que as nuvens de temor extinguiram-se, deixando um azul celeste apavorante. emitindo sons inaudíveis,ensurdecedores, congelando os corpos no concreto rarefeito, que se desfazia tacitamente na mudez dos corações um dia aflitos. desapareceu toda cólera que o rubor do versos marginais declamados numa noite agoniante, acalentava os fluidos despejados por entre, súplicas e angustias, nunca revelados. restou... um certo gosto, insalubre e deletério no limiar da insanidade do humano que fomos.