Pular para o conteúdo

Frases de Roberto Auad

221 frases

Estava eu no Rio de Janeiro, quando fui comprar água mineral para abastecer o apartamento que estava hospedado e Na fila que era para atendimento do público em geral, uma velhinha de uns 70 anos reclamou com o caixa que o atendimento a ela era prioritário. O atendente explicou qu…
Continuar lendo

Estava eu no Rio de Janeiro, quando fui comprar água mineral para abastecer o apartamento que estava hospedado e Na fila que era para atendimento do público em geral, uma velhinha de uns 70 anos reclamou com o caixa que o atendimento a ela era prioritário. O atendente explicou que aquele era para todos os fregueses e que havia um caixa para o atendimento preferencial. Não adiantou, o xingamento continuava, o que fez com que uns argentinos que estavam passando suas compras e não entendiam nada do que estava acontecendo, principalmente pelos gritos e palavrões proferidos pela quase septuagenária, ficassem assustados com a situação surreal. Num repente esta senhora do nada, tentando envolver os outros da fila, vira-se rapidamente para uma outra senhora de uns 90 anos que estava na minha frente , olha-a e retorna o olhar ao atendente e opina: - olha rapaz , vc está me prejudicando não só eu, mas esta outra senhora que também espera na fila. Todos olham para a nonagenária e ela em alto e bom som, responde:- olha aqui, eu não te conheço e não me mete em suas confusões, cuida da sua vida e me deixa em paz, encosto. Sinceramente quando ficar velhinho, quero ficar igual a nonagenária. Roberto Auad

⁠Não há lugar qualquer que me contente vejo roupas despedaçadas no chão da sala os espelhos refletem muticoloridas formas de vida
Continuar lendo

⁠Não há lugar qualquer que me contente vejo roupas despedaçadas no chão da sala os espelhos refletem muticoloridas formas de vida olho por entre frestas da janela, um corpo, quase ínttimo movimento-me entre o real, o abstrato passo as mãos por entre os cabelos, seu rosto, seios, sua anca por dentro de todo o seu ser. amanhã ou um dia de tarde termino.

G⁠Olhei para o céu, depois de anos eu havia me enchido de coragem, levantei os olhos e o vi. Estava limpo com um azul que nunca percebi. Ali, eu nunca imaginei, nos meus delirios diários, daquele cotidiano que me massacrava e totnava a vida insuportável. Aquele momento, naquele q…
Continuar lendo

G⁠Olhei para o céu, depois de anos eu havia me enchido de coragem, levantei os olhos e o vi. Estava limpo com um azul que nunca percebi. Ali, eu nunca imaginei, nos meus delirios diários, daquele cotidiano que me massacrava e totnava a vida insuportável. Aquele momento, naquele quanto. Significava muito, muito do insignificante d como uma vida se perde na doidivana e mundana vida, como meus medos, me foi destinada. Estava eu naquele instante frente á morte, um vazio profundo abateu - se é eu apenas ia como o gado em seu último suspiro frente a morte líquida e certa, lembrando do último instante de coragem, tendo o azul profundo,daquilo que se pode chamar de um dia e sempre ao sol do meio dia e por certo de dia, a vida. Roberto Auad

⁠Acordei, me limpei como todos os dias, este atos eram de um cotidiano amante e massacrante mas o fiz, como fazia todos os dias. Coloquei as escovas no lugar, joguei as toalhas no lixo e naquele momento pensei na idiotice que é ao voltarmos da Rua termos de tomar banho e o por qu…
Continuar lendo

⁠Acordei, me limpei como todos os dias, este atos eram de um cotidiano amante e massacrante mas o fiz, como fazia todos os dias. Coloquei as escovas no lugar, joguei as toalhas no lixo e naquele momento pensei na idiotice que é ao voltarmos da Rua termos de tomar banho e o por que e a razão do porquê não lançarmos os chinelos e a toalha. É algo que se encontra fora de interpretação de minha vã filosofia. Me arrumo como todos os dias, visto a cueca, é qualquer uma , mas sempre a primeira avistada, a escolha do terno, é por ordem, mas vai que talvez um dele me sorria e eu o antecipo ou o deixo lá descansando e evitando ,a lavanderia e a lavagem a seco. A camisa, preferencialmente azul ou rosa, o que deixa as brancas com um certo ar de desdém, porém no íntimo de todas as vestes da casa é eu mesmo, é apenas ciúme de adolescente. Escolha a gravata, todas são em tons de azul com detalhes diferentes ,mas para evitar uma rixa ou qualquer desavença, reveso-as. As meias, são como o gado, aceitam seus destino de servirem de anterior e acumulados de suores, bactérias e não se sabe mais o quê. Os sapatos sempre solicitos , esperam felizes a oportunidade de sairem e tomarem um lustro na proximidade do fórum, é muito simples, mas há de ter sempre cuidado com a vaidade do todo existente no universo. Prossigo para a cozinha, faço meu café, como umas frutas, rodelas de abacaxi , uma maçã e um pedaço de melancia. Coo o café, passo a manteiga no pão e fixo-me na faça e no preenchimento da fatia de pão. Há algo de estranho, o pão transborda de manteiga, minhas mãos e a faca estão untadas, fétidas com o cheiro nauseabundo, amoroso, repugnante misturando-se no ar. Miro mais uma vez as fatias de pão, a repugnante manteiga e a faca bezuntada, como se tivesse vida , move-se entre minha carotida, a femural e meus olhos. Naquele momento percebi o quanto Epícuro, estava tão certo sobre a natureza da vida e da morte enquanto você esta vivo a vida não tem qualquer importância, quando você está morto, ela tem menos importância. Aquele talvez tenha sido meu último pensamento, enquanto me divertia com a dança desconexa da faca, o afogamento das fatias do pão e ela a estúpida manteiga derretendo , morrendo e eu não consigo pensar em mais nada, consegui me manter sem pensar em nem um,qualquer pensamento, fugaz pensamento e inútil que seja. Era estranho, mas com uma leveza e liberdade, sem qualquer sentido, mas ainda liberdade. Roberto Auad

⁠Mamãe e Robertinho, discutindo pesada e acaloradamente , vira minha mãe e pergunta: - quem está certo! Aliás, mamãe sempre muito incisiva, solta a bomba: eu estou certa né! Robertinho puto, mas que faz direito, replica:
Continuar lendo

⁠Mamãe e Robertinho, discutindo pesada e acaloradamente , vira minha mãe e pergunta: - quem está certo! Aliás, mamãe sempre muito incisiva, solta a bomba: eu estou certa né! Robertinho puto, mas que faz direito, replica: - Vó não vem chantagear com a sua posição hierárquica superior! - como se a água virou vinho naquele instante, amorosamente, ele pergunta: - pai, quem está certo? - eu firme respondo, certo que com alguma cautela. - em briga de librianos eu não meto a colher e concluo candida e amorosamente, e veio a veia irônica, pois não dá para resistir, afirmei : - se eu fosse vocês, eu dava a lide por empatada e saio de fininho, deixando os dois putos comigo por pelo menos uma semana. roberto auad